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Liberteiros - Júlio Emílio Braz
Copyright © 2025 Júlio Emílio Braz
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É proibida a reprodução deste livro sem a prévia autorização da autor.
ÍNDICE
1.Epígrafe
2.Dedicatória
3.Apresentação
4.Capítulo 1 - Noite Memorável
5.Capítulo 2 - Manhã Gloriosa
6.Capítulo 3 - Dilema
7.Capítulo 4 - O juramento do Punhal
8.Capítulo 5 - A escolha
9.Capítulo 6 - Dúvidas
10.Capítulo Sete - Constrangimento
11.Capítulo 8 - O Herói
12.Capítulo 9 - Planos
Epígrafe
"A incessante corrente de escravos que das províncias do norte se dirige para as do sul, traduz bem a penosa situação daquela parte
da lavoura nacional. Não é tão somente o alto preço dos escravos que estimula esta corrente, mas sobretudo a necessidade que veio oprimindo a lavoura do norte até
trazê-la a este estado de quase liquidação forçada."
(Relatório do Ministério da Agricultura à Assembléia Geral, 10 de maio de 1879).
Dedicatória
Para José Blanchard Girão Ribeiro e todo o pessoal amigo da Secretaria de Cultura, Turismo e Desportos do Ceará; e para a gente boa da Biblioteca Nacional,particularmente a da Seção de Iconografia, pela paciência que habitualmente têm comigo; sem esquecer do amigo Antônio Carlos, da Livraria Galileu, no Rio de Janeiro.
Apresentação
Sob vários aspectos, a luta abolicionista no Ceará tornou-se um caso único (e, lamentavelmente, pouco estudado) de perfeito entrosamento entre as massas populares e a elite intelectualizada que geralmente dirigia, propagava e determinava as diretrizes a serem seguidas pelo movimento.
No Ceará – e em nenhum outro estado tal fato se repetiria de maneira tão clara e espontânea -, apesar de o movimento pela libertação dos escravos ter se iniciado por inspiração de uma jovem intelectualidade formada em universidades européias, cedo adquiriu contornos nitidamente populares com o progressivo mas irreversível envolvimento de ex-escravos, pequenos comerciantes e uma quantidade interminável de artesãos, aos quais se juntaria a categoria dos jangadeiros, de grande importância econômica no estado e responsável pelo transporte de escravos para os navios que, logo após a grande seca de 1877-1880, os exportavam em quantidades cada vez maiores para as fazendas do sul do Brasil.
Os jangadeiros teriam papel destacado no movimento abolicionista, iniciado em meados de 1880, que desembocaria numa greve em janeiro de 1881 e no aparecimento de um nome lendário – Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar -, o qual teria papel destacado na abolição da escravidão no estado em 1884.
O Ceará é, enfim, um estado onde a luta abolicionista foi controlada pela corrente mais radical, que advogou o fim da escravidão a qualquer preço e por meios quase sempre ilegais. Estre trabalho procura modestamente apresentar alguns dos principais artífices dessa luta. Abolicionistas muitas vezes anônimos e que se perderam no esquecimento, mas que passaram para a posteridade com o nome de libertadores, libertadeiros ou, no dizer da gente mais simples, liberteiros.
Júlio Emílio Braz
Capítulo 1 - Noite Memorável
Passarinho que cantais
do primeiro de janeiro
Canta, canta a liberdade
Que eu choro meu cativeiro!
(Juvenal Galeno – Cativeiro)
