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O Mercador
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E-book200 páginas2 horas

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Sobre este e-book

O MERCADOR (THE TRADER) – Série de Livros por Moiho K. Nas margens da fronteira, onde a violência faz parte da paisagem e a esperança cobra um preço alto, um jovem chamado Juanito vê sua vida se desfazer entre miséria, escolhas forçadas e um sistema que o empurra constantemente para baixo. Quando tudo parece definitivamente ruir, ele descobre que o desespero também pode abrir portas — e nem todas levam a lugares que a razão consegue alcançar. O que começa como uma história de sobrevivência rapidamente se transforma em uma espiral de tensões psicológicas, dilemas morais e forças que ultrapassam a compreensão humana. Sério — esqueça palavras bonitas como “inaugural”. O Mercador – Gênese é o bóson de Higgs dessa porra toda. É a centelha essencial, o catalisador de um dólar que explode todo o universo literário de O Mercador. É onde nascem o caos, o medo e o poder sombrio que atravessam toda a série. O Mercador – Gênese não é apenas um romance Urban Dark. É uma experiência em alta voltagem que rasga as fronteiras de gênero, costurando filosofia existencial, crítica política e contracultura em uma narrativa crua e intensa. A obra está profundamente enraizada na Filosofia Existencial e carrega uma crítica política de esquerda à opressão sistêmica na fronteira entre México e Estados Unidos. Atua como uma herdeira moderna da Literatura da Contracultura Americana, canalizando o espírito errante e caótico de autores como Jack Kerouac, Allen Ginsberg e Neal Cassady, sem abrir mão
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento27 de dez. de 2025
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    O Mercador - Moiho Kazaguruma

    AVISO LEGAL

    Esta é uma obra de ficção.

    Nomes, personagens, organizações, localidades, instituições religiosas, grupos políticos e eventos descritos são produtos da imaginação do autor ou utilizados de forma fictícia.

    Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas, cargos públicos, empresas, igrejas, organizações criminosas ou instituições reais é mera coincidência.

    Referências a tradições religiosas (Católica, Protestante, Santos dos Últimos Dias, Islã, Judaísmo, entre outras) são utilizadas apenas como elementos literários e NÃO representam doutrina, prática ou liderança real.

    Todas as instituições religiosas mencionadas são representações ficcionais.

    Citações filosóficas, históricas e literárias são utilizadas de forma breve e crítica, conforme o direito de citação, estando as traduções e interpretações presentes no texto sob responsabilidade exclusiva do autor.

    O livro contém cenas de violência, temas sensíveis e conteúdo adulto.

    Leitura recomendada para maiores de 16 anos.

    Declaração de Não Representação

    Os grupos criminosos, entidades políticas, ordens religiosas, organizações humanitárias, forças militares, agências de inteligência e células extremistas mencionadas nesta obra são inteiramente fictícias.

    Em especial, grupos como Projeto Pretzels (volume 2 da obra) e demais organizações paramilitares, mágicas ou metafísicas não correspondem a qualquer estrutura real existente.

    Nota sobre Citações

    Todas as citações presentes nesta obra são breves e utilizadas no contexto de comentário, crítica ou desenvolvimento narrativo, em plena conformidade com o direito de citação (Lei 9.610/98).

    Passagens de autores como Nietzsche, Rousseau, Kropotkin, Hobbes e outros aparecem conforme interpretação do autor e não constituem reprodução extensa das obras originais.

    Dedicatória

    Esse primeiro volume do livro é Dedicado a memória de

    Desmond Bagley, li Fugindo no Escuro acho que no segundo ou terceiro ano do ensino fundamental , quando emprestei o livro na biblioteca do colégio público.

    Não sabia o que iria descobrir quando comecei a ler , e tive uma ótima surpresa sendo transportado por paisagens exóticas de geisers na Islândia , equanto é perseguido pelo agente soviético Kennikin .

    Esse livro me fez companhia nessa época em que eu estava puto e com o braço quebrado em duas partes.

    Anos mais tarde eu o reencontrei em um Sebo do centro de São Paulo, e tenho esse livro até hoje.

    A música que eu sugiro que vocês escutem ao começar a leitura do livro é Catharsis da Banda Antraxx . Imagino como abertura da saga na TV

    PROLOGO

    "No princípio, Deus criou os céus e a terra; e a terra era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo.

    E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança, e que ele tenha domínio sobre toda a terra.

    Mas o homem, desejando ser como Deus, estendeu a mão ao fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal.

    Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal; e agora, para que não estenda também a mão e tome da árvore da vida, e coma, e viva para sempre —

    expulsá-lo-ei do jardim, para que ele lavre a terra de onde foi tomado."

    (Gênesis, trad. clássicas de domínio público – adaptação literária)

    O MERCADOR

    A GÊNESE

    ÍNDICE

    1. O Estilo Americano 2. O Dia dos Mortos

    3. Talento para os Negócios 4. O Marketing do Dólar

    5. As Chagas de Jó 6. A Mais-Valia Divina 7. Eleição à Mexicana

    8. Lucros e Dividendos

    9. Missionários de uma Causa Perdida 10. Expectativas

    11. Retrato de Família (A Jovem Avó) 12. Autopiedade

    13. La Madre

    14. Turismo na América 15. As Últimas Horas…

    1. O ESTILO AMERICANO

    O México para norte americanos que se dizem do bem é apenas o seu quintal, assim como toda América Latina.

    Eles consideram que o quintal, as vezes pode estar infestados por ratos e baratas, todas vieram sem convite. Infectam o sistema com doenças , miséria, sujeiras e isso traz um monte de chateação.

    No entanto, esquecem de questionar :

    De quem é a culpa ?

    Daquele vizinho, que deixou a porta aberta na última vez em que esteve em sua casa esqueceu de fechar a porta?

    De Deus por ter criando criaturas nojentas?

    Ou sua por não tratar direito de seu próprio lixo?

    Isso é uma analogia que se encaixa aquele clichê Hollywoodiano: o resto do mundo é inferior.

    Assim nos norte americanos podemos cometer excessos a vontade no México, na América Latina, onde quisermos. Afinal nos somos os guardiões da Liberdade.

    DISH

    A história antiga do México revela civilizações ricas e poderosas que se estendiam desde a península de Yucatan no Atlântico,

    atravessava densas regiões de floresta e terminava nas praias do Pacifico.

    Os Maias e os Astecas deram à humanidade avançados conhecimentos em astronomia, matemática e outras

    ciências, mas estes povos destemidos praticavam um divertido jogo com as cabeças dos inimigos mortos e o tradicional sacrifício de virgens aos deuses. Quando principalmente os Astecas perceberam que aos deuses já não se agradava mais com pequenas virgens e esse povo

    foi conquistado por aqueles que ambicionavam o Eldorado.

    Na verdade demorou muito tempo para os mexicanos perceberem que os espanhóis não eram deuses e sim conquistadores, no fim das contas será que os

    mexicanos e o resto do mundo vão demorar muito para perceber que o mesmo pode ser aplicado aos americanos hoje em dia?

    Ampliando um pouco nossos conhecimentos, o México é um país de tradições variadas, que se expressam na culinária (tacos, tequila etc.), passam pelas touradas e pela luta - livre(os mascarados) e se expressam intensamente na vida religiosa demaioria católica.

    Essa maioria religiosa tem com ícone maior de sua devoção Nªs de

    Guadalupe ( padroeira do México e protetora da América Latina).

    A Virgem de Guadalupe agraciou o povo mexicano com o dom da persistência, vejam o que fizeram Zapata1 e o Zorro.

    Podemos dizer que um mexicano pobre, até os final dos anos 1990 tinha somente três formas de sobreviver:

    A) Trabalhando como operário, mal tendo o que comer em seu país e em outros, comogrande parte de população mundial faz ;

    B)Traficando drogas, como boa parte da América Latina faz;

    C)Vender o ―sonho americano;

    Entenda que eu disse vender e não viver, já que o sonho americano não existe defato e isso engrossa as camadas da população que sobrevive nas condições de operário semi-escravo em um país estrangeiro, com agravantes porque além de receber menos queno país de origem o cidadão mexicano ainda sofre o preconceito dos cidadãos e dapolícia dos EUA

    Liberdade e justiça para todo disse o velho Abe ,que desde 1909 estampa a moeda de um 1 centavo de dólar.

    "Liberdade e justiça para os verdadeiros americanos, isso exclui os ticanos" disse La Migra3

    2. O DIA DOS MORTOS

    A morte chega cedo para todo mundo, mas para quem nunca se considerou vivo isso não deve ter a menor importância.

    José Juanito Gaston, nunca conheceu seus pais, sua mãe morreu logo depois do parto, a origem de seu pai é desconhecida, o pouco de afeto que lhe foi dado durante a infância foi de sua avó.

    A avó de Juanito sempre tentou educar o neto da melhor maneira possível e não cometer os mesmo erros que ela julgou ter cometido na criação de sua filha, a principio a única culpa dela foi ter que trabalhar demasiadamente para sustentar sua família. E este fato se repetiu na criação do neto.

    O dia dos mortos no México, ao contrário do que ocorre em outros países, é um dia festivo onde a família espera a visita do ente querido já falecido com a mesa posta das mais vastas guloseimas e com a casa enfeitada. Nesse dia acredita-se também que os falecidos vêm para cobrarem falhas no comportamento de seus parentes

    Dia 2/11/1997

    O dia dos mortos era o único dia em que Juanito inventava alguma desculpa

    as prostitutasde Ciudad não lhe telefonarem,  arrumava a casa, Juárez para elas trancava a porta para que nenhum credor viesse lhe aborrecer.

    Era a única data no ano em que ele arriscava chegar perto do fogão e pôr a mesa para receber La abuela, já falecida, por quem tinha muita afeição, cumprindo a tradição dos dias do mortos

    Apesar de todas as dificuldades que enfrentou na vida, a avó de Juanito foi uma pessoa otimista. Acreditava na força da Virgem de Guadalupe, a quem via como sua guardiã.

    No entanto, Maria de Consuelo Gaston também tinha o seu lado supersticioso: acreditava em bruxarias, em rituais sombrios, e afirmava que a própria filha, Maria de Guadalupe, havia se entregado a um demônio.

    Ainda assim, mantinha a fé de que Juanito, apesar de todas as coisas erradas que fazia, encontraria caminhos honestos na vida.

    Antes de morrer, vítima de tuberculose — provavelmente contraída no péssimo ambiente da fábrica de tintas onde passava mais da metade do dia trabalhando —, fez o neto prometer que nunca trairia sua crença em Deus e na Virgem de Guadalupe.

    No Dia dos Mortos de 1997, José seguiu todo o ritual. Porém, tomou uma dose a mais de bebida e esqueceu de trancar a porta.

    Por volta das quatro da manhã, foi acordado violentamente pelo chefe de polícia, Dom Valdez.

    Enfurecido, com os olhos esbugalhados e as veias saltando no rosto, Valdez gritou:

    — Juanito, seu maricas, filho da puta! Eu já suportei demais as suas brincadeiras. Roubava os comerciantes desde pequeno. Ainda menino vendia drogas pela cidade inteira. Cresceu e virou um maldito coiote.

    Enxugando com a mão o sangue que lhe escorria pela boca, Juanito retrucou:

    — Que sujeito sem educação é o senhor. Não lhe dei nenhum motivo para invadir a minha casa desse jeito. Já fui preso pelo senhor, delegado, e paguei pelos meus crimes. Foram quatro anos no reformatório. Pelo menos hoje, respeite a memória da minha avó.

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