O mito da família perfeita
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O mito da família perfeita - Israel Belo de Azevedo
Sumário
Prólogo em forma de manifesto
Para que este país vá bem
Parte 1
A família e sua fraqueza
1. O mito da família perfeita
2. Valores trocados
Os inimigos
Inimigo 1
Inimigo 2
Inimigo 3
Deuses
Deus
1
Deus
2
Deus
3
3. Pais que separam
4. Prioridades invertidas
Os filhos de Davi
Os erros de Davi
5. Uma parábola de nós mesmos
Uma mãe ausente
Um pai benevolente
Um filho interesseiro
Um filho arrependido
Um pai compreensivo
Um irmão ciumento
Interlúdio em forma de sermão para uma cerimônia de casamento
O que Deus uniu
Parte 2
A família e sua força
6. Uma obra-prima
O projeto de Deus
Os símbolos permanentes da criação
7. O prazer e a responsabilidade
As ideias no liquidificador
Antigo, mas sem cheiro de naftalina
8. Os quatro pilares da vida em família
9. O espaço da inteligência emocional
Um lugar privilegiado
A sabedoria de se deixar corrigir
Aceitando a disciplina (vs.1,2,8)
Como uma roupa (vs.3,4)
O verdadeiro eixo (vs.5-7)
A disciplina de contribuir (vs.9,10)
O amor da correção (vs.11, 12)
A sabedoria de conviver – Provérbios 3.13-35
10. A vida como encontro
Momento de falar
Princípios para a comunicação na família
11. Os deveres de cada um
As mulheres (Efésios 5.22-24)
Os maridos (Efésios 25-33)
Os pais
Os filhos (Efésios 6.6)
12. Celebrando a vida em família
A família precisa cultuar junto
Culto doméstico: utopia ou possibilidade?
Na casa do adolescente Jesus
Como deve ser
A família precisa se alegrar nas vitórias
A família precisa buscar seu desenvolvimento
A família não deve desanimar diante dos problemas
13. Aprendendo com uma bela família
Para mudar
14. Começando de novo
A validade de um compromisso
Começar de novo
15. Um lugar para a felicidade
Roteiro da caminhada
Colocando Deus no centro
Epílogo em forma de monólogo
Dez autores que valem a pena
Prólogo em forma de manifesto
Para que este país vá bem
CALAR DIANTE DO ERRO É CONTRIBUIR PARA O SEU AVANÇO.
A banalização dos relacionamentos sexuais pré e extraconjugais e a espetacularização das chamadas produções independentes
de filhos certamente contribuem, no contexto individualista, hedonista e relativista de nossa cultura, para fazer com que comportamentos antes considerados promíscuos e infiéis se tornem socialmente aceitáveis, não importam os elevados preços que cobrem.
Em nome do prazer a qualquer custo, são esquecidos até mesmo os dramas individuais, transformados em números capazes de estarrecer as consciências cidadãs, como, por exemplo, os de que a cada ano 35 mil meninas com menos de 14 anos se tornam mães e que de quatro partos um é protagonizado por uma adolescente e de que de seis abortos no país um é realizado numa adolescente.
Deve-se considerar isto normal?
Não, não devemos. Devemos, como cristãos, repetir que a família faz parte do propósito divino para a felicidade dos indivíduos e das sociedades e quem quiser ser feliz deve procurar viver segundo os princípios que o Senhor da História fez registrar na Bíblia Sagrada.
Devemos insistir na afirmação de que a família tem sua base no casamento monogâmico feito para durar a vida toda. Seu propósito é prover a satisfação das necessidades humanas de comunhão, educação, companheirismo, segurança e preservação da espécie. Este propósito original foi desfigurado, quando o homem escolheu livremente afastar-se de Deus e seus princípios. Os resultados nós os vemos a cada dia. Mas não devemos nos acomodar diante deles. Antes, devemos buscar cumprir o propósito de Deus para os cônjuges e seus filhos.
Por isto, nossas igrejas devem conclamar as famílias a fazerem tudo o que estiver licitamente ao seu alcance para barrarem a sua própria desintegração. Entre seus cuidados, estão:
. uma profunda autocrítica, que lhes permita ver em que estão falhando na consecução dos propósitos estabelecidos por Deus para as famílias em todas as épocas e lugares;
. uma aguda consciência crítica, capaz de lhes tornar mais cidadãs e menos consumidoras de valores equivocados, às vezes verdadeiros entulhos empurrados cabeça a dentro, como, por exemplo, a falsa noção do infelizmente clássico slogan de que é proibido proibir
;
. um sólido compromisso com a mudança, se for esta a necessidade no seu interior, visando até mesmo um recomeço sobre bases válidas nas quais se valha a pena investir, com informação, educação, diálogo e coerência, conteúdos capazes de referências claras e orientações seguras;
. uma corajosa disposição de buscar ajuda para a superação das dificuldades familiares, mesmo que isto custe o alto preço da humildade.
Nossas igrejas também devem conclamar os proprietários e profissionais dos meios de comunicação a uma postura menos banalizadora. É próprio de quem trabalha neles pensar que seus veículos influenciam pouco o comportamento das pessoas, uma vez que apenas retratam a realidade. Trata-se de uma visão corporativista, que defende a liberdade apenas para a ponta da produção. Do lado da recepção não faltam aqueles que, equivocadamente, propõem a censura. O Brasil já viu que ela, além de atentar ferozmente contra os direitos fundamentais do ser humano, não funciona. Foi na época da censura mais ciosa, por exemplo, que se produziram as chamadas pornochanchadas, porta pela qual o homossexualismo foi banalizado e aceito
no país.
Precisamos, portanto, de responsabilidade por parte dos meios, incluindo aí seus donos e seus produtores. Essa responsabilidade que virá quando os telespectadores deixarem de ser passivos, para assumirem os papéis próprios de pessoas educadas que não renunciam ao que lhe é essencial: a consciência crítica.
Estamos longe, infelizmente, desta percepção, razão pela qual, por exemplo, não chegamos ainda a nenhum boicote eficiente a um programa de televisão ou produto, que julgamos desrespeitoso aos valores nos quais cremos. Quando muito, protestamos em silêncio, gesto inútil diante da retórica grandiloquente do mal.
É atitude responsável, por exemplo, abrir espaço, sem ridicularizá-los, para aqueles que defendem a família e proclamam os valores da monogamia heterossexual, da castidade e da fidelidade conjugal.
De igual modo, nossas igrejas devem conclamar os governantes a não abdicarem de seu papel educativo, mas não só pelos eventuais prejuízos que as práticas contrárias à preservação da família provocam no sistema de seguridade social. Cabe ao governo a coragem de, respeitadas as liberdades individuais, prover a sociedade de ideias e programas capazes de tornar as pessoas mais saudáveis e mais íntegras.
Quanto a nós, busquemos viver segundo os padrões que proclamamos, sem desistir, mesmo quando assaltados pela sensação de estarmos marchando contra a corrente. Afinal, só muda o mundo quem não se conforma com os valores do seu tempo, mesmo que burramente unânimes.
Prossigamos pedindo a Deus por nossas próprias famílias e nos dispondo a viver conforme os propósitos que ele tem para nós.
Nenhum de nós consegue ter a família que gostaria. Por melhor que seja a nossa família, gostaríamos que ela fosse ainda melhor.
Quero desafiar aos que estão satisfeitos com a sua família a não ficarem satisfeitos e quero desafiar aos que estão insatisfeitos a não desistirem dela.
Parte 1
A família e sua fraqueza
1
O mito da família perfeita
A MINHA FAMÍLIA É ASSIM PORQUE EU SOU ASSIM.
Mente quem diz que é fácil viver em família. Mente quem diz que dá pra viver sem família.
Ninguém escolhe a família de que faz parte.
O filho não escolhe o pai que vai ter.
Um irmão não escolhe seu irmão.
São todos da mesma família, mas ninguém pediu para estar ali. É por isso que o sábio da Bíblia admite que pode haver amigos mais chegados dos que os irmãos. Isto, no entanto, não é o ideal.
Numa família, as pessoas são diferentes. Um pai cria seus filhos de modo aparentemente igual, mas eles são diferentes uns dos outros. Um irmão que tem outros irmãos tem que se relacionar de modo diferente com eles. Cada pessoa tem suas preferências. Uns gostam de matemática e outros de música. Cada um tem seu temperamento. Uns são calados e outros são extrovertidos. Essas diferenças devem ser respeitadas e até mesmo valorizadas. São elas que tornam a família o lugar ideal para as pessoas se desenvolverem.
Numa família todos estão crescendo. Os pais crescem como pessoas, como esposos e como pais. Assim deve ser. Os filhos crescem como pessoas, como filhos e como irmãos. Que bom. Por isso, acontecem as crises. Só passa por crises quem está crescendo e quem está crescendo está realmente vivendo. Os outros estão apenas fazendo de conta... Precisamos olhar para as crises como oportunidades de crescimento. Não é para olhar para elas, como se elas fossem passar um dia. Elas só passarão se nós crescermos. Se ficarmos parados, podemos afundar nelas.
Na família não há máscaras. A raiz das tensões familiares está precisamente que nela ninguém usa maquiagem. Nela não colocamos a melhor roupa. Nós somos o que somos. Como todos são o que são, os choques acontecem. Há choques, mas há verdade. Em outros ambientes, por causa das convenções sociais, há menos choques e também menos verdade. Isto não quer dizer que podemos manter a cara amarrada o dia inteiro... O nosso direito de manter a cara amarrada tem limites. A maturidade é entender esses limites.
Maturidade não é coisa fácil. Tal como na vida cristã. De Jesus ouvimos com prazer que ele é manso e suave. Quando o Senhor pede que carreguemos sua cruz, temos a cara de pau, como Pedro, de dizer que não o conhecemos.
Quando o Mestre falou umas coisas duras sobre o casamento (Mateus 19.1-12), os discípulos reclamaram que ele estava sendo radical demais. Sua resposta foi:
— Isso não é mesmo para qualquer um (Mateus 19.12).
Viver em família não é para esposos que se separam diante dos obstáculos de relacionamento. Não é para pais que não sabem amar seus filhos. Não é para filhos quem não têm
