Vem Ser S/A Vol. 1: Lições de empreendedores de Sucesso
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Sobre este e-book
Neste livro, foram reunidas importantes histórias de vida e lições de sucesso de grandes nomes do empreendedorismo nacional e internacional. Em formato de entrevistas, baseadas nas transcrições do programa Vem Ser S/A, exibidas no canal do YouTube do empreendedor Janguiê Diniz – com mais de 100 mil visualizações –, apresentam soluções inovadoras, de sabedoria prática, pautadas no desenvolvimento pessoal e profissional, para auxiliar a todos que sonham em ser protagonistas de sua história por meio do empreendedorismo de sucesso.
Neste segundo volume, acompanharemos as trajetórias emocionantes de Candido Pinheiro, Antônio Camarotti, Fernando Seabra, Lírio Parisotto, Alfredo Soares, Chaim Zaher, Tallis Gomes, João Appolinário, João Kepler, Fábio Coelho, Ricardo Bellino e Ernesto Haberkorn, Sandra Janguiê, Gisele Paula, Carol Paiffer, Marcelo Cherto, Christian Barbosa, Marc Tawil, Murilo Gun e Roberto Shinyashiki. Nomes que se tornaram referência não apenas para aqueles que estão começando, mas também para os que já estão no mercado e querem aprender mais para explorar novos caminhos e possibilidades.
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Vem Ser S/A Vol. 1 - Janguiê Diniz
AS LIÇÕES DO EMPREENDEDOR JANGUIÊ DINIZ
Tema – Superação de adversidades para transformar sonhos em realidade
Janguiê Diniz – O entrevistador torna-se entrevistado. Nascido em Santana dos Garrotes, interior da Paraíba, Janguiê Diniz viajou com a família, fugindo da fome, e passou pelo Mato Grosso e por Rondônia, antes de se estabelecer no Recife para estudar. Formou-se em Direito e Letras e começou a empreender. O maior dos seus empreendimentos é o grupo Ser Educacional, um dos maiores do setor de educação superior privada do Brasil. Desde 2014 é um dos membros da lista da revista Forbes do Brasil.
Beto Café – Olá, pessoal, tudo bem? O programa Vem Ser S/A
está começando e hoje nós vamos conduzi-lo de uma maneira diferente. Eu sou Beto Café e você deve estar se perguntando o que eu estou fazendo aqui. É que hoje faremos um programa especial. Para mudar o formato, resolvemos trocar os papéis e o entrevistado, desta vez, será o apresentador Janguiê Diniz.
Isso mesmo! Chegou a hora de o Janguiê também passar um pouco de suas lições para vocês que o acompanham. Vocês sabem que ele fundou um dos maiores grupos de educação superior do país, o Ser Educacional. Mas, para chegar lá, foi necessário muito esforço, dedicação e persistência. Hoje, vamos falar de superação de adversidades para transformar sonhos em realidade.
José Janguiê Bezerra Diniz tem uma vida pautada na superação de adversidades. Nasceu no distrito de Santana dos Garrotes, no interior da Paraíba. Aos 6 anos, para fugir da dura realidade em que vivia, sua família deixou o sertão paraibano e seguiu para o município de Naviraí, no Mato Grosso do Sul e, mais tarde, para Pimenta Bueno, em Rondônia. Mas não parou por aí. Quando chegou aos 14 anos, Janguiê precisou se mudar novamente, desta vez para João Pessoa e depois para o Recife, para poder cursar o Ensino Médio e, dessa forma, poder ingressar na faculdade para estudar Medicina, seu sonho na época, que depois mudou para Direito, e assim poder mudar a realidade da sua vida.
Professor Janguiê, primeiramente eu queria agradecer, dizer que é uma honra estar aqui, assumindo o seu posto, e dizer que eu pude acompanhar de perto, senti na pele um pouco da sua trajetória, porque eu sou aluno da Faculdade Maurício de Nassau, da primeira turma de Jornalismo, quando ainda estudávamos no Bureau Jurídico. Durante o dia era Bureau Jurídico e, à noite, era a Faculdade Maurício de Nassau. E eu pude, dessa época para cá, acompanhar todo esse crescimento e para mim é uma honra estar por aqui. Para começar, eu gostaria de pôr em destaque a sua vida, que foi sempre de muita luta e de muita superação. O senhor foi engraxate, vendedor de picolés e até locutor de rádio. Poderia contar um pouco de sua história para a gente?
Janguiê Diniz – Beto, a satisfação é minha. Você é um profissional que se formou na primeira turma da Maurício de Nassau, e está despontando com grande sucesso, então é uma satisfação tê-lo aqui no programa Vem Ser S/A
me entrevistando. É uma satisfação muito grande ser entrevistado por você. A minha história é uma história longa. Eu sou um sertanejo, nascido em Santana dos Garrotes, pequena cidade no interior da Paraíba. Meus pais, fugindo da seca, quando eu tinha 6 anos de idade, se mudaram para Naviraí, no Mato Grosso. Em Naviraí, dos 6 aos 10 anos, já comecei a empreender. Para você ter ideia, aos 8 anos de idade, eu já era engraxate de rua. Eu via meus colegas na escola indo à matinê aos sábados, e eu não podia ir, porque meu pai não tinha dinheiro para me dar; ele ganhava um salário mínimo, como peão de fazenda, minha mãe era do lar. Foi aí que eu resolvi criar meu primeiro empreendimento: uma caixa de engraxate. E comecei a engraxar no centro de Naviraí, no Mato Grosso, e comecei a ganhar dinheiro. Todos os sábados eu ia à matinê e levava dinheiro para casa. Aos 9 anos, mudei de empreendimento. Comecei a vender laranjas de porta em porta. Só que na época eu não sabia que laranjas eram sazonais, só tinha em uma temporada, e o empreendimento não deu certo, como a maioria dos empreendimentos não dão certo. E aí eu entrei no meu terceiro empreendimento, que foi vender picolé. Comprava em uma sorveteria e saía vendendo de casa em casa. Quando completei 10 anos, meu pai se mudou para Pimenta Bueno, em Rondônia. Uma cidade pequena, também, que na época tinha 5 mil habitantes. Eu me lembro, como se fosse hoje, que era uma cidade que tinha muitos índios, que andavam nus, pelados, que caminhavam na rua. E um fato muito interessante é que era uma cidade, na época, 1974, uma cidade selvagem. Ela situa-se entre dois rios (Melgaço e Pimenta) e de vez em quando uma vara de porcos do mato, mais de dois mil porcos do mato, atravessava o rio e entrava na cidade, para você ver como era selvagem. Eu morei em Pimenta Bueno dos 10 aos 14 anos e trabalhei bastante já nessa idade. Tem gente que diz que trabalhar quando jovem não é bom, mas eu trabalhei desde os 8 anos de idade. Para você ter uma ideia, dos 10 aos 14, em Pimenta Bueno, eu trabalhei em escritório de contabilidade, loja de roupa, fui office boy, trabalhei em restaurante, eu fui até locutor infantil. Quando eu terminei o Primeiro Grau lá em Pimenta Bueno, com 14 anos, lá não tinha Segundo Grau, na época, hoje Ensino Médio, só Ensino Fundamental. Meu pai queria que eu fosse trabalhar de peão em fazenda com ele, que era a vida dele. Mas eu não quis, eu queria fugir daquele status quo de pobreza, eu queria construir algo, queria estudar, queria mudar a minha vida. Eu vivia fugindo daquele estado de pobreza, o estado em que meus pais viviam. Foi aí que eu deixei tudo, com 14 anos de idade, em dezembro de 1979, e vim embora, inicialmente para João Pessoa, Paraíba, onde estudei um ano no colégio Lyceu Paraibano, e depois para o Recife. Procurei um tio meu, Nivan Bezerra da Costa, que era advogado. Queria ser médico, meu sonho era ser médico – porque na época todo mundo queria ser médico, engenheiro ou advogado. Só que, quando eu cheguei no escritório do meu tio, ele nem me conhecia, eu vi que tinha várias secretárias datilografando. E eu tinha feito aquele curso ASDFG, que era um curso de datilografia. Esse curso mudou a minha vida, porque eu aprendi a datilografar muito rápido. Aí meu tio perguntou se eu sabia fazer alguma coisa, e eu disse que sabia datilografar. Enquanto as secretárias datilografavam bem devagar, ele me deu uma petição manuscrita e eu rapidamente datilografei. Foi aí que ele me deu o emprego e disse Vá procurar um lugar para estudar, uma escola pública, e um quarto para morar e eu vou lhe dar um emprego aqui para você ganhar um salário mínimo
. E então eu falei aí vai começar a minha vida
. E de fato começou. Com pouco tempo, meu tio me levou para sua casa, em pouco tempo já me chamava de filho, já era meu segundo pai. Foi aí que eu comecei a gostar do Direito, trabalhar no escritório de advocacia. E aí mudei de ideia, que era ser médico, e decidi seguir a carreira jurídica. Comecei a estudar para o vestibular da Universidade Federal de Pernambuco, para o curso de Direito, e, graças a Deus, passei no vestibular entre os primeiros colocados para o curso de Direito. Passar no vestibular do curso de Direito da Universidade Federal de Pernambuco foi minha primeira grande alegria. Porque na época era muito difícil passar. E aí começou a minha vida. De lá para cá, a história é muito longa e eu posso contar no decorrer da nossa
