Completando a carreira com alegria: Orientações de Deus para lidar com o envelhecimento
De J. I. Packer
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Sobre este e-book
A palavra pastoral e as histórias pessoais de Packer nos incentivam a seguir em frente — com perseverança e graça — rumo ao chamado divino, para que assim possamos continuar a glorificar a Deus em nosso envelhecimento e chegar ao fim da vida com alegria.
J. I. Packer
J. I. Packer (1926–2020) served as the Board of Governors’ Professor of Theology at Regent College. He authored numerous books, including the classic bestseller Knowing God. Packer also served as general editor for the English Standard Version Bible and as theological editor for the ESV Study Bible.
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Completando a carreira com alegria - J. I. Packer
1
Todos envelhecemos
Em junho de 2012, quatro dias foram reservados para celebrar o jubileu de diamante da monarca veterana da Europa, Sua Majestade Britânica Elizabeth II, rainha do Reino Unido e da Comunidade das Nações Britânicas. Eu, que sou britânico por nascimento e canadense por opção, identifiquei-me com a celebração e, em seu quarto dia, comecei a escrever este livro.
O livro aborda aqueles que, assim como eu, estão bem avançados na estrada do envelhecimento. Hoje em dia, nós, os idosos (como já ouvi nos chamarem), somos classificados em três grupos: idosos jovens (dos 65 aos 75 anos), idosos velhos (dos 75 aos 85 anos), e idosos mais velhos (com mais de 85 anos). Tanto a rainha Elizabeth II quanto seu marido são classificados como idosos mais velhos; ela tem 94 anos, e ele, 99.
A rainha é uma pessoa notável. Incansavelmente, ao que parece, continua a fazer o que vem fazendo há seis décadas, e mais: acena com tímida simpatia para as multidões por quem passa e cumprimenta a uns e a outros com um sorriso, principalmente as crianças que encontra pelo caminho. Já se passaram mais de sessenta anos desde que fez seu juramento público, diante de Deus, de que serviria os cidadãos da Comunidade das Nações por toda a vida. Ela tem feito isso com dedicação até agora e sem dúvida continuará fazendo enquanto tiver condições físicas. Assim, podemos esperar ver mais chapéus modelo Pork Pie e ouvir mais de sua voz clara e agradável enquanto seu reinado prosseguir. Ela é uma dama cristã determinada a cumprir sua promessa até o fim. Merece nossa admiração irrestrita.
Eu mesmo, como cristão, cidadão da Comunidade das Nações e integrante do grupo dos idosos mais velhos que celebrou com Deus seu próprio compromisso de vida, pretendo seguir o exemplo de fidelidade inabalável da rainha, e escrevo estas páginas na esperança de convencer outros a fazerem o mesmo.
Enquanto escrevo, estou ciente de que alguns de meus colegas não estarão plenamente comigo neste ponto. Não porque seu compromisso cristão seja menos sólido do que o meu, mas porque hoje eles sofrem limitações quanto ao que podem pensar e fazer, dada a deterioração de sua saúde física ou, o que é ainda mais triste, alguma forma de demência que, por assim dizer, prejudicou-lhes o funcionamento mental em razão do mau funcionamento do cérebro. Para nós, que pertencemos à classe dos idosos mais velhos, coisas desse tipo geralmente são irreversíveis.
É verdade que a medicina e a cirurgia atuais mantêm nosso corpo funcionando por mais tempo, e alguns chegam a pensar que será possível prolongar a vida física de pessoas comuns para algo em torno de 120 anos. No entanto, quem escolheria essa perspectiva se achasse que, dentro de meio século — o que certamente representa mais de um terço dessa expectativa de vida mais longa —, seria vítima de demência? Essa é uma possibilidade que dificilmente pode ser descartada, pois um em cada quatro de nós, que estamos no grupo dos idosos mais velhos, já sofre de alguma forma de demência, e as probabilidades de isso não acontecer claramente diminuem quanto mais tempo vivemos.
Seja como for, estas páginas foram escritas para aqueles que, pela graça de Deus, ainda têm suas faculdades mentais mais ou menos intactas; para aqueles que reconhecem que, como se costuma dizer com muita razão, o envelhecimento não é para os fracos; e para aqueles que querem aprender, sem rodeios, como podemos continuar vivendo para a glória de Deus, à medida que envelhecemos.
DECLÍNIO
Como devemos encarar o início da velhice? O pressuposto comum é que se trata primordialmente de um processo de perda, por meio do qual a força da mente e do corpo é drenada e a capacidade de olhar para frente e avançar em várias áreas da vida é reduzida a zero. Há mais de quatro séculos, Shakespeare colocou essa avaliação na boca do melancólico Jaques, personagem da peça As you like it [Como quiseres]. Ao analisar as sete eras do homem no palco do mundo, Jaques chega à seguinte conclusão:
A última cena de todas
que encerra essa estranha história tão cheia de
acontecimentos
é segunda infância e mero esquecimento;
sem dentes, sem olhos, sem gosto, sem tudo.
(Ato 2, cena 7.)
Na Bíblia, dois mil anos ou mais antes de Shakespeare, no livro de Eclesiastes, o pregador-mestre-filósofo-estudioso — não tanto um pessimista, mas muito mais um realista que descreve tudo o que aparece sob o sol
