Poemas de Alberto Caeiro
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Sobre este e-book
Fernando Pessoa
Nasceu em Lisboa, em 13 de Junho de 1888, local onde viria a falecer em 30 de Novembro de 1935. Em criança foi, após a morte do pai, com a família para a África do Sul, regressando a Lisboa em 1905, onde se matriculou no Curso Superior de Letras que nunca chegaria a acabar. Para sobreviver, fazia traduções e redigia cartas em inglês e francês para empresas portuguesas, fazendo a sua estreia na revista A Águia, em 1912. Em 1915, lança, com Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros, entre outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo em Portugal. Criou uma tipografia, Ibis, e uma editora e agência, Olisipo, sem sucesso. Fernando Pessoa foi Ele-mesmo e muitos outros poetas ao mesmo tempo. Foi, acima de tudo, um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.
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Poemas de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
Esta é uma publicação Principis, selo exclusivo da Ciranda Cultural
© 2020 Ciranda Cultural Editora e Distribuidora Ltda.
Texto
Alberto Caeiro
Preparação
Fátima Couto
Produção editorial e projeto gráfico
Ciranda Cultural
Ebook
Jarbas C. Cerino
Imagens
ProStockStudio/Shutterstock.com;
Kanate/Shutterstock.com;
HorenkO/Shutterstock.com;
olimpvector/Shutterstock.com
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) de acordo com ISBD
P475p Pessoa, Fernando
Poemas de Alberto Caeiro [recurso eletrônico] / Fernando Pessoa. - Jandira, SP : Principis, 2020.
96 p. ; ePUB ; 3,1 MB. - (Clássicos da literatura mundial)
Inclui índice. ISBN: 978-65-5552-190-0 (Ebook)
1. Literatura portuguesa. 2. Poema. I. Título. II. Série.
Elaborado por Vagner Rodolfo da Silva - CRB-8/9410
Índice para catálogo sistemático:
1. Literatura portuguesa : Poema 869.108
2. Literatura portuguesa : Poema 821.134.3-1
1a edição em 2020
www.cirandacultural.com.br
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O GUARDADOR
DE REBANHOS
1
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa.
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me veem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural –
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
2
O meu olhar
