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Literaturando - Cintia Kanashiro
Ela era uma mulher de muitos nomes, também de muitas vidas. A sua preocupação maior, o sonho pelo qual lutou por tanto quanto teve de energias, foi o de elevar a mulher brasileira à plenitude de suas potencialidades humanas.
(Peggy Sharpe-Valadares. In: Opúsculo Humanitário. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/45621785/Opusculo-Humanitario#scribd
>. Acesso em: 22 set. 2020.)
Em uma sociedade patriarcal, a mulher da elite brasileira do século XIX, mesmo com certo grau de instrução, era excluída da vida política e cultural. Mas isso mudou lentamente com avanços políticos, sociais e culturais ocorridos na Europa que chegaram ao Brasil e deram origem ao movimento feminista por aqui.
Poucas mulheres, no entanto, se atreveram a se engajar nessa luta. Uma das raras exceções foi Dionísia Gonçalves Pinto, nascida em 1810, em Papary (hoje, Nísia Floresta), no Rio Grande do Norte. Ela usava o pseudônimo de Nísia Floresta Brasileira Augusta. Nísia porque correspondia às sílabas finais de seu nome (Dionísia); Floresta porque era o nome da fazenda onde nasceu; Brasileira talvez pela necessidade de afirmar sua nacionalidade e Augusta porque era uma homenagem ao segundo marido, Manuel Augusto de Faria Rocha, pai de sua filha.
Nísia foi feminista, educadora, poeta, romancista, ensaísta, republicana e abolicionista. Lutou pelos direitos das mulheres, dos indígenas, dos negros e, ainda, pela preservação das riquezas naturais do Brasil. Na vida pessoal, deu exemplo de sua autonomia ao se separar do primeiro marido, que não fora escolhido por ela, mas imposto pela família – como na maioria dos casamentos daquele tempo. Se o discurso moralista da época pregava que a participação da mulher no mercado de trabalho era pecado, imagine como deve ter sido encarada essa separação?
Sempre inquieta e revolucionária, morou em Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Paris. Nesta última cidade, viveu por quase três décadas e publicou o livro Opúsculo humanitário, uma coleção de artigos sobre a emancipação feminina, muito elogiada por Auguste Comte, o ícone do Positivismo. Nísia faleceu em Rouen, na França, em
