O retrato do Sr. W.H.: The portrait of Mr. W.H.: Edição bilíngue português - inglês
De Oscar Wilde
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Sobre este e-book
Oscar Wilde
Born in Ireland in 1856, Oscar Wilde was a noted essayist, playwright, fairy tale writer and poet, as well as an early leader of the Aesthetic Movement. His plays include: An Ideal Husband, Salome, A Woman of No Importance, and Lady Windermere's Fan. Among his best known stories are The Picture of Dorian Gray and The Canterville Ghost.
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O retrato do Sr. W.H. - Oscar Wilde
Copyright © by Editora Landmark LTDA.
O RETRATO DO SR. W. H.
CAPÍTULO I
CAPÍTULO II
CAPÍTULO III
THE PORTRAIT OF MR. W.H.
CHAPTER I
CHAPTER II
CHAPTER III
OSCAR WILDE
OSCAR WILDE
O RETRATO DO SR. W. H.
EDIÇÃO BILÍNGUE PORTUGUÊS / INGLÊS
THE PORTRAIT OF MR. W. H.
LANDMARK LOGOTIPO epubEDITORA LANDMARK
Copyright © by Editora Landmark LTDA.
Todos os direitos reservados à Editora Landmark Ltda.
Diretor editorial: Fabio Cyrino
Prefácio. tradução e notas: Luciana Salgado
REVISÃO: FRANCISCO DE FREITAS
Diagramação e Capa: Arquétipo Design+Comunicação
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
WILDE, Oscar. 1854 - 1900
O RETRATO DO SR. W. H. - The Portrait of Mr. W. H. /
Oscar Wilde; {tradução e notas Luciana Salgado}
São Paulo : Editora Landmark, 2010.
Edição bilíngue : inglês / português
ISBN 978-85-88781-50-4
e-ISBN 978-85-88781-86-3
¹. Contos ingleses
I. Título. II. Título: The Portrait of Mr. W. H.
¹⁰-⁰⁹³³⁴ / CDD - ⁸²³.⁹¹
Índices para catálogo sistemático:
¹. Contos: Literatura inglesa ⁸²³.⁹¹
Textos originais em inglês de domínio público.
Reservados todos os direitos desta tradução e produção.
Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida E/OU ARMAZENADA, EM SEU TODO OU EM PARTE, por fotocópia microfilme, processo fotomecânico ou eletrônico sem permissão expressa da Editora Landmark, conforme Lei n° 9610, de 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
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Impresso em São Paulo, SP, Brasil
Printed in Brazil
²⁰¹²
O RETRATO DO SR. W. H.
CAPÍTULO I
Estava jantando com Erskine em sua casinha em Birdcage Walk; nos encontrávamos na biblioteca, tomando café e fumando cigarros, quando por acaso surgiu o assunto sobre falsificações literárias. No momento não consigo me lembrar como viemos a tratar de tema tão específico, como era esse naquela ocasião, mas sei que tivemos uma longa discussão a respeito de Macpherson, Ireland e Chatterton[1]. Quanto ao último, insisti em que o que chamavam de falsificações eram meramente o resultado de um desejo artístico pela representação perfeita. Não temos o direito de discutir com um artista sobre as condições sob as quais ele escolheu apresentar sua obra, uma vez que toda Arte converte-se, até certo ponto, em um tipo de atuação, no esforço de realizar a própria personalidade em algum plano imaginário, fora do âmbito dos acidentes que estorvam e das limitações da vida real; censurar um artista por uma falsificação é confundir um problema ético com outro estético.
Erskine, que era muito mais velho que eu e que me ouvia com a divertida deferência de alguém de quarenta anos, de repente pôs as mãos sobre meus ombros, dizendo:
O que você diria sobre um jovem que possui uma estranha teoria a respeito de determinada obra de arte e fabricou uma falsificação com a intenção de prová-la?
.
Ah! Esse é um assunto completamente diferente
, respondi.
Erskine permaneceu em silêncio por alguns momentos, olhando para os tênues filetes de fumaça cinza que se erguiam do cigarro.
Sim
, disse ele, depois de uma pausa, completamente diferente
.
Havia alguma coisa no seu tom de voz, um leve toque de amargura, talvez, que excitou minha curiosidade.
Você conhece alguém que tenha feito isso?
, perguntei.
Sim
, ele respondeu, atirando o cigarro ao fogo, um grande amigo meu, Cyril Graham. Ele era muito fascinante, muito tolo, muito insensível. Ainda assim, me deixou a única herança que recebi em toda minha vida
.
E o que era?
, exclamei.
Erskine levantou-se do assento, caminhou até um alto armário embutido que ficava entre as duas janelas, destrancou-o e voltou ao lugar em que me sentava, segurando nas mãos um pequeno painel pintado, montado em uma velha, e um tanto manchada, moldura elisabetana.
Era o retrato de corpo inteiro de um jovem vestindo um traje dos fins do século XVI, em pé ao lado de uma mesa, com a mão direita apoiada em um livro aberto. Parecia ter em torno de dezessete anos e possuía beleza excepcional, embora um pouco efeminada. Na verdade, não fosse pelo traje e pelos cabelos curtos, se poderia dizer que o rosto, com aqueles olhos melancólicos e sonhadores, os delicados lábios escarlates, pertencia a uma mulher. De certo modo, especialmente pelo tratamento dado às mãos, o quadro me lembrava uma das últimas pinturas de Clouet[2]. O veludo negro trabalhado com fantásticos pontos dourados, o fundo azul-pavão contra o qual a figura se destacava de forma tão agradável, e do qual recebia tão luminosa coloração, eram completamente do estilo de Clouet; e as duas máscaras da Comédia e da Tragédia, penduradas um tanto formalmente no pedestal de mármore, tinham aquele toque duro e severo – tão diferente da graciosidade fácil dos italianos – que mesmo estando na Corte da França o grande mestre flamengo nunca perdera de todo, constituindo uma característica de seu temperamento nórdico.
É uma coisa encantadora
, exclamei, mas quem é esse maravilhoso jovem, cuja beleza artística felizmente foi conservada para nós?
.
Esse é o retrato do Sr. W. H.
, disse Erskine, com um sorriso triste.
Talvez tivesse sido apenas o efeito da luz, mas pareceu-me que os olhos ficaram brilhantes devido às lágrimas.
Sr. W. H.!
, exclamei, quem era o Sr. W.H?
.
Não se lembra?
, respondeu, olhe o livro em que ele apoia as mãos
.
Vejo que tem alguma coisa escrita, mas não consigo identificar o que seja
, repliquei.
Tome esta lente de aumento e experimente
, disse Erskine, com o mesmo sorriso triste ainda brincando nos lábios.
Peguei a lente, aproximei a lâmpada um pouco mais e comecei a soletrar a rebuscada letra manuscrita do século XVI.
"‘Para o único gerador dos Sonetos seguintes’... Bom Deus!, bradei,
esse é o Sr. W. H., de Shakespeare?".
Cyril Graham costumava dizer que sim
, murmurou Erskine.
"Mas não se parece nem um pouco com Lorde Pembroke[3], respondi.
Conheço o retrato de Penshurst muito bem. Estive por lá há algumas semanas atrás".
Então você acredita mesmo que os sonetos foram dedicados a Lorde Pembroke?
, perguntou.
Estou certo disso
, respondi. Pembroke, Shakespeare e a Sra. Mary Fitton são os três personagens dos Sonetos, não existe nenhuma dúvida quanto a isso
.
Bem, concordo com você
, disse Erskine, mas nem sempre pensei dessa maneira. Costumava acreditar... bem, suponho que acreditava em Cyril Graham e sua teoria
.
E do que se tratava?
, perguntei, olhando para o maravilhoso retrato que começava a exercer estranho fascínio sobre mim.
É uma longa história
, disse Erskine, tomando-me a pintura um tanto abruptamente, pensei, na ocasião. Uma história muito longa, mas caso se interesse em ouvi-la, posso contá-la a você
.
Amo as teorias a respeito dos Sonetos
, bradei, mas não creio que seja convertido por uma nova ideia. Esse assunto deixou de ser um mistério para quem quer que seja. Na verdade, me pergunto se algum dia isso foi um mistério
.
"Como também não acredito na teoria, é pouco provável
