A História do Sindicalismo Brasileiro nos Anos de Chumbo
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Sobre este e-book
A História do Sindicalismo Brasileiro nos anos de Chumbo é fruto de um estudo que teve a finalidade de descrever um panorama das formas da participação política que foram desenvolvidas dentro do contexto da restrição de direitos na ditadura militar no Brasil.
O principal objetivo da pesquisa que originou o livro foi realizar uma exposição histórica do Brasil durante esse período.
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A História do Sindicalismo Brasileiro nos Anos de Chumbo - Marcos Aurélio Gomes Ribeiro
COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO CIÊNCIAS SOCIAIS
AGRADECIMENTOS
Aos meus queridos pais, Francisco das Chagas Ribeiro, Alaiz Ribeiro do Amaral (mãe biológica) e Anna Maria Gomes Ribeiro (mãe de criação). Ao meu tio Marcondes Ribeiro do Amaral (in memoriam). Aos dirigentes sindicais e companheiros de militância: Edson Chaves, Elso Rodrigues, Walter Sterne Pompeu, Adriano Duarte de Figueiredo, Carlos Alberto Salles, Haidée Antunes Rosa, Dário Mello, Clézio Augusto Lima, Rovena Cornelli, Clarissa Peixoto, Valcionir Correa, Solange Guimarães dos Santos, Lis Helena Keuchegerian, Maurício Bertola, Rodrigo Noel de Souza, Danilo Carneiro, Marcelo Quaresma, Marcus Vinicius Teixeira da Costa, Denise Cellos, Maristela Cornelli, Antônio Marcos de Souza, Namilton Francisco da Silva. À minha companheira, Marcela Cornelli, e ao meu estimado filho, Theo Cornelli Ribeiro.
Às entidades e aos sindicatos que apoiaram este projeto: SINASEFE-SC, SINTUSFC, SINTESI-RJ, SINTESNIT/RJ, SINTUFF, CST-PSOL. E a todos e todas que lutaram, resistiram e construíram o movimento sindical brasileiro.
APRESENTAÇÃO
A constituição do sindicalismo brasileiro nos anos 70 e 80 do século XX e da conseguinte legislação trabalhista é um capítulo absolutamente fundamental na compreensão do processo histórico de nosso país na passagem do século XX para o XXI. A luta contra o regime de exceção civil-militar instaurado com o golpe de Estado de 1.º de abril tinha na estrutura sindical reconstituída na década de 1970, depois da desastrosa derrota de 64, um de seus pilares fundamentais. Tratava-se não apenas de reorganizar o movimento em si, mas da própria reconstituição dos sindicatos, desorganizados pelo regime ditatorial, e de tentar depurar os vícios do passado estabelecidos desde os anos 1930 com a chamada Era Vargas
– que incluía a ditadura do Estado Novo e a assim chamada República Populista do pós-guerra.
A tentativa de superação da velha tutela estatal sobre os sindicatos era um dos objetivos, algo que, de uma forma ou de outra, nunca logrou ser de todo superado apesar da intensa luta de setores sindicais preocupados em estabelecer um regime de maior autonomia sindical no Brasil, o que capacitou esses mesmos setores a constituírem-se em ponto de força nas relações desiguais entre o Capital e os trabalhadores de meados dos anos 1970 em diante. É a partir de 1974, ano em que a 1.ª Crise do Petróleo atingiu em cheio a economia brasileira, até então em uma fase de crescimento econômico denominado Milagre Brasileiro
, e que se deu às custas da retirada de direitos trabalhistas, compressão salarial e repressão violenta respaldada pelo famigerado Ato Institucional n.º 5, que o movimento sindical busca reorganizar-se.
O trabalho de base efetuado por amplos setores da sociedade civil, mesmo sob duro regime repressivo, começa a dar frutos. Setores progressistas das igrejas e associações civis encontram na luta sindical a forma de opor-se ao regime ao mesmo tempo que buscam dar início à luta contra as contradições históricas que desde séculos passados tolhiam o desenvolvimento social e humano do povo e da nação brasileira. Assim, as grandes greves dos operários do ABC paulista do final da década de 1970 constituem o marco para o surgimento de um movimento sindical renovado que busca mais autonomia, representatividade e expressividade a partir do governo do General Geisel, que tinha que reordenar o norteamento repressivo do período anterior em face da crise econômica e a tentativa de dar continuidade ao crescimento econômico que respaldava o regime autoritário – iniciava-se a fase em que o espaço para luta sindical tornava-se menos repressivo, sem, contudo, que o regime tenha de todo se liberalizado; até porque, como dito antes, a tutela estatal sobre os sindicatos não foi desmontada e a Legislação Trabalhista pouco alterada – exceto quando do interesse do regime.
O forte desgaste da conjuntura econômica brasileira na passagem dos anos 1970 para os 1980, sob a égide da
