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Deus É Pai - Luís Fernando Lobão Morais
INTRODUÇÃO
Desde a Revolução Neolítica, iniciada há 11 mil anos, a vida social sempre se baseou, conscientemente, na religião. O tempo atual se ergue como exceção aparente e isolada a essa regra.
Não obstante sua extrema importância histórica, a irreligiosidade dos nossos dias ainda é encarada com indiferença, nos meios de comunicação. O ateísmo é tratado como fenômeno de proporções mínimas, como se o advento de estado de espírito tão inusitado pudesse ser desprezado.
Em muitas regiões, inclusive na nação mais rica do mundo, o ateísmo é de fato minoritário. No entanto, essa maneira de ver mascara uma situação muito diferente. No mundo desenvolvido, a porcentagem de ateus aumentou explosivamente. Em 2009 ela era de 85% na Suécia, 72% na Noruega, 80% na Dinamarca, 60% na Finlândia. No Reino Unido, 44% da população declara não possuir crença religiosa, mesmo percentual da Holanda. Na Bélgica há 43% de ateus, na Alemanha, 49%, na França, 54%[1]. Não há sinais de que tenha declinado de lá até hoje[2].
Há algo de impressionante nesses números. No mínimo, eles refutam a impressão ilusória de que o ateísmo é um fenômeno desimportante dos nossos tempos. Ao contrário de todas as épocas anteriores, o ateísmo e o agnosticismo se tornaram bastante comuns, no mundo desenvolvido.
A proliferação desses novos estados de consciência inspirou-me a escrever o presente livro, não certamente para os combater, mas para os estudar e tentar fornecer uma explicação deles. Ao fazê-lo, evitarei polarizações como as que se tornaram comuns entre o ateísmo e o monoteísmo ou entre o evolucionismo e a doutrina judaico-cristã da criação. Preocupar-me-ei mais em mostrar que o ateísmo pode ser visto e explicado, a partir da própria religião e em termos religiosos.
Ao longo dos capítulos seguintes, ficará claro que o desenvolvimento da consciência ateia está entrelaçado com a crise da família e da sociedade atual, ainda que não por meio de relações causais. Não é de surpreender, já que o ateísmo é estranho a tudo o que a cultura humana já produziu. Sua estranheza induz a reformulação dos valores básicos, que se reflete na estruturação da família e da sociedade.
De todos os fatos sociais, a religião é, sem dúvida, o mais fundamental e misterioso. Pensadores de áreas tão diferentes quanto Durkheim, Freud, Toynbee, Huntington e Girard são unânimes em sustentar que a cultura se funda na religião. No entanto, a fé religiosa é o único fenômeno social a que a maioria dos pensadores contemporâneos nega um objeto real ou confessa a sua própria impotência para determiná-lo. Em poucas palavras, a religião ainda é tratada, pelas ciências humanas, como ilusão e fantasmagoria.
Esse julgamento é justo? Em que consiste a religião? A que corresponde o seu objeto? Qual é o valor de verdade que ela encerra? Este livro tem por objetivo tratar das perguntas acima, sob o ponto de vista de todas as religiões, mas especialmente das monoteístas. Espera-se que a resposta ajude, em alguma medida, a esclarecer o que é e como funciona o ateísmo.
Cada religião (do latim religatio: ato ou efeito de reatar) desenvolve a sua essência de modo peculiar. Por isso, produz resultados diversos dos de todos os outros sistemas de crenças. Porém, ao mesmo tempo, cada religião vale na medida em que o seu desenvolvimento mantém concordância com a essência das outras religiões. Há um ponto de convergência mínima e nuclear, uma essência do ato de crer no que transcende a condição humana.
Proponho que o desenvolvimento das religiões pode ser compreendido, em relação à família e à figura do pai. Panteões inteiros foram construídos com base em tramas familiares. Não é diferente com as religiões bíblicas. Esses dados etnológicos parecem-me irrefutáveis. Indagar o seu significado é o objetivo do presente livro.
A relação entre Deus e a família é mais ou menos explícita, na Bíblia, embora nem sempre seja vista sob a perspectiva da sua profundidade. Não apenas o Novo Testamento fala de Deus como Pai. O Antigo também o faz, de outra maneira. É que o conceito de pai se altera, quando passamos de um para o outro Testamento. De modo que tanto a religião bíblica como a estruturação social da família, nas sociedades que a professam, dependem antes de tudo do conceito de pai.
Infelizmente, uma série de acontecimentos, no último século e meio, provocou forte desagregação da família, nas sociedades ocidentais. Essa desagregação está, intimamente, associada à escalada ateísta. São duas facetas da erosão, do desgaste, do questionamento, estes sim profundos, até mesmo atroz, da figura paterna.
Ao percebermos que as religiões são o desenvolvimento da espiritualidade humana numa direção relacionada ao pai e à família, compreendemos que o sentido delas é colocado em xeque, conforme a família passa por mudanças profundas. A desagregação familiar, hoje em curso, é um motivo importante daqueles questionamentos.
Se a religião é a construção da família maior, divina, como este livro mostra, o neoateísmo pode ser visto como um reflexo da crise atual da família, no campo da religião. E se acontece é, os porta-vozes do próprio ateísmo estão a exprimir um aspecto do problema civilizacional mais amplo, que afeta a família.
No entanto, as relações da família com a religião não se dão apenas nesse sentido, mas também na direção oposta. A família nuclear também é influenciada pelos desenvolvimentos no campo da religião. Ela é um reflexo social duradouro da religião e do que acontece com ela. Exatamente por isso, não se pode negar que, no último meio século, a família passou a refletir os descaminhos do ateísmo e da dessacralização social.
Essa é a síntese do que irei abordar, no presente livro. Nos capítulos que se seguem, procurarei dar foros de teoria a uma intuição tão comum que, ao menos no mundo monoteísta, costuma ser expressa em jargão popular: a noção de que a ideia da divindade não mais é que a reconstrução da noção social do pai. Para dizê-lo de de modo direto e simples, Deus é pai. Essa concepção do fenômeno religioso leva, inevitavelmente, a uma representação monoteísta da religião.
Após a proposição de tantas teorias inovadoras sobre o religioso, pode ser oportuno retornar ou ao menos analisar a simples intuição, que acabo de mencionar. A ideia nada possui de desconhecida: os adultos sempre tranquilizaram as crianças com ela; os aflitos sempre apaziguaram com ela o seu coração. No entanto, apesar do tempo transcorrido, a intuição nunca foi guarnecida por uma demonstração sólida de sua verdade. Faltam-lhe foros de teoria. Perquirir como eles podem ser alcançados, obtê-los quem sabe são os objetivos do presente livro.
Embora inovadoras e ousadas, as modernas teorias da religião têm escassa relação com a intuição, a que me refiro. Pelo contrário, elas chegam a afastar-se, de maneira nunca antes vista, da percepção do caráter paterno do divino. Ao fazê-lo, em vez de explicarem a religião, elas a contraem e reduzem ao ateísmo. Desse modo, o esvaziamento das crenças se fecha.
A demonstração dos fatos que evidenciam todas essas transformações da família e da religião será realizada de algum modo nas páginas seguintes. Nesta Introdução, foi minha intenção, tão-só, preveni-los.
[1] Fonte: Revista Galileu. Rio de Janeiro: Globo, 2009. p. 78-79.
[2] Informações atuais sobre o número de ateus e de pessoas sem religião podem ser encontrados no site http://www.ultracurioso.com.br/11-paises-mais-ateus-do-mundo.
CAPÍTULO 1:A EXPERIÊNCIA FUNDADORA
Sumário: O método da experiência fundadora. A proibição original. O pecado original. A perda original. O sacrifício original.
O método da experiência fundadora
As obras de Freud sobre religião foram objeto de impressionante disceptação. Apesar do consenso que se formou de que o livro que expõe as noções mais centrais desse autor a respeito do tema (Totem e tabu) adota premissas historicamente falsas, a parte sempre mais resistente do pensamento de Freud, suas intuições, permanece tão fecunda hoje quanto no dia em que veio a lume. Talvez por isso, os escritos freudianos despertem mais interesse como fonte de questionamentos e intuições do que de demonstrações, sobre a religião.
Uma intuição luminosa, na obra de Freud, é a da importância da experiência fundadora para a compreensão da religião. Freud entreviu, nesse tipo de experiência, o mecanismo explicativo de uma longa série de práticas, crenças e cultos religiosos. O mecanismo não só se mostrou resistente a refutações como revelou a desnecessidade de conceitos como inconsciente coletivo e arquétipo propostos para explicar as religiões. Por motivos de simplicidade, entre duas teorias igualmente verossímeis deve-se optar pela mais simples. Isso se aplica à teorização freudiana da religião a partir da experiência fundadora, que apresenta a vantagem de requerer um aparato conceitual mais simples que o de muitas outras teorias para permanecer de pé.
Por essas razões, o modo de proceder de Freud merece mais atenção do que seus críticos estão prontos a lhe conceder. Freud procede pela experiência fundadora. Ele supõe que a religião totêmica se funda numa experiência com esse caráter. Supõe, outrossim, de maneira implícita, que as religiões ditas superiores desenvolveram-se a partir das totêmicas ou primitivas, o que era amplamente aceito quando Totem e tabu foi publicado (1913). Assim, Freud explica a religião como um todo.
É verdade que o fundador da Psicanálise não demonstra a verdade das conclusões que chega, pelo método da experiência fundadora. Refiro-me ao assassinato do chefe do clã primitivo, que Freud considera o ponto de partida histórico do totemismo. De acordo com ele, os totens inumeráveis que existiram ou existem são símbolos do pai de um clã primitivo, que foi assassinado pelos filhos revoltados contra a apropriação das mulheres por ele. Após o assassinato do pai, seus filhos foram tomados de remorso e instituíram um memorial para o cultuarem: a adoração do animal totêmico, que passou a simbolizar o pai morto. O remorso levou ainda os filhos ou seus descendentes a proibirem o assassinato do totem. Ao mesmo tempo, a tradição totêmica perpetuou a lembrança do assassinato primordial, por cerimônias ocasionais, em que o totem é oferecido em sacrifício.
Esse conteúdo da experiência fundadora do totemismo nunca foi comprovado. Nunca se descobriu evidência direta de um parricídio à origem das religiões primitivas. No entanto, o modo de proceder pela experiência fundadora, a postulação de um fato real como fundamento de uma religião, o método freudiano de pensar a religião, permanecem sedutores. Por outro lado, ao contrário do que ocorreu com o fato específico imaginado por Freud, a existência de experiências fundadoras à base dos cultos e religiões foi corroborada por evidências.
Não estamos em condições de comprovar que todo culto e toda religião se reportem a uma experiência fundadora, porém há provas de que esse é o caso de vários deles. Não menos clara é a nossa incapacidade de explicar, totalmente, as religiões por experiências situadas à sua origem, porém tal motivo não é suficiente para negarmos a utilidade da experiência fundadora para a Antropologia e a Filosofia da Religião.
Esse é um ponto de partida importante, para a fixação do método de reflexão deste livro. Antes de aplica-lo, porém, tomarei o cuidado de testar o método num caso específico: o da religião bíblica. A experiência fundadora do monoteísmo são os fatos narrados em Gênesis 2 a 4. Pela análise deles, ficará claro não só como os fatos se deram, mas o potencial que têm de explicar o monoteísmo e, por ele, quiçá, a religião em geral.
A proibição original
Gênesis 2 apresenta a criação do Jardim do Éden, do primeiro homem (Adão) e de sua mulher (Eva). Após ter transferido o homem para o Éden, a primeira palavra que Deus lhe dirigiu foi: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás
(Gn2:16-17).
A primeira parte da fala de Deus a Adão (De toda árvore do jardim comerás livremente
) fixa uma liberdade, não uma obrigação. Ela é um prelúdio ao mandamento que se seguiu e que foi dirigido ao homem, na sua condição paradisíaca: mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás
. Esse mandamento foi o primeiro de todos os que Deus entregou ao homem. O seu conteúdo é uma proibição.
Após a entrega da proibição, Deus fez cair pesado sono sobre Adão, retirou uma costela do seu lado e formou a mulher. Em seguida, ele disse: Deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne
. Essas palavras indicam que os habitantes originais do Éden se uniram em família.
Desde o princípio, portanto, o culto de Deus e a família aparecem associados, nas Escrituras. A união de Adão e Eva coloca a família, no cerne da experiência fundadora do monoteísmo. Ela demonstra que o pressuposto da relação do homem com Deus é a família.
Uma família, a família original, recebeu a proibição de comer da árvore do conhecimento. Adão não era toda a humanidade existente na época. Não é esse o sentido de Gênesis. Adão é uma família – um clã, se se preferir – não todas as famílias. O não reconhecimento desse fato simples e fundamental gerou a interpretação literal de Gênesis, a interpretação de que a humanidade tem 6.000 anos, apesar de o registro fóssil apontar que ela existe há centenas de milhares.
Qual é o sentido da proibição de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal? No contexto bíblico e do Livro de Gênesis em particular, conhecer o bem e o mal é entender a pecaminosidade de determinados atos. Em outras palavras, é possuir o que se costuma denominar malícia. O texto fundador não especifica os atos, cuja pecaminoridade Deus proibiu Adão de entender. Por questão de lógica, esses atos ou ato (se se tratar de um só) deve(m) ser buscado(s) nos versículos que antecedem a proibição. Deus não proibiria Adão de fazer algo que ele não conhecesse. Por isso, precisamos procurar, nos versículos anteriores à proibição, um ato que Deus tenha proibido Adão de praticar. Ele está dado no versículo 29: E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento
.
Aparentemente, o versículo acima não estabelece proibição alguma. No entanto, se
