"Eu tenho medo de viver lá fora": cartografia do trabalho policial penal
()
Sobre este e-book
Relacionado a "Eu tenho medo de viver lá fora"
Ebooks relacionados
A Política Antidrogas Brasileira e seu Reflexo na Superlotação dos Presídios Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO preso da fronteira: análise da situação prisional de imigrantes bolivianos sob a ótica da criminologia crítica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPolíticas Públicas e Execução Penal: Críticas e perspectivas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA crise como crime de Estado: a "crise" da segurança pública no Espírito Santo em 2017 Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCordão Sanitário da Pobreza Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSegurança Pública: o calcanhar de Aquiles da Esquerda e do Campo Democrático Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAnálises Sobre Direito Penal:: Coletânea de Artigos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCrise Jurídica no Capitalismo Tardio Nota: 0 de 5 estrelas0 notasImpressões de Michel Focault Nota: 0 de 5 estrelas0 notasFoucault e o Abolicionismo Penal: costurando encontros entre a Vontade de Potência e o Abolicionismo Penal Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTerrorismo de Estado Nota: 0 de 5 estrelas0 notasResenha Crítica Do Livro “vigiar E Punir: História Das Prisões”: Comentários À Obra De Michel Foucault Nota: 0 de 5 estrelas0 notasControle Penal do Capital: a era do encarceramento em massa no Brasil Nota: 0 de 5 estrelas0 notasOs novos paradigmas da Regulação Pública e Privada Nota: 0 de 5 estrelas0 notasNas bordas do inferno: criminalidade, violência e trabalho policial Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDireito Público: análises e confluências teóricas: - Volume 7 Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSegurança Pública, Criminalidade e Sistema Penal Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSer Mãe é... - A Maternidade Normalizada Pelo Discurso Jornalístico Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComplexo Prisional de Pedrinhas em São Luís-MA: o diagnóstico analítico após a barbárie Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPolítica de drogas: uma análise crítica acerca do discurso do combate às drogas na gestão criminal da pobreza Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPessoa Humana, Direito Penal e o Cárcere Nacional: jusreflexões de 1824 a 2021 Nota: 5 de 5 estrelas5/5Por uma Segurança Pública Democrática, Cidadã e Antirracista Nota: 5 de 5 estrelas5/5O Juiz e a execução penal: reflexões de uma magistrada Nota: 0 de 5 estrelas0 notasHomicídios no Município do Rio de Janeiro de 1979-2017: evolução e políticas de segurança pública Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Agente Penitenciário e a Criação da Polícia Penal: Um Debate sobre Identidade e Reconhecimento Social Nota: 0 de 5 estrelas0 notasConfiança e Otimismo: As Instituições de Segurança Pública Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Ciências Sociais para você
Tudo sobre o amor: novas perspectivas Nota: 5 de 5 estrelas5/5A Prateleira do Amor: Sobre Mulheres, Homens e Relações Nota: 5 de 5 estrelas5/5Metodologia científica: Princípios e fundamentos Nota: 5 de 5 estrelas5/5As seis lições Nota: 4 de 5 estrelas4/5Neurociências E O Cotidiano Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCalibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva Nota: 5 de 5 estrelas5/5Coisas que a Gramática Não Explica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCoragem é agir com o coração Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA cultura importa: fé e sentimento em um mundo sitiado Nota: 5 de 5 estrelas5/5Apometria: Caminhos para Eficácia Simbólica, Espiritualidade e Saúde Nota: 5 de 5 estrelas5/5Grau do Companheiro e Seus Mistérios: Jorge Adoum Nota: 2 de 5 estrelas2/5Guia Como Aumentar Seu Penis Definitivamente Nota: 5 de 5 estrelas5/5Fisiologia Do Exercicio Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Bíblia Satânica Moderna Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCrônicas exusíacas e estilhaços pelintras Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPertencimento: uma cultura do lugar Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCurso De Maçonologia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasBizu Do Direito Administrativo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMedicina Integrativa Nota: 5 de 5 estrelas5/5A perfumaria ancestral: Aromas naturais no universo feminino Nota: 5 de 5 estrelas5/5Grau do Mestre Macom e Seus Mistérios Nota: 4 de 5 estrelas4/5Quero Ser Empreendedor, E Agora? Nota: 5 de 5 estrelas5/5O martelo das feiticeiras Nota: 4 de 5 estrelas4/5Brasil dos humilhados: Uma denúncia da ideologia elitista Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO que é o luto: Como os mitos e as filosofias entendem a morte e a dor da perda Nota: 5 de 5 estrelas5/5O corpo encantado das ruas Nota: 5 de 5 estrelas5/5A mentalidade anticapitalista Nota: 5 de 5 estrelas5/5
Avaliações de "Eu tenho medo de viver lá fora"
0 avaliação0 avaliação
Pré-visualização do livro
"Eu tenho medo de viver lá fora" - Rafael de Albuquerque Figueiró
AQUI EU SOU O ESTADO. E O ESTADO É VIOLADOR
²: NOTAS SOBRE OS CARCEREIROS
A figura do PP, comumente conhecido como carcereiro, é muitas vezes associada a uma das mais indesejáveis ocupações (Lourenço, 2012). Os estudos sobre a história dessa categoria profissional são raros, estando geralmente associados à história da prisão em si (Lopes, 2007). Apesar de já existirem desde as prisões da antiguidade, podemos situar o surgimento e institucionalização dessa categoria nas primeiras décadas do século XIX, associado ao próprio surgimento de um sistema carcerário, cujo marco pode ser atribuído à colônia penal de Mettray, localizada na cidade de Tours, região central da França (Foucault, 2002). Ali, os funcionários deveriam intervir sobre os internos de um modo bastante específico: São de certo modo técnicos do comportamento: engenheiros da conduta, ortopedistas da individualidade
(Foucault, 2002, p. 244).
No Brasil, temos um efetivo de aproximadamente 80 mil policiais penais. O primeiro documento que descreve a função do então guarda de presídio
é o Decreto nº 3.706 de 29 de abril de 1924 (Lopes, 2007). Segundo a autora
Os guardas eram escolhidos e nomeados pelo diretor do estabelecimento penal. O regime de trabalho na penitenciária era o de plantonistas de 24 horas e de diaristas das 8 às 17 horas. [...] ao guarda cabia a função de policiar, ou seja, guardar o cumprimento das leis e normas vigentes na instituição, impedindo e contendo as manifestações dos sentenciados que fossem consideradas impróprias (Lopes, 2007, p.
