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Verdes Anos, Retratos de Juventude
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Verdes Anos, Retratos de Juventude
E-book200 páginas1 hora

Verdes Anos, Retratos de Juventude

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Sobre este e-book

Neste livro, 26 pessoas contam as suas histórias de juventude. Para umas isso significa falar no presente, para outras é fazer uma viagem de 50 anos. Juntamo-las aos pares, quase nunca de forma óbvia, desenhando uma manta retalhada de origens, contextos e vontades, algumas oposições e uns quantos pontos de encontro. Não há índice para que as leia de seguida, pelo que contam em comum.
IdiomaPortuguês
EditoraFundação Francisco Manuel dos Santos
Data de lançamento10 de fev. de 2022
ISBN9789899064782
Verdes Anos, Retratos de Juventude
Autor

Vários Vários

Sebastião Almeida estudou Comunicação Social, foi jornalista no «Público» e na «Time Out Lisboa». Escreve agora na revista «Sábado», mas quando entrou pela primeira vez numa redacção fê-lo de câmara fotográfica ao pescoço. O destino trocou-lhe as voltas, mas o gosto pela imagem não se dissolveu. Margarida David Cardoso nasceu em 1995, numa Europa que acabava de perder as fronteiras internas. Estudou Ciências da Comunicação no Porto, foi jornalista no «Público» em Lisboa, e agora no podcast de jornalismo de investigação «Fumaça». Talvez um dia seja psicóloga. Sara Beatriz Monteiro nasceu no Porto, cresceu em São João da Madeira e vive em Lisboa. Queria ser atriz, professora ou advogada, mas o gosto pela escrita levou-a para o jornalismo. Estudou Ciências da Comunicação no Porto, foi jornalista na Renascença, no ciberjornal «JPN» e trabalha há três anos na TSF. Depois de escrever este livro, está empenhada em ser jovem para sempre.

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    Verdes Anos, Retratos de Juventude - Vários Vários

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    Retratos de Juventude

    Verdes

    Anos

    Entrevistas por Margarida David Cardoso e Sara Beatriz Monteiro
    Fotografias por Sebastião Almeida

    Com Enric Vives-Rubio e Ricardo Lopes

    logo.jpg

    Largo Monterroio Mascarenhas, n.º 1, 7.º piso

    1099-081 Lisboa

    Portugal

    Correio electrónico: ffms@ffms.pt

    Telefone: 210 015 800

    Director de publicações: António Araújo

    Título: Verdes Anos: Retratos de juventude

    Coordenação: Margarida David Cardoso

    Texto: Margarida David Cardoso e Sara Beatriz Monteiro

    Fotografia: Sebastião Almeida

    (Guadalpe Amaro – Enric Vives-Rubio)

    (Rui Nabeiro – Ricardo Lopes)

    Revisão de texto: GoodSpell

    Validação de conteúdos e suportes digitais: Regateles Consultoria Lda

    Design e miolo: Inês Sena

    © Fundação Francisco Manuel dos Santos, Margarida David Cardoso, Sara Beatriz Monteiro e Sebastião Almeida, Novembro de 2021

    Livro redigido com o Acordo Ortográfico de 1990.

    As opiniões expressas nesta edição são da exclusiva responsabilidade dos autores e não vinculam a Fundação Francisco Manuel dos Santos.

    A autorização para reprodução total ou parcial dos conteúdos desta obra deve ser solicitada aos autores e ao editor.

    Entrevistados:

    Afonso Reis Cabral

    Ana Catarina Correia

    Assunção Cristas

    Dário Guerreiro

    Diana Andringa

    Dulce Maria Cardoso

    Guadalupe Amaro

    Isabel Martins

    Israel Parodia

    Joãozinho da Costa

    Júlio Isidro

    Leonor Caldeira

    Manuel Clemente

    Marcelo Rebelo de Sousa

    Margarida Balseiro Lopes

    Maria Manuel Mota

    Maria Teresa Horta

    Miguel Guilherme

    Paula Gil

    Ricardo Araújo Pereira

    Rui Nabeiro

    Rui Tavares

    Sandro Santos

    Tiago Fonteboa

    Tiago Ribeiro

    Edição eBook: Guidesign

    ISBN 978-989-9064-78-2

    Conheça todos os projectos da Fundação em www.ffms.pt

    Israel Paródia / Maria Manuel Mota — A ciência

    Leonor Caldeira / Vítor Sanches — A cidade

    Paula Gil / Diana Andringa — O ativismo

    Dário Guerreiro / Ricardo Araújo Pereira — O humor

    Sandro Santos / Assunção Cristas — A família

    Isabel Martins / Manuel Clemente — A religião

    Guadalupe Amaro / Maria Teresa Horta — Os Direitos Humanos

    Margarida Balseiro Lopes / Rui Tavares — A política

    Afonso Reis Cabral / Dulce Maria Cardoso — Os livros

    Joãozinho da Costa / Miguel Guilherme — O teatro

    Tiago Fonteboa / Rui Nabeiro — O trabalho

    Ana Catarina Correia / Marcelo Rebelo de Sousa — A liberdade

    Tiago Ribeiro / Júlio Isidro — O entretenimento

    Prefácio

    As histórias que ouvimos em criança. O que nos dizem que podemos ser ou fazer. As portas que nos são abertas como uma possibilidade. Os sonhos que nos dão de comer à boca e nos alimentam às primeiras oportunidades de pensar. Fazemo-nos também desse alimento. Uns, em abundância, têm-no cuidadosamente planeado. A inspiração e o sonho medidos como em pequenos doseadores de leite em pó. Outros assentam em barrigas vazias. Talvez tenham a capacidade de imaginar sozinhos que tal comida existe.

    A partir das mesmas cinco perguntas, cada uma das 26 pessoas entrevistadas para este livro mergulhou nas ideias e nos sonhos que lhes foram dados a comer durante a juventude. Ou, para usar a metáfora de Rui Nabeiro, as flores que lhes nasceram. As pessoas, as viagens, os livros, as músicas, os futebóis, as conversas à mesa ou à braseira de onde nasceram ideias, poemas e salvações. As respostas delas — transcritas, arranjadas e reorganizadas para serem lidas — refletem a forma como contam a si mesmas as histórias desse presente ou passado e se veem nele. De algumas, saberá mais pormenores; de outras, mais pensamentos. De todas, uma história de juventude — que, por vezes, parece continuar na página seguinte.

    De uns, a rebeldia; de outros, o sossego. Uma inquietude quase transversal. A possibilidade e o tempo para ser, num tempo em que «cada ano contém quase uma vida» (Dulce Maria Cardoso). Há nestas páginas um vaivém de olhares otimistas e pessimistas — mais dos primeiros talvez —, de avanços e recuos nas tentativas de definir a juventude própria. «Ser jovem talvez signifique não saber o que isso significa» (Afonso Reis Cabral).

    Vamos entre gente que sonhou milimetricamente ser o que é e outros que nunca tiveram a possibilidade de se debruçar nessa varanda onde se olham futuros. Entre quem se viu catapultado por um privilégio adquirido para bibliotecas-paraíso e quem se descobriu cedo a lutar pela sua sobrevivência e pelo seu lugar. Cedo tomando as consciências das escalas e formas em que se fazem as divisões do mundo. «Sentia muito a necessidade de tomar o que me pertencia. Sentir alguma justiça» (Vítor Sanches).

    A cada geração, o impulso é entendê-la como única, diferente. Muitas vezes, em oposição aos pais e avós, e alimentada por esse confronto. Tendemos coletivamente — a Academia, os media e os marketeers com especial vigor — a etiquetá-la numa tentativa de consenso de características: os boomers, os millennials, as gerações de X a Z, agora alpha. 

    Pelo meio, fora destas caixas, talvez se perca o que é comum à juventude nas várias décadas, distantes que sejam: as dúvidas identitárias e de individualização, a luta pela integração entre pares e na sociedade, as trajetórias de precariedade no mercado de trabalho. E aí, sem atenção ao comum, perpetuam-se os problemas enraizados nas condições juvenis. Entorpece-se o questionamento do passado e a compreensão daquilo a que no futuro se chamará inevitável. O estágio não remunerado. O emprego instável e precário. O arrendamento sem contrato. A «escolha» de não sair de casa dos pais. A falta de representatividade nas estruturas de decisão.

    «Nós é que achamos sempre que vimos de uma geração espontânea, que não repete padrões comuns. Mas não podemos compreender a juventude atual sem entender o contínuo das gerações anteriores», diz a socióloga Magda Nico, consultora científica do encontro Juventudes como Sinais do Tempo, que a Fundação Francisco Manuel dos Santos organizou em novembro de 2021 e deu o mote a este livro.

    Magda Nico, doutorada em Sociologia, investigadora e professora no ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa, dedica-se ao estudo dos jovens, das suas trajetórias sociais, da sociologia da família e das desigualdades sociais. Refere que a juventude inaugura sempre uma mudança social. Um momento «tão denso quanto fugaz». Em que a construção da identidade, de alicerces para um futuro profissional e familiar e o abraço a causas sociais «se faz de forma precária e experimental, mas também apaixonada e comprometida, quase perigosa». Experimentam-se em novos papéis, adensam-se conhecimentos, valores e causas; questionam-se velhos padrões de desigualdade; inauguram-se, por um lado, formas criativas de os combater e abrem-se, por outro, novas trajetórias de precariedade. «Ser jovem é um desporto (social) radical, parece.» 

    Não sendo este livro um salto de paraquedas, a proposta é um voo de balão sobre um terreno disforme para ser visto ao detalhe. Conforme o vento — ou a vontade de saltar mais cedo ou recuar entre histórias —, aterrarás em retratos de jovens que se consideram «almas velhas» ou de adultos que nunca perderam a adolescência. A única certeza é a de que o friozinho na barriga não os abandona até ao final da viagem.

    Margarida David Cardoso

    Sara Beatriz Monteiro

    Sebastião Almeida

    Verdes

    Anos

    A NOBREZA DA RESPONSABILIDADE E A CURIOSIDADE APAIXONADA

    Israel Paródia / Maria Manuel Mota — A ciência

    IsraelParodia.jpgMariaManuelaMota.jpg

    Israel Paródia — 21 anos

    «Não existe a ideia de que é possível uma pessoa cigana chegar aqui.»

    Ensinado a pensar mais do que a decorar, é um dos primeiros da família no ensino superior. Europeísta, progressista, move-se pela vontade de criar para os outros as oportunidades que teve, desde a escola na Batalha, em Leiria, à Faculdade de Medicina em Lisboa.

    Maria Manuel Mota — 50 anos

    «Somos prejudicadas quando crescemos e as pessoas esperam algo menor de nós.»

    Trabalha há mais de 20 anos numa doença porque ficou fascinada com o parasita que a causa. A malária e o Plasmodium, que ainda matam anualmente 400 mil pessoas. Já diretora do Instituto de Medicina Molecular e uma autoridade internacional na matéria, continua fascinada,
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