Tudo que sempre quis dizer, mas só consegui agora
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Pré-visualização do livro
Tudo que sempre quis dizer, mas só consegui agora - Marcela Schmitt Salvador
© Marcela Schmitt Salvador 2022
Produção editorial: Vanessa Pedroso
Revisão: Helen Bampi
Ilustrações: da autora
Design de capa: Nathalia Bernart Cecconello
Editoração: Giovana Bandeira Grando
Conversão para Ebook: Cumbuca Studio
CIP-Brasil. Catalogação na Publicação
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ
Gabriela Faray Ferreira Lopes - Bibliotecária - CRB-7/6643
Todos os direitos desta edição reservados à
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Tudo que sempre quis dizer, mas só consegui agoraNão estava nos planos essa dedicatória e por não servir mais do lado de dentro, deixei chover até a borda, para que desse transbordamento eu tivesse a desculpa de dizer: você chegou extenso, e partiu agigantado.
Desde que compreendi que complexidade é sinônimo de ser, pude me permitir agradecer.
Comecei pelo princípio: abro os olhos ao amanhecer.
Procuro abrir as janelas, da casa e da alma.
Mantenho meu templo limpo, deixando a sujeira, os problemas e os sapatos do lado de fora. Ouço com o corpo presente. Sorrio deixando a alma aparente. Abraço a transitoriedade. Permito me perder para encontrar, o auto encontro é lindo visto de cá.
E se aprendi que rebeldia é humanizar, que saibamos enlaçar nossas multipotencialidades, pois interioridade é onde nossas raízes matam a sede desse sonhar.
Que o equilíbrio entre firmeza e flexibilidade encontre o meu gratificar.
Obrigada por ter vivido este processo junto a mim, e que sempre tenhamos esta vontade, complicada e escandalosa, de viver intrinsecamente, o eterno sonhar, mesmo que desajuizado mas inteiramente amado.
Esta obra (inacabada e imperfeita) é o arquétipo da minha expressão e liberdade. Tire os sapatos, sente-se confortavelmente e se demore nas miudezas da minha loucura.
Decidi que escreveria
ao comprometer-me com isso,
todos os meus membros
paralisaram.
Li um livro que, minuciosamente, ensinava como encontrar seu propósito de vida ao longo de trezentas páginas e muitos capítulos. E ao lê-las, deparei-me com esse padrão, tão irritadiço e natural, que faz, então, meu percebimento entrar em jogo.
Tornar unicamente o ato de escrever meu direito ao expressar e ser, totalmente, minha busca incessante por todos os anos seguintes que virão é um feito radical e necessário.
Sempre quis, e busquei arduamente, meu lugar no mundo ao equilibrar tudo o que acho e idealizo como necessário e essencial para ter uma vida diariamente simples e cansativa.
Acreditei, por tempo quase que infinito, que estava perdida no meu querer imediatista sobre todas as coisas e maneiras de ser e coexistir. Então, nocauteada e deitada em posição fetal no canto mais escuro do meu inconsciente, a nitidez da visão míope que carrego nos olhos mostrou-se forte e iluminada a ponto de transcender todo esse labirinto de pensamentos e anotações, e eu, tão apegada e reluta, percebi que ali, quieta e insolúvel, quase que envilecida, havia (e ressalto que sempre houve) o grande e esperançoso sinal divino
que esperamos, incansavelmente, que alguma força sobrenatural nos envie em letreiros luminosos e barulhentos.
E chega a borbulhar e a transbordar o alívio que ressoa de dentro, o qual eu sempre quis soltar, livremente, por entre os dentes e as narinas.
Se antes me diziam ser e fazer parte do mal que rodeia todos os jovens adultos recém-saídos de universidades e casa de pais tão amáveis e superprotetores, hoje, convicta desse comportamento individualista e tradicionalista, me toca por entre os dedos a sensação atenuante de que a busca confusa e cansativa de encontrar seu lugar no mundo na verdade é um rodar em círculos sob as pontas dos pés da ansiedade e pensamentos massacrantes, que nos fez acreditar que o resultado é o fim da caminhada, quando caímos deitados gélidos e com tamanha translucidez dentro do caixão do desprezo.
Compreender que o que buscamos na verdade não está no encontro, e sim na busca em si, é de tamanha urgência, que, talvez, se você não se atrever a permanecer com o olhar atento, nem o barulho estrondoso e as rodas tão pesadas e gigantes lhe acordarão ao passar por cima do ego em busca do seu propósito.
Por isso, e talvez não tenha a importância que eu, no auge do meu achismo, acredito existir, mas gostaria de ressaltar que, para estar onde e da maneira que aqui me encontro — sentada ao chão, com minha cachorra dormindo ao lado, ouvindo o farfalhar dos galhos em uníssono com o cantar dos pássaros e os gritos do meu irmão ao pular na água do açude —,
