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Prazer, Sexo!: Um guia para as mulheres se reconciliarem com a própria libido e a sexualidade
Prazer, Sexo!: Um guia para as mulheres se reconciliarem com a própria libido e a sexualidade
Prazer, Sexo!: Um guia para as mulheres se reconciliarem com a própria libido e a sexualidade
E-book200 páginas2 horas

Prazer, Sexo!: Um guia para as mulheres se reconciliarem com a própria libido e a sexualidade

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Sobre este e-book

Em pleno século XXI, repleto de avanços tecnológicos, sexo ainda é um tema controverso e sujeito a um tratamento preconceituoso e desinformado. Contudo, masturbação, desejo, orgasmos, brinquedos eróticos e fantasias são assuntos permanentes nas redes sociais.
Ainda assim, mesmo que personagens destas redes aparentem fazer e acontecer, no íntimo, principalmente para mulheres, o tópico ainda é cercado de mitos e tabus. Poucas tiveram acesso à educação sexual e, para muitas, o conhecimento chegou entremeado por distorções e regras de intolerância.
Neste livro, a sexóloga Vanessa Taralli oferece apoio para essas mulheres, apresentando-lhes o sexo e a sua expressão como elementos naturais e necessários para uma vida saudável. Uma vez que nunca é tarde para aprender, Vanessa traz o necessário para que as mulheres se aceitem como seres sexuais, lidando com a sexualidade e o desejo e explorando a própria anatomia de forma a desconstruir negatividades e limitações sobre esta dimensão vital da existência.
Você conhece seu corpo? Sabe alcançar o prazer? Sente-se confortável em demonstrar desejo e tomar iniciativa? Aceita o sexo como parte da sua natureza?
Escrito por uma mulher, para mulheres, a obra traz conhecimento e orientações sobre como se amar, se relacionar, lidar com a própria sexualidade, ter e dar prazer.
IdiomaPortuguês
EditoraViseu
Data de lançamento12 de abr. de 2024
ISBN9786525473925
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    Prazer, Sexo! - Vanessa Taralli

    INTRODUÇÃO

    Preliminares

    É consenso pensar que todo mundo gosta de sexo, afinal, sexo está associado ao prazer — e quem não gosta de sentir prazer, certo?

    Errado!

    Vejo um número considerável de pessoas — mulheres, em sua grande maioria, mas alguns homens também —, que dizem não ter vontade de fazer sexo, não ter saco para transar e sentirem-se enfadados com a obrigação da relação sexual em um relacionamento. A queixa costuma ser verbalizada como preguiça, falta de tesão ou de desejo, desânimo e, às vezes, até tédio ou aversão ao ato.

    Muitas vezes, essas pessoas inventam desculpas para não encararem uma relação sexual (dor de cabeça, falta de tempo, cansaço etc.). Quando decidem transar, o fazem somente para agradar o parceiro, não se entregando realmente e, consequentemente, aumentando seu desconforto e seu fastio em relação ao sexo.

    Talvez essas pessoas não tenham experimentado o sexo em sua plenitude. Por vergonha, inibição, crenças religiosas ou ensinamentos familiares, a relação delas com a sexualidade pode ser incompleta. Contudo, isto pode nunca vir a ser um problema. Se não houver um parceiro muito discrepante nessa área ou se ela não se incomodar com o estranhamento que isso pode causar, já que a mídia e até os familiares/amigos parecem propagar o consenso de que todo mundo gosta de sexo, isso será apenas mais uma característica de personalidade. Ela pode, simplesmente, continuar sua rotina de desculpas (que cada dia ganhará um novo reforço) ou ceder eventualmente e até fingir para agradar, sem realmente querer mudar.

    No entanto, em uma época em que somos continuamente bombardeados com referências à sexualidade e à ideia de que sexo é bom, sexo é vida e semelhantes, o mais provável é que essa pessoa se verá infeliz consigo mesma, achará que tem um problema (ou mesmo que é doente) e que, se não conseguir mudar, se sentirá cada vez mais depressiva e descontente internamente. Ademais, isso pode influenciar negativamente seus relacionamentos e trazer um considerável sofrimento.

    É claro que existem casos em que pode, sim, haver uma doença, mas, no geral, é possível alterar essa noção errônea de frigidez e apatia simplesmente se abrindo para o sexo e mudando a forma de interagir com a sexualidade, consigo mesmo e com o parceiro.

    Minha intenção com este livro é ajudar em uma mudança de pensamento, mostrando que o sexo pode ser, em vez de cansativo, repetitivo e tedioso, algo realmente prazeroso e divertido.

    Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a sexualidade é um dos pilares da qualidade de vida, então aprender a gostar de sexo e usufruir da sua sexualidade é importante e pode trazer inúmeros benefícios para você e para seu parceiro: melhora do humor, mais disposição, autoconfiança, entrosamento, saúde (sim, sexo realmente faz bem à saúde), além de aumentar a capacidade de dar prazer e, consequentemente, ter cada vez mais prazer.

    Sugiro que você guarde as desculpas para quando realmente estiver cansado ou com dor de cabeça e esqueça a preguiça, pois, aqui, você embarcará em uma viagem de grandes descobertas e aprendizados que poderão transformar a sua vida.

    Preciso terminar com você

    Mônica ajeitou os travesseiros nas costas e levantou o tronco. Trouxe os joelhos para cima e abraçou as pernas. Isso não podia mais continuar, não era certo.

    Raul dormia ao lado dela, mas ela rodava na cama há horas sem conseguir conciliar o sono. Devia ser a culpa, mas esta era a menor das angústias dela. Quando foi que as coisas saíram do rumo? Ou elas nunca tiveram um norte e todo este tempo não passou de um devaneio?

    Por que ele não liga? Ele nunca ligou? Ou eu é que mudei? Mas alguém muda nessas coisas tão basais, tão instintivas?

    Ela não conseguia se lembrar do começo. Tanto tempo atrás... Talvez, naquela época, ela simplesmente não se dera conta porque tudo era novidade. Agora não. Mas há quanto tempo estavam no agora? Ela se sentia um ET. Pior, sentia-se doente.

    E se eu for viciada em sexo? Como a gente sabe qual o limite do gostar de sexo saudável e o gostar de sexo em exagero? Não, eu não sou viciada! Viciado era o Michael Douglas, que transava com qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar, quatro vezes ao dia, sem pensar nas consequências, sem conseguir se controlar e sem nunca atingir satisfação. Eu gosto de sexo, só isso. Mais do que o Raul, definitivamente. Mas eu tenho controle. Tenho? Eu me satisfaço, isso tenho certeza. Só que o Raul não me acompanha. Ele não gosta de sexo. Ou ele não gosta mais de mim. Talvez ele tenha outra e, quando chega em casa, não quer transar comigo porque já transou com ela. Não, isso não faz sentido. Eu transo com o outro e quando chego em casa ainda quero transar com ele... Talvez ele seja bicha, porque não é normal homem não gostar de sexo. Mulher, sim, pelo menos é o que ouço de algumas amigas, mas homem?

    Raul se remexeu e Mônica, institivamente, afagou os cabelos dele. Deixou a mão ali, como a um filho.

    Bem, a questão é que eles eram incompatíveis. Se sempre foram ou se se tornaram, já não fazia mais diferença. Para Mônica, o que fazia diferença é que ela não sabia mais lidar com esta diferença. Não tinha a ver com amor nem com carinho — ela o amava, sabia disso. Mas não podia mais viver essa vida dupla, até porque ele não a entenderia. Se ele descobrisse, acharia que é pessoal e que ela não o amava mais. Na cabeça dele, não haveria um meio-termo e ele jamais aceitaria que o pouco de sexo que faz com ela não é suficiente.

    Não é! E só por causa disso ela se deixara enredar nesse redemoinho de casos e aventuras. Ela não se apaixonara por nenhum outro, não era isso. Era só um descompasso, mesmo, que chegou no limite do suportável.

    Começava a entrar luz no quarto.

    Mais uma noite perdida em pensamentos, dividida entre a culpa e a absolvição, o amor e o prazer. Ela enxugou as lágrimas, respirou fundo e, tomada pela dor, acordou Raul:

    — Eu preciso terminar com você!

    [Vanessa Taralli]

    CAPÍTULO 1

    Amor é bossa nova, sexo é carnaval

    ²

    Antes de qualquer coisa, preciso deixar claro que, para se entregar ao sexo, usufruindo ao máximo do que ele pode oferecer, é essencial a distinção entre sexo e amor. Infelizmente, a maioria das pessoas aprendeu que sexo é uma consequência do amor, que sexo é parte do amor e, em alguns casos, até que sexo é amor.

    Bem, não é.

    Para os fins deste livro, entendo e classifico como relação sexual e/ou sexo qualquer aproximação íntima que envolva os órgãos sexuais (com ou sem necessidade de penetração) e que promova intimidade física entre duas ou mais pessoas, com o propósito de se obter prazer físico³. A masturbação, embora não necessariamente envolva outra pessoa, também será aqui entendida como sexo consigo mesmo.

    Assim, de forma bem simples, podemos dizer que, em seu nível mais básico, a relação sexual é um ato hormonal e biológico, algo muito semelhante a qualquer uma das outras necessidades fisiológicas nas quais seu corpo praticamente manda (ainda que isso, para alguns, pareça meio nojento).

    Ok, temos mais controle sobre nosso corpo quando se trata de sexo do que de uma diarreia, mas muitos de nós já vivenciaram, em algum momento, um desejo sexual tão forte que pareceu sobrenatural juntar forças para controlá-lo.

    O amor, por sua vez, é um sentimento, muitas vezes, construído. É afetividade, envolvimento, intimidade. Existe sexo sem amor, sim, e amor sem sexo também. E, por mais que, às vezes, o sexo pareça amor, isto é apenas uma aparência.

    Sexo é algo instintivo, natural do ser humano devido ao fato de sermos animais. Está ligado a uma necessidade de continuação da espécie e proliferação. Se desconsiderarmos qualquer envolvimento emotivo, o animal humano buscará a oportunidade de procriação e propagação do seu material genético, o que é feito (se não considerarmos as diversas técnicas artificiais — e bastante recentes — de inseminação e fertilização) exclusivamente por meio do sexo.

    Assim, como a natureza é sábia, quanto mais parceiros, melhor, já que isso aumentaria a possibilidade de combinação dos genes e, por consequência, a probabilidade de gerar descendentes mais saudáveis e/ou mais resistentes a doenças e às mudanças climáticas e ambientais.

    Esse impulso de procriação e diversificação do material genético, por ser algo instintivo, é obviamente algo inconsciente e que está fora do nosso controle. Assim sendo, certamente vai de encontro com a crença de que sexo e amor andam juntos, pois o objetivo final seria o de gerar descendentes pura e simplesmente, sem a necessidade de envolvimento emocional de nenhum tipo. Talvez por isso seja tão comum ouvirmos relatos de traições, infidelidade etc. (quem não conhece uma história que seja?!).

    Você pode argumentar que, ok, o instinto animal humano de criar descendentes empurra o homem em direção ao sexo procriador, mas e quanto às outras formas de sexo? Afinal, muito embora ainda existam pessoas que consideram sexo somente aqueles atos em que há a penetração peniana-vaginal, existe toda uma gama de atividades sexuais que ultrapassam em muito a simples penetração.

    Relações entre pessoas de mesmo gênero; sexo oral; estimulação manual dos genitais (sozinho ou acompanhado); sexo anal... Todas estas são formas de sexo que não têm como fim a procriação e que também são buscadas pelo ser humano. Nesses casos, o sexo estaria ligado ao amor?

    Bem, o animal homem (como algumas outras poucas espécies) logo descobriu que o sexo, além de ser a fonte possibilitadora da continuação da espécie, é uma fonte de PRAZER. E um prazer único, um êxtase mágico que pode, em sentido figurado, te levar às nuvens por alguns segundos. Prazer este que, de certa forma, também é um instinto, pois é a força motriz da parte biológica da nossa mente⁴.

    Como esse prazer é algo quase viciante, que pode ser repetido inúmeras vezes, sem grandes custos físicos ou emocionais, o bicho homem, usando da sua criatividade e exploração, foi descobrindo novas posições e novas maneiras de chegar lá, ampliando as formas de alcançá-lo.

    Assim, da mesma forma que não há necessidade de envolvimento amoroso para acontecer o sexo procriador (relações com penetração peniana-vaginal), pois o instinto se sobrepõe à emoção, o sexo como fonte de prazer também não exige vínculo amoroso e, muitas vezes, é buscado somente como o que realmente é: uma fonte de prazer.

    Claro que o ser humano não é um animal qualquer. Nossa evolução nos presenteou com capacidade de raciocínio, comunicação em um nível acima do da maioria das espécies, discernimento e consciência. Somos não somente animais racionais, mas animais sociais e animais culturais.

    Por estarmos inseridos em uma determinada sociedade e em uma determinada cultura, aprendemos a nos comportar dentro de padrões esperados no que diz respeito a diversos atos ligados à nossa condição humana e, portanto, também ao sexo e ao prazer. A sociedade e a cultura em que nascemos e/ou crescemos influencia fortemente o quanto nos deixamos levar pelos nossos instintos.

    O fato de ter determinada nacionalidade e morar ou viver em determinada cidade de determinado país interfere muito na forma como você se comporta. Às vezes, em um nível que vai além da nossa consciência.

    Vou dar um exemplo: todos os dias, no café da manhã, você come pão com manteiga e café com leite. Sempre foi assim e você nem sabe muito bem quando foi que começou a comer isso ou se, em algum momento, você comeu alguma outra coisa. Aí, um dia, você começa a namorar e, que estranho!, seu namorado come omelete com muito bacon e linguiça no café da manhã, acompanhado de suco de laranja! Só paramos para pensar que nem todo mundo come como nós quando nos deparamos com alguém que come de modo diferente. Normalmente, alguém proveniente de outra cultura.

    Você, então, pode experimentar essa outra opção. Pode, quem sabe, gostar e passar a comer omelete todo dia em vez do pãozinho, talvez alternar o pãozinho com a omelete e talvez até experimentar novas opções além dessas. Mas, no geral, o cardápio matinal costuma ser algo que já está enraizado em nosso modo de ser, algo a que não costumamos dar muita atenção a não ser quando nos vemos, por um motivo ou outro, obrigados a pensar sobre o assunto.

    Com a sexualidade é a mesma coisa. Fomos ensinados a entender o sexo de determinada maneira e a nos comportarmos com o outro de determinada forma, sendo que, muitas vezes, nem sabemos que forma ou que maneira é essa até nos depararmos com o diferente.

    Vemos, em um filme, uma cena em que o sexo é tratado de forma

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