Sinais Simples e Compostos na Língua Brasileira de Sinais: proposta de critérios de formação e classificação
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Sinais Simples e Compostos na Língua Brasileira de Sinais - Andréa dos Guimarães de Carvalho
1. REVISÃO DA LITERATURA
Para a análise morfológica dos sinais na Libras, é utilizado um quadro teórico do qual constam: concepções teóricas sobre línguas de sinais, conceitos básicos da morfologia das línguas orais e suas similaridades e diferenças quando aplicadas às línguas de sinais, em especial, à Libras e estudos que auxiliem na análise dos dados que constituem os resultados e a conclusão deste trabalho.
1.1 A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
Reconhecida legalmente no Brasil pela Lei 10.543/02 como uma língua com estrutura linguística própria (FERREIRA, 2010; QUADROS; KARNOPP, 2004), a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é usada por pessoas surdas ou ouvintes, conhecedores desta língua, para se comunicarem e interagirem na sociedade. Essa língua, como qualquer outra, é constituída por componentes fonológicos, morfológicos, sintáticos, semânticos e pragmáticos. Os constituintes fonológicos serão discutidos nesta sessão e servem de apoio para tratar da formação morfológica dos sinais na Libras.
Em geral, há um consenso na literatura das línguas de sinais de que os sinais, que compõem o léxico dessas línguas, são formados com base em parâmetros, isto é, unidades mínimas sem significado que carregam um conjunto de propriedades específicas e que, quando executados ou combinados em conjunto, constituem a forma de um sinal. (KLIMA; BELLUGI, 1979; LIDELL; JOHNSON, 1989; FERREIRA, 1995, 2010; QUADROS; KARNOPP, 2004).
Esse consenso fundamenta-se no trabalho pioneiro de Stokoe (1960), cujas investigações feitas na Língua Americana de Sinais (ASL) demonstraram que os sinais não são gestos holísticos, compostos por um número relativamente pequeno de unidades que podem se recombinar para produzir um significante, que associado a significados específicos, constituem o léxico próprio dessa língua.
Com os achados de Stokoe, outros pesquisadores, como Sandler e Lillo-Martin (2006), que investigaram as Línguas de Sinais Americana (ASL) e Ferreira (1995, 2010), Quadros e Karnopp (2004), que investigaram a Libras, vêm contribuindo para os avanços das investigações no campo das línguas de sinais.
Além disso, esses autores mostraram que essas unidades, acima descritas, estão sujeitas a restrições em sua combinação e são sistematicamente alteradas em diferentes contextos fonológicos e morfológicos que se assemelham formalmente, em alguns aspectos, com as unidades das línguas orais tal como ocorre no português.
No português, essas unidades mínimas corresponderiam aos fonemas ou sons de uma língua oral, cada qual com seu valor ou propriedade fonológica única (SILVA, 2011). Logo, é correto dizer que o fonema é a menor unidade sonora sem significado no sistema fonológico de uma língua oral e a fonologia é a ciência que estuda cada um dos sons produzidos nessa língua. Cada fonema tem a função de estabelecer uma diferença de significado entre uma palavra e outra.
Sobre a fonologia das línguas de sinais, Sandler (1989, p. 47) expõe que ela
[...] está mais intimamente ligada aos sistemas de produção e percepção do que qualquer outro nível abstrato da estrutura linguística. Como as línguas de sinais são transmitidas em uma modalidade diferente, a descoberta de que elas, também, têm uma fonologia tem sido considerada especialmente significativa.
Logo, é possível afirmar que as línguas de sinais (LS) são de modalidade visuo-espaciais, em que há o uso das mãos se articulando no espaço à frente do locutor e percebidas, visualmente, pelo interlocutor e vice-versa. Já nas línguas orais cuja produção ocorre por meio da boca e a percepção, pela audição, conhecida como de modalidade oral-auditiva. Essa diferença desencadeou nos pesquisadores da linguística um novo campo de análise, ou seja, pesquisas que se referem aos possíveis efeitos que a diferença na modalidade de uma língua pode implicar, como a de visualizar diferentes formas de análise investigativa e descrição, despertando um novo olhar das teorias linguísticas em torno das línguas
