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Nem toda coluna é Ereta: convivendo com a doença de Scheuermann
Nem toda coluna é Ereta: convivendo com a doença de Scheuermann
Nem toda coluna é Ereta: convivendo com a doença de Scheuermann
E-book95 páginas50 minutos

Nem toda coluna é Ereta: convivendo com a doença de Scheuermann

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Sobre este e-book

"Nem Toda Coluna é Ereta: Convivendo com a Doença de Scheuermann" acompanha Ana, enfrentando a rara condição ortopédica. Sua jornada de superação revela uma visão autêntica e inspiradora da convivência com a doença, desde a descoberta tardia até a cirurgia arriscada que mudou sua vida. Com relatos tocantes e momentos de resiliência, o livro oferece insights sobre a natureza da condição e as opções de tratamento disponíveis, inspirando leitores de todas as idades.
IdiomaPortuguês
EditoraEditora Dialética
Data de lançamento26 de jul. de 2024
ISBN9786527037033
Nem toda coluna é Ereta: convivendo com a doença de Scheuermann

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    Nem toda coluna é Ereta - Ana Cláudia Corrêa

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    Capítulo 1 - Infância

    O sol despontava no horizonte enquanto eu caminhava, deixando para trás a estrada árida e solitária. As lágrimas que antes molhavam meu rosto agora são testemunhas da minha jornada de superação. No peito, um grito oprimido agora dá lugar a uma melodia de esperança e renovação. Enfrentei uma tristeza profunda, uma dor que parecia eterna, mas hoje vejo que cada obstáculo foi uma oportunidade de crescimento. Pensei: Deus, apesar das provações, estou aqui, mais forte do que nunca. A dor da alma foi transformada em força, em um grito silencioso de resiliência. O universo ouviu meu clamor e hoje você é apenas parte do passado. Minha alma está curada, meu espírito livre para voar em direção a novos horizontes. Não há espaço para raiva ou rancor em meu coração, apenas gratidão por cada lição aprendida. Vá em paz, siga seu próprio caminho, pois eu já encontrei o meu.

    Bem-vindos à Fazenda Brejo

    Nasci na cidade de Porto Calvo, litoral norte do estado de Alagoas, todavia, fui criada na Fazenda Brejo, zona rural da cidade de Jacuípe, no mesmo estado. Lá passei toda a minha infância e parte da adolescência. Crescer no campo foi algo maravilhoso para mim, pois foi um período marcante em minha vida. Lembro-me bem de que, quando eu era criança, gostava de explorar cada cantinho daquele lugar e, ainda hoje, ao fechar meus olhos, consigo visualizá-la com perfeição.

    No ponto mais elevado, encontrava-se a casa do administrador, situada atrás da casa grande, com uma ampla varanda, pomar e uma trilha que levava a um cacimbão, onde as pessoas buscavam água. À direita da casa grande, havia um pequeno povoado com quatro casas geminadas, onde moravam alguns funcionários da fazenda. Na frente dessas casas havia um terreno com muitos coqueiros, que deixavam o ambiente muito agradável de ver. Do lado dessas quatro casas, localizava-se a casa do vigia e, ao lado, uma escola com apenas duas salas de aula. Seguindo a estrada, encontrava-se a casa de pagamento, onde os trabalhadores recebiam seus salários. Adiante, havia duas casas: uma da professora e outra ocupada por um funcionário da fazenda.

    As memórias continuam. Caminhando mais um pouco mais, era possível ver um povoado com dez casas, onde havia um bom número de crianças, o que tornava o lugar mais cheio de vida e alegria. A estrada de terra atravessava toda a fazenda, sendo que no verão a poeira era intensa, enquanto no inverno o cuidado ao caminhar era essencial, pois a lama poderia provocar quedas aos mais distraídos. Havia também, neste local, um galpão semelhante a um salão de festas, conectado a um galpão de adubo, uma igreja evangélica e um barracão semelhante a uma mercearia, que popularmente era conhecida como venda. Entre a casa grande e a venda, havia um açude com muitos coqueiros plantados, proporcionando uma paisagem encantadora aos olhos de uma

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