Arte E Ciência Do Ator: Estratégias Secretas Do Corpo-Mente
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Sobre este e-book
A Expressividade generativa ® de Gianluca Testa é um método de transformação pessoal capaz de potenciar a capacidade de gerar estados e melhorar as performances através do impacto da comunicação verbal, para verbal e não-verbal, sobre nós mesmos e sobre os outros, alterando a perceção sensorial e emotiva do mundo circunstante e criando novas realidades, possibilidades e recursos.
A Expressividade generativa ® de gianluca testa é uma técnica de recitação e método de evolução pessoal já conhecido e difundido no âmbito internacional, e nasce da exigência de uma resposta a duas questões:
1 Como pode a arte e a ciência do ator tornar-se um método para melhorar a vida do individuo, influenciando sobre a estrutura da experiência subjetiva e incrementando a potência da sua comunicação verbal, para verbal, não-verbal, sobre si mesmo e sobre os outros?
2 Como podem algumas das últimas descobertas da ciência nos campos da psicologia, da comunicação e d linguística, aperfeiçoar a arte do ator, a sua capacidade de compenetrar-se numa personagem e interpretar de forma credível a cena?
A expressividade generativa ® de Gianluca Testa é um método de transformação pessoal capaz de potenciar a capacidade de gerar estados e melhorar as performances através do impacto da comunicação verbal, para verbal e não-verbal, sobre nós mesmos e sobre os outros, alterando a perceção sensorial e emotiva do mundo circunstante e criando novas realidades, possibilidades e recursos.
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Arte E Ciência Do Ator - Gianluca Testa
Gianluca Testa
Tradução de Adérito Francisco Huó
Arte e ciência do ator
Estratégias secretas do Corpo-Mente
© 2022 - Gianluca Testa
A expressividade generativa é um método de transformação pessoal capaz de potenciar a capacidade de gerar estados e melhorar as performances através do impacto da comunicação verbal, para verbal e não-verbal, sobre nós mesmos e sobre os outros, alterando a perceção sensorial e emotiva do mundo circunstante e criando novas realidades, possibilidades e recursos.
Índice
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
I. EPISTEMOLOGIA DO ACTOR
1 O ACTOR UBÍQUO
2 TEORIA HOLOGRÁFICA DO ATOR: OS SENTIDOS E A REALIDADE
3 O UNIVERSO E O CORPO-MENTE: UMA CONCEÇÃO HOLÍSTICA
4 O ATOR E O TEMPO
II. ONTOLOGIA DO ATOR
5 O ATOR E A IMPRESSÃO DE AUTENTICIDADE
6 AS TÉCNICAS DA FALÁCIA
7 PERFORMANCE E DISPOSIÇÃO PSICOFICO DE BASE
8 ESCUTA E CALIBRAÇÃO
9 DECALQUE E GUIÃO
10 LINGUÍSTICA: AS PALAVRAS QUE CRIAM A REALIDADE.
11 PSICOLOGIA DA VOZ: IMPACTO DA CPMUNICAÇÃO PARA VERBAL EM NÓS MESMOS E NOS OUTROS
12 OS NÍVEIS DO PENSAMENTO DO ATOR E DA PERSONAGEM
13 OS NÍVEIS DE SUPORTE DO COACHING
PREFÁCIO
Este livro é uma introdução de alguns dos pressupostos que têm contribuído ao nascimento da expressividade Generativa, técnica de recitação e método de evolução pessoal já conhecido e difundido no âmbito internacional, e nasce da exigência de uma resposta a duas questões:
1 Como pode a arte e a ciência do ator tornar-se um método para melhorar a vida do individuo, influenciando sobre a estrutura da experiência subjetiva e incrementando a potência da sua comunicação verbal, para verbal, não-verbal, sobre si mesmo e sobre os outros?
2 Como podem algumas das últimas descobertas da ciência nos campos da psicologia, da comunicação e d linguística, aperfeiçoar a arte do ator, a sua capacidade de compenetrar-se numa personagem e interpretar de forma credível a cena?
Pressuposto de base é que cada experiência que vivemos, é a seu modo, uma performance: ou melhor um aqui e agora onde necessitamos do acesso ao nosso potencial e aos nossos recursos para atingir um determinado objetivo, seja no âmbito profissional como privado. Este acesso é contudo constantemente comprometido por interferências, internas e externas, que limitam o natural fluxo do talento. A única realidade com a qual podemos nos confrontar é uma perceção subjetiva do mundo, baseada nas informações que em cada momento o nosso aparato sensorial recolhe e envia ao cérebro. Mas o aparato sensorial pode ser guiado pela nossa vontade e as informações podem ser interpretadas consoante os modelos alternativos, mais úteis à nossa missão existencial.
O professor interpretado por Robin Williams no filme L’attimo fuggente (o instante esquivo), exortava os seus alunos para subir e ficar em pé na cadeira para observar o mundo em diferentes perspetivas, e os convidara para ensaiar a mudança procurando novos caminhos.
O individuo capaz de enriquecer o seu esquema da realidade poderá mover-se para territórios inexplorados e tornar a sua existência uma viagem maravilhosa e rica de descobertas.
Ao mesmo tempo, o ator que compreende profundamente o processo de perceção e interpretação do mundo e os esquemas do comportamento humano, poderá criar uma segunda natureza da personagem que resulta credível ao público, quase como se fosse a projeção de uma possibilidade alternativa existencial do mesmo indivíduo - ator.
INTRODUÇÃO
Compreender o pleno significado da vida é o dever do ator, interpretá-lo é o seu problema, e exprimi-lo é a sua paixão.
O ator é um indivíduo capaz de mover-se no tempo e no espaço de uma realidade alternativa, chamada drama (ou filme), nos papéis de um outro ser humano, dito personagem. A sua arte, ou ciência, é a recitação. A recitação é uma arte, porque existe variáveis humanas incontroláveis que não podem sempre ser previstas, mas geridas consoante a experiência e a criatividade do artista. Todavia a recitação é também uma ciência, porque o processo foi perscrutado nas suas causas, leis e efeitos por teóricos como Stanislavskij, Strasberg, Checov, Vachtangov, Mejerchold e muitos outros¹. Estes pesquisadores criaram cada um seu sistema para a formação do ator que se baseia nos princípios rigorosos². Através de uma metodologia, ou seja processos e procedimentos para aplicar tais sistemas, os esquemas podem ser desalinhados em componentes de base e conjugados para garantir resultados verificáveis e aplicáveis.
Enfim, a recitação é uma tecnologia, porque assegura instrumentos para facilitar a aplicação de tais técnicas, procedimentos e conhecimentos a fim de obter resultados específicos. O instrumento do qual serve-se o ator é o aparato humano. Sendo o corpo e a mente os seus dispositivos, aquela do ator é um conhecimento aplicado por definição: ele deve criar, assumir a personagem, um ser humano que se move num ambiente; possua capacidade, comportamentos, convicções, valores, identidades e espiritualidades próprias; utiliza a sua corporeidade no espaço e interaja com os outros através de um estilo de comunicação único e reconhecível. A palavra recitar na linguagem comum é por vezes incorretamente associada a uma falsidade: uma representação desairosa e fingida da vida quotidiana. Mas recitar é exatamente o oposto: é atuar um comportamento humano autêntico, fazendo algo para alguém num momento de realidade recriada para ser visto e ouvido por um público. Neste período social, como nunca antes, as técnicas e as características que o ator desenvolve na própria formação e experiência profissional são importantes para um ser humano em qualquer contexto. Dotes como a canalização de energia, a capacidade de transformar-se no breve lapso de tempo a partir da ação até ao stop, para transitar rapidamente de um estado presente a um estado desejado. Mas também a imaginação, o controlo dos mecanismos expressivos, a capacidade de improvisar, a atitude ao ouvir, o saber utilizar as tonalidades da própria voz de forma a influenciar o interlocutor gerando confiança, empatia, respeitabilidade, paixão. O ator é um mestre de comunicação, equipado com instrumentos expressivos e psicológicos sofisticados. Contudo como a biografia de muitos grandes artistas³ com o trágico destino nos ensina, fora do palco raramente utiliza o seu talento, movendo-se às vezes no mundo como o albatros (albatroz) de Baudelaire, deselegante, tornado ridículo por excessos excêntricos e narcisista. O ator possui dotes e técnicas refinadas que potencialmente o tornam capaz de gerir o que no mundo de hoje é mais funcional: a atitude mental, a motivação, a flexibilidade. Contudo este excêntrico indivíduo parece muitas vezes a seu cómodo somente sobre um palco ou diante de uma máquina de filmar. Por outro lado, se não fosse assim, seria suficiente inscrever-se numa escola de recitação para tornarem-se comunicadores excecionais, mestres da persuasão, homens de sucesso em todos os campos, e as escolas de recitação extravasariam de aspirantes manager, políticos, advogados, vendedores e outros profissionais que com a arte têm muito pouco a ver. Tudo isto porque estudar recitação certamente ajuda, mas o limite deriva do facto que ninguém ensina ao ator como canalizar as suas habilidades e adequar o seu potencial em aspetos específicos daquilo que definimos mundo real. A formação psicofísica do ator dura muitos anos e obriga o artista a uma espécie de isolamento. É um percurso complexo e não desprovido de efeitos colaterais sobre a mente e sobre o sistema nervoso, um gerador de cargas emotivas capazes de concentrar num único indivíduo os sofrimentos de dezenas de outros indivíduos, ditos personagens, e para ser praticada requer a imersão quotidiana nos obscuros labirintos da esquizofrenia. O objetivo desta obra é portanto delinear os fundamentos de um novo modelo de crescimento pessoal onde as técnicas e a experiência do ator possam contribuir de maneira visível para compreender e aplicar estratégias para afrontar a realidade. Na primeira parte, epistemologia do ator, mostrarei a forma em que os mais recentes estudos científicos⁴, que têm confirmado o facto que as regras à base da mente e dos nossos esquemas de comportamento baseiam-se nas mesmas leis que regulam o universo, nos ajudam a compreender de forma profunda o fenómeno da recitação. Não faltarão referências filosóficas
quânticas, da qual citarei algumas teorias a fim de descrever metaforicamente a personagem como estado de probabilidade do ator. O processo da criação da personagem é a projeção de uma realidade alternativa, um mundo possível, quiçá um universo existente a distâncias incalculáveis do nosso, que ganha vida no momento em que o ator torna-se observador consciente, como acontece para a onda de probabilidade estudada por Bohr, que ao mesmo tempo pode ser localizada como partícula. Aliás em cada indivíduo encobrem-se múltiplas potenciais personagens, infinitos como os mundos do multiverso de Hugh Everett. Explorarei portanto os limites e as condições de legitimidade de uma epistemologia do ator, e em que modo possa ela estar em condições precisamente para engendrar questões da natureza mais ampla: como estão as coisas? Que género de criatura nós somos? Que tipo de universo é este? Qual é o impulso mais profundo que impele cada nossa ação? Quem somos? O que é, pois, a realidade?
Na segunda parte desta obra, intitulada ontologia do ator, indagarei pelo contrário alguns aspetos específicos da arte de recitação e da sua conexão com o mundo das relações humanas: a autenticidade e a credibilidade.
Na terceira parte, intitulada
