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Em Defesa da Fé Cristã (Livro de Apoio Adulto): Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência
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E-book318 páginas5 horas

Em Defesa da Fé Cristã (Livro de Apoio Adulto): Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência

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Sobre este e-book

As heresias afetam os pontos principais da fé cristã, isso no que diz respeito a Deus, ao ser humano, aos anjos, à igreja e às Escrituras Sagradas. Esses movimentos religiosos estão dividindo igrejas e separando famílias, rompendo com os valores ortodoxos do cristianismo evangélico. Em cada capítulo, o pastor e teólogo Esequias Soares apresenta os fundamentos bíblicos, as heresias relativas a cada ponto doutrinário, a reação da igreja e a refutação aos argumentos de seus seguidores.
IdiomaPortuguês
EditoraCPAD
Data de lançamento1 de dez. de 2024
ISBN9786559684571
Em Defesa da Fé Cristã (Livro de Apoio Adulto): Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência

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    Mar 29, 2025

    Ótima leitura, com boa definições acerca da apologética cristã e dos rudimentos cristãos!

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Em Defesa da Fé Cristã (Livro de Apoio Adulto) - Esequias Soares

capítulo 1

Quando as heresias ameaçam a unidade da igreja

Ocombate às heresias ocupa um terço do Novo Testamento. Tanto o Senhor Jesus Cristo como seus apóstolos trabalharam incansavelmente contra as heresias e o pensamento pagão de seu tempo. Não há livro no Novo Testamento que não revele essa labuta. Alguns livros já são per se esse empenho, sendo seu conteúdo uma apologia à doutrina cristã e a sua essência uma defesa do cristianismo.

Judas declara que pretendia escrever sobre a salvação comum, mas, em virtude das crescentes heresias, ele resolveu, pela direção do Espírito Santo, travar essa batalha contra elas: Amados, quando eu me empenhava para escrever-lhes a respeito da salvação que temos em comum, senti que era necessário corresponder-me com vocês, para exortá-los a lutar pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 3). O conteúdo de 2 Coríntios, Gálatas e 2 Pedro é, essencialmente, uma disputa contínua contra as heresias para a preservação da pureza do evangelho de Cristo. O tema central de Colossenses é a defesa da divindade de Cristo, posto que alguns se apresentaram ensinando o culto dos anjos (Cl 2.18), e, também, uma resposta aos rudimentos do mundo (Cl 2.8). Todos os escritos do Novo Testamento mostram essa luta acirrada contra as falsas doutrinas. Três passagens apologéticas do Novo Testamento foram selecionadas para avaliação: Atos 20.28-31; 1 Pedro 3.15,16 e 2 Pedro 2.1-3.

AS AMEAÇAS DOS LOBOS VORAZES

Atos 20 relata a terceira viagem missionária do apóstolo Paulo. O propósito de Paulo nessa viagem não foi plantar igrejas, mas formar obreiros para a seara do Senhor, servir no campo da educação cristã. Ele criou uma escola teológica em Éfeso, esteve três meses ensinando na sinagoga. Por causa da resistência de uma ala dos judeus ele conseguiu espaço numa espécie de sala de conferência da cidade, de propriedade de um certo homem chamado Tirano, onde deu continuidade ao curso de teologia e passou a lecionar por dois anos (At 19.8-10).

Éfeso era a capital da Ásia Menor, a cidade mais importante da região. Atualmente, ela está em ruínas, localizada na região da Anatólia, a Turquia asiática. Era cruzamento de rotas comerciais. Nela, estava o templo da deusa Diana, chamada pelos romanos de Ártemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Paulo já havia passado antes por ela quando retornava da sua segunda viagem missionária (At 18.20,21). Na terceira viagem, ele foi direto para Éfeso e encontrou ali um grupo de doze discípulos incipientes que conheciam apenas o batismo de João (At 19.1-7) e ficou servindo na cidade durante três anos (At 20.31).

Em Éfeso, a vida do apóstolo estava em perigo e, por isso, teve que deixar a cidade e partir para a Macedônia (At 20.1). Quando ele retornava da Macedônia, convocou uma reunião com os líderes da igreja. De Mileto, mandou chamar os anciãos da igreja de Éfeso (At 20.17), pois tinha pressa, ele queria chegar a tempo em Jerusalém para a festa de Pentecostes (At 20.16). Ele desejava se encontrar com os seus discípulos, agora líderes da igreja, para transmitir um aviso solene contra os falsos doutrinadores e esclarecer sobre o perigo das heresias. A viagem de Mileto a Éfeso requer dois dias de ida e mais dois de volta, e é possível que Trófimo tenha sido o enviado com essa convocação, visto que fazia parte da comitiva de Paulo e era de Éfeso (At 21.29).

O discurso

A mensagem de Atos 20 foi dirigida, originalmente, aos líderes de Éfeso e continua valendo para todos os cristãos em todos os lugares e em todas as épocas. Os anciãos, mencionados no v. 17, mais adiante, são chamados de bispos (At 20.28). Nessa passagem, ao dizer que eles foram constituídos pelo Espírito Santo para apascentardes a igreja de Deus, mostra que eles eram pastores. A função primordial do pastor é alimentar, guiar e proteger o rebanho (Lc 15.4-6), usando uma linguagem metafórica, isso quer dizer, proteger das heresias, como fizeram Moisés e Davi (Êx 3.1; Sl 78.70-72). Os cuidados pastorais são ensinos de Jesus (Mt 7.15-20).

A terceira parte desse discurso é a mais dramática (At 20.31). A expressão depois da minha partida (At 20.29) é uma palavra profética; o apóstolo não está apenas se referindo à sua morte, mas também ao avanço dos hereges na igreja depois do período apostólico, no futuro. Paulo usa uma linguagem metafórica para identificar os falsos doutrinadores, comparando-os a lobos vorazes (At 20.29); lobos ferozes(TB); lobos cruéis (ARC). O apóstolo Pedro, depois de ensinar que o Espírito Santo inspirou os profetas do Antigo Testamento (2 Pe 1.19-21), mostrou que a presença do verdadeiro nem sempre é suficiente para impedir a manifestação do falso. Ao falar a respeito dos autênticos profetas hebreus, ressaltou que também havia entre o povo falsos profetas, como haveriam de surgir no meio da igreja falsos mestres (2 Pe 2.1).

Dois pontos devem ser destacados nessa parte do discurso: origem dos falsos mestres e o propósito deles (At 20.30). Os lobos vorazes haveriam de surgir dentro da própria igreja, dentre vós mesmos, e que se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Os discípulos deles ainda estão por aí e podem ser classificados em grupos: os internos e os externos.

Os internos são os que estão em nosso meio nas igrejas. Eles ousam questionar a doutrina e certos pontos doutrinários até mesmo nos nossos púlpitos. Uma declaração de fé não deve ser de autoria particular, pois ela expressa o pensamento e a vida diária da igreja ou da denominação de uma determinada época. A nossa Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil serve como proteção contra as falsas doutrinas e contribui para a unidade do pensamento doutrinário da igreja para que digais todos uma mesma coisa (1 Co 1.10) e para a instrução dos novos convertidos. Mas, o que se vê, com certa frequência, é que tais ensinadores se posicionam como alguém que tem autoridade sobre a igreja e não dão o mínimo respeito ao nosso documento, a Declaração de Fé.

A situação dos outros, os externos, é mais grave, pois muitos deles se posicionam acima das Escrituras, sem o menor pudor espiritual. Usam as redes sociais para corrigir a Bíblia e discordar abertamente dos profetas e dos apóstolos bíblicos. Tais pessoas consideram seus discursos atuais e a mensagem da Bíblia desatualizada, por isso, estão oferecendo um novo evangelho (2 Co 11.13-15). Os heresiarcas externos da atualidade e seus seguidores estão lá fora.

Nossos desafios

Os desafios da igreja dizem respeito ao conhecimento de nossas crenças e práticas e à vigilância espiritual. É necessário que cada membro tenha um conhecimento sólido e profundo da nossa fé e de como expor nossas crenças à luz da Bíblia. O nosso objetivo com a apologética é equipar o povo de Deus com argumento bíblico para que cada um possa defender a sua fé e ajudar os seus irmãos, principalmente os novos convertidos, na compreensão da Bíblia. Portanto, é tarefa da igreja atual batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos (Jd 3), para manter os cristãos na doutrina dos apóstolos (At 2.42).

Quanto à vigilância, convém esclarecer que a palavra que mais aparece no Novo Testamento grego para vigiar é o verbo gregoréo, vigiar, estar alerta, ser vigilante, usado pelo apóstolo (At 20.31) e aparece vinte e duas vezes. Essa guarda diz respeito à integridade e firmeza na fé (1 Co 16.13) e na oração (Cl 4.2) e, principalmente, contra as ciladas de Satanás (1 Pe 5.8). É uma advertência solene a todos os crentes em todos os lugares e em todas as épocas para viverem atentos em todos os momentos da vida (Ef 6.18). A vigilância é o ato ou efeito de vigiar, o estado de quem permanece alerta, de quem procede com precaução para não correr riscos. E isso nos mais diversos aspectos da vida humana. O verbo vigiar aparece na Bíblia no sentido de estarmos atentos em todos os aspectos da vida cristã.

O QUE É APOLOGÉTICA

O termo provém do substantivo grego apologia, que, literalmente, significa defesa, resposta, e aparece oito vezes no Novo Testamento,1 sendo duas referentes ao contexto apologético em tela (Fp 1.15,16; 1 Pe 3.15).

Uma necessidade imperiosa da apologética cristã

Os primeiros cristãos enfrentaram os movimentos que ameaçavam os fundamentos do cristianismo. Essa ameaça vinha dos grupos religiosos sectários e dos críticos intelectuais judeus e pagãos, tanto no campo doutrinário como também contra os cristãos. O apóstolo Paulo prega e defende o evangelho: alguns proclamam Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade. Estes o fazem por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho (Fp 1.15,16). Os primeiros discursos apologéticos apostólicos foram apresentados pelo apóstolo Paulo em Listra, durante a sua primeira viagem missionária (At 14.15-20) e, no Areópago, em Atenas, por ocasião de sua segunda viagem (At 17.22-31).

Quanto ao ataque aos cristãos, o apóstolo Pedro tratou sobre o assunto. Ele nos ensina a defender o evangelho com essas palavras: pelo contrário, santifiquem a Cristo, como Senhor, no seu coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que vocês têm (1 Pe 3.15). O termo responder, na expressão preparados para responder, no texto grego, é apologia. Uma tradução mais precisa seria preparados para [uma] defesa, como aparece na Versão Espanhola: para presentar defensa (Reina-Valera’60); e, nas versões inglesas: to make a defense, para fazer uma defesa (ESVA 2016); to give a defense, para dar uma defesa (HCSB, NKJV), to make your defense, para fazer sua defesa (NRSVUE). Convém ressaltar que a primeira epístola de Pedro trata do sofrimento do cristão em razão da sua fé em Jesus. Ela foi dirigida a judeus e não judeus convertidos à fé cristã dispersos nas diversas províncias do Império Romano: Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia (1 Pe 1.1), para ensiná-los a viverem num mundo de perseguição e encorajá-los a se manterem firmes em Jesus (4.12-16). Esse texto sagrado não tem prazo de validade, continua valendo como guia espiritual para os nossos dias.

A Apologética Cristã apresenta a resposta a todo sistema anticristão. O centro desse debate é Deus, seu Filho Jesus Cristo e a Bíblia. Essa resposta, segundo o apóstolo Pedro, deve ser com mansidão e temor (1 Pe 3.15 ARC), mesmo àqueles que nos criticam e blasfemam contra a nossa maneira de viver: com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam mal de vocês, fiquem envergonhados esses que difamam a boa conduta que vocês têm em Cristo (v. 16).

A Apologética Cristã é a defesa da fé cristã diante dos ataques dos ateus e críticos, da pretensa ciência, pois a verdadeira ciência não contradiz a Bíblia, o mesmo, diga-se da história, da filosofia, da ética, das outras religiões e teologias. Uma avaliação histórica pode revelar quatro funções da Apologética: defender a fé cristã dos grupos heterodoxos e heresias, refutar os erros que se opõem aos ensinos bíblicos, persuadir os contradizentes para que eles se convertam ao evangelho e vindicar a aceitabilidade do cristianismo pelas autoridades do mundo. Trata-se de uma defesa com argumentos e fundamentação bíblica, respondendo às objeções contra a fé cristã.

Os dados históricos revelam a importância e o papel da Apologética Cristã na vida da igreja, tanto na construção do pensamento teológico cristão como nas questões atuais da sociedade. Quando Jesus disse: Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e com toda a sua força (Mc 12.30) e acrescentou o termo entendimento, que não aparece em Deuteronômio 6.4-6, de cujo texto Ele retirou essa declaração, estava ensinando que devemos amar a Deus com o coração e a mente, uma fé lógica e racional. Dizia Agostinho de Hipona: creio para entender, baseando-se na parte final de Isaías 7.9, em que a Septuaginta usa a expressão: se não o crerdes não compreendereis (porém, o Texto Massorético afirma: se não o crerdes, certamente, não ficareis firmes). Isso foi, mais tarde, defendido por Anselmo de Cantuária. A Apologética mostra que o cristianismo é racional, os dados da revelação podem ser explicados de maneira metódica e sistemática, portanto, são aceitáveis.

O QUE SÃO HERESIAS?

O Novo Testamento grego usa um só termo para seita e heresia, é a palavra hairesis, traduzida por seita em Atos;2 e por heresias.3 A Septuaginta emprega o vocábulo no sentido de escolha ou eleição (Gn 49.5; Lv 22.18,21). Significa também uma inclinação ou preferência filosófica ou escola de pensamento, tomar para si mesmo uma escolha. O significado dessa palavra é complexo. Agostinho de Hipona disse que era inteiramente impossível, ou em todo o caso a cousa mais difícil definir heresia.4

No Novo Testamento, esse vocábulo aparece com o sentido de partido, espírito sectário e, nem sempre, representa uma ruptura com o sistema convencional de determinada comunidade. Os saduceus e os fariseus eram seitas que formavam facções dentro do próprio judaísmo (At 5.17; 26.5). Paulo advertiu para que não houvesse no seio da igreja essas divisões (hairesis) e condenou as inovações doutrinárias que viessem a dividir a igreja (1 Co 11.19; Gl 5.20). O apóstolo Paulo chama de hereges os que teimavam em seguir seus próprios pensamentos, contrariando os princípios básicos da fé cristã, e a essas pessoas o apóstolo recomenda, depois de duas admoestações, evitar tais heréticos (Tt 3.10).

É verdade que o cristianismo foi também chamado de seita, mas, por pessoas que estavam do lado de fora e por pessoas que não conheciam a verdadeira natureza da fé cristã e que se opunham ao evangelho de Cristo (At 24.5,14; 28.22).

A primeira referência ao termo heresia com o sentido moderno de erro doutrinário, aplicado aos que abandonaram a verdadeira fé para seguir grupos sectaristas com doutrinas peculiares, encontramos em 2 Pedro 2.1. Os pais da igreja usavam o termo hairesis ou haeresis (latim) para designar a teologia dos grupos religiosos heterodoxos, que rejeitavam a tradicional doutrina dos apóstolos, como Irineu de Lião; Tertuliano de Cartago; Agostino de Hipona (354-430); entre outros.

Seitas são grupos religiosos isolados que expõem uma doutrina rejeitada pela patrística e pelos reformadores do século XVI e contraria o pensamento dos apóstolos. A doutrina sectária é contra a ortodoxia cristã sobre Deus, o mundo, o homem e a salvação. As seitas são uma ameaça ao cristianismo histórico e um problema para as igrejas. Hoje estão bem aparelhadas para o combate da fé cristã. Apresentam-se, muitas delas, com uma estrutura organizacional de provocar admiração em qualquer empresa multinacional, parecendo um império, como as testemunhas de Jeová e os mórmons.

OS DESAFIOS

Os adeptos das seitas estão no contexto de Mateus 28.19. São pessoas que precisam conhecer a Jesus. Muitos deles nunca tiveram a oportunidade de ouvir a verdade da Palavra de Deus. Essas vítimas estão incluídas nos grupos ainda não alcançados pelo evangelho. A evangelização deles constitui-se um grande desafio para as igrejas. Isso acontece porque, além de ser um trabalho árduo, é também arriscado que alguém se torne um deles. Os apologistas precisam conhecer bem as crenças dos hereges, seus argumentos, bem como refutá-los. Requer-se ainda conhecimento sólido e profundo de nossa fé, de como expor nossas crenças à luz da Bíblia. Além disso, é preciso, sobretudo, a unção do Espírito Santo, pois somente a persuasão sem o poder do Espírito Santo faz com que esses adeptos se sintam envergonhados por ser a sua religião desacreditada e, geralmente, tornam-se ainda mais inimigos do cristianismo bíblico.

Convém salientar que é dever dos cristãos estarem sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1 Pe 3.15). O próprio apóstolo Paulo considerava-se apologista (Fp 1.16). O Senhor Jesus Cristo é o apologista por excelência, defendeu a verdade revelada nas Escrituras (Mc 7.9-13).


1 Atos 22.1; 25.16; 1 Coríntios 9.3; 2 Coríntios 7.11; Filipenses 1.7, 16; 2 Timóteo 4.16; 1 Pedro 3.15.

2 Atos 5.17; 15.5; 24.5; 26.5; 28.22.

3 1 Coríntios 11.19; Gálatas 5.20; e 2 Pedro 2.1.

4 BUCKLAND, A. R.; WILLIAMS, L. Dicionário Bíblico Universal, 2ª ed. Penha, RJ: Livros Evangélicos, s/d., p. 352.

capítulo 2

somos cristãos

Martinho Lutero disse: Quem sabe distinguir corretamente o evangelho da lei deve agradecer a Deus e pode estar certo de que é um teólogo. O cristianismo nasceu no contexto judaico, mas não é judaico; recebeu do judaísmo rica herança espiritual, teológica e ética, mas não é judaísmo. Por isso, não é seita. A fé cristã é centrada em Cristo e não depende de ritos e práticas judaicas para levar as pessoas à salvação. Veja que o apóstolo Paulo era um judeu ultranacionalista, doutor da Lei de Moisés, praticante inveterado da religião dos hebreus e principal expoente das doutrinas centrais de seus antepassados. Ele se considerava o homem mais crente dentre eles (Gl 1.14). O que aconteceu com Paulo, como pôde chegar a conclusões inovadoras sobre os propósitos

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