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Davi: de pastor de ovelhas a rei de Israel: Fé e ação em meio às adversidades da vida
Davi: de pastor de ovelhas a rei de Israel: Fé e ação em meio às adversidades da vida
Davi: de pastor de ovelhas a rei de Israel: Fé e ação em meio às adversidades da vida
E-book239 páginas4 horas

Davi: de pastor de ovelhas a rei de Israel: Fé e ação em meio às adversidades da vida

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Sobre este e-book

Sempre que nos remetemos à figura marcante de Davi, somos tomados por memórias e reflexões acerca das muitas lições aprendidas a partir da vida desse personagem bíblico.
Com a vida marcada por momentos inspiradores e outros frustrantes, Davi atendeu ao propósito divino de preservar o povo escolhido e a linhagem real do Messias. Sempre submisso à soberania de Deus, nos legou importantes lições acerca da vocação divina. São esses ensinamentos que o livro de apoio às Lições Bíblicas de Jovens do 2º trimestre de 2025 abordará.
IdiomaPortuguês
EditoraCPAD
Data de lançamento1 de mar. de 2025
ISBN9786559684342
Davi: de pastor de ovelhas a rei de Israel: Fé e ação em meio às adversidades da vida

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    Davi - Marcos Tedesco

    Capítulo 1

    Davi: Escolhido e Ungido pelo Senhor

    Por Marcos Tedesco

    INTRODUÇÃO

    Sempre que nos remetemos à figura marcante de Davi, somos tomados por memórias e reflexões acerca das muitas lições aprendidas a partir da vida desse personagem bíblico. De filho mais novo e pouco protagonista das atenções diversas à personalidade mais nobre do reino de Israel; de pastor de ovelhas ao status de comandante do exército; de ajudante das mais simples tarefas na casa do seu pai a matador do temível e terrível gigante de Gate, Golias; esse era Davi, um homem que foi pastor de ovelhas, músico, poeta, matador de gigante, um grande guerreiro, rei e participante da linhagem do Messias.

    Com a vida marcada por momentos inspiradores e outros frustrantes, Davi atendeu ao propósito divino de preservar o povo escolhido e a linhagem real do Messias. Sempre submisso à soberania de Deus, Davi certamente nos legou importantes lições acerca da vocação divina.

    Vale destacar que essas características simples mencionadas anteriormente não foram determinantes na escolha de Davi, tampouco as qualidades e menções honradas igualmente citadas. O que havia de especial no jovem Davi era o fato de ele ser o homem segundo o coração de Deus (At 13.22). Que condição preciosa, que lindo testemunho! Que destacada seja nossa vontade de buscar esta maravilhosa característica: sermos segundo o coração do Senhor Deus. Mas o que isso significa? A resposta é simples e motivadora: basta entregarmos nosso coração sem reservas ao Senhor e permitir que Ele sempre nos conduza e esquadrinhe nosso coração, direcionando-nos ao centro da sua vontade. Como é bom viver no centro da vontade de Deus!

    Certa vez, o salmista declamou: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos (Sl 139.23). Que maravilhoso desejo, que impactante exemplo de como prosseguir: a purificação do coração realizada por Deus, um espírito reto renovado, um coração esquadrinhado pelo Criador e os pensamentos norteados pelo grande Soberano.

    I – O CHAMADO DE DAVI

    Sempre disposto a cumprir a vontade divina, Davi foi mencionado como um homem segundo a vontade de Deus tanto no Antigo (1 Sm 13.14) quanto no Novo Testamento (At 13.22). Esse fato deveu-se ao desejo profundo do belemita em cumprir a vontade de Deus na sua vida. Algo que era mais do que percebido no seu chamado para um duplo propósito era preservar o povo escolhido e a linhagem real do Messias.

    Davi nasceu em Belém de Judá, que ficava a cerca de 10 quilômetros ao sul de Jerusalém. Era uma pequena cidade que ficou mais conhecida muitos séculos depois pelo nascimento de um dos descendentes de Davi, o tão esperado Messias. O seu nome significa amado.

    1. Tempos Difíceis

    O Oriente Próximo da época dos livros históricos da Bíblia Sagrada era um território envolvido em crises e conflitos. Essa região, conhecida como Crescente Fértil, era uma região histórica de grande importância para o desenvolvimento das primeiras civilizações, estendendo-se por uma área que atualmente abrange diversos países e é irrigada pelos rios Nilo, Tigre e Eufrates. O Crescente Fértil foi fundamental para o desenvolvimento da agricultura, da escrita e da organização social, sendo considerado o berço da civilização e ocupado pelos principais impérios da Antiguidade: sumério, caldeu, assírio, babilônico, medo e persa, grego e romano, além de reinos menores como Israel e o Egito, que ficavam ao norte da África. Era uma região bastante disputada e necessitava de uma vigilância constante contra os invasores.

    Muitos desses problemas, no entanto, também vieram em decorrência de um constante esquecimento do povo acerca do que Deus fizera por eles. O Senhor orientou o povo sobre como deveriam buscá-lo e como deveriam ensinar às novas gerações acerca dos livramentos recebidos e vitórias conquistadas (Dt 11.26-32; Js 1.7-8).

    O povo que saiu do Egito tinha um perfil sofrido e pouco preparado para as batalhas. No deserto, Israel foi pastoreado e conduzido pelo Senhor. A partir desse cuidado, o povo que estava prestes a cruzar o Jordão era forte e reconhecido pela sua bravura e postura vitoriosa (Js 2.8-14). No entanto, nos anos seguintes, negligenciaram as orientações divinas a ponto de levantar-se uma geração que não conhecia o Senhor (Jz 2.10).

    2. Samuel: Um Profeta em Israel

    A história de Samuel é um exemplo de devoção, fidelidade, dependência divina e louvor. Ele fora uma graciosa resposta de Deus, fruto de uma oração impressionante de Ana, a sua mãe (1 Sm 1.9-19). Profundamente triste pela sua esterilidade, Ana muito sofreu até que gerou Samuel, e a sua vida encheu-se de alegria. Mas um detalhe é muito curioso: um voto feito pela mãe iria levá-la a entregar o filho recém-desmamado para servir ao Senhor.

    A alegria de Ana ao gerar Samuel foi tamanha que a fez compor um cântico célebre. Eugene Merrill, citado por Champlim, menciona que este é um dos mais antigos e mais comoventes poemas do Antigo Testamento. Tão messiânico é o texto em seu caráter que Maria, mãe de Jesus, incorporou-o em seu próprio cântico de triunfo [...] (Lc. 1.46-55) (CHAMPLIM, 2002, p. 1130). Esse é um louvor à providência divina, celebrando a transformação de um triste dilema em uma maravilhosa vitória. A sequência do texto bíblico apresenta-nos Samuel sendo chamado pelo Senhor com voz audível. O menino vive uma experiência que marcaria toda a sua vida; era Deus escolhendo aquele que seria usado para realizar a boa obra cumprindo os propósitos divinos.

    Levita, filho de Elcana e Ana, nascido em Efraim, cresceu servindo ao Senhor e tendo ao longo da sua vida uma destacada importância à frente do povo de Israel. Samuel foi o último líder do período dos juízes e, conforme Champlin, o primeiro dos profetas (depois de Moisés) em uma categoria de servos do Deus Altíssimo que foi até Malaquias e João Batista. Como juiz, Samuel foi aos poucos sendo visto pelo povo como insuficiente. Com o passar do tempo, os israelitas começaram a desejar um rei nos moldes das nações ao seu redor, e Saul foi escolhido (1 Sm 8.20).

    3. Deus Chama Davi

    Saul estava muito distante dos propósitos divinos. Já não ouvia mais o Senhor e estava envolto numa sucessão de erros e fracassos. Então Deus falou claramente com o profeta Samuel e ordenou que ele fosse à casa de Jessé, o belemita, para ungir o novo rei (1 Sm 16.1).

    O primeiro rei de Israel tinha todas as qualidades desejáveis aos olhos humanos, mas faltavam cada vez mais a ele as qualidades desejáveis aos olhos divinos. Saul apresentava-se cada vez mais inábil tanto espiritual quanto moralmente em relação à posição que ocupava. Já com Davi era bem diferente: aquele que viria a ser o segundo rei de Israel era um jovem simples, de aparência comum, um pastor de ovelhas pouco conhecido pelas pessoas de fora da sua casa. No entanto, ele era diferente, e o seu coração ardia de desejo de cumprir a vontade do Senhor.

    Muitos eram os filhos de Jessé. Ao chegar, começou a buscar a quem deveria ungir conforme as suas próprias referências, alguém que pudesse enquadrar-se nas características desejadas de um rei. O velho profeta procurava alguém apto aos olhos humanos, mas o Senhor já havia escolhido alguém segundo o seu coração (At 13.22). Samuel esperava ungir o primeiro, mas Deus escolhera o último. Daquele dia em diante, em Belém, o Espírito de Deus esteve com Davi.

    II – A SOBERANIA DE DEUS E A VOCAÇÃO DIVINA

    A soberania de Deus e a vocação divina são dois conceitos que trazem um sentido de completude e sentido à nossa vida enquanto cristãos. Sem esses dois conceitos, sentimo-nos incompletos e fragilizados diante de um mundo tão imerso em perigos e armadilhas espirituais.

    Davi, ao longo da sua caminhada, permitiu-se ser abençoado pela soberania de Deus e direcionado pela vocação divina. Diante do gigante de Gate ou dos perigos impostos pela perseguição implacável de Saul, Davi descansava diante da soberania divina. Deus possuía todo o poder, e nada resistia ao seu mandar. De igual forma, a vocação divina levou o belemita a uma caminhada de passos largos confiando sempre na direção que o Senhor colocava diante da sua vida.

    1. Deus É Soberano

    A soberania divina consiste no total poder e domínio de Deus sobre todas as coisas. Tudo o que existe, desde as forças da natureza e todos os seres vivos, estão subordinados a Deus e devem obediência a Ele. Nada acontece sem que haja a permissão divina. Confiemos no Senhor, pois nada tem força ou poder para frustrar os seus planos (Jó 42.2). Ele é soberano, e todas as coisas foram criadas conforme a sua permissão (Sl 33.10-11). É Deus quem estabelece a forma como o mundo funciona e também tem o poder para aplicar a sua justiça e interferir em todas as coisas da forma como Ele quiser.

    Diante da soberania de Deus, precisamos levar em conta que há também nosso livre-arbítrio, que é uma condição permitida por Deus, ou seja, em acordo com a sua soberania. Destacamos, porém, que nossas ações trazem consequências sobre nossa vida (Rm 2.6-8). Embora tenhamos o livre-arbítrio, destacamos que Deus já sabe tudo o que acontecerá; por isso, devemos sempre estar debaixo da sua orientação.

    Nossas ações devem sempre ser balizadas pela soberania de Deus. Temos o livre-arbítrio, mas não podemos todas as coisas. Paulo fez referência a essa questão quando escreveu à Igreja em Corinto (ver 1 Co 10.23). Que possamos ter na vontade do Senhor nossa maior baliza, buscando sempre cumprir os propósitos divinos para nossa vida.

    Quando Davi já morava em um palácio e o seu reino estava estabelecido e não mais sendo ameaçado pelos inimigos, ele pôs no coração construir um Templo para o Senhor, mas Deus rapidamente enviou por Natã palavras que nortearam uma mudança de planos: o Templo não deveria ser construído por Davi, mas, sim, pelo seu filho, que o sucederia no trono. O Senhor também fez uma aliança com Davi e afirmou que o seu reino não teria fim, algo que seria cumprido de forma gloriosa na plenitude dos tempos (Gl 4.4-7) com o nascimento do Filho de Davi, o Messias tão aguardado (Is 7.44; Mt 1.18-25; Lc 2.25-32). Diante dessa revelação, Davi fez uma oração profunda e reconheceu a soberania divina, sujeitando-se alegremente a ela (2 Sm 7.18-29).

    2. O que É Vocação Divina?

    Qual o chamado de Deus para nossa vida? Para qual propósito fomos criados? São perguntas comuns entre os cristãos, principalmente as novas gerações. Para que nossa vida seja saciada nas suas necessidades mais básicas e existenciais, é necessária uma constante busca por nossa vocação divina.

    Talvez nossa vocação não seja nos moldes de alguns personagens bíblicos como Davi (Sl 78.70), Moisés (Êx 3.11-14), Jeremias (Jr 1.4-10) e Abraão (Gn 12.1-3), mas uma coisa é certa: Deus tem uma vocação para cada um de nós. Esse chamado pode acontecer em nosso coração de forma discreta, porém muito clara. Que nossas ações para com nossa vocação estejam sempre de acordo com as diretrizes divinas para que possamos ser usados por Deus e, assim, sermos canal de bênção na vida de muitos.

    Davi fora chamado para uma dupla vocação dentro de um plano maior: em primeiro lugar, abençoar Israel (Êx 19.5; Rm 11.15-26; Gl 6.16; 1 Pe 2.9,10) e, em segundo lugar, abençoar a humanidade (2 Sm 23.12; At 2.29,30; Lc 1.32). Diante de tais chamados, ele preocupou-se em aceitar e dedicar-se à sua vocação divina. A batalha não foi fácil, e os desafios avolumaram-se, mas ele tinha consciência das suas responsabilidades e — o que fazia uma grande diferença — era íntegro, humilde e sedento pela presença de Deus. Um fator a ser destacado é quanto à postura no momento que estava sendo chamado e também durante toda a sua vida enquanto não lhe chegava o dia de sentar no trono e ser o rei de Israel: Davi estava sempre trabalhando.

    No dia em que Samuel foi à casa de Jessé para ungir o futuro rei, todos os irmãos estavam com as suas bonitas roupas em posturas pomposas; já Davi estava no campo pastoreando o rebanho. Os que buscavam a pompa não a encontraram; já Davi, na sua simplicidade, foi escolhido, ungido e recebeu o Espírito do Senhor. Quando Davi foi chamado por Deus, ele estava trabalhando. Deus não chama para os seus propósitos os que não fazem nada, mas, sim, jovens valorosos envolvidos com a sua obra. Outra importante questão: nem sempre é Deus que nos dá as informações completas acerca de uma vocação a ser desenvolvida; no entanto, os frutos serão percebidos ao seu tempo se permitirmo-nos cumprir totalmente as orientações recebidas do Senhor. De forma compassada, à medida que estamos prontos para cada etapa, a vontade divina é revelada a nós para novos passos dentro de um plano já traçado pelo Senhor de forma maravilhosa (Is 55.8-9).

    3. Buscando a nossa Vocação

    Devemos buscar conhecer os planos de Deus para nossa vida. É somente aceitando a vocação divina que estaremos aptos a viver no centro da vontade do Senhor.

    A vocação divina não é exclusiva às atividades religiosas, mas, sim, estende-se a todas as possibilidades em que o crente pode servir a Deus e ser bênção em sociedade. Davi foi uma bênção como salmista (2 Sm 23.1), trouxe a Arca da Aliança para Jerusalém (2 Sm 6), ansiou por edificar um Templo para o Senhor (1 Cr 17.1-15), o que é uma impressionante lista de atividades ligadas à expressão da fé, mas também foi um guerreiro ímpar, um estadista respeitado até os dias atuais e um grande gestor do seu povo; enfim, permitiu-se viver os propósitos de Deus para a sua vida (At 13.22). Para tanto, Davi foi preparado durante um bom tempo. Esse preparo aconteceu no campo, pastoreando ovelhas; no palácio, servindo ao rei; no campo de batalha, lutando contra os inimigos; no dia a dia, sendo perseguido e trabalhado diante das adversidades.

    Em cada um desses espaços e momentos, valiosas lições foram aprendidas, e o jovem belemita foi sendo forjado para a grande obra de Deus. O chamado veio quando ele ainda era jovem, mas o caminho de preparação foi longo e exaustivo, o que é algo imprescindível aos que almejam andar continuadamente no centro da vontade do Senhor.

    Nossa vocação divina pode não ser o pregar para multidões, pastorear grandes igrejas ou ser um famoso ministro de louvor. Salomão, por exemplo, edificou o Templo (1 Rs 6.1), mas quem assentou os tijolos? Neemias reconstruiu os muros (Ne 2.17), mas quem eram os que estavam ao seu lado? Busquemos com sabedoria e convicção a direção do Senhor para que Ele revele qual a vocação divina para cada um de nós.

    III – O SENHOR OLHA PARA O CORAÇÃO

    Encontramos alguém surpreendente na trajetória de Davi. Os seus padrões não eram pautados por visão humana, e os seus objetivos não se limitavam a planilhas e deliberações em reuniões. Davi vivia em temor e respeito a Deus, confiando nEle plenamente.

    Baseando-se na sua fé e comunhão com o Senhor, Davi conseguia estabelecer as suas estratégias e prioridades. A forma como ele conduzia a sua vida diante dos preceitos do Senhor refletiu-se na sua jornada ao longo da vida, tornando-se uma inspiração a todos nós.

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