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A Ultima Palavra
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A Ultima Palavra

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Sobre este e-book

Em um Brasil futurista e um mundo à beira do colapso, um policial militar e sua família enfrentam o maior evento profetizado nas Escrituras: o arrebatamento. Em A Última Palavra, Elias, um PM evangélico não praticante, vê sua vida virar do avesso quando milhões desaparecem repentinamente. Sua esposa, Adassa, e sua filha, Débora, embarcam com ele em uma jornada desesperada por respostas — e salvação. Entre fugas, resistências, embates espirituais e conspirações globais, a história avança por cenários reais de São Paulo até culminar nos eventos do Apocalipse, descritos com fidelidade bíblica. Inspirado no estilo de Deixados para Trás, o livro traz um suspense avassalador, dilemas morais profundos e confrontos de fé que testam os limites do espírito humano. Nesta narrativa que une realismo, ação e escatologia, a última palavra não será da ciência, da política ou do medo — será de Deus. Prepare-se para uma leitura que mexerá com sua mente... e com sua eternidade.
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento26 de jul. de 2025
A Ultima Palavra

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    A Ultima Palavra - Jonatan Vale

    A última Palavra

    Jonatan Vale

    Prefácio

    Vivemos tempos em que a verdade parece relativa, a fé é desprezada, e o caos se instala como norma. Foi em meio a essa atmosfera sombria que nasceu A Última Palavra . Não como uma simples ficção ou um apelo religioso, mas como um alerta — uma convocação à reflexão profunda sobre o que vem depois do agora.

    Este livro não é apenas uma narrativa sobre desaparecimentos em massa, colapsos sociais ou um regime global opressor. É uma jornada espiritual e humana vivida por pessoas reais, com dúvidas, dores e coragem. É a história de um pai, uma filha e uma esposa que, diante do maior evento da história da humanidade — o arrebatamento —, precisam decidir o que é fé, quem é Deus e até onde se pode ir por amor e verdade.

    Inspirado nas profecias bíblicas e escrito com base no Evangelho segundo a fé cristã evangélica neopentecostal, esta obra percorre o caminho do Apocalipse com intensidade, fidelidade teológica e profunda emoção. O leitor encontrará suspense, revelações, perseguições e milagres — mas, acima de tudo, encontrará esperança.

    Se você chegou até aqui, é porque talvez algo dentro de você também anseia pela última palavra . Que esta leitura não apenas prenda seus olhos, mas desperte sua alma.

    – Jonatan Vale

    Sumário

    O Começo do Fim

    Sinais nos Céus

    Desaparecidos

    O Silêncio dos Altares

    A Aliança Sombria

    Resistência em São Paulo

    No Vale da Escolha

    A Nova Ordem

    A Noite de Fogo

    Entre as Ruínas

    O Tribunal da Consciência

    Os Caçadores de Luz

    Ecos do Abismo

    O Refúgio e o Sangue

    A Marca e a Coroa

    Vozes do Deserto

    A Última Ceia da Terra

    O Vale dos Inocentes

    O Eclipse dos Tronos

    O Chamado Final

    O Juízo de Todas as Nações

    A Ira e a Misericórdia

    A Queda da Grande Cidade

    O Eclipse dos Tronos

    A Cidade de Ouro

    Sinopse

    Em um Brasil futurista e um mundo à beira do colapso, um policial militar e sua família enfrentam o maior evento profetizado nas Escrituras: o arrebatamento.

    Em A Última Palavra , Elias, um PM evangélico não praticante, vê sua vida virar do avesso quando milhões desaparecem repentinamente. Sua esposa, Adassa, e sua filha, Débora, embarcam com ele em uma jornada desesperada por respostas — e salvação. Entre fugas, resistências, embates espirituais e conspirações globais, a história avança por cenários reais de São Paulo até culminar nos eventos do Apocalipse, descritos com fidelidade bíblica.

    Inspirado no estilo de Deixados para Trás , o livro traz um suspense avassalador, dilemas morais profundos e confrontos de fé que testam os limites do espírito humano. Nesta narrativa que une realismo, ação e escatologia, a última palavra não será da ciência, da política ou do medo — será de Deus.

    Prepare-se para uma leitura que mexerá com sua mente... e com sua eternidade.

    Capítulo 1 – A cidade que silenciou

    A neblina que pairava sobre a cidade de São Paulo naquela manhã de outono era espessa como um véu. Na imensidão de concreto da Avenida Radial Leste, os faróis dos carros cortavam a névoa como lanças tímidas, e o barulho ritmado das buzinas compunha a sinfonia típica de uma metrópole que jamais dorme.

    O relógio marcava 06h32, e o cabo Elias Matos, 36 anos, policial da 3ª Companhia do 21º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano, dirigia a viatura M-21321 em direção ao Viaduto Guadalajara, acompanhado do parceiro de farda, soldado Carlos Neves. O trânsito naquela manhã era estranhamente mais leve que o habitual.

    Tá reparando nisso, Elias? — perguntou Carlos, mexendo no painel da viatura. — Cadê o caos de sempre?

    Feriado de amanhã. Muita gente emendou. Ou... é só São Paulo sendo imprevisível mesmo.

    Elias apertou o volante. Os olhos atentos observavam os cruzamentos da Vila Carrão, onde morava com a esposa Juliana, recepcionista de uma clínica no Tatuapé, e sua filha, Lívia, de apenas dez anos. O rádio da PM repassava chamados de rotina: barulho alto no Pari, suspeita de furto no Brás, um caminhão estacionado irregularmente na Rua Bresser.

    Mas tudo mudou às 06h47.

    O chamado surgiu com interferência. Estático, chiado e... pânico.

    QAP QAP todas as viaturas! Acidentes múltiplos no Viaduto Guadalajara. Possíveis desaparecimentos de motoristas em movimento. Enviem apoio imediato. QSL?

    Elias franziu o cenho e acelerou. Quando a viatura fez a curva, o que viram parecia cena de guerra.

    Mais de dez veículos colididos, espalhados entre as faixas. Um ônibus articulado da SPTrans atravessado no canteiro central. Alguns carros estavam com as portas abertas, ainda com os motores ligados. Outros, vazios. Não feridos. Vazios.

    E, mais estranho ainda, sem sinais de arrombamento, sequestro ou fuga. Apenas roupas, calçados, bolsas... e silêncio.

    Meu Deus... — murmurou Carlos.

    Elias correu até o ônibus. Uma senhora tentava sair pela porta traseira.

    Ele... o motorista... sumiu! Sumiu, moço! Ele estava aqui... e de repente... só a roupa dele ficou no banco! A gente achou que era brincadeira... mas depois vi que outras pessoas também sumiram! E uma luz... uma luz branca!

    Elias puxou o rádio.

    M-21321 para COPOM. Confirma-se ocorrência gravíssima. Várias vítimas. Pessoas desaparecidas de dentro dos veículos, aparentemente sem sinais de luta. Exigimos perícia e apoio imediato.

    Mas o rádio chiava. Nada de resposta.

    Nos minutos seguintes, outras viaturas começaram a chegar. Um comandante sênior, o capitão Bruno Lira, coordenava os PMs que tentavam conter o caos. Elias e Carlos assistiram enquanto outras equipes relatavam casos idênticos pela cidade:

    Um taxista sumiu enquanto levava um passageiro em Mooca;

    Um avião da Latam, saindo de Congonhas com destino a Brasília, perdeu contato e caiu na região de São Roque;

    Uma professora desapareceu durante a chamada matinal na Escola Municipal Doutor Mário Martins, na Penha.

    E, ao mesmo tempo, redes sociais explodiram.

    Milhares de vídeos. Gritos. Desespero.

    Elias parou. Pegou o celular. Ligou para Juliana.

    Nada.

    Tentou novamente. Caixa postal.

    Discou para a escola da filha.

    Fora de área.

    Carlos... alguma notícia da sua esposa?

    Nada, Elias. Meus pais também... todos sumiram. Cara... eu tô com um nó no peito. Você tá sentindo isso também?

    E então, no Twitter, nas TVs dos comércios, nos rádios dos carros, nos aplicativos de notícias... começaram a surgir os primeiros comunicados:

    > BREAKING NEWS – GLOBAL

    Milhões de pessoas desaparecem simultaneamente. Ocorrências confirmadas em mais de 190 países. OMS investiga possível fenômeno neurológico coletivo. Cientistas sugerem hipótese de colapso dimensional ou mutação atmosférica. Líderes mundiais pedem calma.

    Era inevitável.

    O mundo havia mudado. Para sempre.

    Quinta-feira, 2 de maio de 2030 – 10h15

    O batalhão do 21º BPM/M, em Vila Matilde, transformara-se em uma fortaleza improvisada. As portas estavam trancadas, policiais circulavam armados pelos corredores e havia barricadas improvisadas diante do portão principal. Na sala de comunicações, os rádios militares haviam falhado por mais de uma hora. O sistema só voltara a funcionar parcialmente com apoio das viaturas blindadas do Exército, que já estavam patrulhando os bairros periféricos.

    A TV do refeitório transmitia um pronunciamento direto da Organização Mundial da Saúde. A diretora-geral, Dra. Lin Mei, falava de Genebra, ao lado de um grupo de neurologistas e astrofísicos renomados.

    > Ainda é cedo para afirmar a natureza do fenômeno. Porém, acreditamos que tenha origem em uma reação bioquântica de origem atmosférica, agravada por alterações nos campos eletromagnéticos da Terra. A hipótese de colapso coletivo de matéria, ainda que improvável, não está descartada.

    Elias assistia em silêncio. Aquilo era uma tentativa desesperada de dar nome ao impossível.

    Na sequência, outro pronunciamento foi exibido: o Secretário-Geral da ONU, Dr. Tarek Al-Sharif, um egípcio de formação acadêmica europeia, dirigiu-se à comunidade internacional.

    > Estamos em contato com líderes das principais potências. Cientistas e religiosos estão sendo ouvidos. Pedimos que a população mantenha a calma. Acreditamos que houve uma migração dimensional. Pode se tratar de um fenômeno natural, talvez até extraterrestre.

    Extraterrestre.

    Elias fechou os olhos.

    Era exatamente o que os antigos pastores pregavam. Quando ocorresse o Arrebatamento, o mundo tentaria explicar tudo – menos aceitar a verdade espiritual.

    No WhatsApp, as mensagens nos grupos de igreja,

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