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O Câncer Não É Sua Última Parada
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O Câncer Não É Sua Última Parada
E-book134 páginas1 hora

O Câncer Não É Sua Última Parada

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Sobre este e-book

Nem sempre o herói de uma história é quem sobrevive — às vezes, é quem ensina a viver antes de partir. Em O câncer não é a última parada, Rodrigo Gambini compartilha uma das experiências mais intensas e transformadoras de sua vida: acompanhar de perto a luta de seu pai contra o câncer. Entre diagnósticos, orações e despedidas, nasceu uma história real sobre fé, amor e o poder de continuar mesmo quando tudo parece ter chegado ao fim. Este não é apenas um relato sobre a doença — é um testemunho sobre humanidade, esperança e reconciliação. É sobre um homem que, mesmo diante da morte, encontrou em Cristo a vida eterna. É sobre uma família que descobriu que o verdadeiro milagre não é evitar a dor, mas atravessá-la de mãos dadas. Com uma escrita sensível e sincera, o autor transforma a perda em aprendizado e o luto em fé viva. Cada página é um lembrete de que o câncer pode interromper caminhos, mas nunca apaga o amor, nem a fé de quem acredita que o fim é apenas o começo de uma nova jornada. Um livro para quem já amou, já sofreu, já chorou — e ainda assim escolheu seguir em frente.
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento12 de nov. de 2025
O Câncer Não É Sua Última Parada

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    O Câncer Não É Sua Última Parada - Rodrigo Gambini

    Por Rodrigo Gambini

    Prefácio

    Este livro não é sobre o câncer em si, mas sobre o que ele ao redor. É sobre aprender a lidar com o inevitável, e ainda assim não deixar de acreditar em milagres.

    Estar frente a frente com o câncer, mesmo que ele não esteja em você, é descobrir forças em lugares que você nem sabia que existia. Ver quem você ama sofrendo é um desafio transformador sim, pois dá sofrimento em você também, mas te ajuda a ser uma pessoa mais forte e mais entendedora do que realmente importa.

    Meu pai era um cara tão de boa, que ainda em vida, sem saber de qualquer enfermidade, já se doava inteiro para os outros. Tudo o que ele tinha de material, ele dividia ou dava, não se importava, porque sabia o valor das coisas e o preço delas.

    Eduardo Gambini nasceu em 08/01/1952, perdeu a mãe cedo, mas sempre se virou, trabalhando e tentando de alguma forma, sustentar a família.

    Errou muito sim, mas jamais deixou faltar o mais importante. Que este livro possa te mostrar tudo aquilo que meu pai realmente foi, em sua íntegra, e que no seu coração você entenda que, por mais que o corpo vai embora, o que fica também é muito importante, porque jamais morrerá.

    Boa leitura.

    Copyright ©2025 by Rodrigo Gambini

    Todos os direitos reservados.

    Este livro foi editado segundo as normas do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente.

    É proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem autorização expressa do autor, seja para fins comerciais ou lucrativos. O uso de pequenas citações ou a reprodução de trechos para fins educacionais, acadêmicos ou de divulgação é permitido e encorajado, desde que citada a fonte.

    Autoria e capa: Rodrigo Gambini

    Revisão: Rodrigo Gambini

    Projeto gráfico e diagramação: Rodrigo Gambini (Livro de produção independente, RJ, Brasil) Gambini, Rodrigo

    O câncer não é a última parada / Rodrigo Gambini. – 1. ed. [Rio de Janeiro, RJ: Ed. do Autor], 2025.

    ISBN 9798273922402

    1. Câncer 2. Fé 3. Família 4. Superação 5. Biografia pessoal

    CDD: 928.1

    https://www.rodrigogambini.com.br

    Dedicatória

    A meu pai, Eduardo César Gambini, que não pôde ler estas páginas, mas as inspira em cada linha. Você não venceu o câncer, pai, venceu algo maior: a aceitação da eternidade. Venceu quando aceitou e confessou Jesus, ainda no leito do hospital, e nos mostrou que a verdadeira cura não está no corpo, mas na alma. O que você deixou não foi apenas saudade, foi exemplo de fé, de humildade, de amor e de entrega. Seu nome permanece vivo, porque a fé que te salvou também nos alcançou.

    À minha mãe, Célia Maria Ramos Gambini, que, mesmo diante da dor que o tempo não apaga, permaneceu firme, com a coragem que só as mães têm, ela continuou caminhando, reconstruindo a vida, segurando o que restou e transformando em força o que poderia ser apenas tristeza. Sua perseverança foi a luz que nos guiou quando tudo parecia escuro.

    E a todos que hoje enfrentam o câncer, seja no próprio corpo ou no corpo de quem amam, que encontrem dentro de si o mesmo fôlego que um dia eu precisei buscar para continuar. Que tenham fé quando a medicina se cala, esperança quando o dia parece longo demais e coragem para seguir, mesmo quando o coração pede uma pausa.

    Porque continuar, apesar de tudo, também é uma forma de vencer.

    Prólogo

    Meu nome é Rodrigo Gambini e neste exato momento estou me olhando no espelho... eu me pergunto por que a vida nos surpreende tanto? Estou meio abalado com alguns fatos recentes na minha vida, me sentindo pequeno e insuficiente, além de ‘culpado’, pois qualquer momento que deixei passar, qualquer coisa que não pude fazer, se tornam argumentos fortes de pura culpa em uma ocasião em que a vítima é alguém da minha família.

    O fato é: devo rever alguns conceitos, repensar atitudes e fazer uma retrospectiva muito intensa, filtrar, peneirar e afofar toda a informação que se passa na minha cabeça agora, só para depois poder processá-la. É muito triste e complicado... estou chorando neste momento, mas acredito que consigo, se me esforçar e me permitir pensar que o fim é só para quem o aceita, quem não o aceita começa uma nova jornada depois da vida...

    Capítulo 1

    Aparentemente, um dia tranquilo

    17 de Janeiro de 2014

    Acordei normalmente neste dia para trabalhar, um dia como outro qualquer e eu estava no meu 10º dia em novo emprego e precisa mostrar um serviço de qualidade, o que me fazia estar pronto bem cedo e com uma disposição que eu, na verdade, não via em mim há séculos, afinal, um bom emprego não se arruma assim de uma ora para outra, né? Infelizmente, foi nesta data que eu descobri que meu pai tinha dois nódulos no pâncreas, sendo um de 4x4 e outro de 2x2 e, mesmo sendo difícil ouvir essa notícia, ficamos ansiosos aguardando por uma solução ou algum tipo de tratamento que pudesse estacionar a doença, até que a biópsia (que seria feita dali alguns dias) ficasse pronta e aí sim, pudéssemos julgar o quadro. O que não sabíamos é que a doença do meu pai já estava avançada demais para qualquer tipo de tratamento e que qualquer tratamento indicado seria paliativo e ajudaria apenas a estacionar a doença, dando a ele mais algum tempo sem tanto sofrimento e nada mais.

    Parecia uma notícia impossível, mas acredite, ela veio e me derrubou na primeira tacada e a cada vez que eu pensava que o meu pai poderia a qualquer momento não estar mais ali presente no meio de nós, eu desabava cruelmente sobre o meu corpo através das minhas lágrimas. Foi então que eu decidi que ligaria para ele diariamente, até que

    ele se fosse, o que pra mim não demoraria muito tempo.

    Tudo bem, tudo bem, é uma história bem triste e infelizmente verdadeira, mas antes de começa- la definitivamente, preciso fazer um grande resumo sobre o que foi a minha vida até aqui...

    21 de Fevereiro de 1984, eu acabei de nascer...

    Um pouco grande e pesado para a minha idade, eu cheguei e pronto para mudar a vida da minha mãe completamente e de uma vez por todas, não só por ser mais uma criança do total de 3, mas por eu ser diferente... quem ler este grande texto, caso não me conheça, vai acabar me conhecendo de forma osmótica de qualquer forma.

    Eu não disse diferente para interpretarem que eu tinha alguma doença ou alguma anomalia (não que isso te faça anormal, mas diferente de uma normalidade que o mundo acredita ser o padrão social), mas pelo fato de eu ter nascido com sentimentos femininos, mesmo sendo homem e heterossexual (nada contra qualquer outra orientação), afinal, eu chorava demais, era (e ainda sou) muito manhoso, dramático e mimado. Claro que, conforme você vai crescendo e tomando porrada da vida, as coisas começam a mudar, mas por enquanto era somente eu, uma pequena criança cheia de vontades e que chorava muito, mas muito. Isso é o que minha mãe disse, mas levando em consideração quem eu sou hoje, eu acredito piamente neste fato.

    Eu não sei ao certo em que meu pai trabalhava na época, mas minha mãe sempre foi costureira e sempre sustentou a família. Como eu disse antes, meu pai trabalhava sim, mas ele tinha certos problemas com bebidas há algum tempo e acabava gastando parte dos pagamentos que recebia em excessos... nestes excessos eu incluo as bebidas e o cigarro, pois sim, ele sempre foi fumante, mas beleza, vamos pular essa parte e ir até a parte onde eu já me encontro estudando no Eurico Dutra. Eu acho que todo mundo que mora hoje no IAPI da Penha, alguma vez ou por algum tempo, mesmo que pouco, estudou no Eurico Dutra, afinal era o colégio referência do complexo da Penha e muito conhecido há muito, muito tempo. Comecei nesse colégio bem cedo, partindo do Jardim, C.A., primeira série, segunda série e assim por diante, mas o marcante mesmo eram as minhas paixões, por que sim! Eu sempre ficava apaixonado e isso era um SENHOR problema, já que eu envolvia tudo e todos em minhas paixões, sempre, sem perguntar antes, claro.

    Eu sempre fui muito querido por onde passava graças à educação que meus pais me deram, então os meus amigos da época sempre me queriam por perto. Minha maior característica naquele tempo era a facilidade que eu tinha de perdoar as pessoas

    (característica essa que me seguiu,

    incansavelmente, até os dias de hoje), além de ter paciência de escutar e consolar todos os amigos que passavam por problemas... sim, nós tínhamos problemas! Problemas jovens, mas problemas, afinal um videogame quebrado ou uma ‘fita’ com defeito era motivo de cortar relações pra sempre com o

    coleguinha, enfim, este era eu. Defeitos? Claro que sim, e vários, mas um deles era ponto forte em minhas idas e vindas: eu adorava pedir dinheiro emprestado. Acredito que, por ter uma vida um pouco mais difícil do que a dos meus colegas, eu acaba fazendo isso, enfim, eu sempre fui assim, até mesmo depois que cresci e não me orgulho disso apenas pelo fato de que pedir te torna vulnerável aos outros e faz com que outras pessoas tenham um álibi sobre você, mas confesso que se eu não pedisse, não teria conseguido muitas coisas e a ajuda de muita gente quando precisei. Pedir não é uma questão ética, é uma questão de necessidade e se eu pedi, foi por que precisei de um lanche, roupa, brinquedo, oportunidade e não tive vergonha disso. Então vamos lá: além de perdoar muito rápido, eu escutava todo mundo com paciência e dava conselhos como ninguém, logo eu me tornei o arroz, que é no caso aquele que só acompanha. Eu

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