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Teoria da Tela: Um Guia para a Prevenção de Alterações do Neurodesenvolvimento
Teoria da Tela: Um Guia para a Prevenção de Alterações do Neurodesenvolvimento
Teoria da Tela: Um Guia para a Prevenção de Alterações do Neurodesenvolvimento
E-book101 páginas1 hora

Teoria da Tela: Um Guia para a Prevenção de Alterações do Neurodesenvolvimento

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Sobre este e-book

Grito de alerta e súplica são palavras indispensáveis para definir este livro. O grande e inexplicável aumento de casos de atraso no neurodesenvolvimento, principalmente do transtorno do espectro autista (TEA), que vem ocorrendo no mundo todo, tem deixado especialistas e pais absolutamente sem chão. O TEA saiu de uma incidência de 1 em cada 2500 crianças em 1970 para assustadores 1 em cada 36 crianças atualmente.
Trata-se de uma condição ainda considerada impossível de reverter por completo e, até bem pouco tempo, impossível de prevenir, e que vem sendo encarada como uma fatalidade, algo com o qual as famílias têm que se conformar, restando a esperança de que um diagnóstico precoce e a competência dos terapeutas consigam proporcionar um futuro independente e feliz. Não precisa ser assim!
Usando argumentos sempre baseados em informações científicas e trabalhos de excelente nível de evidência, o autor afirma que é possível prevenir os atrasos do neurodesenvolvimento, não apenas o TEA, mas também o atraso da fala e da linguagem e o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e pede aos pais que tomem atitudes que protejam o desenvolvimento cerebral de seus filhos, explicando de forma clara quais são essas atitudes.
IdiomaPortuguês
EditoraViseu
Data de lançamento13 de dez. de 2024
ISBN9786528000807
Teoria da Tela: Um Guia para a Prevenção de Alterações do Neurodesenvolvimento

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    Teoria da Tela - Francisco Soares

    Apresentação

    Aprendemos nos bancos da faculdade que visão, audição, olfação, paladar e tato são sentidos neurológicos. Aprendemos que o recém-nascido chora e, no seu desenvolvimento normal, firma a cabeça, senta-se, engatinha, levanta-se e anda. Aprendemos com Freud que, no psiquismo, existem as fases oral, anal e, mais tarde, o complexo de Édipo. Aprendemos da fisiologia que os estímulos, as descobertas e os conhecimentos estão relacionados a sensações prazerosas graças à liberação de dopamina e endorfinas.

    Será que os estímulos eletrônicos visuais e sonoros da tela de um celular são tão intensos a ponto de inibir outros? Será que a prazerosa consequência da ação da dopamina é capaz de condicionar jovens organismos e exigir maior utilização? Antes da era dos equipamentos eletrônicos, não existiam transtornos autistas e déficit de atenção e hiperatividade? São perguntas complexas que certamente exigem respostas que não são tão simples, posto que há dificuldades em quantificá-las, e por conseguinte, os dados estatísticos são imprecisos e questionáveis.

    Entretanto, crianças com menos de três anos de idade, que utilizam telas eletrônicas — telefones, tablets, computadores e televisão —, estão muito mais expostas aos transtornos do neurodesenvolvimento do que as que não utilizam.

    Partindo de suas observações clínicas como médico pediatra, cujos anos de vivência lhe trouxeram enorme experiência, Francisco Aurelio Soares de Brito Junior, em linguagem simples, direta, capaz de ser entendida por uma infinidade de pais e mães preocupados com seus filhos, oferece-lhes importantes informações.

    Amaury Dantas

    Médico e escritor

    Introdução

    Meu nome é Francisco Aurelio Soares de Brito Junior. Sou médico formado pela Universidade Federal do Pará, especialista em Pediatria pelo Conselho Federal de Medicina, pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Sou especialista em Medicina Aeroespacial pela Universidade da Força Aérea e Administrador Hospitalar pela Universidade São Camilo de São Paulo. Também sou escritor com cinco títulos publicados.

    Minha atividade profissional mais prazerosa sempre foi o consultório de Pediatria. Comecei a atender no ambulatório de Pediatria do Hospital de Aeronáutica de Belém, onde trabalhei por mais de vinte anos. Desde cedo, iniciei consultório particular no horário que me sobrava ao sair do expediente da aeronáutica. As consultas sempre são um desafio. Os pacientes apresentam as mais variadas e inimagináveis queixas, e o médico tem que encontrar a resposta adequada a cada um dos questionamentos. São perguntas que vão desde banalidades, como, por exemplo: O umbigo do meu filho caiu! E agora, o que eu faço?. Até perguntas bem mais difíceis para as quais, muitas vezes, a resposta é não sei. Essa é uma resposta que os médicos não gostam de dar, e os pacientes gostam menos ainda de receber. Mas foi a resposta que eu dei durante muitos anos para os pais dos pacientes com atrasos do neurodesenvolvimento, sem história de trauma ou infecção neurológica prévia. Por que o meu filho não olha quando eu chamo?Meu filho ainda não fala nada e não presta atenção quando eu falo com elePor que meu filho não olha nos meus olhos?Ele não gosta de brincar com outras crianças. Questionamentos inexplicáveis durante muitos anos. O diagnóstico de autismo definia o quê, mas não definia o porquê. Mais importante ainda, não definia o que fazer para resolver o problema.

    Existe uma máxima em medicina que diz: Medicina é diagnóstico, tratamento é vide bula. Isso não é uma afirmação absoluta. Existem muitos casos em que o tratamento é apenas paliativo. Em algum momento, o tratamento não vai funcionar, já que todos vamos morrer um dia. Nos casos de transtorno do espectro autista (TEA), que no início de minha vida profissional tratávamos apenas por autismo, simplesmente não sabíamos o que fazer. Eram casos raros e não havia estatística para referendar qualquer tipo de tratamento eficiente. Não sabíamos o que causava e não sabíamos como tratar, muito menos como prevenir. O diagnóstico era sempre difícil de ser apresentado à família, principalmente porque não podíamos apontar caminhos, e a terrível resposta não sei acabava se apresentando como única alternativa para quase todas as perguntas dos responsáveis pela criança.

    Várias outras condições se enquadram no mesmo grupo de transtornos do neurodesenvolvimento, mais atual. O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), cujos sintomas são basicamente definidos pelo nome da doença. Há dificuldade de prestar atenção nas atividades diárias, associada a uma grande dificuldade de parar. São crianças que têm dificuldade até de ficar sentadas para o exame médico. Não ficam sentadas durante a consulta e mexem em tudo que puderem alcançar. Alguns diagnósticos relacionados com o aprendizado também são classificados sob a mesma designação. A deficiência intelectual, os transtornos isolados da fala e da linguagem, os transtornos da aprendizagem, do desenvolvimento da coordenação motora e os transtornos do movimento estereotipado também se enquadram aqui.

    O TDAH tem respondido de forma variável de paciente para paciente com o uso de medicamentos. É preciso que o médico acompanhe os sintomas e os efeitos colaterais da medicação para encontrar a dose ótima para cada criança, alcançando a melhor relação custo-benefício. Há necessidade da participação de equipe multidisciplinar, particularmente de Terapia Ocupacional (TO) e Psicologia. Oportuno lembrar que, nos casos de TDAH, observa-se uma disfunção importante de uma área do cérebro que se chama córtex pré-frontal. Essa disfunção é responsável pela ausência de autocontrole por parte dos portadores. É importante se lembrar dessa estrutura porque falaremos dela mais adiante.

    A dislexia é um dos distúrbios relacionados com o aprendizado e que melhora quando tratada pela Fonoaudiologia. As deficiências intelectuais dependem muito da intensidade e são muito variáveis de paciente para paciente, implicando na necessidade também variável de esforço para compensar o prejuízo que possa estar causando

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