Diamante do deserto
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Sobre este e-book
O futuro da mina de diamantes Skavanga estava em perigo. Britt Skavanga necessitava de uma injeção de capital o quanto antes, e um misterioso investidor árabe, conhecido como Emir, estava disposto a fazê-lo…
Britt viajaria para o reino de Kareshi, situado em pleno deserto, para enfrentar o seu arrogante benfeitor. Ela levava os frios diamantes do Ártico no sangue e a areia fina daquela terra baldia corria pelas veias do xeque Sharif al Kareshi.
Susan Stephens
Susan Stephens is passionate about writing books set in fabulous locations where an outstanding man comes to grips with a cool, feisty woman. Susan’s hobbies include travel, reading, theatre, long walks, playing the piano, and she loves hearing from readers at her website. www.susanstephens.com
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Diamante do deserto - Susan Stephens
Editado por HARLEQUIN IBÉRICA, S.A.
Núñez de Balboa, 56
28001 Madrid
© 2013 Susan Stephens
© 2014 Harlequin Ibérica, S.A.
Diamante do deserto, n.º 1559 - Setembro 2014
Título original: Diamond in the Desert
Publicado originalmente por Mills & Boon®, Ltd., Londres.
Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial. Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.
Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.
® Harlequin, Sabrina e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.
® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença. As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.
Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited. Todos os direitos estão reservados.
I.S.B.N.: 978-84-687-5391-1
Editor responsável: Luis Pugni
Conversão ebook: MT Color & Diseño
Capítulo 1
Às sete da manhã de uma segunda-feira qualquer, tão fria e nebulosa como só os dias de Londres podiam ser, um consórcio empresarial poderoso celebrava uma reunião para adquirir a maior mina de diamantes do mundo. O líder do grupo de três homens era o xeque Sharif al-Kareshi, um geólogo prestigioso que também era conhecido como o Xeque Negro, graças a ter descoberto enormes poços de petróleo nas areias do deserto de Kareshi. A iluminação, discreta, era perfeita para ler a letra pequena de um contrato e o lugar era digno do rei de Kareshi, uma residência luxuosa na capital londrina. Sentados à mesa junto do xeque estavam dois homens de cerca de trinta anos de idade. Um deles era espanhol e o outro era dono de uma ilha situada a sul de Itália. Os três eram magnatas do comércio e playboys. Somas colossais estavam em jogo. A atmosfera era tensa.
– Uma mina de diamantes no Ártico? – perguntou o conde Roman Quisvada, sinistro.
– Os diamantes foram descobertos no Ártico canadiano há uns anos – explicou Sharif, recostando-se na cadeira. – Porque não no Ártico europeu, meu amigo?
Os três homens eram amigos de infância. Tinham ido ao mesmo colégio de Londres. Cada um deles fizera a sua própria fortuna, mas continuavam unidos pela amizade e pela confiança.
– A minha primeira opinião sobre os achados é que esta descoberta da Skavanga Mining pode ser maior do que pensávamos ao princípio – Sharif seguiu em frente, empurrando uns documentos para os outros dois homens.
– E ouvi dizer que Skavanga diz ter três irmãs que se tornaram tão famosas como os Diamantes de Skavanga. Não posso evitar sentir muita curiosidade – apontou o espanhol de aspeto perigoso, cortando uma laranja com uma faca afiada.
– Vou dizer-te o que sei, Rafa – indicou o xeque ao amigo, conhecido como dom Rafael de Leão, duque de Cantábria, uma bonita região montanhosa de Espanha.
O conde Roman Quisvada chegou-se para a frente. Roman era um perito em diamantes. Tinha laboratórios especializados em tratar pedras de grande valor. Rafa, pelo contrário, era dono da cadeia de joalharia mais exclusiva de todo o mundo. Entre os três, controlavam todo o negócio dos diamantes.
Contudo, o xeque sabia que havia um problema, uma empresa chamada Skavanga Mining. Propriedade de quatro irmãos, Britt, Eva, Leila e Tyr Skavanga, o irmão desaparecido. A Skavanga Mining acabara de anunciar a descoberta de uma das maiores jazidas de diamantes alguma vez encontradas. O xeque estava prestes a ir para aquele país frio e longínquo para o verificar.
E, enquanto estivesse lá, teria tempo para dar uma olhadela a Britt Skavanga, a irmã mais velha, que geria a empresa naquele momento. Olhou para uma fotografia. Parecia um rival digno, com aqueles olhos cinzentos, os lábios firmes e o queixo orgulhoso... Estava desejoso de a conhecer. E o acordo com extras de cama era muito interessante. Não havia sentimento algum nos negócios e não ia esbanjá-lo com as mulheres.
– Porque és sempre tu a divertir-te? – queixou-se Roman. Franziu o sobrolho quando o xeque lhes falou dos seus planos.
– Há muitas maneiras de nos divertirmos – afirmou Sharif, enquanto olhavam para as fotografias das outras irmãs.
Ao olhar para Rafa, sentiu uma pontada de algo parecido com medo. A irmã mais nova, que o amigo observava, era uma inocente ingénua. Não tinha nada a ver com dom Rafael de Leão.
– Três mulheres bonitas – comentou Roman, olhando para os colegas.
– Para três empresários desumanos – acrescentou Rafa, devorando o último pedaço da laranja. – Estou desejoso de conhecer esta...
Sharif pegou nas fotografias com brutalidade. Os olhos de Rafa emitiram um brilho sombrio.
– Este pode ser o nosso projeto mais prometedor até à data – comentou Sharif. Não se apercebia, mas não parava de acariciar a fotografia de Britt Skavanga com o dedo.
– E se há alguém que pode fazer este acordo funcionar, és tu – declarou Roman, tentando aliviar a tensão que surgira entre os dois amigos.
Só podia sentir alívio por não estarem interessados na mesma rapariga.
A gargalhada de Rafa tornou o ambiente mais leve.
– Pareceu-me ouvir por aí que têm umas técnicas sexuais muito interessantes em Kareshi, Sharif. Lenços de seda...?
Roman riu-se.
– Eu ouvi o mesmo – indicou Roman. – Dizem que, nas tendas dos haréns, usam cremes e poções para aumentar as sensações.
– Basta! – exclamou Sharif. Levantou as mãos para silenciar os amigos. – Podemos voltar para os negócios, por favor?
Numa questão de segundos, as raparigas Skavanga caíram no esquecimento e a conversa voltou para as estatísticas e as expectativas de negócio. No entanto, num canto da sua mente, Sharif continuava a pensar naqueles olhos cinzentos e naquela boca expressiva.
O monarca de Kareshi fora criado no deserto. Tivera uma vida dura e inclemente. Tinham-no ensinado a governar, a lutar e a debater-se com os homens mais sábios do conselho, onde as mulheres brilhavam pela sua ausência. Porém, ele mudara tudo assim que acedera ao poder. As mulheres de Kareshi costumavam ser meros objetos decorativos que deviam ser mimados e escondidos, mas, sob o seu governo, as coisas tinham mudado muito. A educação era obrigatória para todos, sem distinção de sexo.
E quem se atreveria a contrariar o Xeque Negro?
Evidentemente, Britt Skavanga não. Enquanto olhava para a fotografia da jovem, vira verdadeira determinação naquele olhar, tão parecida com a dele. Estava desejoso de conhecer Skavanga.
Britt tinha a boca generosa de uma concubina, mas também possuía o olhar inflexível de um guerreiro.
A combinação era intrigante e atraente. Até a austeridade do fato que usava despertava a sua curiosidade. Aqueles seios, apertados contra o tecido de lã, suscitavam emoções que lhe afetavam os sentidos. Adorava ver as mulheres com aquele tipo de traje severo. Era um código de provocação que aprendera a decifrar há muitos anos. Aquele estilo sóbrio e seco era um sinónimo de repressão ou talvez indicasse um espírito travesso e brincalhão. Em qualquer caso, adorava.
– Continuas connosco, Sharif? – perguntou Rafa, com um ar de troça, quando o amigo afastou a fotografia de Britt.
– Sim, mas não por muito tempo porque vou a Skavanga de manhã. Vou como geólogo e conselheiro do consórcio. Isto permitir-me-á fazer uma avaliação imparcial da situação sem sujar as mãos.
– Isso é muito sensato – declarou Rafa. – O facto de o Xeque Negro estar à espreita faz com que todos comecem a tremer.
– O Xeque Negro devora as suas vítimas sem piedade – indicou Roman, escondendo um sorriso.
– O facto de esta figura misteriosa, criada pelos meios de comunicação social e conhecida em todo o mundo como o Xeque Negro, não ter nenhuma fotografia publicada na imprensa, sem dúvida, vai deixar-te em vantagem – observou Rafa.
– Logo veremos o que acontece quando voltarmos a encontrar-nos e estiver em posição de vos dizer se tudo o que se disse dos diamantes de Skavanga é real – afirmou Sharif, fechando a conversa com um gesto.
– Não pedimos mais do que isso – os dois amigos concordaram.
– Bom, claramente, devo ser eu a recebê-los – Britt insistiu.
As três irmãs estavam no apartamento minimalista e pouco habitado, sentadas à volta da mesa da cozinha, curiosa, mas pouco funcional. Aquela forma com buracos no meio não era precisamente a obra-prima do decorador.
– Claramente? Porquê? – perguntou Eva, a irmã do meio, sempre agressiva. – Quem diz que tens o direito de liderar neste assunto? Não devíamos fazê-lo em conjunto? E a igualdade de que sempre falas tanto, Britt?
– Britt tem muito mais experiência nos negócios do que nós – observou a irmã mais jovem e tímida, Leila. – E essa é uma razão muito poderosa para ser Britt a encontrar-se com eles – acrescentou Leila, passando a mão pelo cabelo loiro.
– Muito
