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Anna Beyer e o mistério da família Freh: Quando a verdade vem à tona
Anna Beyer e o mistério da família Freh: Quando a verdade vem à tona
Anna Beyer e o mistério da família Freh: Quando a verdade vem à tona
E-book95 páginas1 hora

Anna Beyer e o mistério da família Freh: Quando a verdade vem à tona

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Sobre este e-book

Anna Beyer, uma jovem psicóloga recém formada, volta à sua cidade natal para investigar a morte de seu pai (Mário Beyer) também psicólogo que acontecera de forma trágica, inesperada e precoce. Uma das fichas do consultório de seu pai lhe chama a atenção: Rodrigo Freh, um cliente muito rico, complexo e suspeito, então, resolve assumir as consultas do pai em busca de pistas, no entanto, se vê envolvida em um caminho muito perigoso e incapaz de abandoná-lo.
IdiomaPortuguês
EditoraViseu
Data de lançamento1 de mar. de 2019
ISBN9788530000004
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    Anna Beyer e o mistério da família Freh - Eliane Rosa Correia

    Anna Beyer e o mistério da família Freh

    Mário Beyer é viúvo, psicólogo renomado, trabalha há vinte e três anos na pequena cidade de Pinheiros do Sul, mora sozinho desde que sua única filha, Anna, ingressou na faculdade de psicologia, na cidade vizinha. Com vinte e oito anos e recém-formada, Anna procura por emprego, mas o desejo de seu pai é que ela retorne e trabalhe com ele em seu consultório. Mário gosta da vida tranquila de Pinheiros, Anna também, mas se acostumou com o ritmo de Barra Nova, uma cidadezinha um pouco mais evoluída.

    Ele trabalha muito, consegue manter suas despesas e as de Anna enquanto ela não consegue trabalho. Liga todos os dias, nesta manhã está indo na mansão dos Freh visitar um cliente e aproveita o trajeto para falar com Anna ao telefone enquanto dirige seu carro antigo e cinza já bem surrado. Em meio à conversa, Mário diz estar muito feliz por estar decifrando o problema de mais um de seus pacientes, mas, ouve a garota conversando com seu peixe do outro lado da linha:

    — Anna querida, você sabe que peixes não falam! Ela sorri:

    — O Martin não é um peixe comum pai! Você não gostou dessa comidinha, né? — Falando com o peixe como se ele fosse uma pessoa enquanto coloca seus longos brincos.

    Dr. Beyer está ansioso:

    — E quanto à entrevista?

    Anna sabe do desejo do pai, mas, deseja ficar:

    — Foi marcada para segunda-feira!

    Ele insiste:

    — Ainda acho desnecessário você ficar aí!

    Anna desconversa enquanto confere no espelho o visual de seus cabelos claros recém-cortados:

    — Pai, eu já cresci...

    Enquanto falam, um carro preto começa a bater no carro de Mário começando uma perseguição implacável. Anna se desespera ao ouvir os barulhos e pergunta incessantemente o que está acontecendo. Mário se concentra na direção e não consegue explicar, seu carro sai da estrada, capota e explode.

    [...] Anna viaja para casa de seu pai, leva apenas Martin (o peixe), e as malas. A casa não é grande, mas tem um pequeno jardim que realça o amarelo canarinho das paredes. Ao entrar, fica observando os móveis e objetos enquanto chora. O enterro de Mário Beyer é à tardezinha, há poucas pessoas, apenas alguns clientes e amigos, mas Anna não reconhece quase ninguém. Sua tristeza é muita e a memória consegue destacar apenas duas pessoas: o padre Jorge e Marcelo (um velho amigo da família), todos trajados rigorosamente no luto – Marcelo fica o tempo todo calado. Após o sepultamento, Anna caminha até Marcelo e pede que a visite, ele balança a cabeça em um sinal positivo e ela de cabeça baixa se vai.

    No dia seguinte, Anna ainda está sonolenta e sentindo-se mal, pois, rolou pela cama enquanto suas lágrimas corriam sem parar. Quando ouve alguém bater à porta, se levanta: de meia, com pouquíssima roupa e um cabelo totalmente eletrizado, passa pelo rastro de roupas que deixara jogadas no chão e abre apenas uma pequena fenda na porta. [Gritos] Ambos se assustam. Anna se choca ao ver uma pessoa totalmente trans... Não reconhece Marcelo: um moreno alto e magro, vestido como menina, cheio de maquiagem e bijuterias. Ela fecha a porta machucando-lhe o dedo, Marcelo grita de dor e Anna se lembra dele e o deixa entrar. Enquanto faz curativo, Anna questiona o amigo, quer saber como acontecera à transformação, mas Marcelo desconversa e diz que a vida é uma caixinha de surpresas. Ela conta a Marcelo que seu pai foi assassinado e que descobrirá o que houve.

    No dia seguinte, Anna vai ao consultório de seu pai. Os mesmos móveis, a luminária antiga e chamativa como se fosse sair um gênio a um simples esbarrão, ela sempre gostou daquele lugar. Começa a observar as fotos com o pai de quando ainda era criança, olha os arquivos... São tantos papéis. Registros mostram a agenda de Mário, entre eles, um chama atenção pela frequência constante: Rodrigo Freh Max, e Anna pega a ficha para averiguar:

    Paciente: Rodrigo Freh Max, 33 anos, sexo masculino.

    Descrição: Paciente vítima de acidente envolvendo um caminhão do tipo baú e um carro de passeio onde viajava com a família. Acidente grave com morte instantânea para o casal (pai e mãe), ferimentos graves no paciente, (filho menor de 10 anos Rodrigo Freh), ferimentos leves e lesão na perna direita da filha mais velha, 17 anos (Verana Freh).

    Após o acidente, Verana, já perto dos dezoito anos, foi emancipada pelo advogado da família e ficou com a guarda do irmão até sua maior idade, o paciente Rodrigo Freh se isolou e desde então passa por acompanhamento psicológico.

    Obs.: Vive isolado; dorme muito; não gosta de se comunicar; tem crises nervosas (apesar de ser muito doente e não poder se esforçar muito); usa sempre blusa com capuz e não gosta de ser visto; foi internado diversas vezes em clínicas psiquiátricas.

    Apesar dos registros frequentes de consultas e uma ficha pouco detalhada não há nada de anotações que descreva como ou o quê ocorria durante as sessões. Imediatamente Anna liga para Marcelo, ele está no serviço, com fone nos ouvidos ouvindo uma música alta e alegre, empurrando um carrinho com documentos e dançando disfarçadamente, para quando passa em frente às portas, e, onde vê companheiros de trabalho do setor de administração. Quando o telefone toca, a música automaticamente para, Marcelo atende e Anna pede a ele para encontrá-la. Com voz baixa e um jeito bem afeminado, Marcelo responde:

    — Garota, estou trabalhando!

    — Preciso falar com você! – Ela insiste.

    Marcelo continua:

    — Hoje é dia de manicure, você quer me derrubar? — Os companheiros de trabalho olham e Marcelo coloca a mão na testa tentando tapar o rosto em sinal de mancada.

    — É importante, por favor! — Ressalta Anna e Marcelo fala grosso para disfarçar:

    — Ok! Vou fazer um sacrifício! Em seguida fala baixinho:

    — Minhas unhas estão parecendo sem teto: Sujas e abandonadas…

    Anna se alegra, pois, no momento só pode contar com ele:

    — Obrigada! Sabia que podia contar com você! Encontre-me às 19h no shopping – loja de verão.

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