Escola, Currículo e Civilidade: Modos de Configuração da Escolarização Primária no Acre Território (1903 – 1951)
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Sobre este e-book
Superando dificuldades de acesso, de localização das fontes históricas, precariedade de conservação dos documentos existentes nos acervos locais, o amplo mapeamento de fontes documentais realizados em quatro anos de pesquisa, insere esta obra no conjunto de produção de uma memória sobre a escolarização primária no Brasil, em particular no Acre, com contribuições para o campo da história da educação acreana, do currículo e da organização do ensino, sendo leitura significativa para profissionais e estudantes da área da educação.
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Escola, Currículo e Civilidade - Elizabeth Miranda de Lima
PARTE 1
MODOS DE ORGANIZAÇÃO DA INSTRUÇÃO PRIMÁRIA NO ACRE TERRITÓRIO: UM OLHAR SOBRE O PERÍODO DEPARTAMENTAL (1903-1920)
A região da Amazônia Ocidental tem sido retratada em narrativas que a apresentam como região inóspita, inferno verde
, paraíso perdido
, lugar isolado, de difícil acesso e condições de vida. Segundo as narrativas oficiais tratava-se de território originalmente pertencente à Bolívia, invadido por brasileiros migrantes oriundos de diferentes estados, como Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, atraídos pela riqueza que a extração do látex poderia propiciar.
Expressando a narrativa oficial, a disputa pelo território, iniciada por Portugal e Espanha, potencias colonialistas da época, foi seguida pelo Brasil e Bolívia em episódio que ficou conhecido como Revolução Acreana ou Guerra do Acre, termo usado pelos bolivianos para se referir ao episódio pelo qual o Brasil anexou o Território do Acre ao Estado brasileiro.
A inserção da região acreana ao mapa do Brasil, com a assinatura do Tratado de Petrópolis (1903), acontece pelo acordo de pagamento ao governo boliviano de valores que o Brasil esperava reaver com a exploração da borracha natural, uma vez que no momento de sua incorporação, o Território já se destacava pela privilegiada situação econômica, que o colocava entre as três maiores arrecadações da federação, provenientes da venda da borracha nativa (SILVA, 2008, p.
