Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel: O manifesto inaugural do materialismo histórico
De Karl Marx e Nildo Viana
5/5
()
Sobre este e-book
Karl Marx
Karl Marx (1818–1883) was a German philosopher, economist, historian, sociologist, political theorist, journalist, and socialist revolutionary. Born in Trier, Germany, Marx studied law and philosophy.
Outros títulos da série Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel ( 3 )
Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel: O manifesto inaugural do materialismo histórico Nota: 5 de 5 estrelas5/5A reprodução das relações de produção Nota: 0 de 5 estrelas0 notasQue fazer?: A resposta proletária Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Leia mais títulos de Karl Marx
O manifesto comunista Nota: 5 de 5 estrelas5/5O CAPITAL - Karl Marx: Mercadoria, Valor e Mais valia Nota: 4 de 5 estrelas4/5O Capital - Livro 1: Crítica da economia política. Livro 1: O processo de produção do capital Nota: 4 de 5 estrelas4/5Os despossuídos: Debates sobre a lei referente ao furto de madeira Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO capital - Livro 1 - Vol. 1 e 2: O processo de produção do capital Nota: 4 de 5 estrelas4/5Últimos escritos econômicos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO capital - Livro 3: Crítica da economia política. Livro 3: O processo de circulação do capital Nota: 0 de 5 estrelas0 notasManuscritos econômico-filosóficos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Capital - livro 1 - capítulo 1: A mercadoria Nota: 0 de 5 estrelas0 notasGrundrisse: Manuscritos econômicos de 1857-1858: Esboços da crítica da economia política Nota: 4 de 5 estrelas4/5
Relacionado a Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel
Títulos nesta série (3)
A reprodução das relações de produção Nota: 0 de 5 estrelas0 notasQue fazer?: A resposta proletária Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Ebooks relacionados
O leitor de Marx Nota: 5 de 5 estrelas5/5Os grandes escritos anarquistas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO princípio do Estado e outros ensaios Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA revolução boliviana Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLiberdade de imprensa Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO capital - Livro 1 - Vol. 1 e 2: O processo de produção do capital Nota: 4 de 5 estrelas4/5O capital - Livro 3 - Vol. 4, 5 e 6: O processo global de produção capitalista Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO capital - Livro 2 - Vol. 3: O processo de circulação do capital Nota: 4 de 5 estrelas4/5A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado Nota: 5 de 5 estrelas5/5O que é o Fascismo e Como combatê-lo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasManifesto comunista Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDeus e o Estado Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLenin: Vida e obra Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO CAPITAL - Livro 2: O Processo de Circulação do Capital Nota: 5 de 5 estrelas5/5O Contrato Social Nota: 4 de 5 estrelas4/5Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens Nota: 4 de 5 estrelas4/5O indivíduo, a sociedade e o Estado e outros ensaios Nota: 5 de 5 estrelas5/5O princípio anarquista e outros ensaios Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA revolução sul-africana Nota: 0 de 5 estrelas0 notasRosa Luxemburg: Dilemas da ação revolucionária Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA revolução vietnamita: da libertação nacional ao socialismo Nota: 3 de 5 estrelas3/5História das idéias e movimentos Anarquistas: O movimento (Volume 2) Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Capital - livro 1 - capítulo 1: A mercadoria Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Revolução Coreana: O desconhecido socialismo Zuche Nota: 3 de 5 estrelas3/5Como conversar com um fascista Nota: 3 de 5 estrelas3/5Segundo Tratado Sobre o Governo Nota: 3 de 5 estrelas3/5Se quiser mudar o mundo: Um guia político para quem se importa Nota: 5 de 5 estrelas5/5Política do ódio no Brasil Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO capital - Livro 3: Crítica da economia política. Livro 3: O processo de circulação do capital Nota: 0 de 5 estrelas0 notasNem com Marx, nem contra Marx Nota: 4 de 5 estrelas4/5
Filosofia para você
O Livro Proibido Dos Bruxos Nota: 3 de 5 estrelas3/5O que os olhos não veem, mas o coração sente: 21 dias para se conectar com você mesmo Nota: 5 de 5 estrelas5/5Platão: A República Nota: 4 de 5 estrelas4/5O Príncipe: Texto Integral Nota: 4 de 5 estrelas4/5Caderno Exercícios Psicologia Positiva Aplicada Nota: 5 de 5 estrelas5/5Minutos de Sabedoria Nota: 5 de 5 estrelas5/5Aristóteles: Retórica Nota: 4 de 5 estrelas4/5A República Nota: 5 de 5 estrelas5/5Agenda estoica: Lições para uma vida de sabedoria e serenidade Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAforismos Para a Sabedoria de Vida Nota: 3 de 5 estrelas3/5Entre a ordem e o caos: compreendendo Jordan Peterson Nota: 5 de 5 estrelas5/5A Cura Akáshica Nota: 5 de 5 estrelas5/5Um Guia Autêntico para a Meditação Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTesão de viver: Sobre alegria, esperança & morte Nota: 4 de 5 estrelas4/5Política: Para não ser idiota Nota: 4 de 5 estrelas4/5Aprendendo a Viver Nota: 4 de 5 estrelas4/5A ARTE DE TER RAZÃO: 38 Estratégias para vencer qualquer debate Nota: 5 de 5 estrelas5/5AS DORES DO MUNDO - Schopenhauer Nota: 5 de 5 estrelas5/5Hipnoterapia Akáshica Nota: 5 de 5 estrelas5/5A Arte de Escrever Nota: 4 de 5 estrelas4/5Além do Bem e do Mal Nota: 5 de 5 estrelas5/5Odus Nota: 0 de 5 estrelas0 notasGenealogia da Moral Nota: 4 de 5 estrelas4/5A Bíblia Satânica Moderna Nota: 0 de 5 estrelas0 notasFilosofias africanas: Uma introdução Nota: 3 de 5 estrelas3/5
Categorias relacionadas
Avaliações de Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel
1 avaliação0 avaliação
Pré-visualização do livro
Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel - Karl Marx
INTRODUÇÃO
A obra de Karl Marx que apresentamos agora pode ser considerada o Manifesto Inaugural do Materialismo Histórico . Embora nas obras anteriores Marx já havia desenvolvido alguns elementos que retomaria e aprofundaria na Introdução aqui apresentada, a forma mais acabada do primeiro esboço do materialismo histórico está nesta pequena obra.
A Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel foi publicada pela primeira vez nos Anais Franco-Alemães, revista editada por Karl Marx e Arnold Ruge (MARX; RUGE, 1970), e o artigo saiu no número 01, de 1844. O título é explicado por ser uma Introdução a uma outra obra, mais extensa, que é a Crítica da Filosofia do Direito de Hegel (MARX, 1979), publicada postumamente. A Introdução, no entanto, já mostra um aprofundamento e apresenta as classes sociais e luta de classes como elemento fundamental, enquanto que na obra sobre a filosofia do direito de Hegel ainda não tinha esse caráter essencial.
Nesta obra, Marx toma pela primeira vez o proletariado como classe revolucionária (o agente responsável pela revolução, ou seja, de superação do capitalismo e instauração de uma nova sociedade) e, desta forma, abre caminho para o desenvolvimento de seu método e teoria da história e crítica do capitalismo, bem como pensar a revolução proletária e o comunismo. Assim, a divulgação desta obra se torna uma tarefa fundamental, bem como esboçar uma interpretação que se fundamente não nas diversas deformações do pensamento de Marx e sim na sua própria obra. Por isso apresentamos, juntamente com a Introdução, um breve comentário que ressalta o caráter desta pequena e fundamental obra, intitulado O Manifesto Inaugural do Materialismo Histórico.
Os dois textos servem para resgatar a teoria revolucionária de Marx e recuperar um de seus melhores momentos. A tradução consegue não somente reconstituir o significado teórico deste pequeno texto como também sua riqueza estilística, obliterada por traduções obscurantistas, em parte derivada da dificuldade de entender o conteúdo por detrás do estilo, não só por ele, mas também por sua forma estilística.
A presente tradução buscou superar os problemas bastante comuns nas versões que existem em idioma português. Em diversas traduções portuguesas, existem passagens simplesmente incompreensíveis e que somente os decifradores de enigmas poderiam compreender. O texto é denso, teórico e ao mesmo tempo com um estilo irônico e polêmico que um tradutor desacostumado com o pensamento de Marx tem dificuldade de apreender. O texto é repleto de jogo de palavras e inversões, que são difíceis de reproduzir em outro idioma devido, obviamente, às diferenças idiomáticas. Além disso, Marx remete a ditos populares, questões da época, autores, e, além disso, usa expressões em vários idiomas (latim, francês, inglês) além do que usou para escrever o texto, o alemão. A presente tradução buscou superar os problemas mais comuns nas versões deste texto que existem em idioma português. Assim, desde os problemas técnicos, tal como ocorre com tradutores que não conhecem a obra e linguagem do autor e por isso utiliza termos equivocados, até problemas da mentalidade do tradutor, com sua predisposição mental, interesses, valores, etc. são obstáculos para uma tradução fidedigna e isso é, pelo menos em grande parte, superado aqui.
A opção aqui é por uma tradução substancial e não formal. A tradução formal é aquela que foca na exatidão formal e nos signos, enquanto que a tradução substancial foca na expressão do conteúdo e no significado, que determina uma forma que, quanto mais exata, melhor, mas que os obstáculos idiomáticos e semânticos podem gerar deformação, bem como sua complexidade e estilo. Nessa pequena obra Marx trabalha com suas famosas inversões (tais como não é a consciência que determina a vida, mas, ao contrário, a vida que determina a consciência
, para citar uma das suas mais célebres contraversões), bem como ironias e outros elementos estilísticos próprios. Na tradução substancial, o conteúdo determina a forma e não o contrário. A exatidão que se procura é a do sentido e não a da forma. Sem dúvida, buscamos manter fidelidade ao conjunto da obra, forma e conteúdo, e consideramos que é melhor uma forma mais fiel formalmente, mas também reconhecemos que os obstáculos idiomáticos e semânticos podem gerar deformação da mensagem. A excessiva fidelidade formal, devido a estes obstáculos, pode ser prejudicial à uma tradução do pensamento do autor. É devido a isso que a tradução visa a maior fidelidade possível ao aspecto formal e ao aspecto substancial, mas enfatiza o último por ser o mais importante para expressar o conteúdo que o autor quis repassar do que a forma. A fidelidade formal é mais importante ainda, no caso do presente texto, por sua riqueza estilística.
Essa pequena obra é fundamental por ser a primeira manifestação do materialismo histórico, sob forma sintética e num estilo radical que corresponde ao processo de indignação proletária e revolucionária, sendo uma peça chave para entender o pensamento de Marx. Essa pequena e grande obra merecia uma tradução que conseguisse torná-la compreensível e que reproduzisse sua riqueza estilística e teórica. É isso que buscamos oferecer aos leitores. E ela é enriquecida com uma interpretação que resgata o seu significado original, bem como notas informativas e explicativas que completam um esforço amplo de resgate de uma obra fundamental.
O texto O Manifesto Inaugural do Materialismo Histórico, de nossa autoria¹, é importante por resgatar o significado político, histórico e teórico dessa pequena grande obra. O texto não só mostra os significados do texto de Marx, mas explica e rompe com interpretações deformadoras² da obra do grande pensador alemão. As notas explicativas de Rodolfo Mondolfo, filósofo italiano e grande estudioso da obra de Marx³, também contribuem para a compreensão mais profunda do texto. As notas informativas do tradutor contribuem com o leitor no sentido de facilitar a compreensão do texto, e, ao lado das notas explicativas de Mondolfo, permitem uma contextualização e facilita a interpretação. Levando em conta os leitores que não dominam elementos básicos dos demais idiomas, as notas informativas as traduzem para o idioma português, mesmo as mais comuns e amplamente conhecidas. Algumas notas de Rodolfo Mondolfo são comentadas pelo tradutor, pois poderiam gerar interpretações problemáticas. Além disso, acrescentamos títulos aos trechos da obra para facilitar o acompanhamento das temáticas tratadas em cada um deles.
