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Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel: O manifesto inaugural do materialismo histórico
Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel: O manifesto inaugural do materialismo histórico
Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel: O manifesto inaugural do materialismo histórico
E-book101 páginas1 horaDifusão Cultural

Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel: O manifesto inaugural do materialismo histórico

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Sobre este e-book

A obra "Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel" é um texto rico estilisticamente, recheado de ironias, inversões, entre outras características formais, aliada a um conteúdo polêmico, profundo e indignado com a desumanização. Mas, além disso, é um primeiro esboço do materialismo histórico, a primeira obra de Marx em que a luta de classes emerge de forma cristalina e o proletariado aparece como classe revolucionária, como agente responsável pela libertação humana. Assim, une beleza formal, conteúdo radical e importância teórica e histórica num pequeno texto de poucas páginas. Nildo Viana, por sua vez, não só traz uma tradução e notas informativas sobre essa obra excepcional, junto com as notas explicativas de Rodolfo Mondolfo, como apresenta um texto analítico que explícita o caráter fundador do materialismo histórico dessa obra, mostrando elementos que muitas vezes as leituras não percebem.
IdiomaPortuguês
EditoraEdições Redelp
Data de lançamento22 de abr. de 2020
ISBN9786586705027
Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel: O manifesto inaugural do materialismo histórico
Autor

Karl Marx

Karl Marx (1818–1883) was a German philosopher, economist, historian, sociologist, political theorist, journalist, and socialist revolutionary. Born in Trier, Germany, Marx studied law and philosophy.

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    Pré-visualização do livro

    Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel - Karl Marx

    INTRODUÇÃO

    A obra de Karl Marx que apresentamos agora pode ser considerada o Manifesto Inaugural do Materialismo Histórico . Embora nas obras anteriores Marx já havia desenvolvido alguns elementos que retomaria e aprofundaria na Introdução aqui apresentada, a forma mais acabada do primeiro esboço do materialismo histórico está nesta pequena obra.

    A Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel foi publicada pela primeira vez nos Anais Franco-Alemães, revista editada por Karl Marx e Arnold Ruge (MARX; RUGE, 1970), e o artigo saiu no número 01, de 1844. O título é explicado por ser uma Introdução a uma outra obra, mais extensa, que é a Crítica da Filosofia do Direito de Hegel (MARX, 1979), publicada postumamente. A Introdução, no entanto, já mostra um aprofundamento e apresenta as classes sociais e luta de classes como elemento fundamental, enquanto que na obra sobre a filosofia do direito de Hegel ainda não tinha esse caráter essencial.

    Nesta obra, Marx toma pela primeira vez o proletariado como classe revolucionária (o agente responsável pela revolução, ou seja, de superação do capitalismo e instauração de uma nova sociedade) e, desta forma, abre caminho para o desenvolvimento de seu método e teoria da história e crítica do capitalismo, bem como pensar a revolução proletária e o comunismo. Assim, a divulgação desta obra se torna uma tarefa fundamental, bem como esboçar uma interpretação que se fundamente não nas diversas deformações do pensamento de Marx e sim na sua própria obra. Por isso apresentamos, juntamente com a Introdução, um breve comentário que ressalta o caráter desta pequena e fundamental obra, intitulado O Manifesto Inaugural do Materialismo Histórico.

    Os dois textos servem para resgatar a teoria revolucionária de Marx e recuperar um de seus melhores momentos. A tradução consegue não somente reconstituir o significado teórico deste pequeno texto como também sua riqueza estilística, obliterada por traduções obscurantistas, em parte derivada da dificuldade de entender o conteúdo por detrás do estilo, não só por ele, mas também por sua forma estilística.

    A presente tradução buscou superar os problemas bastante comuns nas versões que existem em idioma português. Em diversas traduções portuguesas, existem passagens simplesmente incompreensíveis e que somente os decifradores de enigmas poderiam compreender. O texto é denso, teórico e ao mesmo tempo com um estilo irônico e polêmico que um tradutor desacostumado com o pensamento de Marx tem dificuldade de apreender. O texto é repleto de jogo de palavras e inversões, que são difíceis de reproduzir em outro idioma devido, obviamente, às diferenças idiomáticas. Além disso, Marx remete a ditos populares, questões da época, autores, e, além disso, usa expressões em vários idiomas (latim, francês, inglês) além do que usou para escrever o texto, o alemão. A presente tradução buscou superar os problemas mais comuns nas versões deste texto que existem em idioma português. Assim, desde os problemas técnicos, tal como ocorre com tradutores que não conhecem a obra e linguagem do autor e por isso utiliza termos equivocados, até problemas da mentalidade do tradutor, com sua predisposição mental, interesses, valores, etc. são obstáculos para uma tradução fidedigna e isso é, pelo menos em grande parte, superado aqui.

    A opção aqui é por uma tradução substancial e não formal. A tradução formal é aquela que foca na exatidão formal e nos signos, enquanto que a tradução substancial foca na expressão do conteúdo e no significado, que determina uma forma que, quanto mais exata, melhor, mas que os obstáculos idiomáticos e semânticos podem gerar deformação, bem como sua complexidade e estilo. Nessa pequena obra Marx trabalha com suas famosas inversões (tais como não é a consciência que determina a vida, mas, ao contrário, a vida que determina a consciência, para citar uma das suas mais célebres contraversões), bem como ironias e outros elementos estilísticos próprios. Na tradução substancial, o conteúdo determina a forma e não o contrário. A exatidão que se procura é a do sentido e não a da forma. Sem dúvida, buscamos manter fidelidade ao conjunto da obra, forma e conteúdo, e consideramos que é melhor uma forma mais fiel formalmente, mas também reconhecemos que os obstáculos idiomáticos e semânticos podem gerar deformação da mensagem. A excessiva fidelidade formal, devido a estes obstáculos, pode ser prejudicial à uma tradução do pensamento do autor. É devido a isso que a tradução visa a maior fidelidade possível ao aspecto formal e ao aspecto substancial, mas enfatiza o último por ser o mais importante para expressar o conteúdo que o autor quis repassar do que a forma. A fidelidade formal é mais importante ainda, no caso do presente texto, por sua riqueza estilística.

    Essa pequena obra é fundamental por ser a primeira manifestação do materialismo histórico, sob forma sintética e num estilo radical que corresponde ao processo de indignação proletária e revolucionária, sendo uma peça chave para entender o pensamento de Marx. Essa pequena e grande obra merecia uma tradução que conseguisse torná-la compreensível e que reproduzisse sua riqueza estilística e teórica. É isso que buscamos oferecer aos leitores. E ela é enriquecida com uma interpretação que resgata o seu significado original, bem como notas informativas e explicativas que completam um esforço amplo de resgate de uma obra fundamental.

    O texto O Manifesto Inaugural do Materialismo Histórico, de nossa autoria¹, é importante por resgatar o significado político, histórico e teórico dessa pequena grande obra. O texto não só mostra os significados do texto de Marx, mas explica e rompe com interpretações deformadoras² da obra do grande pensador alemão. As notas explicativas de Rodolfo Mondolfo, filósofo italiano e grande estudioso da obra de Marx³, também contribuem para a compreensão mais profunda do texto. As notas informativas do tradutor contribuem com o leitor no sentido de facilitar a compreensão do texto, e, ao lado das notas explicativas de Mondolfo, permitem uma contextualização e facilita a interpretação. Levando em conta os leitores que não dominam elementos básicos dos demais idiomas, as notas informativas as traduzem para o idioma português, mesmo as mais comuns e amplamente conhecidas. Algumas notas de Rodolfo Mondolfo são comentadas pelo tradutor, pois poderiam gerar interpretações problemáticas. Além disso, acrescentamos títulos aos trechos da obra para facilitar o acompanhamento das temáticas tratadas em cada um deles.

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