O Pensamento Hegeliano e os Direitos Humanos
()
Sobre este e-book
Relacionado a O Pensamento Hegeliano e os Direitos Humanos
Ebooks relacionados
Reconstrução normativa, eticidade democrática e cidadania em Honneth Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSociedade civil e educação: fundamentos e tramas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasHegel e a liberdade dos modernos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA ideia de justiça na Oréstia de Ésquilo: processo dialético de justificação da validade do Direito Nota: 0 de 5 estrelas0 notasBiopolítica e democracia em Giorgio Agamben Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSoberania, direito e violência: democracia e(m) estado de exceção permanente Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDemocracia Agonística e Normatividade Comum Nota: 0 de 5 estrelas0 notasForça e fragilidade das normas: a Filosofia do direito de Hegel Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLênin e a forma-política: uma leitura pachukaniana para o século XXI Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO estado Nota: 0 de 5 estrelas0 notasReflexões sobre a filosofia prática de Kant Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCidadania Jurisdicional Constitucional Democrática Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTeoria dos valores jurídicos: o Neokantismo e o pensamento de Gustav Radbruch Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAção política em Hannah Arendt Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDireito e Literatura: o sentimento do mundo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSartre: direito e política: Ontologia, liberdade e revolução Nota: 0 de 5 estrelas0 notasFunção Social da Posse: uma visão constitucional Nota: 0 de 5 estrelas0 notasGeorge Orwell Contra O Totalitarismo Nota: 5 de 5 estrelas5/5Direito e Moral em Kelsen Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Vida em Comum: contrato social, sensus communis e o problema da fundação do Estado Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Contra-Reforma do Estado em Mato Grosso no Governo Dante de Oliveira Nota: 0 de 5 estrelas0 notasHabermas e a reconstrução: Sobre a categoria central da teoria crítica habermasiana Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Leviathan de Hobbes em nova perspectiva: um estudo sobre o papel dos pressupostos na interpretação Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMerleau-Ponty em torno da política: Humanismo e Ontologia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCrise Democrática e Direito Constitucional Global Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTeoria Constitucional Brasileira: 200 anos de disputas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasReflexões Filosóficas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasFacebook: um estudo sobre a influência das redes sociais no exercício de cidadania e soberania Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Métodos e Materiais de Ensino para você
Ensine a criança a pensar: e pratique ações positivas com ela! Nota: 4 de 5 estrelas4/5Como Convencer Alguém Em 90 Segundos Nota: 4 de 5 estrelas4/5Pedagogia do oprimido Nota: 4 de 5 estrelas4/5Didática Nota: 5 de 5 estrelas5/5Raciocínio lógico e matemática para concursos: Manual completo Nota: 5 de 5 estrelas5/5Ultracorajoso: Verdades incontestáveis para alcançar a alta performance profissional Nota: 5 de 5 estrelas5/5Altas Habilidades, Superdotação: Talentos, criatividade e potencialidades Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSou péssimo em inglês: Tudo que você precisa saber para alavancar de vez o seu aprendizado Nota: 5 de 5 estrelas5/5A Vida Intelectual: Seu espírito, suas condições, seus métodos Nota: 5 de 5 estrelas5/5Limpeza Energética Nota: 5 de 5 estrelas5/5Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização Nota: 4 de 5 estrelas4/5Como se dar muito bem no ENEM: 1.800 questões comentadas Nota: 5 de 5 estrelas5/5Caderno Exercícios Psicologia Positiva Aplicada Nota: 5 de 5 estrelas5/5Hábitos Atômicos Nota: 4 de 5 estrelas4/5A Cura Akáshica Nota: 5 de 5 estrelas5/5Física Quântica Para Iniciantes Nota: 5 de 5 estrelas5/5O herói e o fora da lei: Como construir marcas extraordinárias usando o poder dos arquétipos Nota: 3 de 5 estrelas3/5Por que gritamos Nota: 5 de 5 estrelas5/5Temperamentos Nota: 5 de 5 estrelas5/5Tricologia Para Cabeleireiros E Barbeiros Nota: 5 de 5 estrelas5/5A Arte da guerra Nota: 4 de 5 estrelas4/5Okaran O Livro Dos Ebós Sagrados E Os Rituais Da Alma” Nota: 2 de 5 estrelas2/5O Divino Livro Das Simpatias E Orações Nota: 5 de 5 estrelas5/5Fisiologia Do Exercicio Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Bíblia e a Gestão de Pessoas: Trabalhando Mentes e Corações Nota: 5 de 5 estrelas5/5Estratégias didáticas para aulas criativas Nota: 5 de 5 estrelas5/5
Avaliações de O Pensamento Hegeliano e os Direitos Humanos
0 avaliação0 avaliação
Pré-visualização do livro
O Pensamento Hegeliano e os Direitos Humanos - Luciene Francisca de Souza Jesus.
Editora Appris Ltda.
1ª Edição - Copyright© 2019 dos autores
Direitos de Edição Reservados à Editora Appris Ltda.
Nenhuma parte desta obra poderá ser utilizada indevidamente, sem estar de acordo com a Lei nº 9.610/98.
Se incorreções forem encontradas, serão de exclusiva responsabilidade de seus organizadores.
Foi feito o Depósito Legal na Fundação Biblioteca Nacional, de acordo com as Leis nºs 10.994, de 14/12/2004 e 12.192, de 14/01/2010.
COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO CIÊNCIAS SOCIAIS
Dedico este trabalho ao meu filho, Pedro, que diante da minha ausência nunca impetrou um mandado de injunção. Do seu silêncio, retiro a compreensão, essencial para a minha trajetória. Amo-o!
AGRADECIMENTOs
Agradecer é o reconhecimento de que não estamos sozinhos nesta caminhada. Assim, agradeço ao Poder Constituinte Originário: Deus, que me permitiu acessar este mundo material. Aos meus pais, que foram os instrumentos da minha acessibilidade a este plano e, assim, ensinaram-me a importância das letras, já que eram analfabetos. Ao meu filho, Pedro, que já está trilhando o caminho do conhecimento e percebendo que nada sabe. À Claudia Luzia, que revisou este trabalho pacientemente, permitindo que o texto seja compreendido pelos leitores. Aos meus ilustres mestres, que me acompanharam em toda a minha jornada na busca do conhecer. Àqueles que participaram de alguma forma, nesta minha travessia. Não desmerecendo todos aqui elencados, agradeço, especialmente, ao Dr. Antônio Celso Alves Pereira, que acreditou na minha capacidade de entrar no mundo hegeliano, mesmo ciente da complexidade da filosofia de Hegel. Realmente, é um mestre apaixonado.
O que é racional é real e o que é real é racional.
Hegel
PREFÁCIO
Este livro é resultado de uma pesquisa dedicada à questão que investiga os pressupostos políticos e humanísticos da Filosofia hegeliana e sua influência no âmbito político do Estado moderno e contemporâneo. Defende e traduz a convergência de variáveis catastróficas decorrentes da má interpretação do pensamento de Hegel em momentos histórico-políticos permeados por forte tensão totalitária que subverteu e/ou subverte os direitos humanos.
- Como o pensamento de Hegel influenciou o desenvolvimento do Estado totalitário, inclusive quanto aos direitos humanos? Esse questionamento encima a introdução ao texto, apontando assim uma direção ao leitor atento que se interesse em, de fato, penetrar o seu sentido, que se adensa a cada capítulo. O fio condutor da análise investigativa percorre imbrincados conceitos nos quais Hegel funda a essência daquilo que ele entende e descreve acerca do Estado.
Espírito, Eticidade, Liberdade, Racionalidade e Direito são alguns conceitos fundamentais para se proceder a um julgamento profícuo do pensamento hegeliano e se conseguir conduzir um debate honesto sobre uma possível resposta à questão proposta. Engenhosa e perspicazmente a autora percebe, aproxima–se ,extrai e conecta sentidos às suas considerações teóricas sobre o pensar de Hegel e sua interferência, por exemplo, na configuração dos direitos humanos.
O caminho inquiridor, vislumbrado em toda a extensão do presente livro, é de uma lucidez metodológica muito aguda e louvável. Luciene Souza trabalha a questão primária, bem como as questões que a subjazem, de maneira contundente num enfrentamento obstinado às dificuldades notórias que se põem na filosofia de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, representante mor do Idealismo Alemão (séc. XVIII -XIX). Sabemos o quanto foi marcante e plasmadora a sua matriz lógico-dialética para todo o sistema filosófico. Tanto isso é verdade que podemos constatar a influência hegeliana em Ludwig Feuerbach, Bruno Bauer, Friedrich Engels e Karl Marx. A filosofia de Hegel, seguramente, afiançou novos caminhos para o estudo em diversas doutrinas, como exemplarmente no Direito, matéria que é fundamento do pensar da nossa autora, que honrosamente estou a prefaciar.
Para ler e participar ativamente desse convite textual, ora apresentado nesta obra, importa-nos atentar para alguns aspectos relevantes da sua reflexão diante de tão complexa filosofia. Esse desafio não é investido de simplicidade, uma vez que não estamos diante de um texto ingênuo, de fácil aceitação ou entendimento. Aquele que com ele se envolve é levado a se dar conta dos vários planos em que se apresentam as contingentes exigências, ou não, do cotidiano político das nossas sociedades.
Entendo que o mérito da presente obra é a tentativa de convidar e conduzir o seu leitor às buscadas razões, das concordâncias ou das indisposições com o meio social em que ele se insere. Tecer críticas bem fundamentadas apoiadas na incansável busca pelo saber histórico, social e político. Descobrir respostas para questões morais e humanísticas decorrentes do contexto social deve ser de mister importância para todo ser humano que se predispõe a, minimamente, pensar o mundo e as relações humanas daqueles que o habitam e/ou coabitam.
Nesse sentido, asseguro que o significado e a importância deste livro não se esgotam na mencionada reflexão histórico-filosófica, nele se insere destacada reflexão acerca de certa obsessão pelos aspectos políticos autoritários que vislumbramos outrora e, de maneira crescente, nos dias de hoje. O mérito da discussão proposta é da autora, o privilégio do debate é de todos nós que, com ela, passamos a conhecer tal alvitre.
Shirley Dau – Professora de Filosofia na Universidade Federal de
São João del-rei - UFSJ.
APRESENTAÇÃO
A resposta para O que é racional é real e o que é real é racional, pensamento de Hegel, não será encontrada pronta e acabada neste livro. Entretanto, é possível, a partir dele, refletir, por meio do método dialético, que o racional e o real estão ligados ao Estado. Trata-se, portanto, da Teoria do Estado, desenvolvida por Hegel, em que o indivíduo ocupa um espaço preponderante no Estado. Isso consolida a tese de que o Estado somente existe se o indivíduo existir. Assim, é impossível associar a Teoria de Estado hegeliana a Estados totalitários, por exemplo, o Estado Nazista, que tinha como desiderato a eliminação de indivíduos. A fundamentação desse pensamento está na teoria política do reconhecimento de Hegel, que defende a ideia de que a identidade de um indivíduo depende das relações dialógicas com os outros. Essa é a máxima dos Direitos Humanos, ou seja, respeito à diversidade. Diante disso, Direitos Humanos é uma bandeira da Teoria de Estado de Hegel.
Sumário
1
INTRODUÇÃO 17
2
ESTADO DO SÉCULO XIX 23
3
ESTADO SEGUNDO HEGEL 29
3.1 A essência do Estado hegeliano 36
3.1.1 Espírito 36
3.1.2 Eticidade 44
3.1.3 Liberdade 54
3.1.4 Racionalidade 56
3.1.5 Direito 59
4
INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO HEGELIANO NO CAMPO POLÍTICO DA SOCIEDADE MODERNA 63
4.1 Estado Nazista, um Estado Totalitário e não um Estado hegeliano 66
4.2 Tratamento dado ao indivíduo no Estado nazista 78
4.2.1 Indivíduo membro do Estado nazista 79
4.2.2 O indivíduo não membro do Estado nazista 82
5
CONSEQUÊNCIAS DA EXISTÊNCIA DE UM ESTADO TOTALITÁRIO 89
6
DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 95
6.1 Direito Internacional Clássico 97
6.2 Direito Internacional Contemporâneo 102
7
O NOVO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 107
7.1 O indivíduo como sujeito do Direito Internacional 110
8
DIREITOS HUMANOS COMO INSTRUMENTO DE CONTESTAÇÃO AO ESTADO TOTALITÁRIO 113
8.1 Direito Internacional dos Direitos Humanos 118
8.2 Direito Internacional Humanitário 120
8.3 Direito Internacional dos Refugiados 122
9
CONCLUSÃO 127
10
REFERÊNCIAS 133
1
INTRODUÇÃO
O presente escrito tem como fulcro responder ao seguinte questionamento: Como o pensamento de Hegel influenciou o desenvolvimento do Estado totalitário, inclusive quanto aos direitos humanos? Diferente dos demais filósofos, o sistema filosófico de Hegel conseguiu sair do plano teórico e atingir o prático, rompendo com a ideia kantiana de que as ideias são boas na teoria, não produzindo resultados práticos.
Sabe-se que a Teoria de Estado hegeliana, que defendia um Estado racional, forte, capaz de conduzir os seus indivíduos, haja vista ser possuidor da Ideia
, motor da história universal¹, deu amparo ideológico a vários Estados totalitários. Um deles é o Estado nazista.
Diante das premissas de que Estado é tudo, é a mais alta manifestação do espírito da natureza, é o universo moral, a realidade do conceito de ética, sabendo e pensando por si mesmo
² e que tem o direito supremo sobre o indivíduo, cujo supremo dever é ser membro do Estado [...], pois o direito da natureza está acima de quaisquer privilégios especiais...
³, percebe-se a possibilidade de uma apropriação, às avessas, dessas ideias, pelos detentores de poderes, nas suas práxis políticas ditatoriais, totalitárias.
É interessante relatar que a ideologia política hegeliana se apresenta de forma inofensiva. Parece uma descrição poética do atuar estatal. Apresentação de um Estado racional, forte, que tudo pode, é a forma ideal desse ente político. O perigo está em como esse processo desenvolver-se-á. Hegel, ao escrever como o seu Estado conduziria os seus membros, evidenciou uma preocupação com a formação do indivíduo. Sendo assim, trabalhou muito com o conceito da eticidade para protegê-los.
Além desse elemento, há o Direito que limitaria as ações estatais, impedindo-o de cometimento de lesões ao bem jurídico homem. Essa atenção ao homem está relacionada com o fato de a existência do indivíduo ser um atributo do Estado. Percebe-se que a teoria hegeliana acerca do Estado sempre se ocupou com aquele que é responsável pela existência do Estado, ou seja, o indivíduo. Todas as ações do Estado hegeliano estarão dotadas de racionalidade, haja vista o seu Estado ser racional. Se a racionalidade estatal se relaciona com o momento presente, tudo que ele fizer estará amparado na sua existência de ser supremo.
As ideias de Hegel foram divididas, pelos seus estudiosos, em dois campos: a direita hegeliana e a esquerda hegeliana. A partir do início do século XX, essas ideias tomaram corpo, sendo aplicadas na constituição política de alguns Estados, os quais foram denominados de totalitários. Assim, as ações tomadas por tais Estados não podem ser imputadas
