As relações públicas e a educação corporativa
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As relações públicas e a educação corporativa - Roseane Andrelo
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As relações públicas e a educação corporativa
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As relações públicas e a educação corporativa
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Editora afiliada:
2Logos.jpg[5] A Ovídio e Izaura,
pelo começo de tudo.
Ao Gilmar, por compreender
meus sonhos.
A Felipe e Bianca, por me
ensinarem as mais
importantes lições da vida.
Às minhas irmãs,
cunhados e sobrinhos,
por manterem vivo
meu ideal de família.
Aos amigos, por tornarem
tudo mais divertido.
Aos professores que tive
nas escolas e na vida, por me
ensinarem a aprender.
Aos meus alunos,
que me incentivam na busca
constante por informações.
[7] Sumário
Introdução [9]
1 A centralidade da informação e a intersecção com a internet [11]
2 Relações públicas sob o prisma da estratégia [23]
Público interno sob olhar estratégico [29]
3 A educação ganha novos desafios [39]
Literacias digital, informacional e midiática [45]
Educação corporativa [58]
4 A interface entre as Relações Públicas e a educação corporativa: alguns olhares [63]
Mapeamento de Comunicação: a situação das micro e pequenas empresas [65]
Projeto Comunica Educação: experiência na formação de competências comunicacional e digital [71]
De la clase a la cuenta: da classe ao mercado [82]
Curso de especialização em Estratégias Competitivas – Comunicação, Inovação e Liderança [85]
Considerações finais [89]
Referências [93]
[9] Introdução
As organizações do primeiro, segundo ou terceiro setor vivenciam realidade complexa: competitividade cada vez mais acirrada; grandes corporações fundem-se e aumentam seu poder; a globalização derruba fronteiras e faz com que símbolos desterritorializados agreguem-se a diferentes culturas; consumidores tornam-se mais críticos e, com o aparato das redes digitais, ganham amplos espaços de manifestação; a informação, mais disponível, passa a ser representada em diversas formas.
Nesse cenário, a formação permanente de público interno, que inclui todo o corpo de funcionários e a alta direção, é indispensável. Muitas empresas assumem esse papel e desenvolvem programas de educação corporativa para além do treinamento, privilegiando o desenvolvimento de atitudes, posturas e habilidades. Este trabalho tem como preceito que esse é um dos papéis das Relações Públicas, área responsável pela gestão do relacionamento entre organizações e públicos estratégicos, o que implica geração e difusão de informações por meio de diferentes recursos tecnológicos.
A proposta deste livro é que as Relações Públicas também devem atuar na formação dos públicos internos, para [10] que saibam selecionar e utilizar as informações relevantes em ambientes organizacionais. Esse processo demanda instrumentos de comunicação dirigida, sobretudo aqueles baseados em mídia, com alcance mais amplo do que mera difusão de informação. É preciso assumir o papel dialógico da comunicação e fazer com que atores sociais também sejam emissores com competência em comunicação e informação, o que, na atualidade, pressupõe destreza no uso da linguagem digital em ambiente organizacional.
Assim, a questão que motiva o presente trabalho é: como as Relações Públicas podem promover competência em comunicação e literacia digital, visando ao acesso, ao uso e à produção de conteúdo em ambiente organizacional?
Parte-se do princípio de que, ao promover um programa de educação corporativa, baseado na aprendizagem aberta e no uso de recursos da internet e das redes sociais, o profissional de Relações Públicas concretiza o modelo simétrico de duas mãos, na relação equilibrada de interesses entre organização e público interno.
A discussão aqui apresentada alia fundamentação teórica a pesquisa de natureza aplicada, com descrição e análise dos resultados de um website baseado na abordagem de educação aberta, com foco na comunicação corporativa. Trata-se, portanto, de um trabalho centrado na interface entre comunicação e educação, o que solicitou o diálogo com teorias das duas áreas.
Este livro estrutura-se em duas partes. Na primeira, debate-se os conceitos que fundamentam a pesquisa: a centralidade da informação e suas consequências no ambiente organizacional; a necessidade de comunicação estratégica, baseada no relacionamento com diversos públicos, especialmente o interno; os novos desafios da educação, incluindo a formação de competências em informação, comunicação e linguagem digital, por meio da educação corporativa. Na segunda parte, são analisados os resultados da pesquisa empírica.
[11] 1
A centralidade
da informação e a intersecção
com a internet
A informação sempre exerceu papel importante na sociedade. A partir da década de 1980, entretanto, ela se tornou central. Essa nova perspectiva tem como base as transformações ocasionadas pelo capitalismo na estrutura social, decorrentes de mudanças tecnológicas, alterações na estrutura de emprego e exigência de conhecimento das tarefas realizadas pelos trabalhadores. Esse momento, chamado por Castells (1999) de revolução tecnológica, tem como ingrediente básico a informação. Ela se originou e difundiu-se [...] não por acaso, em um período histórico da reestruturação global do capitalismo, para o qual foi uma ferramenta básica
(ibidem, p.31).
Alguns indicativos do capitalismo informacional
, termo cunhado por Castells, advêm do próprio mercado. Em 2014, no ranking das três empresas mais valiosas do mundo, estavam Apple, Samsung e Netflix. Das organizações que figuraram entre os dez primeiros lugares, apenas uma, o Walmart, é considerada não tech (Exame, 2014). Especificamente no Brasil, entre as empresas de serviços de informação e comunicação, o setor de Tecnologia de Informação (TI) ocupa o posto de segundo maior rendimento, segundo pesquisa referente ao período de 2006-2007 (IBGE, 2007).
[12] A fusão de grandes corporações, tendência atual da economia, é um processo corrente, sobretudo, entre empresas que atuam com informação.
