A liberdade não tem limites: poemas e poesias
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A liberdade não tem limites - Ademir Oliveira
A DAMA DE VERMELHO
Em uma noite enluarada, eu andava sem direção,
Perdido em pensamentos, tentando entender meu coração.
Sentei em uma escada comecei a refletir,
querendo descobrir o motivo, e a razão pela qual estou aqui.
Deitei-me em um degrau e fiquei observando a lua.
Ela estava tão grande e brilhante, que iluminava
cada canto escuro daquela rua.
Eu não me lembro direito o que tinha acontecido,
e nem o porquê eu tinha adormecido.
Despertei em um campo aberto, que
de folhas secas e de campas frias o chão estava coberto.
A névoa escura como cobra, rastejava pelo chão,
E passeava por entre as covas, espalhando maldição.
Com coração acelerado comecei a levantar,
e ao observar aquele lugar, muitas lápides pude avistar.
Passei a escutar um coral de crianças que estavam
a cantar. Enquanto cantavam, uma dama de vermelho
em meio aos túmulos dançava, e aonde ela passava,
sangue da terra brotava.
Com seu semblante mórbido, seus cabelos
negros e sua pele fria. Sorridente ela dançava sobre
o sangue negro que do chão vertia.
O céu tinha perdido a cor da noite, não era mais negro,
agora um vermelho acinzentado. Parecia que ali estava
concentrado o sangue de todos os condenados.
Seus olhos pútridos fixaram em uma lápide e ao se aproximar,
A terra se pôs a desenterrar o corpo que estava a guardar.
Ouvia-se o lamento e o desespero daquela pobre alma,
que tremia ao olhar daquela dama, e sabia que ali era o final,
que não existia mais a tal esperança...
O frio tomou conta daquele lugar, meu pulmão parecia
que iria congelar; meus dedos eu já não sentia...
Eu estava trêmulo, diante daquela terrível cena a que eu assistia.
Essa foi a última imagem que avistei antes de apagar.
Quando abri meus olhos, eu estava no mesmo lugar,
na mesma escada, onde eu me deitei para contemplar o luar.
Ainda atordoado e com o corpo trêmulo, a caminho de casa me pus a andar.
A mente confusa, tentando compreender: o que aconteceu? E como eu
fui parar lá? E quem era aquela mulher,
que conseguia amedrontar as almas apenas com o olhar?
Seguindo meu caminho e meu pensamento a questionar,
Como pode uma linda noite enluarada, em forma de pesadelo terminar.
Não acredito que tenha sido um delírio ou uma ilusão.
Porque o cheiro daquela podridão ainda está no ar.
Sei que essa noite da minha memória nunca sairá.
E tenho certeza que toda vez que eu ver a lua,
Da Dama de vermelho eu sempre irei lembrar.
A FACA DE DOIS GUMES
Quantas vezes, em uma folha de papel, descrevi o que sentia?!
Na ponta do lápis já depositei tristezas, felicidades e alegrias.
Em noites de luar, já recitei poemas e poesias,
com palavras vertentes de sentimentos que repousavam na luz do dia.
Quantos ainda dormem sem sonhar?!
Tem amores, mas não sabem amar.
Com feridas que dia após dia estão a sangrar.
E não sabem o que fazer para se curar.
Com os olhos marejados, muitos estão sorrindo para
não chorar, gritando por socorro, sem ninguém poder escutar.
O lápis riscando o papel, a aquarela pintando o azul céu.
Obra prima de um artista, que retrata o que se pinta.
Tantas vezes, vi pessoas escondendo sentimentos...
Sorrindo por fora, chorando por dentro.
Com um sorriso até pode esconder,
mas nunca esconderá esse sentimento de você.
Todos um dia haverão de saber, que pra ganhar,
às vezes temos que perder.
Com as perdas iremos compreender que quem ama sofre,
E, quem vive na solidão sofre, também.
E o coração mesmo ferido está sempre amando alguém.
Quantas vezes, o ódio nos corroeu por dentro,
levando a boca palavras sem cabimento,
aos olhos lágrimas de arrependimento?
É difícil lembrar-se de todas as vezes que nos
pronunciamos sem pensar, das vezes que deixamos
o ódio falar em nosso lugar.
E nos deixa entristecidos,
por saber que ferimos o sentimento de alguém,
Por não conhecer, na verdade, o poder que a língua tem.
Pode até ser que muitas das vezes falamos por falar,
e não tínhamos a intenção de magoar.
Mas, existe uma regra que ninguém pode mudar,
é que quando as palavras são proferidas,
à boca elas não podem mais voltar.
A LÁGRIMA DO PALHAÇO
Em um quarto improvisado, sentado defronte a um
espelho trincado. Com tintas coloridas, um sorriso
alegre, sobre um semblante triste, está sendo desenhado.
Perdas recentes e com o coração em pedaços,
buscando forças para continuar.
Sabendo que a ferida irá demorar pra cicatrizar.
Mas é preciso engolir o choro,
porque o show está prestes a começar.
Melodias contagiantes dão início ao espetáculo.
Gritos e aplausos de pessoas ansiosas para dar muitas
risadas, que anseiam por uma noite inesquecível de muitas gargalhadas.
Mas a noite vai ser longa, porque é difícil fazer sorrir, quando se quer chorar,
é difícil prosseguir, quando se quer parar.
As arquibancadas estão cheias de crianças
por todos os lados.
A cortina ainda está fechada, mas já está tudo preparado...
O público ansioso aguarda o palhaço sorridente,
que traz alegrias e encanta muita gente.
A dor é privilégio dos vivos, ninguém está isento a dor,
nem mesmo os que levam alegria,
semeando a paz e o amor.
Só conhece a dor de uma lágrima,
quem sentiu o seu peso quando pela face rolou.
O
