A Aventura Do Livro Na Academia Brasileira
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A Aventura Do Livro Na Academia Brasileira - Juliana Ramos
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A aventura do livro na Academia brasileira: um
panorama crítico sobre os desafios das editoras
universitárias do Brasil frente ao suporte digital
Juliana Ramos
Rio de Janeiro
2021
1
Serendipity,
2
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO .................................. 3
1
A RECEPÇÃO DE TEXTOS ........... 7
1.1
Tipos de leitores ................................... 15
2
OS NOVOS SUPORTES ................... 18
2.1
Metamorfoses ambulantes: livro, leitor, leitura .......................................... 20
2.1.1
O narcisismo literário voltado para a recepção ................................................... 29
3
OS
DESAFIOS
PROPOSTOS
PELOS NOVOS SUPORTES ÀS
EDITORAS UNIVERSITÁRIAS ..... 39
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............ 45
BIBLIOGRAFIA ................................ 47
3
INTRODUÇÃO
Das duas uma: ou o livro permanecerá o suporte da leitura, ou existirá alguma coisa similar ao que o livro nunca deixou de ser, mesmo antes da invenção da tipografia. As variações em torno do objeto livro não modificaram sua função, nem sua sintaxe, em mais de quinhentos anos. O livro é como a colher, o martelo, a roda ou a tesoura. Uma vez inventados, não podem ser aprimorados. Você não pode fazer uma colher melhor do que uma colher. (ECO, 2010, p. 16)
O surgimento de novas tecnologias acarretou o advento de novos suportes de escrita e, com isso, o mercado editorial foi profundamente afetado. A expressão edição e publicação de escritos ganhou outros e novos significados, dimensões e desafios. No que tange à edição e publicação de livros, chegou-se a pulverizar a amedrontadora dúvida: Estaríamos próximos ao fim do livro tal qual o conhecemos? Passadas duas décadas, hoje já se pode falar: não contem com o fim dos livros – como Umberto Eco (2010) intitulou um de seus livros. Eles não estão nem parece que serão extintos, mas precisaram adaptar-se e evoluir para continuar integrando-se ao mundo da escrita e da leitura. Isso porque as novas
4
tecnologias e, consequentemente, os novos suportes criados alteram o modo de ser e estar do ser humano na sociedade, afetando os modos de produção e recepção de todos os tipos de textos. Outras experiências e experimentações técnicas, estéticas e artísticas precisam ser inauguradas para que o mercado editorial se mantenha vivo e ativo, produzindo cultura e arte, promovendo outras e novas experiências estéticas, experiências vividas pela afetação, por ser tocado, e esse toque gerar movimentação, agitação, conturbação, transformação.
Todavia, a situação do livro-forma é menos preocupante do que a do livro-conteúdo. Sob o lema de que livro bom é livro que vende, nessa busca incessante por lucros, quem se importará em produzir conteúdo relevante para a formação cultural, artística e intelectual dos leitores? Quanto mais: Quem estará interessado em estabelecer uma ponte segura e confiável entre o conhecimento produzido na Academia e a sociedade?
Dessa feita, a editora universitária, enquanto sobretudo entidade cultural, não pode negligenciar a sua missão
