Educação do Campo: as contribuições, tensões e conflitos do MST na EJA na Escola do Assentamento São José do Vale em Petrolina-PE
()
Sobre este e-book
Relacionado a Educação do Campo
Ebooks relacionados
A Educação do Campo e a Luta pela Reforma Agrária no Alto Sertão Sergipano Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTrabalho Docente: Crítica a Partir da Tradição Marxiana Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSuperando Situações-Limites da Educação do Campo:: A Elaboração de Planos de Estudos Emancipatórios Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEducação do Campo: Metodologias de Ensino Numa Realidade Multisseriada Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Educação do Campo no Município de Queimadas-PB: política, caminhos e desafios Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCadernos de discussão: Juventude, educação do campo e agroecologia Nota: 5 de 5 estrelas5/5Currículo e identidade: Interfaces na educação do campo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasJuventudes do Campo Nota: 5 de 5 estrelas5/5Educação ambiental e a "comvivência pedagógica":: Emergências e transformações no século XXI Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSolo, Sementes, Frutos: Reflexões sobre a Participação e o Controle Social da Educação do Campo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAs Políticas Educacionais e o Agronegócio Frutícola Nota: 0 de 5 estrelas0 notasGerencialismo e Responsabilização: Repercussões para o Trabalho Docente Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTerritório e Educação: Desconstruindo a Invisibilidade dos Sujeitos do Campo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTeorias e Práticas da Pedagogia Social no Brasil (v. 2) Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEpistemologia e Educação de Jovens e Adultos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasVigotski Fundamentos e Práticas de Ensino: Crítica às Pedagogias Dominantes Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA formação humana na Educação de Jovens e Adultos: desafios para a institucionalização de uma proposta integrada Nota: 0 de 5 estrelas0 notasOutras terras à vista: Cinema e Educação do Campo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPor uma educação crítica e participativa Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO método dialético na pesquisa em educação Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPedagogia histórico-crítica: 40 anos de luta por escola e democracia – Volume 2 Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEscola de Direito: Reinventando a escola multisseriada Nota: 0 de 5 estrelas0 notasRelações Étnico-Raciais no Contexto Quilombola Currículo, Docência e Tecnologia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEducação no campo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasOLHARES CRUZADOS: POLÍTICA E DINÂMICAS SOCIAIS NO TRIÂNGULO MINEIRO Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEducação como conhecimento do ser humano na era do antropoceno: uma perspectiva antropológica Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Métodos e Materiais de Ensino para você
Ensine a criança a pensar: e pratique ações positivas com ela! Nota: 4 de 5 estrelas4/5Raciocínio lógico e matemática para concursos: Manual completo Nota: 5 de 5 estrelas5/5Pedagogia do oprimido Nota: 4 de 5 estrelas4/5Como Convencer Alguém Em 90 Segundos Nota: 4 de 5 estrelas4/5A Vida Intelectual: Seu espírito, suas condições, seus métodos Nota: 5 de 5 estrelas5/5BLOQUEIOS & VÍCIOS EMOCIONAIS: COMO VENCÊ-LOS? Nota: 4 de 5 estrelas4/5Como se dar muito bem no ENEM: 1.800 questões comentadas Nota: 5 de 5 estrelas5/5Didática Nota: 5 de 5 estrelas5/5Física Quântica Para Iniciantes Nota: 5 de 5 estrelas5/5Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização Nota: 4 de 5 estrelas4/5Hábitos Atômicos Nota: 4 de 5 estrelas4/5Psicologia Negra E Manipulação Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEstratégias didáticas para aulas criativas Nota: 5 de 5 estrelas5/5Altas habilidades/superdotação, inteligência e criatividade: Uma visão multidisciplinar Nota: 4 de 5 estrelas4/5O herói e o fora da lei: Como construir marcas extraordinárias usando o poder dos arquétipos Nota: 3 de 5 estrelas3/5Temperamentos Nota: 5 de 5 estrelas5/5Kit Ritmos no Violão: Aprenda 33 Ritmos e 64 Batidas no Violão Nota: 4 de 5 estrelas4/5Sou péssimo em inglês: Tudo que você precisa saber para alavancar de vez o seu aprendizado Nota: 5 de 5 estrelas5/5Harmonização Neo Soul Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Bíblia e a Gestão de Pessoas: Trabalhando Mentes e Corações Nota: 5 de 5 estrelas5/5A Arte da guerra Nota: 4 de 5 estrelas4/5Altas Habilidades, Superdotação: Talentos, criatividade e potencialidades Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPiaget, Vigotski, Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão Nota: 4 de 5 estrelas4/5
Avaliações de Educação do Campo
0 avaliação0 avaliação
Pré-visualização do livro
Educação do Campo - Tatiane de Sousa Santos
Nossa Luta é Nossa Escola, porque foi um dos primeiros textos produzidos a partir dos registros de práticas pedagógicas em escolas de Assentamentos do MST.
A história da organização e luta de pais e professores dos acampamentos e assentamentos para assegurar o direito de crianças à escolaridade, capaz de dar respostas adequadas aos desafios do novo tipo de vida nas terras conquistadas."
(Dossiê MST Escola. p.11. 2005)
Ao meu filho Alesson Bernardo presente dado por Deus, a minha mãe e familiares pela compreensão e por fazerem parte da minha vida. Aos professores pela ajuda, dedicação e apoio que me proporcionaram e aos meus amigos que contribuíram diretamente e indiretamente para que eu concluísse esse curso DEDICO.
AGRADECIMENTO
Desbravando os horizontes da pesquisa, mesmo sabendo que uma dissertação implica em um trabalho pessoal do investigador sobre o objeto pesquisado, a presença dos amigos, profissionais dispostos a comungar as descobertas, os desafios, os processos de desenvolvimento, amadurecimento, o desbravar de novos caminhos, novas convicções e novos horizontes, oferecem-nos a confiança e força necessárias a construir novas pontes, novas ligações, e perceber novos universos e processos a serem investigados.
Minha gratidão aos que, de uma forma ou de outra, participaram desse meu processo de desenvolvimento, ainda que não me seja possível lembrar-me de todos gostaria de agradecer as pessoas em especial:
Meus agradecimentos à minha Mãe Maria , ao meu padrasto Givaldo, aos meus irmãos Maria da Conceição e Cicero Rogerio, e em especial ao meu Filho que amo incondicionalmente Alesson Bernardo que sempre estivera presente apoiando e dando a força necessária para que eu não perdesse a poesia nem a coragem mesmo nos momentos mais tumultuados dessa jornada.
Quero nessa oportunidade, agradecer ao professor Dr. Leopoldo Salasar Briones, meu orientador, pela disponibilidade e atenção.
Agradecer também a professora Dra. Maria das Graças Ataíde de Almeida, minha coorientadora, com quem também aprendi mais e fortaleci minhas convicções sobre Educação, que de maneira carinhosa, e generosa, se dispôs a me acompanhar nesta pesquisa. Minha eterna gratidão.
Aos gestores, professores e alunos que se disponibilizaram a participar desta investigação. Agradeço pela atenção e paciência, pois sem a devida colaboração a coleta dos dados não seria possível.
A UDS que acreditar no potencial de cada ser humano que se disponibiliza a conhecer mais através dos livros. Agradeço imensamente a toda equipe.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIMBOLOS
CNE- Conselho Nacional de Educação
ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente
EJA – Educação de Jovens, Adultos e Idosos
FD – Formação Discursiva
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e estatística
LDBEN – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
MEC – Ministério da Educação
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
ONU – Organização das Nações Unidas
LDBEN – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
UNESCO – Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura
SUMÁRIO
Capa
Folha de Rosto
Créditos
INTRODUÇÃO
ANTECEDENTES E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
1.1 ANTECEDENTES DA POLÍTICA INTERNACIONAL E NACIONAL SOBRE A TEMÁTICA
1.2 ESTADO DA ARTE DA TEMÁTICA
1.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
1.4 PERGUNTAS DA INVESTIGAÇÃO
1.5 OBJETIVOS
1.5.1 Geral
1.5.2 Específicos
MARCO TEÓRICO
2.1 EDUCAÇÃO DO CAMPO E O MST
2.2 A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA DO CAMPO
2.3 IDENTIDADE DOS ESTUDANTES DA EJA NA ESCOLA DO CAMPO
2.4 A EJA E A EVASÃO ESCOLAR
2.5 CULTURA ESCOLAR E A EJA
MARCO METODOLÓGICO
3.1 ENFOQUE EPISTEMOLÓGICO DA INVESTIGAÇÃO
3.2 TIPO DE ESTUDO E JUSTIFICATIVA
3.3 DESCRIÇÃO E JUSTIFICATIVA DO TIPO DE DESENHO DA INVESTIGAÇÃO
3.4 LÓCUS DA PESQUISA
3.4.1 O Município
3.4.2. A Escola Participante
3.4.4 Sujeitos da Pesquisa
3.5 TÉCNICA E INSTRUMENTOS DE COLETAS
3.6 ENTREVISTA
3.7 INSTRUMENTO DE ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS DA INVESTIGAÇÃO
4.1 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS.
4.2 IDENTIFICAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL DOS PROFESSORES, COORDENADOR E GESTOR
4.2.1 Formação discursiva (FD): Concepções dos professores sobre EJA, educação do campo e a orientação do MST
4.2.2 Formação Discursiva (FD): Práticas de sala de aula que fortalece o protagonismo do sujeito no assentamento do MST
4.2.3 Formação Discursiva (FD): Cultura da Escola EJA e identidade dos alunos
4.2.4 Formação discursiva (FD): O papel do Movimento Sem Terra na Escola do Campo
4.3 TRIANGULAÇÕES DAS CARACTERIZAÇÃO DOS GRUPOS
4.3.1 Triangulação das concordâncias/discordâncias das entrevistas dos alunos a acerca das afirmativas discursivas dos professores: Se os professores da EJA CAMPO tem uma metodologia que fortaleçam a identidade como sujeitos camponeses e sua intervenção no assentamento
4.3.2 Triangulações das concordâncias e discordâncias das concepções da representatividade escolar
4.2.3 Triangulação das discordâncias e discordancias sobre práticas de sala de aula orientadas pelo MST
4.2.4 Triangulação das concordância e discordâncias sobre o MST
CONCLUSÕES
5.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS
5.2 DISCUSSÕES TEÓRICAS
5.3 SUGESTÕES PARA NOVAS LINHAS DE PESQUISA
REFERÊNCIAS
ANEXO
Landmarks
Capa
Folha de Rosto
Página de Créditos
Sumário
Bibliografia
INTRODUÇÃO
A alfabetização é característica relevante na vida dos seres humanos, pois através dela o sujeito se qualifica para as necessidades do dia a dia, uma vez que a sociedade em que estamos inseridos nos cobra isso. Não somente para o mercado de trabalho, também é necessário aprender a ler e escrever para muitas outras atividades sociais. Com isso, nos tornamos seres capazes de refletir, tomar decisões, agir e levar uma vida com autonomia, planejando um futuro e principalmente desempenhando vários papéis sociais.
Partindo-se destas constatações, identificamos formas significantes de se entender o sujeito aluno da EJA que se voltam para uma caracterização de um jovem ou adulto marginalizado.
A importância de conhecer os sujeitos da EJA reflete qual o papel que os mesmos têm nesta sociedade suas necessidades e especificidades. Nesse sentido, a EJA surge como ferramenta, não só de alfabetização e escolarização, mas também de rebeldia e de possibilidade de transformação individual e coletiva do sujeito que dela faz parte. A EJA mais que uma modalidade de ensino, a nosso ver, aparece como uma possibilidade de mudança de posição do sujeito – de passivo para ativo – frente a negação do direito de estudar e de se apropriar do conhecimento.
Esta investigação tem como questão de partida, que norteia todo o trabalho, investigar quais são as concepções dos alunos, dos Professores e da coordenação acerca do cotidiano do estudo da EJA, em uma escola sob as orientações pedagógicas do MST.
Para além desta questão, procurar-se-á saber quais as contribuições que disponibiliza os movimentos sociais para a escola? Seus protagonistas atuam de forma afirmativa ou negativa, dificultam ou oportunizam seu novo começo? Conhecer as questões enfrentadas pelos Jovens e Adultos do campo do campo, identificar as dificuldades e facilidades propiciadas por essa acolhida na escola, o que pensam coordenadores, professores e alunos sobre esse retorno, quais concepções são apropriadas pelos coordenadores, professores, pelos alunos, situações que facilitam e dificultam esse retorno a escola e da convivência do Jovem e Adulto naquele ambiente.
Esta dissertação está organizada em cinco capítulos, após os capítulos estão as referências e em seguida os apêndices.
O primeiro capítulo, Antecedentes e Formulação do Problema
, apresenta um breve histórico sobre a política internacional e nacional da Educação de Jovens Adultos que ao longo do tempo foram negados o direito de estudar, além de apresentar o estado da arte da temática, a formulação do problema e as perguntas de investigação para a pesquisa, seus objetivos gerais e específicos.
O segundo capítulo aborda o Marco Teórico
, trabalhando com as categorias teóricas eleitas as quais deram suporte à pesquisa empírica.
O terceiro capítulo, Marco Metodológico
, traça o percurso da metodologia, apresentando o roteiro da investigação, a descrição e justificativa do desenho investigativo, o tipo de pesquisa, o Lócus da investigação e os instrumentos de coletas de dados que foram utilizados bem como os instrumentos de análise.
O quarto capítulo, Apresentação e Discussão dos Resultados
, apresenta uma análise dos resultados obtidos através do confronto dos objetivos com os dados empíricos e uma
