Tenho transtorno afetivo bipolar, e agora?
De Maria da Penha A. Campos de Almeida Kato, Solange Regina Signori Iamin e Cloves Antonio de Amissis Amorim
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Pré-visualização do livro
Tenho transtorno afetivo bipolar, e agora? - Maria da Penha A. Campos de Almeida Kato
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Carvalho-Freitas, Maria Nivalda de Capacitismo e inclusão : contribuições teórico-práticas da psicologia organizacional e do trabalho / Maria Nivalda de Carvalho-Freitas, Joelma Cristina Santos. -- 1. ed. -- São Paulo : Vetor Editora, 2023.
Bibliografia.
1. Gerenciamento de pessoas 2. Inclusão social 3. Pessoas com deficiência - Acessibilidade 4. Pessoas com deficiência - Direitos 5. Pessoas com deficiência - Emprego 6. Psicologia organizacional I. Santos, Joelma Cristina. II. Título.
22-136990 | CDD-362.40484
Índices para catálogo sistemático:
1. Pessoas com deficiência : Acesso ao mercado de trabalho: Ação social : Bem-estar social 362.40484
Aline Graziele Benitez - Bibliotecária - CRB-1/3129
ISBN: 978-65-5374-039-6
CONSELHO EDITORIAL
Ricardo Mattos (CEO-Diretor Executivo)
Cristiano Esteves (Gerente de Produtos e Pesquisa)
Coordenador de livros: Wagner Freitas
Projeto gráfico: Rodrigo Ferreira de Oliveira
Revisão: Daniela Medeiros e Paulo Teixeira
© 2023 – Vetor Editora Psico-Pedagógica - É proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, por qualquer meio existente e para qualquer finalidade, sem autorização por escrito dos editores Ltda.
Sumário
DEDICATÓRIA
AGRADECIMENTOS
APRESENTAÇÃO
INTRODUÇÃO AO TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR
1. TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR: UMA VISÃO PANORÂMICA
2. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DO TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR
3. EFICÁCIA DA TERAPIA COGNITIVO- -COMPORTAMENTAL NO TRATAMENTO DO TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR
4. O USO DA PSICOFARMACOLOGIA NO TRATAMENTO DO TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR
5. MINHA HISTÓRIA COM O TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR
6. CONSTRUINDO POSSIBILIDADES: FAMÍLIA E PACIENTE NO ENFRENTAMENTO DO TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR
7. CONVIVENDO COM QUEM SOU HOJE
SOBRE OS AUTORES
DEDICATÓRIA
Ao Dr. Wirmond Luiz Rocha D’Angelis (in memorian), psiquiatra humano e dedicado, que deixou legado de humanização no atendimento e no acolhimento ao paciente psiquiátrico.
Esta obra é dedicada a todas as pessoas que diariamente lutam por uma melhor convivência com o Transtorno Afetivo Bipolar e àqueles que contribuem para desconstruir crenças e preconceitos sociais relacionados a essa condição clínica.
AGRADECIMENTOS
À M.A.A., pelo incentivo para a produção deste trabalho, cedendo seu relato de experiência.
À M.A.A., que, durante muitos anos, participou de projetos com o objetivo de ajudar portadores do Transtorno Afetivo Bipolar no processo de aceitação e convívio com a doença.
Aos profissionais da saúde mental que colaboraram na escrita desta obra e a enriqueceram com seus conhecimentos.
apresentação
Ao longo da vida, temos a oportunidade de encontrar pessoas especiais. Comigo não foi diferente. Tive a felicidade de conhecer as psicólogas Maria da Penha A. Campos de Almeida Kato e Solange Regina Signori Iamin. Temos realizado inúmeras parcerias, pesquisas, elaboração de artigos e capítulos de livros. Sempre foram gentis, pacientes e amáveis comigo. Por esta obra representar uma delicadeza de ambas para comigo, convido a todos a conhecer um pouco mais sobre o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) e possam compreender os desafios que esse sofrimento representa.
Além das organizadoras citadas, este exemplar conta com a contribuição de psiquiatras e psicólogos, mas, em especial, com o depoimento de M.A.A., que generosamente relata sua trajetória de luta e superação no convívio com o TAB.
Após a introdução da doutora Alyne dos Santos Figueredo, que descreve, de maneira acessível e compreensível, o TAB, utilizando bibliografia atualizada, passamos a uma visão panorâmica no capítulo 1, elaborado por mim e pelas psicólogas Vitória Rosa dos Santos e Bruna Kopytowski Tafuri. Consideramos aspectos históricos, diagnóstico e tratamento.
O capítulo 2 apresenta-nos, com riqueza de detalhes, os instrumentos disponíveis para a avaliação do TAB, considerando a dificuldade do diagnóstico, corroborados pelos critérios encontrados no DSM-5 (American Psychiatric Association [APA], 2014), bem como a descrição de escalas de entrevistas e métodos de avaliação sumarizados por Maria da Penha A. Campos de Almeida Kato e pelo psiquiatra Emerson Rodrigues Barbosa, que também é terapeuta cognitivo-comportamental.
O Dr. Emerson Rodrigues Barbosa e a psicóloga Solange Regina Signori Iamin apresentam-nos, no capítulo 3, a eficácia da terapia cognitivo-comportamental para o tratamento do TAB. Afirmam que essa abordagem terapêutica tem se mostrado altamente eficaz para o tratamento e prevenção em monoterapia ou em combinação com medicação nos transtornos do humor, principalmente na depressão unipolar. Destacam os objetivos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no tratamento do TAB, ressaltando, entre outros, a psicoeducação – educar os pacientes a respeito do tratamento do TAB e das dificuldades comuns associadas à doença, bem como facilitar a aderência aos regimes medicamentosos prescritos.
Sabemos que o TAB é uma condição crônica, recorrente e comumente se apresenta com remissão incompleta entre os episódios, assim, faz-se necessário o uso de múltiplas estratégias de tratamento, incluindo os psicofármacos, como afirma a médica Flavia Marchiori Cristelli, autora do capítulo 4, quando apresenta um protocolo de possibilidades de tratamentos medicamentosos, inclusive na refratariedade (resistência ao tratamento).
No capítulo 5, M. A. A., em Minha história com o Transtorno Afetivo Bipolar, relata sua trajetória e vivências com o TAB. Conta sua participação em grupos de autoajuda e, desde o primeiro diagnóstico da doença, permaneceu em acompanhamento com um médico psiquiatra. Descreve também experiências com a Síndrome do Pânico, com surto psicótico e, corajosamente, compartilha alguns delírios que experienciou. Também conta cenas da sua imaginação que a acompanharam ao longo do tratamento.
A família e as possibilidades do tratamento configuram o conteúdo elaborado pelas psicólogas Maria da Penha A. Almeida Kato e Solange Regina Signori Iamin, ao descreverem que a família é considerada indispensável no apoio ao convívio familiar, social e profissional do portador desta doença mental, situação que pode significar, para muitas famílias, um enorme desafio
. Assim, o capítulo 6 destaca a psicoeducação e orientações práticas aos pacientes e familiares. As autoras destacam ainda que o tratamento farmacológico é de fundamental importância, porém não é suficiente para o tratamento do TAB. Este transtorno possui manifestações psicológicas e sociais, com repercussões em todas as esferas da vida, seja na escola, no trabalho e na família. Uma das formas de minimizar os seus efeitos é receber suporte da rede social e, em especial, da rede familiar
.
Finalmente, chegamos ao ponto alto desta obra. Mais uma vez, contamos com a honestidade e a coragem de M. A. A., ao relatar que, atualmente, está aposentada, após trabalhar quase trinta anos lutando pela sua independência, e que agora compartilha conosco um caminho que encontrou no entendimento e superação do seu transtorno. Assim, o capítulo 7 encerra este livro.
Todo o conhecimento é produção de um esforço coletivo. Somos gratos a todos que compartilharam horas de suas vidas para contribuir na direção de uma melhor qualidade de vida de pessoas e famílias que precisam enfrentar o diagnóstico do TAB.
Curitiba, outono de 2022.
Prof. Dr. Cloves Antonio de Amissis Amorim
INTRODUÇÃO AO TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR
Alyne dos Santos Figueredo
O Transtorno Bipolar (TB), também conhecido como transtorno afetivo bipolar
e originalmente chamado de insanidade maníaco-depressiva
, é uma condição psiquiátrica caracterizada por alterações graves de humor, que envolvem períodos de humor elevado e de depressão (polos opostos da experiência afetiva), intercalados por períodos de remissão, e estão associados a sintomas cognitivos, físicos e comportamentais específicos (Anderson et al., 2012; Goodwin, 2012).
A base do conceito moderno da insanidade maníaco-depressiva
remonta a meados do século XIX, quando o psiquiatra/neurologista francês Jules Baillarger descreveu um novo tipo de insanidade, denominado la folie à double forme (forma dual de insanidade), cuja principal característica era a ocorrência de episódios de mania e depressão em um mesmo paciente (Pichot, 2004). Na mesma época, acusando Baillarger de plágio, outro psiquiatra francês, Jean-Pierre Falret, publicou um artigo em que
