Tecnologia, Convergência e Colaboração: O Relacionamento Entre Assessores de Comunicação e Jornalistas no Contexto da Midiatização
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Tecnologia, Convergência e Colaboração - Raphael Moroz
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INTRODUÇÃO
No âmbito da comunicação institucional¹, a assessoria de comunicação² é considerada uma das atividades essenciais na mediação das organizações com a opinião pública e a sociedade em geral, por meio das mídias impressa, eletrônica (rádio e TV) e da internet (KUNSCH, 2003). Nessa mediação, a atividade da assessoria de comunicação envolve a gestão do relacionamento e dos fluxos informacionais entre empresas, imprensa e sociedade (DUARTE, 2011).
O relacionamento estabelecido entre a assessoria de comunicação e a imprensa é constituído a partir de um propósito em comum: a construção e a divulgação de notícias de interesse público. De um lado, há assessores de comunicação cujos clientes — entre os quais estão empresas e figuras públicas, tais como artistas e políticos — possuem informações que podem ser de interesse da sociedade. De outro, há jornalistas atuantes em veículos de comunicação que precisam produzir matérias e reportagens que levem informações úteis à população. Pode-se afirmar, então, que esses profissionais atuam conjuntamente, de maneira colaborativa.
Tendo como base o relacionamento colaborativo, as práticas comunicacionais³ estabelecidas entre assessores e jornalistas englobam, predominantemente, o envio de releases⁴ contendo as informações principais acerca de fatos a serem noticiados pela imprensa e o follow up — que consiste no acompanhamento, por parte de assessores, do processo de produção de uma notícia, desde o envio do release até a publicação da matéria.
No Brasil, o surgimento da assessoria de comunicação foi impulsionado tanto pelo estabelecimento de empresas públicas e privadas de grande porte quanto pelo sistema autoritário implantado no país após 1964 (LIMA, 1985). Durante o período da ditadura militar, essa atividade profissional foi utilizada como estratégia de manipulação em benefício dos governos vigentes. Na época, era comum assessores enviarem às redações enormes quantidades de releases elogiosos aos governantes, bem como negociarem com jornalistas a divulgação de notícias favoráveis à gestão vigente por meio de incentivos financeiros. Essa tendência contribuiu, inclusive, para que os profissionais de assessoria fossem vistos como incompetentes, bloqueadores do fluxo de comunicação e porta-vozes do autoritarismo (DUARTE, 2011).
A profissionalização da atividade em questão — incentivada pela fundação da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) — e a preocupação crescente de empresas brasileiras em fortalecer a própria imagem institucional⁵ perante seus públicos de interesse deu-se a partir da década de 1980. A motivação para a contratação de assessores de comunicação passou a ser a conscientização acerca do papel representativo que esses profissionais desempenhavam na época: o de ponto de apoio entre as organizações, os jornalistas atuantes em veículos de comunicação e a sociedade (DUARTE, 2011).
De um lado, [assessores de comunicação] auxiliavam os jornalistas ao fornecerem informações confiáveis [...] De outro, orientavam fontes na compreensão sobre as características da imprensa e sobre a necessidade e as vantagens de um relacionamento transparente, e ainda as capacitavam para aproveitarem, da melhor maneira possível, as oportunidades oferecidas pelo interesse jornalístico (DUARTE, 2011, p. 89).
Com a criação e o uso da rede mundial de computadores, o fluxo de informações mundial — que era unidirecional desde a criação da prensa por Gutenberg até o fim do século XX — começou a ser horizontal e multidirecional. Assim, as informações que, até então, situavam-se em ambientes fixos e determinados — tais como livros, periódicos e bibliotecas —, passaram a estar espalhadas por toda a rede de pessoas conectadas à internet, podendo ser acessadas a qualquer momento (CASTILHO; FIALHO, 2009). Hoje, por meio de um notebook, tablet ou smartphone com acesso à internet, qualquer um que esteja habituado com o funcionamento de tais tecnologias pode ouvir uma reportagem enquanto realiza uma visita digital a determinado museu, ou lê um artigo
