A cura das feridas da alma: uma história para todos que buscam inspiração para enfrentar os desafios da vida
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Avaliações de A cura das feridas da alma
3 avaliações1 avaliação
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Sep 30, 2023
Comecei a ler no final da tarde de ontem, por conhecer os personagens desta história, não tive como conter as lágrimas, pois a Débora relata, sua dor , momentos muito tristes, mas a principal mensagem, que resume este livro, é fé e superação, dar esperança e compartilhar vivência as pessoas que estão passando por está mesma doença, mas também para quem não se identificar com está história, ao ler vai poder ver a vida com outros olhos, com compaixão ao próximo e valorizar momentos que realmente valem a pena na vida.1 pessoa achou esta opinião útil
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A cura das feridas da alma - Debora Czupriniaki
AGRADECIMENTOS
À Maria Huff que durante uma conversa, me incentivou a escrever este livro.
À Caroline Rodrigues pela sensibilidade.
Ao meu filho que autorizou a contar a sua história.
À minha família por entender a minha intenção.
À Valéria pelo apoio.
Aos amigos que contribuíram com os seus depoimentos.
E aos meus Anjos que me ouviram e me guiaram até este momento.
SUMÁRIO
Capa
Folha de Rosto
Créditos
PRÓLOGO
CAPÍTULO 1 – QUEM SOMOS
CAPÍTULO 2 – O DIAGNÓSTICO
CAPÍTULO 3 – PRIMEIRA FASE DO TRATAMENTO
CAPÍTULO 4 – SEGUNDA FASE DO TRATAMENTO
CAPÍTULO 5 – TERCEIRA FASE DO TRATAMENTO
CAPÍTULO 6 – QUARTA FASE DO TRATAMENTO
CAPÍTULO 7 – QUINTA (E ÚLTIMA) FASE DO TRATAMENTO
CAPÍTULO 8 – MANUTENÇÃO
CAPÍTULO 9 – OS ANOS DE ESPERA
CAPÍTULO 10 – A CURA E A ALTA
EPÍLOGO
DEPOIMENTOS
ANA KARINA LORENZENA – AMIGA
VERA LUCIA D. DA SILVA – TÉCNICA DE ENFERMAGEM
BRUNA TRINDADE – COLEGA E AMIGA DO MARCUS
LANA CVIRKUN URBANSKYY – GERENTE HOSPITALAR DA SCPA
ADRIANA VANESSA SANTINI – MÉDICA
ALINE CHANCHE – PROFESSORA
ROSELI MARTINS PARISOTTO – VIZINHA E AMIGA
MARIBEL CACHOEIRA – PROPRIETÁRIA DA AGÊNCIA DE MODELOS MC MODELOS
SILVANI ALMEIDA – ENFERMEIRA
PAULA DE MELLO – PRIMA
MAURO GOMES TREIN LEITE – DENTISTA
LISETE HARTMAN – VIZINHA E AMIGA
CARLA PIANEZZOLA – AMIGA
LEILA BAUMART – VOLUNTÁRIA DO ICI
CAROLINE MARTINS BORGES – COORDENADORA DE RH E VOLUNTARIADO DO ICI
VÂNIA BECKER SILVEIRA – PROFESSORA
BRUNA FOCH – AMIGA
MÔNICA – VOLUNTÁRIA DO ICI
ROSANA EMERIM MORETTO – VIZINHA E AMIGA
DANIELA SEVERO – AMIGA
Landmarks
Capa
Folha de Rosto
Página de Créditos
Sumário
PRÓLOGO
Janeiro de 2019 – Está tudo na mente, e a coragem chegou. Contarei a história do Marcus, meu filho que venceu uma Leucemia Linfoide Aguda. Quero motivar as pessoas que enfrentam essa doença a lutarem, porque o câncer tem cura quando o diagnóstico é precoce. Contarei como conheci o câncer, através da minha mãe, e como foi meu primeiro contato com o Instituto do Câncer Infantil.
Deus é o criador e é ele que tem todas as respostas. A união familiar foi a base para meu filho, pois eu lia através de seus olhos a esperança. Nós pedimos que ele tivesse paciência. Alguém consegue imaginar uma criança enfrentando um tratamento dessa magnitude sozinha, sem o apoio da família? Tenho certeza de que o amor dado ao nosso filho fez com que ele se mantivesse firme.
É por isso que escrevo este livro, para mostrar que é possível passar por um sofrimento e, com uma base familiar sólida, calcada no amor, na escuta e na união, enfrentá-lo. Quando não nos preocupamos apenas com a nossa sobrevivência, desejamos sim ajudar o próximo, ultrapassar nossos limites, deixar um legado. E é dessa forma que comecei a questionar meu propósito de vida.
Sentir na pele o sofrimento é a forma de conseguir a compreensão necessária para ajudar o próximo. É contando a própria história que o outro terá a liberdade e a coragem de contar a sua também.
Por anos eu imaginava como fazer isso, como espalhar essa notícia a todos e estender a minha mão a quem precisasse. Venho dizer que é preciso olhar para o próprio sofrimento para achar respostas e para saber por onde começar. Quando eu olhei para o meu e para o do meu filho, entendi por onde deveria começar. Entendi que precisava compartilhar essa história com vocês para que mais pessoas saibam que é possível vencer.
CAPÍTULO 1 – QUEM SOMOS
Viver é esse sentimento que tenho dentro de mim com todas as forças. Talvez, inconscientemente, minha mãe o passou para mim, pois quando ela engravidou aos 29 anos do terceiro filho (nesse caso, eu), meus avós pediram a ela que interrompesse a gestação. Hoje, entendo, pois a condição financeira de meus pais à época não era favorável para se ter três filhos, ainda mais quando já existia um casal de irmãos. Entretanto, meus pais decidiram seguir em frente e eu nasci com 5,300 quilogramas, um bebê saudável. Por causa do parto, minha mãe teve uma recaída e minha avó precisou ajudá-la.
Aos quatro anos de idade, meu avô materno se encantou por mim, e nessa mesma idade, minha irmã estava determinada a me fazer falar. Isso mesmo. Eu era preguiçosa e, com dois irmãos mais velhos, não falava de jeito nenhum.
Minha infância foi agradável, rodeada de amigas como a Daniela, a Jacqueline, a Patrícia, a Simone e a Vanessa. Com as colegas de colégio Karina e Alexandra. Tinha também a paixão pelo handebol. Nosso time do colégio sempre ganhava, não é mesmo, Fernanda, Ana Paula e Jocélia? Aos 14 anos, iniciei a atividade como modelo fotográfico e de passarela, participei e fui escolhida em um concurso de beleza chamado Garota da Capa ZH na minha cidade e já namorava o Marcelo, que seria o pai dos meus três filhos.
Como toda garota, eu sonhava com um príncipe. Conversava com minhas amigas e dizia que um dia encontraria um e me casaria.
E, aos 22 anos, ele me raptou. Combinamos que, na noite do dia 24 de fevereiro, ele me buscaria em casa e iríamos juntos achar um teto para dividir. Nessa noite, ele resolveu fazer uma despedida de solteiro. Ficamos eu e a minha mala, prontas esperando, e quando já havia passado muito do horário marcado, eu estava furiosa. De repente, ouvi barulhos de pedras batendo na minha janela. Ele atirou uma, duas, três e eu estava disposta a não abrir a porta de jeito nenhum. Mas ele começou a gritar meu nome bem alto, dizendo que não iria embora até que eu abrisse a porta. Eu, com vergonha e medo de que toda a vizinhança acordasse, acabei cedendo. Em meio a tudo isso, havia outro problema: meus pais não sabiam de nada e estavam em viagem de férias. Justamente por isso havíamos marcado nesse dia. Criei coragem, peguei o telefone e avisei que estava indo embora de casa. Meu pai só me disse: ele não é homem suficiente para fazer isso
. Entendo, hoje, que meu pai estava de coração partido, vendo sua filha caçula anunciar a sua partida, e não deve ter sido nada fácil.
Para mim também não foi. Chorei muitas vezes nos dias seguintes até me acostumar com a nova rotina, mesmo amando meu marido profundamente.
Quando peguei minha mala e segui meu coração, vi que aquele era o meu caminho. Lembro da minha primeira noite na casa nova. O Marcelo me abraçava e eu olhava a lua pela janela, suspirando. Não conseguia pensar em outra coisa: desde o dia em que nos conhecemos, sabia que o queria mais que tudo.
Descobri, através de um exame de rotina, que a nossa tão sonhada primeira gravidez levaria mais tempo do que o esperado. Eu tinha a síndrome do ovário policístico, o que, para a época, significava um caminho mais longo.
Por dois anos e dois meses, Marcelo e eu realizamos um intenso tratamento e a recompensa veio: engravidei do meu primeiro filho logo depois. Nosso primogênito, Marcellus, chegou nos trazendo muita alegria.
Oito meses depois do seu nascimento, Marcelo retornava de Nova Iorque, onde havia estado por trinta dias, e a saudade resultou na nossa segunda gravidez. Isso causou um certo alvoroço familiar. Depois de tanta expectativa para uma gravidez, ganhar essa bênção tão rapidamente de fato nos surpreendeu.
Ainda não sabíamos, mas nosso filho chegava para transformar nossas vidas. Às nove horas e três minutos da manhã do dia 9 de julho de 1999, Marcus veio ao mundo com seus 3,640 quilogramas. Era uma sexta-feira. Lembro-me de estar na sala de recuperação quando a enfermeira chegou com ele e o colocou em meus braços, já de banho tomado, com aquele cheiro doce que só os bebês têm. O meu japonesinho era calmo e amável. Foi batizado em um dia de muito frio pela Ana, sua madrinha.
Com o tempo, Marcus se mostrou um menino de pouca fala, tímido até, por vezes. No entanto, também mostrou que sabia o que queria logo cedo. Percebi isso no primeiro dia de escola do irmão mais velho. Como eles têm apenas um ano e cinco meses de diferença de idade, formaram um laço muito forte e brincavam juntos sempre. De repente, quando o pequeno se viu sem o seu grande parceiro, começou a insistir para ir à escola com o irmão. Não
