Sobre este e-book
Deus falou comigo narra uma história real, uma história de milagre, uma história de conversão. É muito mais do que um simples relato de vida, é uma história que nos lembra da inegável presença de Deus em nossas vidas, mesmo nos momentos mais difíceis.
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Deus falou comigo - Renata Pereira
A família dessa história
Esta é uma família insulana, da Ilha do Governador, Rio de Janeiro/RJ. Uma família como tantas outras, com suas qualidades e defeitos, erros e acertos.
Luiz é o pai, homem prático, de raciocínio rápido. Empreendedor aposentado, formado em física e um cara considerado ateu. Casado há 49 anos com Marcia, que fez e faz tudo por ele, o tempo todo. É um amor incondicional.
Desse casamento vieram quatro filhos: Marcio, Claudia, Renata (sim, eu, quem vos escreve) e Rachel, nessa ordem. E, modéstia à parte, quatro filhos maravilhosos, e orgulho dos pais.
Marcio, o mais velho, seguiu os passos do pai e também é empreendedor. Casou com Gisele, e tiveram duas filhas, Carolina e Isabela.
Claudia, assim como o irmão mais velho, formou-se em administração de empresas. Casou com Rogerio, e têm dois filhos, Roger e Nicole. Moram desde 2020 em Portugal.
Eu, a terceira na escadinha, sou a única solteira, ou melhor, divorciada, e não tenho filhos. E fui a escolhida, como instrumento de Deus para escrever este livro.
Rachel, a caçula, ex-atleta de natação, formou-se em educação física, assim como eu, e é professora no ICJG. Casada com Alexandre e juntos tiveram uma filha, Lara. Eles moram com Luiz e Marcia, e isso se provou que foi uma escolha de Deus.
Essa família passou a maior parte do tempo morando em uma casa com muitas e muitas escadas. À medida que os filhos cresceram, casaram e se mudaram, a casa ficou grande demais. Além disso, Luiz e Marcia já estavam com idade avançada e aquelas escadas viraram um grande obstáculo. Mas era a casa dos sonhos do Luiz, ele não queria vendê-la e adiou isso o máximo que pôde. E mesmo quando resolveu anunciar a venda, levou muito tempo até que aparecesse o comprador. Ou simplesmente a casa foi vendida no tempo certo, o tempo escolhido por Deus.
O fato é que a casa foi vendida, e Luiz, Marcia, Rachel, Alexandre e Lara se mudaram, em fevereiro de 2022, para um apartamento amplo e linear, bem próximo, bem mesmo, ao clube que a família frequentou por toda a vida, o ICJG. Ah, e tinha também a Pipoca. Uma pitbull linda, de sete anos, que também foi para a casa nova, claro.
As coisas iam muito bem para todos eles, estavam já adaptados à nova casa e com a rotina ao lado do clube, onde passavam a maior parte do tempo. Casa, trabalho, lazer, amigos, tudo a menos de um quarteirão de distância. Estava tudo perfeito.
Mas, antes de continuar, ainda tenho que apresentar outros personagens importantes nesta história: Marco Antonio, irmão de Marcia, e sua esposa, Rosana, ou para os íntimos, tia Rô. Fernanda e Mariana, sobrinhas de Marcia, filhas de Miracy, seu outro irmão, falecido em 2019, e que deixou muitas saudades para toda a família, era muito amado. Fernanda é médica e Mariana, nutricionista. Ambas excelentes profissionais.
Tia Guida, minha madrinha, e tia Regina, grande parceira da minha mãe, viúva do saudoso tio Caquê, outra pessoa que era presente demais na nossa família.
Tia Lucia e Claudinha, irmã e prima do meu pai, respectivamente, e elas talvez nem saibam, mas tiveram um papel fundamental nesta história.
Karina, que me ajudou demais na minha caminhada para conhecer a Deus. Faz parte da família, afinal, amigos são a família que a gente escolhe. E falando em amigos, temos Lu, Marcia, Nini e Renata! Essas são algumas das amigas da minha mãe. Amigas, com a maiúsculo! Daquelas que todos deveriam ter e guardar para sempre no coração. E o que mais precisamos em tempos difíceis, são os amigos!
Antes de finalizar as apresentações, eu ainda preciso falar de uma pessoa: a Maria. Esta foi uma pessoa especial que Deus escolheu. Que anjo foi a Maria em nossas vidas. Maria trabalhou conosco por cerca de 40 anos. Cuidou de cada um de nós, nos viu crescer, se dedicou a todos nós com amor e carinho. Deus poupou-a de enfrentar a luta que vou narrar neste livro, pois ela foi para o Céu em dezembro de 2021, um pouco antes da mudança para a nova casa. A Maria estará para sempre nos nossos corações, pois toda a família a admirava e a amava demais.
Apresentações feitas, e sem mais delongas, vamos iniciar a jornada de inspiração, esperança e fé.
1-introO acidente
Era manhã do dia 2 de maio de 2022, cerca de três meses após a mudança de casa, uma manhã como outra qualquer. E nesse dia, meu pai, Luiz, que costumava sair mais cedo do que minha mãe, Marcia, acabou esperando ela e desceram juntos até a garagem. Quando minha mãe tentou ligar seu carro, simplesmente não ligou. Meu pai, que dessa vez estava ali com ela, logo falou:
— Isso é bateria. Vamos logo lá trocar.
Deram um jeito pro carro pegar e saíram em seguida, cada um com seu carro. Rachel estava em casa, mas ainda estava dormindo. Alexandre já havia saído para trabalhar e Lara estava na escola.
Logo ali, cerca de 400 metros distante de casa, entre uma portaria e outra do ICJG, meu pai, que dirigia na frente, parou o carro num cruzamento e então sentiu uma pancada na traseira de seu veículo e, ao olhar pelo retrovisor, viu o carro da sua esposa, que, em vez de parar, seguiu arrastando o seu carro.
Meu pai prontamente pisou no freio com força, mas os carros só pararam depois de colidir no meio-fio da calçada, quase acertando o poste. Surpreendido e assustado com o ocorrido, saiu depressa do seu carro indo ao encontro de Marcia, que permanecia imóvel no interior do veículo. Luiz abriu a porta do carro dela e perguntou surpreso:
— O que houve? O que aconteceu?
— Quê? – respondeu Marcia.
Luiz logo percebeu que Marcia não tinha a menor ideia do que havia acontecido. Tudo indicava que ela tinha sofrido um novo episódio de apagão
. Sim, novo. Isso quer dizer que ela já tinha passado por outros? Sim, passou.
Nos últimos anos, minha mãe vinha tendo episódios esporádicos de ausências, tipo apagões mentais. Do nada, às vezes no meio de uma conversa, era como se ela saísse do ar, ficava só olhando pro nada, com cara de paisagem. E dizia, após o apagão mental, que não entendia o que as pessoas falavam, era como se estivessem falando em outra língua. Ou seja, ela tinha consciência de que ficava fora do ar. Ela já havia ido ao neurologista, fez exames, mas dizia à família que não tinha um diagnóstico fechado, que aparentemente aquilo era estresse ou ansiedade. Esses episódios eram esporádicos, mas aconteciam. E dessa vez teve uma consequência grave.
Minha mãe estava sem cinto de segurança, e em razão disso, mesmo com a velocidade baixa, acabou batendo com a cabeça na parte alta do para-brisa, quase no teto do carro. Sentiu sua cabeça doer, mas não havia se machucado. Pelo menos não externamente. Não havia sangue naquela cena. Disse a Luiz que estava tudo bem. Ela e sua mania de não querer preocupar os outros…
Bem, eu falei que a colisão foi entre as duas portarias do clube. Então, pessoas viram e pessoas vieram ajudar. Entre essas pessoas, Guilherme, um amigo da família. Luiz imediatamente pediu que Guilherme levasse Marcia para casa, para que ela pudesse descansar e se recuperar daquele susto, o que o amigo atendeu prontamente. Em seguida, Luiz e Alexandre levaram os carros para uma oficina próxima. Tudo parecia resolvido.
Já em casa, Marcia seguiu normalmente com sua rotina e no momento que Rachel entrou na cozinha viu sua mãe estendendo roupa na lavanderia. Quando Marcia percebeu a aproximação de Rachel, olhou para ela com uma feição triste e ao mesmo tempo assustada. Rachel logo percebeu que tinha algo errado e perguntou:
— O que houve?
— Bati de carro.
— Como assim, quando?
— Agora há pouco!
— E o que você está fazendo em casa? Não foi pro hospital?
— Não, falei pro seu pai que não precisava.
— Mas precisa!
Rachel então ligou para o seu pai, que foi logo para casa e de lá seguiu, junto da Marcia, para o hospital Maria Madalena, o hospital mais próximo. Já era o turno da tarde e finalmente Marcia foi submetida a exames médicos pós-traumáticos. Em uma tomografia, descobriram um pequeno derrame, quase imperceptível. E o hospital recomendou que minha mãe ficasse internada, em observação. Mas ela não quis ficar e Luiz tinha horário. Juntaram a fome com a vontade de comer, e foram embora do
