Sobre este e-book
"A Imprensa e o Dever da Verdade" vai além de uma simples análise do jornalismo da sua época. É um manifesto intemporal que ressoa poderosamente até os nossos dias, lembrando-nos do compromisso sagrado dos profissionais da mídia e da sociedade como um todo com a verdade.
Esta edição, ricamente produzida pela Editora Dialética, serve não apenas como homenagem ao legado do autor, mas como um convite à reflexão e ao debate sobre os valores e princípios que desejamos para a imprensa do século XXI.
Esta edição Premium se destaca com acabamento de luxo em capa dura, uma peça de colecionador.
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A Imprensa e o dever da verdade - Rui Barbosa
LEGÍTIMA DEFESA
Quando, por exemplo, me quiseram criminar de inimizade às classes militares, bastaram duas palavras, para articular a intrujice. Está mesmo nos interesses da mentira a brevidade em investir e saltear; pois, quanto mais encolhida, menos dará por onde a colham. Mas, justamente porque nada miudeia, nada restringe, e não distingue nada, por isso mesmo obriga ela o caluniado a varrer todo o espaço da sua vida, abrangível no vago e amplo da refalsada assacadilha.
Ora esse campo, no meu caso, era o de uma existência, por onde, vai para mais de quarenta anos, se precipitam, quase em torrente, ideias e atos, agitações e lutas, reveses e conquistas, de que a história do país guarda vestígios sensíveis. E toda essa extensão me era necessário inquirir, correr, esquadrinhar, para tirar a limpo a minha inocência, com os passos do meu caminho, com os documentos da minha ação, com os pedaços da minha vida.
Sem esses dados, palpáveis de liquidação, acabaria eu, por fim, malbaratando tempo e trabalho. Era materializando a prova, meridianizando a evidência, matematizando a certeza, que eu havia de opor, um dia, paradeiro mortal a invencionice de tão má morte, mas tão dura de morrer.
Como, porém, vingaria eu não me sair em vão desse intento, a não ser juntando a cada asserto o seu documento específico? A não ser avultando cada episódio relevante no seu meio histórico, por onde se lhe aviste a expressão, e se lhe descubra o caráter? A não ser ganhando à intriga palmo e palmo a superfície, onde ela se incrustou como sarna castelhana? A não ser carregando o discurso de copiosidades e longuras, a que não perdoaria um orador galante, ligeiro e cortesão do mimo de ouvintes melindrosos?
img-004O ORADOR E SEUS AUDITÓRIOS
Pouco se me dará, pois, de que, entre certa laia de gente, se abocanhem de estopadas estes meus colóquios com o povo, quando os que deles se maçam não vêm a ser, afinal, senão os que eles amassam. Em vez de os desapreçar por excesso nas dimensões, como a gêneros de refugo, nos quais com a quantidade apenas varia o custo do carreto, muito mais justo seria havê-los na estima, em que os deve cotar a honra do acolhimento, com que sempre me têm distinguido, em condições extraordinárias de apreço e aplauso, todos, os auditórios, entre os quais até agora se me deu azo de falar.
Não negaria eu, decerto, quanto vai de temeridade em me alongar tanto quanto da medida usual me tenho alongado, quando me abalanço a falar, como tantas vezes me tem acontecido, a multidões por três e quatro horas a fio. Mas não será menos certo que, durante essas três ou quatro horas de enfiada, me têm elas sempre escutado a pé, quedo, não a se espreguiçarem, não cochilando, bocejando, ou sussurrando, mas atento, comovendo-se, exaltando-se, indignando-se comigo, sublinhando, ponteando, interrompendo, a cada período, a cada momento, às vezes frase a frase, com os sinais mais calorosos de adesão, com aplausos gerais, com apartes de solidariedade, que não raro vão até além da intenção do orador; e, ao acabar de cada um desses meus estirões, que a incansável acrimônia dos meus desafetos pinta como chorros de palavreado, o recinto contém ainda a mesma concorrência do começo, não aumentada, porque já de princípio mais não comportava.
Ora nunca houve, em nenhum desses comícios que me têm dado a honra de afluir aos meus sermões de pregador excomungado pelos ortodoxos do poder e seus asseclas, — em nenhum deles houve jamais atrativos de espécie alguma, com que se pudessem desentediar ouvintes aborrecidos. Nem cantores, como na ópera. Nem intervalos, como no teatro. Nem sinfonias, como nos concertos. Nem músicas, como nas festas. Nem distrações de qualquer ordem, como nos jogos, nas corridas, nos bazares, nas quermesses. Nada mais que o orador e sua oração, espraiada em horas sucessivas de audição
