Estilos de aprendizagem x metodologias de ensino: metodologias de ensino do professor e a relação com os estilos de aprendizagem dos alunos
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Sobre este e-book
Os estudos que movem essa discussão mostram a importância de as práticas docentes estarem relacionadas ao modelo de aprendizado dos alunos. No entanto, diante de um estudo pouco debatido e de tão grande importância, ressaltamos a necessidade de manter o debate sobre a relevância de relacionar a metodologia docente à forma como os alunos aprendem.
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Estilos de aprendizagem x metodologias de ensino - Marineide Pires de França
1. ASPECTOS HISTÓRICOS SOBRE OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM
O termo estilos
foi observado pela primeira vez a partir do século XX, por pesquisadores que investigavam as diferentes formas que as pessoas aprendiam na área da psicologia e educação. Para compreender a dinâmica do aprendizado é importante abordar a representatividade histórica sobre os estilos de aprendizagem.
Como forma de apresentar os aspectos históricos sobre os estilos de aprendizagem, o pesquisador Klein, em 1951, identificou e apresentou dois estilos e deu o nome de niveladores e afiladores.
Para Klein, os niveladores são representados pela assimilação dos eventos novos com os outros já armazenados e os afiladores são os eventos percebidos e que tratam com relativa assimilação em relação aos que já se encontram armazenados na memória.
Ainda apresentando o contexto histórico sobre os estilos de aprendizagem, no ano de 1976, o renomado estudioso David Kolb, apresenta inicialmente uma reflexão de repercussão na vida adulta das pessoas e enfatiza que cada indivíduo possui uma forma peculiar de aprender, sendo fruto das experiências vividas como também das exigências atuais, ninguém aprende igual ao outro e cada um tem seu tempo para aprender. Segundo Barros (2008, p. 16):
Kolb identificou cinco forças que condicionam os estilos de aprendizagem: a do tipo psicológico, a especialidade de formação elegida, a carreira profissional, o trabalho atual e as capacidades de adaptação. Também averiguou que uma aprendizagem eficaz necessita de quatro etapas: experiência concreta, observação reflexiva, conceitualização abstrata e experimentação ativa.
A partir desses estudos, Kolb (1981 apud Alonso; Gallego, 2002) definiu quatro estilos de aprendizagem e os denominou como:
1. o acomodador: cujo ponto forte é a execução, a experimentação;
2. o divergente: cujo ponto forte é a imaginação, que confronta as situações a partir de múltiplas perspectivas;
3. o assimilador: que se baseia na criação de modelos teóricos e cujo raciocínio indutivo é a sua ferramenta de trabalho; e
4. o convergente: cujo ponto forte é a aplicação prática das ideias.
Mediante os estudos de Kolb, esses apresentam que o ciclo de aprendizagem se organiza pela experiência concreta, passa pela observação reflexiva, pela conscientização abstrata e por fim pela experimentação ativa.
O estudo desse autor demonstra que alguns elementos influenciavam na aprendizagem de forma positiva ou negativa, dependendo do estilo de aprendizagem de cada indivíduo. Os mesmos pesquisadores estruturaram esses estilos em um questionário, que abordou algumas variáveis que influenciam na maneira de aprender dos indivíduos. São elas:
• as necessidades imediatas: som, luz, temperatura, desenho, forma do meio; • a própria emoção: motivação, persistência responsabilidade, estrutura; • as necessidades sociológicas de trabalho pessoal: com namorados, com companheiros, com um pequeno grupo, com outros adultos; • as necessidades físicas de alimentação, tempo, mobilidade, percepção; e • as necessidades psicológicas analítico globais, reflexivas impulsivas, dominância cerebral (hemisfério direito ou esquerdo) (Barros, 2008, pp. 16-17).
Com a chegada do ano de 1984, Messick considerou que o estilo é a característica marcante no processamento da informação, desenvolvida de forma compatível com as tendências de personalidades subjacentes.
Em 1987, Bert Juch trabalhou junto com outros pesquisadores em um processo denominado ciclo de aprendizagem em quatro etapas: fazer, perceber, pensar e planejar. Já em 1988, Honey e Mumford investigaram sobre as teorias de Kolb e as enfocaram ao mundo empresarial e propuseram quatro estilos que respondem a quatro fases de um processo cíclico de aprendizagem: ativo, reflexivo, teórico e pragmático.
Já em 1991, as experiências de Honey e Mumford foram recorridas na Espanha por Catalina Alonso. Alonso adaptou as teorias de Honey e Mumford e as levou ao campo educativo, realizando uma pesquisa nas Universidades.
Em suma, os estilos de aprendizagem tratam das referências e das tendências individuais de cada um, que consequentemente possuem direta relação com a maneira de aprender um determinado assunto. Diferentemente de Kolb, Alonso e Gallego (2002) definem em seus estudos quatro estilos, que são: o ativo, o reflexivo, o teórico e o pragmático.
As pessoas em que predominam o estilo ativo, são as que demonstram gostar de novas experiências, que possuem a mente aberta, que são motivadas por novas tarefas e novos desafios. Tudo que é novo e inédito incentivam e anima as pessoas que se encaixam no modelo ativo. São pessoas do aqui e agora, isto é, vivem dias cheios de muitas atividades e antes de terminar um já pensam em buscar outra atividade. Segundo Barros (2008, p. 17) suas características são: animador, improvisador, descobridor, arrojado e espontâneo. Outras características secundárias são: criativo, aventureiro, inventor, vital, gerador de ideias, impetuoso, protagonista, inovador, conversador, líder, voluntarioso, divertido, participativo, competitivo, desejoso de aprender e solucionador de problemas
.
As pessoas que se encaixam no estilo reflexivo, são mais ponderadas em suas ações. Possuem a característica de considerar a experiência e observá-la sob diferentes ângulos; reúnem e analisam os dados com detalhes antes de chegar a uma conclusão. Em outras palavras, são prudentes e consideram todas as possibilidades antes de tomar alguma decisão. Diferentemente das pessoas que se encaixam no modelo ativo, essas não são motivadas pelo já, mas analisam muito os prós e os contras antes de vivenciá-los. Segundo Barros (2008, p. 17) suas principais características são: ponderado, consciente, receptivo, analítico e exaustivo. As características secundárias são: observador, recompilador, paciente, cuidadoso, detalhista, elaborador de argumentos, previsor de alternativas, estudioso de comportamentos, pesquisador, registrador de dados, assimilador, lento, distante, prudente e questionador
.
O estilo teórico é composto por pessoas que são particularmente mais perfeccionistas, gostam de analisar e sintetizar, tendem a ser profundos em seu sistema de pensamento e na hora de estabelecer princípios. Essas pessoas usam a lógica, ou seja, para eles se é lógico é bom, são racionais, objetivos e procuram distanciamento do que é subjetivo e ambíguo. Segundo Barros (2008, p. 18):
Suas características são: metódico, lógico, objetivo, crítico e estruturado. As outras características secundárias são: disciplinado, planejador, sistemático, ordenador, sintético, raciocina, pensador, relacionador, perfeccionista, generalizador, busca: hipóteses, modelos, perguntas, conceitos, finalidade clara, racionalidade, o porquê, sistemas de valores, de critérios; é inventor de procedimentos, explorador.
As pessoas que possuem um estilo pragmático são aquelas que colocam as suas ideias em prática, são levadas pelo aspecto positivo das novas ideias e não perdem a primeira oportunidade de aproveitá-las. As pessoas que se encaixam nesse estilo são realistas quando tem que tomar alguma decisão e parte do princípio de que sempre pode fazer o melhor. Segundo Barros (2008, p. 19): "suas principais características são: experimentador, prático, direto, eficaz e realista. As outras características secundárias são: técnico, útil, rápido, decidido, concreto, objetivo, seguro de si, organizado, solucionador de problemas e aplicador do que
