Da Caverna À Internet
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Da Caverna À Internet - José C. A. Oliveira
DA CAVERNA
À INTERNET
JOSÉ C. A. OLIVEIRA
Dedicatória
Dedico este livro a Ângela, que caminhou 49 anos comigo, segurando seus sonhos para que eu pudesse viver os meus, vencendo o pânico de avião para acompanhar-me em desafios acadêmicos e profissionais, em 61 mudanças de casa, cidade, estado e país. E ajudou a entregar ao mundo três maravilhosos filhos, nosso orgulho, que a representam.
Introdução
Durante séculos a civilização se nutriu do trabalho braçal. Vislumbramos, agora, a chance de se ingressar na idade do trabalho intelectual. Um sonho, quase um mito, que promete ultrapassar os desejos manifestados na República de Platão e em outras utopias. Neste contexto, gestão do conhecimento torna-se fator estratégico para organizações e países. A velocidade da mudança não permite a quem está no topo, perceber exatamente o que ocorre no chão da fábrica. Então se reduzem níveis hierárquicos perseguindo uma agilidade não exigida no passado taylorista. À luz deste cenário, a capacitação das pessoas é imperativo de sobrevivência. O mundo demanda pessoas proativas que ousam, correm riscos e buscam novas soluções para antigos e novos problemas. Em um mundo turbulento, o sucesso de ontem já não garante o hoje e muito menos o amanhã. Vivemos a transição do modelo dinossauro burocrático pesado, extremamente hierarquizado, com baixo valor agregado a modelos mais ágeis, com poucos níveis hierárquicos, focados no cliente, com revisão permanente dos processos e melhorias contínuas. É hora de substituir burocracias por adocracias. Assim como a expressão burocracia marcou a força do bureau central, ou centralização, adocracia significa a força do poder aqui e agora, poder ad hoc, gerenciamento matricial ou por projetos, que caracteriza algumas organizações dinâmicas. Trata-se de criar instituições flexíveis, adaptáveis e menos formais substituindo a estrutura formal e estabelecendo equipes multidisciplinares especializadas agrupadas por funções. Consiste em uma alternativa contemporânea à burocracia.
Entendemos Gestão do conhecimento como conjunto de estratégias para se atingir objetivos de pessoas ou organizações, por via da criação, disseminação e utilização do conhecimento. Tal conceito engloba a gestação e a administração do conhecimento. O conhecimento não é dado nem simples informação, mas está relacionado a ambos. Conhecer é atribuir sentido a dados. Conhecimento se adquire por experiências, valores e informação de contexto e é derivado por comparação, experimentação, conexão com outros conhecimentos ou diretamente de outras pessoas. Capital Intelectual, Inteligência Competitiva e outros termos caracterizam nova área em educação, aprendizagem e gestão das organizações. Durante as primeiras décadas da Informática a ênfase era em gerenciamento dados. Tecnologia, ferramentas, métodos, sistemas e abordagens enfatizavam estruturas de dados, arquiteturas de dados, bancos de dados, data warehouses, e assim por diante. Novas formas de registro e transmissão de conhecimento se incorporam às organizações. Este interesse ocorre porque o conhecimento é avaliado pelas decisões e ações que desencadeia.
Pessoas usam conhecimento nas organizações há muito tempo, pelo menos implicitamente. O conhecimento da empresa, de seus competidores, dos processos, do ramo de negócio está por trás de milhões de decisões estratégicas e operacionais, ao longo dos anos. Vejamos como isto ocorreu. Pode-se clarificar a posição das tecnologias de comunicação na Idade Contemporânea pela análise do fenômeno histórico da transmissão de conhecimentos, habilidades e valores. Para isso, serão analisadas algumas fases fundamentais, não estanques, nem delimitadas claramente, mas dispersas em tempos e espaços distintos, aparecendo mais ou menos nitidamente em alguns momentos e lugares. A gestão do conhecimento pode ser descrita tomando como referência sete Polos, Fases ou Eras da transmissão do conhecimento, habilidades e estratégias de vier, conforme destacamos em publicações anteriores (Oliveira, 1981 e 1999).
Tais polos poderiam ser: Pai, Mestre, Livro, Aprendiz, Técnica, TV, Mídia e Internet, e serão retomados a seguir no contexto da gestão do conhecimento. Assim, descrevemos uma história que vai dos sinais de fumaça aos sinais digitais.
1
A era do PAI
O pai é o chefe absoluto da família patriarcal, observada na civilização israelita, oficializada no Direito Romano, vivida pelos grupos poligâmicos árabes e mórmons. É aparente no engenho de açúcar e nas elites do ciclo do café. Família é o conjunto dos famulus, i.e., a criadagem do senhor patriarcal.
Desde tempos primitivos, a gestão de conhecimentos e valores culturais era assumida por núcleos denominados clãs; tribo ou família, onde a autoridade do chefe foi se tornando gradualmente absoluta e indiscutível. Considerando a relativa simplicidade e estabilidade das normas e princípios, a família podia englobar a tarefa de educação.
Filhos seguiam as profissões dos pais, o que ocorreu entre os primitivos e se cristalizou durante a época do Pater Familias. O pai romano era juiz, sacerdote, mestre, com direito de vida ou morte sobre sua família. A mulher foi catalogada como res (coisa) no antigo testamento e no Direito Romano. O chefe da família tinha poder supremo sobre todos os membros. Tal situação perdurou mutatis mutandis nas sociedades feudais, onde o filho era um vassalo/aprendiz.
À época do Brasil colônia, a vocação dos filhos era predeterminada a partir de duas variáveis principais: profissão do pai e ordem de nascimento. O mais velho era o sucessor do pai. Pais tomavam pelos filhos decisões importantes, como casamento e escolha da profissão.
Em culturas feudais e rurais a menina passava de criança ao papel de mãe sem viver adolescência. Por isso podemos dizer que: A adolescência é uma invenção burguesa. A burguesia permitiu a alguns jovens mais tempo para ócio, diversão e estudo.
Em alguns países persiste
