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Alvorada - Marcos Serafim Teixeira
al.vo.ra.da
substantivo feminino
1. A claridade que precede o romper do sol.
2. O crepúsculo da manhã.
3. [Figurado] Poema e prosa poética descrevendo períodos de transição da escuridão para a luz.
2
Marcos Serafim Teixeira
Alvorada
Penápolis-SP
1ª edição
2024
3
Copyright ©Marcos Serafim Teixeira Contato: mserafimt@gmail.com
Capa e edição do autor.
Do mesmo autor:
❖ Em meu Jardim Secreto. . – 2010
❖ Alma à tona – 2012
❖ Em meu Jardim Secreto. . (segunda edição) – 2012
❖ Mais de mil palavras - a poesia da imagem – 2012
❖ Nuvens de janeiro – 2013
❖ Chiaroscuro – 2014
❖ Ex-voto – 2014
❖ Tempos inversos – 2015
❖ Discreta loucura – 2016
❖ Microcosmo – 2016
❖ Penumbra – 2016
❖ Multiverso – 2017
❖ Travessia – 2018
❖ Dez anos de poesia – 2020
❖ Ruas de domingo - prosa poética em quarentena – 2021
Disponíveis em: clubedeautores.com.br e lojas parceiras.
4
O que é Vida senão um quase eterno processo de renascimento?
A flor dá lugar ao fruto, que dá lugar à semente, que dá lugar a uma nova planta.
Ciclos se iniciam e se encerram, modificando intimamente os personagens que fazem parte desses processos.
O próprio planeta passara e ainda passa por uma era de profundas transformações, algumas severas e gigantescas, outras delicadas e até belas.
A poesia surge em meio a toda essa dinâmica com a liberdade de levar muitas vezes sentido e consolo, uma forma sutil de reflexão para se compreender o que se vive, o que se viveu e o que é sonhado; talvez mais que compreender: encontrar o sentido sagrado que permeia todas as coisas.
Este trabalho tem então o humilde desejo de registrar os sentimentos provindos dessas tantas nuances experienciadas, mas acima de tudo, é um registro de um momento de esperança, da Luz tomando lugar das sombras, da claridade lentamente voltando a reinar após uma longa noite escura.
5
6
A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram.
João 1:5
7
8
Inextinto
Não mente o poeta
Que no negrume profundo das noites Diz inventar estórias
Que tornam a escuridão mais bonita.
Mergulhando solitárias madrugadas adentro, São pequenas preciosas ilusões que brilham Como reminiscências de dias mais simples.
Luminosos retalhos macios de memórias inextintas...
E não que haja tanto alimento para a poesia sempre faminta
Ou que em todas tardes o céu se derrame em cores, Como que diluído
Em cascatas de rubis e âmbares, Mas os murmúrios que ouço
São do coração ainda se esforçando em entoar uma doce canção,
As cores que vejo
São do jardim que resistiu à estiagem e ao inverno, E agora floresce.
A luz que sinto
É da Alvorada
Que aos poucos se levanta no horizonte.
9
Atemporal
É como se as coisas que em nós não têm fim Ficassem presas fora da passagem do tempo.
Nem tudo é saudade.
Existem esses fragmentos de vida cristalizados fora da linha original da vida,
Como pequenas pedras preciosas perdidas de seus anéis e colares, flutuando na atmosfera.
E, às vezes, quando a chuva cai, É possível ver seu brilho por entre as nuvens, Por entre as gotas,
Por entre o som dos trovões,
Porque a felicidade não se refugia nem nas lacunas do passado, nem nas dobras do futuro
- Ou encara-lhe olho a olho ou ela não existe -
Apenas o sonho transita por entre a passagem das estranhas horas sem impedimento.
E se não há sonho,
Como já não há,
Cessam os movimentos,
As preces,
Os cálculos.
Agora nada reluz no céu pois que as águas foram para longe,
Junto ao sentido das palavras, Junto ao encanto dos caminhos.
Mas talvez a primavera traga novas águas, E novos caminhos,
E pela beirada deles,
Quem sabe,
Floresça algum sonho.
10
Ainda, primavera Rondando os velhos tempos deixados na margem dos caminhos que já deveriam ter sido esquecidos, Ainda observo atento na mesma esperança infantil de que de arbustos ressequidos e sem vida floresça algo que transborde cor e perfume,
Mas sempre retorno de mãos e olhos vazios, Não resta algo a ser colhido de longínquas semeaduras; E não é tolo o temor pelo dia em que o que resta das palavras,
Cansadas,
se refugiará em um abrigo triste de silêncio.
Por enquanto,
Ainda se busca os jardins sobreviventes à estiagem, As emoções sobreviventes à indiferença, Os sonhos sobreviventes à realidade.
Por enquanto,
Ainda é primavera,
mesmo que não tão mais dourada como já fora outrora, Mas ainda,
Primavera.
Ainda,
De alguma forma,
Sutil e doce,
Poesia.
11
Quase livre também Flutuam pela alameda solitária Dissolvidos no perfume do bosque recém absolvido Pelas águas raras de outubro
Ecos sombrios de futuro e de passado.
E dos ruídos que se fundem
Não é possível distinguir
O que são promessas
Do que são ameaças.
Mas sob meus passos
Permeia o caminho uma escuridão Bem mais morna e doce
Do que a que ainda reside na alma.
Então liberto o velho menino
Encarcerado por tantos sonhos e pecados Para que corra abaixo das luzes cansadas dos postes E beba do aroma mágico da noite.
Livre. Livre... Porque lhe é concedido o perdão Tantas quantas vezes seus olhos suplicarem Porque lhe será dado amparo
Tantas quantas vezes tombar seus joelhos ao solo rude.
Assim respiro profundamente
Como se nada doesse
Como se nada faltasse
Quase livre também.
12
Sigo
Disfuncionais palavras são repetidas e repetidas, Como um feitiço incompleto,
Uma conjuração defeituosa.
Elas rastejam para fora dos dedos, Suplicantes,
E fundem-se à paisagem fantasmagórica.
Humildes, tolas, puras,
Desfalecem ainda mornas
Antes de tocarem o solo que as germinaria.
Mas o coração merece algum aconchego Pelo esforço que faz em lançar claridades Sobre o caminho agora sem significado.
Os sinais na estrada
Falam sobre o fim dos tempos do amor, Embora não falem sobre o fim dos sonhos.
E ainda vejo outros velhos encantos, Quebrados e espalhados,
Pairando pelos barrancos e troncos...
E eu apenas sigo,
Sem saber se é pouco ou muito
O tanto de esperança que não pude deixar para trás.
13
Escombros do tempo Há esse pouco de vento que sopra gentil Sobre feridas não tão mais profundas Mas que ainda assim latejam
E insistem em fazer-se notadas.
Nem só do sublime e da saudade A palavra se alimenta:
Ainda há pouco se nutria de uma ilusão quase sem doçura
E de um passado do qual nem migalhas sobraram.
O que persiste então da emoção Ainda flui por conta
