Apologia De Justino De Roma Com Comentários
()
Sobre este e-book
Leia mais títulos de Central De Ensinos Bíblicos
Livro De Salmos Com Comentários Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComentário Bíblico - Gênesis À Deuteronômio Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComentário Bíblico - Provérbios A Cantares Nota: 0 de 5 estrelas0 notasI Carta Aos Coríntios Comentada Nota: 0 de 5 estrelas0 notasFrancisco - O Papa Do Diabo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComentário Bíblico - Salmos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComentário Bíblico - Livro De João Nota: 0 de 5 estrelas0 notasHeróis Da Bíblia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComentário Bíblico - Evangelho De Mateus Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCronologia De Perseguições Aos Judeus - Volume 2 [séc Xx E Xxi] Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComentário Bíblico - Livro De Marcos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasNefilins Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComentário Bíblico - Esdras À Jó Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCronologia De Perseguições Aos Judeus - Volume 1 [do Início Ao Século Xix Nota: 0 de 5 estrelas0 notasHistória Da Igreja Deus É Amor Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDízimo Não É Para O Cristianismo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComentário Bíblico - Profeta Ezequiel Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComentário Bíblico - Livro De Lucas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAmbrósio De Milão Ilustrado E Comentado Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDiscussão Sobre O Aborto Nota: 0 de 5 estrelas0 notas101 Maravilhas De Deus - Volume 7 Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEl Nombre Yahvé Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMotivo Para Agradecer Nota: 0 de 5 estrelas0 notas101 Maravilhas De Deus Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMedicina Psicossomática Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCanonicidade Bíblica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMulher Não Fala Na Igreja Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPestes Na Antiguidade Nota: 0 de 5 estrelas0 notas30 Conselhos Do Sábio Salomão Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Relacionado a Apologia De Justino De Roma Com Comentários
Ebooks relacionados
Patrística - Comentário ao Evangelho de Mateus - Vol. 44 Nota: 3 de 5 estrelas3/5Lendo a Carta aos Gálatas: Em defesa da liberdade cristã Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Bíblia na Igreja Antiga: Sua criação, uso e interpretação Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSapienciais: Sabedoria a Favor da Libertação Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAs crises da Igreja: O que elas nos ensinam Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEvangelização e discipulado Nota: 0 de 5 estrelas0 notasFilipenses: A Humildade de Cristo como Exemplo para a Igreja Nota: 5 de 5 estrelas5/5O sermão da montanha Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEsconderam de Você: o dia e a hora / Apocalipse Nota: 0 de 5 estrelas0 notasRomanos 8-16 para você: Série: a Palavra de Deus para você Nota: 5 de 5 estrelas5/5Enciclopédia Histórica da Vida de Jesus Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Justificação Pela Fé: Nas Perspectivas Abraâmica e Paulina Nota: 5 de 5 estrelas5/5Romanos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasGuia fácil para entender a Bíblia Nota: 5 de 5 estrelas5/5E o Verbo se fez carne: Jesus sob o olhar do apostolo do amor Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTiago: Transformando as provas em triunfo Nota: 4 de 5 estrelas4/5O Evangelho No País Tropical Nota: 0 de 5 estrelas0 notasJudaísmo, Sionismo E Cristianismo À Luz Do Evangelho De Cristo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTito Nota: 0 de 5 estrelas0 notasRomanos: O evangelho segundo Paulo Nota: 5 de 5 estrelas5/5Discipulado: Credo Apostólico Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA dimensão política da práxis de Jesus no Evangelho de Lucas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasJesus de Nazaré Nota: 0 de 5 estrelas0 notasIMPERADOR CONSTANTINO E EUSÉBIO DE CESAREIA: BIOGRAFIA Nota: 0 de 5 estrelas0 notasIMPERADOR CONSTANTINO E O BISPO EUSÉBIO: BIOGRAFIA Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLucas: Jesus, o homem perfeito Nota: 5 de 5 estrelas5/590 dias em João 14-17, Romanos e Tiago Nota: 4 de 5 estrelas4/5A fé nasce e é vivida em comunidade: Comunidades cristãs na terra de Israel Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDe volta ao catolicismo: Subsídios para uma catequese de atitudes Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Arte para você
Enviesados Nota: 5 de 5 estrelas5/5Orixás: Histórias dos nossos ancestrais Nota: 5 de 5 estrelas5/5O outro nome de Aslam: a simbologia bíblica nas Crônicas de Nárnia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPequena história da arte Nota: 4 de 5 estrelas4/5O Livro De Enoque Nota: 0 de 5 estrelas0 notasHarmonização Neo Soul Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA história do cinema para quem tem pressa: Dos Irmãos Lumière ao Século 21 em 200 Páginas! Nota: 4 de 5 estrelas4/5A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica Nota: 5 de 5 estrelas5/5Nebulosas - Narcisa Amália Nota: 5 de 5 estrelas5/5Arte e medo: Observações sobre os desafios (e recompensas) de fazer arte Nota: 5 de 5 estrelas5/5Magia De Tranca Ruas Nota: 5 de 5 estrelas5/5Antonio Carlos Jobim: Uma biografia Nota: 5 de 5 estrelas5/5Um poder em movimento Nota: 0 de 5 estrelas0 notasOri E Obori Nota: 5 de 5 estrelas5/5O Passe Como Cura Magnética Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComo Começar A Desenhar Para Iniciantes Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Processo Criativo Para Projetar Obras Arquitetônicas Nota: 5 de 5 estrelas5/5Contos Pornôs, Poesias Eróticas E Pensamentos. Nota: 0 de 5 estrelas0 notasComidas - Padê De Exu E Pomba Gira Nota: 0 de 5 estrelas0 notasUm jogo chamado música: Escuta, experiência, criação, educação Nota: 5 de 5 estrelas5/5Arte e espiritualidade: O cristão e a cultura brasileira Nota: 5 de 5 estrelas5/5Fazendo Meu Terreiro De Umbanda Nota: 5 de 5 estrelas5/5Como ser artista Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMúsica como arte Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Dom da Mediunidade: Um sentido novo para a vida humana, um novo sentido para a humanidade Nota: 5 de 5 estrelas5/5Feitiços Na Cabala De Exu E Pombo-gira Nota: 5 de 5 estrelas5/5A Mise en scène no cinema: Do clássico ao cinema de fluxo Nota: 5 de 5 estrelas5/5Banhos De Ervas De Cada Orixá Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Categorias relacionadas
Avaliações de Apologia De Justino De Roma Com Comentários
0 avaliação0 avaliação
Pré-visualização do livro
Apologia De Justino De Roma Com Comentários - Central De Ensinos Bíblicos
INTRODUÇÃO
A leitura desta obra é imprescindível para os cristãos e teólogos que desejam conhecer o cristianismo em uma das suas fontes históricas mais antigas. Justino converteu-se apenas 100 anos após o ministério de Jesus Cristo. Era um homem fora da curva, de instrução superior aos demais. Um filósofo que reconheceu no cristianismo a verdade suprema. Nesta carta ao imperador Romano, Justino argumenta porque o cristianismo não era nocivo ao império romano e que não havia necessidade de condenar os cristãos a morte. Se o império achasse os cristãos uns tolos, tudo bem, mas não há evidencias que o cristianismo poderia causar dano ao império, pois na nossa doutrina consta a obrigação de ser submisso as autoridades. Tudo em vão!!!! O final da jornada de Justino foi a morte por decapitação. Mas ao escrever este livro, Justino, o Mártir, nos deixa um legado, detalhando como viviam os cristãos e no que eles criam. Assim, para resgatarmos como era a igreja no começo da sua história, como era a igreja no período pós-apostólico, é essencial você ler este livro que ainda vai acompanhado com meus comentários. Para mim, Justino está no panteão dos grandes nomes da história do cristianismo e é para mim um prazer conversar com ele através deste livro. Converse você também com ele, lendo este livro. Quando você lê um livro, você conversa com o escritor...
Vida de Justino
A julgar pelos nomes de seu pai, Prisco, seu avô, Báquio, e de seu próprio, Justino não é de origem judaica, embora nascido na Samaria. No cabeçalho de sua I Apologia ele nos fornece detalhes de suas origens: Ao imperador...). Em prol dos homens de qualquer raça que são injustamente odiados e caluniados, eu, Justino, um deles, filho de Prisco, que o foi de Báquio, natural de Flávia Neápolis, na Siria Palestina, compus este discurso e esta petição
.
Flávia Neápolis foi fundada em 72 de nossa era, por Vespasiano, sobre a antiga Siquém. A cidade existe hoje sob o nome de Naplusa. Não se deve esquecer a importância deste sítio geográfico para a história religiosa de judeus e cristãos. Foi em Siquém que Deus apareceu a Abraão e este lhe dedicou um altar (cf. Gn 12,6-7). Ali se conservava a memória de um poço de Jacó
, junto ao qual Jesus dialogou com a samaritana (cf. Jo 4,5-6). Foi em Siquém que Josué reuniu a grande assembléia das tribos para ratificar a aliança entre Deus e seu povo (cf. Js 24).
[Informação geográfica importante]
Outro dado indicativo de que Justino não era de origem judaica é que não conhecia o hebraico e não sofrera nenhuma influência do ambiente samaritano, nem mesmo era circunciso (cf. Diál. 28).
[O que mostra o quanto o cristianismo rapidamente foi se distanciando do judaísmo e que muitos líderes já no início não eram mais de origem judaica.]
A data de seu nascimento deve ser situada por volta do ano 100 d.C. Sua conversão ao cristianismo parece ter ocorrido por volta do ano 132. Seriam duas as razões principais desta conversão: o desencanto com as filosofias que não lhe proporcionavam o saber tão procurado, e o corajoso enfrentamento da morte por parte dos cristãos. Nestas circunstâncias, o encontro com o ancião à beira mar, quando buscava a solidão foi o ato decisivo (cf. Diál. 3).
[A fé cristã disposta a morrer por Cristo até incentivava outros a se tornarem cristãos. Porque devia ser muito bom ser cristão, a ponto de morrerem por este ideal.]
Sua formação intelectual foi das mais aprimoradas. Segundo seu próprio testemunho, percorreu cidades e escolas filosóficas desejoso de conhecer a verdade, de tornar-se sábio. Ardendo para ouvir o que é próprio e excelente na filosofia
, freqüentou os estóicos, peripatéticos, pitagóricos e platônicos (cf. Diál. 2,1-6) sem, contudo, encontrar respostas para seus anseios e suas indagações. Finalmente, através do ancião, teve conhecimento da única filosofia certa e digna
, o cristianismo (Diál. 3-8).
[O cristianismo se mostrou superior a filosofia grega e romana o que levou muitos intelectuais a se converterem.]
Foi em Roma que Justino exerceu a maior parte de sua atividade. Ali abriu e dirigiu uma escola filosófica e escreveu suas obras.
Acusado perante Júnio Rústico, pelo filósofo cínico Crescente, foi decapitado, segundo a tradição, no ano 165. Há um relato de sua morte considerado autêntico, no Martirium S. lustini et Sociorum, baseado nas atas oficiais do tribunal que o condenou. Segundo este documento, seis companheiros, discípulos, provavelmente, o acompanharam no martírio.
[Coisa gloriosa é o martírio por Cristo, pena que nossa geração é de covardes. Desvia-se do Evangelho pelas mínimas decepções.]
Obras
Justino é, certamente, o melhor apologista do século II. Seu estilo, contudo, não é atraente. Não domina com mestria a arte de escrever. Nem chega a ser um pensador original e profundo, mas está a par das correntes filosóficas de seu tempo. E, assim, um grande erudito e um escritor convicto.
[Também não domino a arte de escrever, paciência, mas escrevo muito sobre coisas edificantes.]
A dar crédito à declaração de Eusébio de Cesaréia, Justino nos deixou um grande número de obras que testemunham uma inteligência culta e entregue ao estudo das coisas divinas, cheias de toda utilidade. A elas remeteremos os amigos do saber, depois de ter citado ultimamente as que vieram a nosso conhecimento
. Quais seriam estas obras que chegaram até Eusébio e quais as que chegaram até nós? À primeira parte da pergunta responde o próprio Eusébio: Em primeiro lugar, um discurso dirigido a Antonino, por sobrenome Pio, aos seus filhos, e ao Senado romano, em favor de nossas doutrinas. Depois outro que contém segunda Apologia em favor de nossa fé, dirigido ao que foi sucessor do citado imperador e leva seu mesmo nome de Antonino Vero, de cujo tempo estamos no presente falando (Marco Aurélio). Há outro discurso aos gregos no qual, fazendo larga exposição das questões discutidas entre nós e entre os filósofos gregos, discute sobre a natureza dos demônios. (...) Chegou até nós ainda outro escrito dirigido aos gregos, que intitulou Refutação, e outro Sobre a monarquia de Deus, que ele funda não só por nossas Escrituras, mas também pelos livros dos gregos. Além destes, há um intitulado Psaltès, e outro composto de escólios sobre a alma, no qual, depois de expor as diversas opiniões relativas ao objeto de sua obra, propõe as opiniões dos filósofos gregos, que promete refutar, e expor sua própria opinião em outro escrito. Compôs também um Diálogo contra os judeus, que teve na cidade de Éfeso com Trifão, um dos mais famosos hebreus de então. Neste Diálogo, manifesta como a graça divina o conduziu à doutrina da fé, com que zelo havia anteriormente se dedicado às disciplinas filosóficas, e com que extraordinário fervor havia buscado a verdade (...) Muitos outros trabalhos seus correm entre os irmãos. Os escritos deste homem pareceram tão dignos de atenção que Ireneu cita palavras suas, primeiro no livro IV Contra as Heresias ...
(HE, IV,18,1-9).
O próprio Justino alude, na I Apol. 26,8, a um escrito seu Contra todas as heresias que existiram até o presente e que estava disposto a pô-lo em mãos do imperador. Ireneu cita ainda um Contra Marcião, que se perdeu. Contudo, respondendo à segunda parte da pergunta, de todas estas obras citadas como sendo de Justino, somente chegaram até nós, como autênticas, as duas Apologias e o Diálogo com Trifão.
[Uma pena. Amo estudar os escritos dos primeiros cristãos para entender como eles acreditavam.]
Concluindo esta apresentação geral, permitam-nos tomar as observações de um especialista: "O que, em Justino, conquista imediatamente nossa simpatia é o que eu chamaria de boa vontade de transparência de sua alma, sincera, leal, ardente entre todas. Essa alma se nos revela desde as primeiras linhas da Apologia; na dedicatória mesma, poucas palavras há, na literatura cristã primitiva, tão impressionantes como
