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As Percepções dos Professores da Educação Profissional de Nível Médio acerca da Prática Docente
As Percepções dos Professores da Educação Profissional de Nível Médio acerca da Prática Docente
As Percepções dos Professores da Educação Profissional de Nível Médio acerca da Prática Docente
E-book115 páginas1 hora

As Percepções dos Professores da Educação Profissional de Nível Médio acerca da Prática Docente

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Sobre este e-book

Este estudo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ensino da Universidade do Vale do Taquari – Univates, teve como objetivo compreender de que modo os docentes da educação profissional de nível médio percebem o seu ofício de professor. Para esse propósito, o estudo apresenta uma abordagem qualitativa e a pesquisa classifica-se como descritiva e exploratória, que utilizou-se a técnica de grupo focal em cinco encontros com sete professores que lecionam componentes curriculares específicos, no eixo tecnológico de gestão e negócios, nos cursos de Administração, Recursos Humanos e Serviços Jurídicos. A partir da produção de dados, foi realizada a análise dos conteúdos baseados nos saberes e nas práticas docentes, conforme as percepções docentes. Neste estudo, foi possível identificar as inquietações dos docentes a partir de seus pontos de vista, as dificuldades que afetam direta e/ou indiretamente a prática do ensino na atualidade, como recursos públicos e condições infraestruturais da escola. A pesquisa ressalta também a relevância da formação continuada docente, para responder às mudanças no âmbito educacional, sobretudo, no que tange ao uso tecnológico no ensino. Esta pesquisa permitiu compreender melhor as percepções dos professores relacionadas ao seu ofício na Educação Profissional e Tecnológica de Nível Médio, além de proporcionar momentos de reflexão coletiva acerca da prática docente.
IdiomaPortuguês
EditoraEditora Dialética
Data de lançamento16 de jul. de 2025
ISBN9786527068365
As Percepções dos Professores da Educação Profissional de Nível Médio acerca da Prática Docente

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    As Percepções dos Professores da Educação Profissional de Nível Médio acerca da Prática Docente - Joilson Alcindo Dias

    2 FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES E O OFÍCIO DOCENTE

    Neste capítulo, apresentamos os principais fundamentos teóricos que orientam este estudo, com o propósito de contribuir para a sustentação deste trabalho, bem como apoiar a compreensão do(a) leitor(a) no que diz respeito às abordagens temáticas desta pesquisa. Sendo assim, trabalhamos o capítulo em duas etapas: a primeira trata da formação continuada de professores no processo de ensino; a segunda é dedicada ao ofício docente.

    2.1 A formação continuada de professores no processo de ensino

    Podemos considerar a formação continuada de professores como um dos pilares essenciais no aprimoramento das práticas de ensino. Nesse processo dinâmico, os professores geralmente engajam-se num constante ciclo de aprendizado, a fim de buscar novos conhecimentos, metodologias inovadoras, sem abandonar o processo de reflexão sobre as práticas pedagógicas, que é fundamental no âmbito do ensino.

    Em Nóvoa (2018), somos direcionados a refletir sobre a escola na contemporaneidade, a qual passa por transformações no sentido de passar de um modelo educacional homogêneo para formas mais diversificadas, e sobre a responsabilidade dos professores em encontrar novas formas para a prática do ensino. Com as contribuições de Nóvoa (2019), podemos compreender o quanto a formação continuada docente é relevante nesse novo projeto educacional, que vem passando por constantes mudanças nos campos sociais (intramuro e extramuro), pedagógicos (intergeracional e intrageracional), curriculares (monodisciplinar e transdisciplinar) e o quanto tais campos impactam o trabalho dos professores (unidocência e pluridocência).

    Nóvoa (2022) ressalta a importância de pensar outros ambientes educativos, como os virtuais, por exemplo, não apenas centrados no espaço físico da escola (sala de aula) e divididos em períodos de tempo. Sendo assim, a formação continuada precisa de um olhar mais direcionado a mudanças que dialoguem com as necessidades atuais relacionadas ao ensino. Para o autor, esses novos modos de organização partem de uma mudança profunda na formação docente, inicial e/ou continuada, e da valorização dos professores por meio de políticas públicas educacionais.

    Com Nóvoa (2023), conseguimos compreender melhor a formação continuada de professores, na medida em que a relacionamos com as mudanças no ambiente escolar e suas políticas educativas e com as necessidades pedagógicas, por meio de uma conexão entre a formação acadêmica docente, a atuação profissional dos professores e as unidades de ensino da rede escolar. Ainda, em Nóvoa (2023), percebemos a necessidade de a formação continuada de professores fornecer aos docentes subsídios para projetar, numa realidade plural, ações pedagógicas capazes de ressignificar o ensino e de refletir acerca das aprendizagens.

    Em alguns casos, a formação continuada de professores se baseia em conteúdos pedagógicos durante o processo de qualificação docente. Geralmente, trata-se de um conjunto de práticas educativas para o ensino, pouco resistente às mudanças e às inovações pedagógicas. Essas práticas podem contribuir para uma ausência significativa na qualidade do ensino. Em outras palavras, a formação continuada de professores focada em saberes de forma isolada não contribui positivamente para a prática do professor, visto que não há perspectiva de mudança no ensino. Sendo assim, os programas de qualificação docente devem direcionar a formação continuada de professores no sentido de privilegiar a interdisciplinaridade, por meio de um profundo diálogo entre as ações pedagógicas, os conceitos científicos e o empirismo docente.

    Falar de um conhecimento repertorial em vez de um conhecimento codificado é abandonar os esforços para definir a cientificidade da pedagogia e partir à procura, com base na contingência, de um conhecimento profissional docente. Depois de submetidas a um processo de reflexão e de apropriação, as experiências passadas contêm um importante potencial de conhecimento. Mas as experiências futuras, isto é, as dinâmicas de experimentação e inovação são, também elas, produtoras de novos conhecimentos. O que importa é marcar devidamente a contingência da ação como base do conhecimento profissional docente (Nóvoa, 2023, p. 67).

    Nessa perspectiva, é possível compreender que a formação continuada de professores precisa ser preparada para eventuais imprevisibilidades educacionais durante as atividades pedagógicas; no entanto, ela precisa estar respaldada nos saberes dos professores. Sendo assim, as atividades de formação aparentam passar gradativamente para uma não prioridade de novos conhecimentos no ensino. Para Tardif (2014, p. 34), "a formação com base nos saberes estabelecidos não passa de uma introdução às tarefas cognitivas consideradas essenciais e assumidas pela comunidade científica em

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