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Encalhadas De Plantão
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E-book176 páginas1 hora

Encalhadas De Plantão

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Bem vindos ao livro ENCALHADAS DE PLANTÃO ! Você acha que existem pessoas encalhadas? Ao abrir esse livro, você vai embarcar numa jornada de temas que frequentemente são encarados de forma artificial, mas que tem profundo impacto na vida de mulheres e homens. Gloria dos Anjos
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento10 de out. de 2025
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    Encalhadas De Plantão - Gloria Dos Anjos Rodrigues Da Cóva

    Encalhadas de plantão

    Será que existe uma pessoa

    encalhada?

    Por Gloria dos Anjos

    Encalhadas de plantão

    INDICE

    CAPÍTULO 1: Desconstruindo o Mito do Encalhe

    CAPÍTULO 2: Expectativas x Realidade

    CAPÍTULO 3: Ser Exigente Não é um Problema CAPÍTULO 4: A Importância da Autonomia CAPÍTULO 5: O Prazer de Estar Sozinha CAPÍTULO 6: A Cultura do Relacionamento CAPÍTULO 7: Relacionamentos Saudáveis CAPÍTULO 8: O Impacto das Redes Sociais CAPÍTULO 9: O Medo do Compromisso

    CAPÍTULO 10: Aprendendo com o Passado CAPÍTULO 11: Recursos para o Crescimento Pessoal CAPÍTULO 12: O Encerramento e Reflexões Finais 2

    Encalhadas de plantão

    Bem-vindo a Encalhadas de Plantão. Ao abrir este livro, você está prestes a embarcar em uma jornada que vai muito além de estereótipos e rótulos. Vamos mergulhar juntos em temas que frequentemente são encarados de forma superficial, mas que, na verdade, têm um impacto profundo na vida de mulheres e homens que buscam autoconhecimento e relacionamentos saudáveis.

    Neste espaço, começaremos desconstruindo o mito do

    encalhe. Já parou para pensar que essa palavra carrega um peso injusto e desnecessário? Ao explorarmos a origem desse termo e sua perpetuação, desejo que você comece a ressignificar como se vê — e como a sociedade a vê. Prepare-se para reflexões enriquecedoras sobre as expectativas e realidades que cercam o amor e as relações. Sabe aquele ideal romântico que pode nos deixar frustrados? Vamos analisar tudo isso, trazendo à luz a importância de sermos exigentes nas nossas escolhas amorosas.

    Afinal, você merece o melhor, não é mesmo?

    Além disso, falaremos sobre como viver plenamente, esteja você solteira ou em um relacionamento. A autonomia é uma palavra que reverbera por aqui, trazendo empoderamento e liberando você das pressões sociais. Ah, e quem disse que estar sozinha é sinônimo de solidão? Neste livro, você descobrirá o prazer e a liberdade que a solitude pode oferecer.

    Do encanto das redes sociais à natureza dos relacionamentos saudáveis, cada capítulo foi pensado para que você esteja sempre refletindo e se inspirando. Sabe, é fundamental entender as lições do passado e utilizar essas experiências para crescer — emocional e pessoalmente. Estou aqui para guiar você a redescobrir o amor próprio, o que é essencial em qualquer fase da vida.

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    Encalhadas de plantão

    No final dessa jornada, espero que você se sinta mais forte, mais leve e, principalmente, mais autêntica. O caminho da autoaceitação é recheado de descobertas, e eu estarei ao seu lado em cada passo.

    Vamos nos permitir essa experiência transformadora. Espero que você aproveite cada página deste livro com a mente aberta e o coração disposto a aprender.

    Com afeto,

    Gloria dos Anjos

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    Encalhadas de plantão

    Capítulo 1: Desconstruindo o Mito do Encalhe

    Às vezes, é incrível pensar em como palavras podem carregar tanto peso. O termo encalhada não é apenas uma palavra, mas um rótulo que ecoa na sociedade há gerações, refletindo uma visão distorcida sobre a solteirice e, claro, as mulheres. Sua origem remonta a um tempo em que os papéis de gênero eram rigidamente definidos, e a expectativa social era clara: uma mulher solteira, aos olhos do mundo, era vista como uma incógnita, uma falha no grande plano da vida, que deveria incluir um parceiro, um felizes para sempre, e quem sabe, algumas crianças. Em certos períodos históricos, ser solteira passou a ser um sinônimo de desprezo ou fracasso.

    A ladrilhos dessa construção social foram moldados por influências culturais, tradições arcaicas e até mesmo doutrinas religiosas. Não é difícil imaginar a pressão que isso impôs a muitas mulheres, forçando-as a se conformar a modelos de comportamento que, na verdade, não refletiam suas realidades ou desejos. Ao se deparar com uma sociedade que valoriza tanto a união em detrimento da individualidade, muitas mulheres internalizaram essa narrativa, estabelecendo uma conexão entre seu status civil e seu valor pessoal. Agora, sempre que o termo

    encalhada

    surge,

    ele

    desperta

    emoções

    intensas,

    questionamentos e, muitas vezes, um desconforto palpável.

    Essas ideias, por sua vez, não se limitam a um contexto histórico; elas reverberam nas interações do dia a dia. Pergunte a qualquer mulher solteira e você provavelmente ouvirá uma história ou outra sobre um amigo ou familiar que, de forma bem intencionada, fez comentários desajeitados sobre a sua condição.

    Ah, você precisa encontrar alguém, querida! De fato, esses pequenos lampejos de amizade podem se transformar em algo 5

    Encalhadas de plantão

    massivo, criando um estigma que se aloja nas mentes e corações, levando muitas a questionarem suas escolhas de vida.

    É preciso refletir sobre o impacto que essa rotulagem tem nos comportamentos e atitudes das mulheres. Quando alguém se sente «encalhada», isso pode, de fato, levar a uma busca desesperada por validação. Quantas vezes ouvimos histórias de mulheres que se lançaram em relacionamentos apenas para escapar dessa pressão? Tal impulso, embora compreensível, não traz felicidade duradoura e muitas vezes resulta em frustrações.

    Essa batida contínua no tambor da expectativa social resulta em um ciclo vicioso, onde a mulher, ao buscar se encaixar, acaba por se perder.

    Então, como desconstruir essas narrativas limitantes? E

    mais importante, por que isso deve ser um foco? É essencial que cada mulher comece a reescrever sua própria história, longe dos rótulos que foram impostos. Ao entender que o valor delas não está condicionado a um status civil, uma revolução interna pode se iniciar. Assim como um artista que toma as rédeas de sua obra, cada mulher pode ser a criadora de sua própria narrativa, uma história repleta de autoconhecimento, amor-próprio e afirmação.

    Talvez, no fundo, essa seja a verdadeira essência da liberdade: a capacidade de viver com autenticidade, sem se preocupar com o que o mundo pensa. Viver plenamente é um ato de coragem. Não é hora de quebrar esses estigmas que nos prendem a um conceito ultrapassado sobre a felicidade e o sucesso? O caminho para essa transformação, claro, exige uma reflexão contínua e uma disposição para desafiar o status quo, mas cada passo dado em direção à liberdade é um passo em direção a uma vida mais rica, vibrante e autêntica.

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    Encalhadas de plantão

    Muitas vezes, quando conversamos sobre a solteirice, é impossível não notar o impacto esmagador que o estigma do

    encalhe exerce sobre a autoestima das mulheres. Este rótulo, carregado de uma carga negativa e socialmente construída, reverbera nas vidas de muitas pessoas, moldando suas autopercepções e suas interações com o mundo. Pense por um instante: você já se pegou sentindo que a sua felicidade deveria ser justificada por um relacionamento romântico? É comum ouvir relatos de mulheres que, na solidão de suas casas, se questionam se sua vida está incompleta por não estarem acompanhadas. Esse tipo de pensamento é insidioso, e começa a se infiltrar na mente de forma discreta, quase como um sussurro insistente que diz que elas não são completas porque estão sozinhas.

    Histórias de mulheres que sofreram com essa pressão são desoladoras, mas também podem ser inspiradoras. Uma amiga minha, por exemplo, decidiu embarcar em uma jornada solo pela Europa. Ela sempre me contava que sentia um frio na barriga só de imaginar viajar sem um parceiro. Como seria visto isso? O que as pessoas iriam pensar? Mas, quando finalmente se permitiu essa experiência, ela não só descobriu novas paisagens, como também encontrou um amor incondicional por si mesma. Esse foi um milagre em sua vida, um despertar silencioso que a trouxe de volta à essência que ela havia esquecido, sufocada por um rótulo que nunca a definiu. Essa liberdade permitindo-se viver plenamente é uma lição que muitas mulheres ainda precisam aprender.

    É doloroso perceber como esse estigma afeta as relações interpessoais. A pressão para se conformar a um padrão social pode transformar encontros em julgamentos e amizades em comparações. Conheci uma mulher que, ao sair para jantar com amigas, sempre se sentia no banco de trás, ouvindo histórias de romances e casamentos, enquanto seus próprios relatos eram 7

    Encalhadas de plantão

    vistos como um não sonho ou até mesmo como um tema de piadas. Isso não só desgastou a autoestima dela, mas também a fez sentir que sua voz não tinha valor no círculo que frequentava. A triste verdade é que a pressão pode levar mulheres a esconderem suas conquistas e histórias de vida, com medo do julgamento alheio. Elas se tornam, muitas vezes, reféns de suas inseguranças, se sentindo como se tivessem que justificar suas escolhas e, em última análise, sua própria existência.

    Mas não é apenas no campo das relações sociais que o impacto dessa rotulagem é sentido. No ambiente profissional, por exemplo, a questão é igualmente complexa. Mulheres que se veem rotuladas como encalhadas podem sentir que precisam se esforçar em dobro para serem levadas a sério, temendo que suas vidas pessoais sejam uma fraqueza que as impeça de alcançarem sucesso. Elas buscam incessantemente a aceitação, muitas vezes se perdendo em suas ambições e habilidades. Ao mesmo tempo, um ciclo perigoso se estabelece: a insegurança alimentar as experiências de trabalho, criando uma barreira que faz com que elas não se sintam plenas ou valorizadas.

    Quando refletimos sobre a solidão, também precisamos pensar nas suas nuances. Afinal, existe uma diferença crucial entre estar só e se sentir sozinho. Uma das grandes tragédias é quando essas mulheres se sentem isoladas em meio a um mar de pessoas. Essa solidão é frequentemente amplificada pela voz crítica que ecoa em suas mentes, instigando-as a pensar que seu valor está atrelado a um status de relacionamento. Tudo isso pode levar a um quadro de saúde mental fragilizada, o que traz à tona a importância de reconhecer e respeitar os próprios sentimentos.

    Uma petição que muitas vezes é ecoada nas conversas com

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