Ransom, Detetive Privado
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Ransom, Detetive Privado
A Trilogia
Paris, 1945. Daniel Ransom, Detetive Privado, estrangeiro e a com dificuldades financeiras, aceita um caso de desaparecimento de uma pessoa como qualquer outro. Mas não demora muito que as coisas comecem a parecer um pouco mais sérias, um pouco mais... sinistras.
Estranhas referências ao oculto começam a surgir na cena do crime e Daniel começa a ouvir falar de uma nova droga alucinogénica que está a chegar às ruas. Uma droga que vende mais rapidamente do que ópio e, mais frequentemente do que não, leva os que a usam a serem internados nos manicómios.
Conseguirá Daniel desvendar o caso e encontrar a pessoa desaparecida antes que seja tarde demais?
Luke Shephard
Luke Shephard est né et a grandi dans l’Orégon, où vous pouvez encore le trouver à imaginer des histoires ou à se perdre dans les parcs et les espaces verts. En plus de l’écriture, l’auteur a vécu à divers endroits comme l’Espagne, l’Allemagne et la Corée du Sud où il a exercé le métier de professeur. Il vit maintenant avec sa femme, son fils et un grand danois qui adore le beurre d’arachides. Inscrivez-vous à la liste d’envoi de Luke pour être informé de toute nouvelle publication et des ventes spéciales (en anglais seulement) : http://eepurl.com/AW2wX Pas de pourriels, c’est promis!
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Ransom, Detetive Privado - Luke Shephard
Ransom, Detetive Privado
A Trilogia
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Paris, 1945. Daniel Ransom, Detetive Privado, estrangeiro e a com dificuldades financeiras, aceita um caso de desaparecimento de uma pessoa como qualquer outro. Mas não demora muito que as coisas comecem a parecer um pouco mais sérias, um pouco mais... sinistras.
Estranhas referências ao oculto começam a surgir na cena do crime e Daniel começa a ouvir falar de uma nova droga alucinogénica que está a chegar às ruas. Uma droga que vende mais rapidamente do que ópio e, mais frequentemente do que não, leva os que a usam a serem internados nos manicómios.
Conseguirá Daniel desvendar o caso e encontrar a pessoa desaparecida antes que seja tarde demais?
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Volume Um – Olhos Mortos
I
Foi Paris no Outono que me deixou enamorado por esta cidade. Foi a forma de o vento fresco atirar espirais coloridas de vibrantes laranjas e vermelhos pelos passeios calcetados, do aspeto das gárgulas e peças de arte pública nessa altura do ano, grandiosamente empoleiradas no alto dos seus postos de observação. Eu visitara pela primeira vez a Cidade das Luzes nos meus tempos de estudante, em 1938. O meu pai, nos Estados Unidos, construíra a sua fortuna ao herdar uma das maiores editoras do país nessa época. E, tal como ele, também eu desejava mergulhar na profissão literária. Mas, ao contrário do meu pai, eu queria escrever livros, em vez de publicá-los, e a Europa pareceu-me então o lugar certo. Paris, sob o olhar deslumbrado da minha juventude, estava solidamente instalada no proverbial pedestal da minha imaginação, mesmo no centro do mundo da arte e da literatura. E foi assim que, após algum esforço para os convencer, consegui que os meus pais me pagassem a minha visita à cidade.
Já nessa altura se ouviam rumores de guerra no horizonte, de dias piores que o futuro reservava. As vozes sobre Hitler dividiam-se entre dois campos. A maioria pendia para o seu brilhantismo e liderança política, e, de facto, pouco tempo depois, foi anunciado na América como o Homem do Ano da Time Magazine. Mas havia outras vozes, cujos rumores se ouviam pelos becos escuros, preocupadas com o futuro da Alemanha, e mesmo com o futuro de toda a Europa.
Eu passei três meses na Cidade das Luzes. Usando o dinheiro que o meu pai me tinha dado, aluguei um apartamento decrépito e comprei uma máquina de escrever que estava na minha mesinha desengonçada no meio do quarto. Todos os dias eu andava pelas ruas, admirando a beleza dos seus edifícios, a energia das suas gentes, e a poesia das folhas a caírem para o chão. Passava pelos degraus da majestosa Câmara Municipal (que um dia viria a acolher o discurso inflamado de Charles de Gaulle) e tentava inspirar-me para o meu primeiro manuscrito. No entanto, parecia mais provável que eu estava a ficar assoberbado pela cidade em toda a sua glória, pois, durante aquele período de três meses, acho que só escrevi umas dezassete páginas.
E depois a guerra começou, e só durante a Libertação de Paris, em 44, é que eu senti o chamamento das suas calçadas para que eu atravessasse o oceano. Tinham passado seis anos e eu já não era um jovem tomado pela luxúria e ambição. Estava nos trinta anos e, com a decisão de ter de seguir os passos do meu pai no controle da editora a adivinhar-se no horizonte, eu decidi que, antes de me deixar apanhar na rede dos negócios de milhões, devia a mim próprio regressar à Cidade das Luzes e tentar pela última vez os meus sonhos literários.
A guerra já tinha acabado e Adolf Hitler já se tinha suicidado quando eu consegui voltar a por os pés naquela cidade maravilhosa. Nós tínhamos ganho, claro, mais ainda pairava uma atmosfera desconfortável sobre toda a Europa, como um nevoeiro cerrado. Acabados estavam os tempos do brilho boémio, famosos por Hemingway, Picasso e muitos outros. Não, nessa época, o brilho pelo qual o meu jovem e romântico coração de miúdo se tinha apaixonado tornara-se cinzento e murchara. A cor fora apagada do mundo, e Paris, que outrora fora descrita como uma uma festa
, fazia-me mais lembrar uma mesa deixada ao abandono.
Pouco tempo depois de chegar apercebi-me de que a idade de ouro da literatura, para Paris, e para mim, fora cortada rente pela guerra, e ser aspirante a escritor
já não era uma ocupação romântica. Então instalei-me com um pequeno negócio para pagar as contas, um biscate para me ir mantendo, pelo menos até que a vida regressasse à cidade e os meus sonhos pudessem ser alcançados. Tornei-me Daniel Ransom, Detetive Privado; um estrangeiro olhado com suspeita pelos locais e alguém bem conhecido pelo seu envolvimento amoroso com uma garrafa de single malt.
Permitam-me agora explicar o que estão exatamente a ler. Agora que as formalidades estão despachadas e um contexto foi apresentado, já o posso fazer com mais facilidade. O local onde atualmente habito, onde estou a escrever estas linhas em folhas de papel amarelo, é um castelo arruinado no sul da França. Não sei como é que se chama mas posso dizer-vos que fica a mais ou menos três horas a norte daquela maldita aldeia piscatória, Coin Sombres, da qual eu fugi. O meu francês tem estado um pouco enferrujado nos últimos tempos, mas parece que eu me escapei de Coin Sombres – Cantos Sombrios – e meu enfiei num local de novos pesadelos.
À medida que vou escrevinhando isto, consigo ouvi-los aos encontrões à porta e não há de passar muito até que eles a deitem abaixo com os seus ferros e barrotes. Ao meu lado jaz Alexander Faure – causa de morte desconhecida – e espalhados pelo chão estão os restos do carregamento daquela maldita droga. Parece que estou no salão principal do castelo e, apesar de ter barricado as portas, não tenho esperança de que estas retenham os aldeãos por muito tempo.
Estas notas podem nunca vir à luz do dia e, se isso acontecer, incentivo-vos de todo o coração a recuar neste momento. Que nem mais uma palavra passe pelos vossos olhos, pois esta é uma história que sem dúvida vos levará à loucura. Abandonado pelo meu próprio juízo há semanas, já não consigo ter a certeza de que o que estou a ver é realidade ou simplesmente as alucinações de uma corrompida e destorcida imaginação.
E assim, estas são as minhas memórias (e mais do que isso). Eu escrevo isto para qualquer homem suficientemente louco para o ler. Mas, por favor, acatem os meus avisos: não tentem encontrar-me, porque o meu próximo destino é-me desconhecido. Não tentem compreender o que eu vi; não há razão aqui. Por amor de Deus, se algum dia se aproximarem de Coin Sombres, não parem para visitá-la, nem por um minuto. Deem a volta e fujam na direção oposta mesmo antes que as suas gentes se apercebam de que estão a vir. Abandonem a esperança e vivam os vossos dias na ignorância. La Mort de Tous.
O único caminho desta história é a morte de todos...
II
Eram onze e meia quando cheguei ao meu escritório na manhã em que Nicole Faure veio contratar-me para encontrar o seu irmão. Chovia a rodos com um aguaceiro de outono. Os carros enchiam as ruas e os vendedores de rua estavam já a tentar ganhar a sua côdea por entre o reboliço da cultura parisiense. Eu tinha parado no pequeno café mais abaixo na rua e comprado uma chávena de café antes de me ter arrastado até ao meu cubículo de escritório.
Atrás de uma pequena tabacaria estava uma loja sombria, sem atividade, que tinha pertencido a um relojoeiro. Quando eu a descobri, estava num tal estado de abandono que consegui ficar com ela por quase nada, tendo demorado cerca de duas semanas a transformá-la no meu quartel-general, de onde eu podia conduzir a face visível da minha agência de detetives. A minha secretária, Denise Faucon, tinha já chegado e estava sentada no seu lugar habitual, enrolada e aquecida numa camisola de lã cor-de-rosa que ela deve ter desencantado num dos mercados noturnos que tanto gostava de frequentar.
– Bom dia, Denise – disse eu, passando por ela e pendurando o meu casaco e chapéu junto à porta do meu gabinete.
– ‘dia, Monsieur Ransom. Está uma cliente à espera. – Ela apontou na direção do meu gabinete, inclinando-se para me segredar: – Diz que o conhece.
Curioso, entrei e encontrei uma mulher que me parecia familiar, de cabelo escuro, sentada na cadeira em frente à minha secretária. A sua roupa denunciava a sua linhagem; descendia de famílias aristocráticas. Talvez de alguma família francesa que tivesse estado ao serviço da realeza. Ela levantou-se quando eu entrei e eu sorri, fazendo um gesto para que não se levantasse, antes de me sentar à minha secretária. Só quando me sentei é que reconheci que tinha Nicole Faure sentada à minha frente. Os anos tinham-na envelhecido, mas continuava tão bonita quanto eu me lembrava. Nos meus dias de juventude, quando eu viera pela primeira vez para Paris, Nicole fora a miúda de sonho. A miúda dos meus sonhos. Aquela que eu tinha perdido.
– Valha-me Deus! – exclamei. – Nicole! Há quanto tempo. – Ela sorriu-me, os seus lábios curvando-se exatamente da mesma forma que me encantara antes da guerra. Ela fora a musa de todas aquelas dezassete páginas. Só baboseiras apaixonadas, segundo a minha memória, e Nicole Faure fora culpada.
– Danny, é maravilhoso voltar a ver-te. Olha para o que os anos nos fizeram. Estamos os dois velhos, agora!
– Velhos, mas jovens de espírito, minha querida. O que é que eu posso fazer por ti, Nicole? Receio que esta não seja uma visita de cortesia... – A sua face ensombrou-se de súbito como se se tivesse lembrado de um pesadelo há muito esquecido.
– Receio que não, Daniel. Eu preciso de contratar um detective privado e ouvi... bem, ouvi dizer que tinhas montado negócio aqui em Paris, após todos estes anos. Eu não tenho confiança nos franceses manhosos para tratar deste caso, já que é um assunto sensível, e preferiria confiar o trabalho a
