Dor e Silêncio: Performance e Teatro Sobre o Holocausto Nazista
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Dor e Silêncio - Aguinaldo Moreira de Souza
COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO EDUCAÇÃO E CULTURAS
Este livro, e tudo o mais que eu vier a produzir, dedico ao meu irmão Ademar, com quem dividi a infância pobre: um beliche, história antes de dormir; uma adolescência problemática e inteligente: compreensão infinita; e um afastamento injusto quando grandes. Quando pequeno ele dividia o iogurte dele comigo, depois de eu já ter comido o meu; é assim que eu me sinto ainda hoje – ele se foi, me deixando viver mais do que ele, porque sua bondade sempre foi infinita.
Agradecimentos
À Maria Cristina Müller pela riqueza de sua orientação em filosofia e pelo apoio constante nas intempéries;
À Lucas Manfré, Wesley Barbassa, Mileine Machado, Marco Aurélio Padovez, Náthali Abatti, Bruno Gacia e Maíra Cortez por terem levado a cabo a construção do espetáculo mais importante de minha carreira;
À Ana Karina Barbieri Marques, Fabio de Almeida Pimenta e Samara Azevedo, que estiveram presentes na primeira parte dos estudos;
A Den Braen Macedo e Rafaela Solé, por terem estudado o espetáculo e realizado apresentações importantes para o grupo;
À Monica Cristina, que aprendeu o espetáculo em seis horas de ensaio para nos socorrer num imprevisto;
À Bruno Garcia, Thainara Pereira, Tatiana Oliveira e Ronald Rosa, que participaram da etapa inicial da remontagem do espetáculo;
A Lucas Manfré por se lançar na aventura de dirigir o grupo para a remontagem - eu não confiaria em outra pessoa;
Ao novo elenco, que reinicia a jornada deste tema tão importante em 2018: Náthali Abatti, Bianca Santos Ribeiro, João Mosso, Gabriel Paleari, João Pedro Rodarte, Julia Malu Sanches e Giovanna Stocco.
Ao Curso de Artes Cênicas da UEL pelo espaço que me disponibiliza para desenvolver meu projeto há 13 anos, pelo apoio de sempre e pela luta diária que é manter essa ideia de arte como modo de existência.
PREFÁCIO
O livro Dor e silêncio: performance e teatro sobre o holocausto nazista, de Aguinaldo Moreira de Souza, configura uma autêntica reflexão acerca da política contemporânea e estabelece com vivacidade uma conexão entre arte e política. A reflexão política e a performance art se encontram e promovem uma simbiose original, viva, vibrante. Importantes mazelas humanas são trazidas para a reflexão tanto do expectador como do ator. A temática que aciona e perpassa a discussão no livro e as ações da arte da performance realizadas não é superficial ou fácil, mas pesada. Pesada como os tijolos carregados pelo trabalhador soldado – Primeiros passos para amar o mundo – que segue o caminho sem saber por que o faz e sem entender se ele faz a calçada ou é a calçada que o faz; pesada como a irresponsabilidade do mundo contemporâneo que permite o horror e a violência – Para aqueles que ainda vão nascer...; Revolução silenciosa. Apesar do peso, a temática foi enfrentada e ressignificada por Aguinaldo, o ator autor, que se posiciona, aparece – DNA - Personal Card – e cria um novo começo no mundo – Dor e silêncio: performance e teatro sobre o holocausto nazista.
O livro busca compreender os significados da política – como espaço entre-os-homens, espaço de aparecimento das singularidades – e da performance art – como posicionamento, acontecimento no mundo – para a edificação do mundo. A compreensão emerge do silêncio e da dor e, fundamentalmente da reflexão sobre ambos. A dor nos corpos responde àquilo que não poderia ter acontecido, mas, como fato irreversível, precisa ser revisitada para não ser esquecida e, quiçá, jamais editada novamente. A contradição do silêncio acompanha os atos e as cenas, transformando-se em epifania. Silêncio necessário à reflexão; silêncio advindo do thauma, do espanto diante daquilo que é como é; espanto que emudece para que desse silêncio possa surgir a reflexão; silêncio que se interrompe quando o expectador, tocado pela imagem, ouve, dialoga e compreende o autor, pois consegue colocar-se na cena. A reflexão ultrapassa o silêncio e a dor e se faz aparente na palavra escrita, dita, expressa, ouvida, vista e, enfim, encontra a compreensão e a liberdade. É desse modo que o livro, as performances realizadas e o ator autor ressignificam o mundo, pois se posicionam, aparecem, agem, dizem. A compreensão se torna inevitável para aqueles que se encontram com este livro.
Aguinaldo foi provocado por perguntas que a filósofa Hannah Arendt apresentou em seus textos: O que estamos fazendo no mundo? Queremos que o mundo permaneça? Como nós, membros da sociedade contemporânea respeitável, fomos capazes de produzir tantos horrores e impô-los a outros seres humanos, como aqueles produzidos pelo nazismo? Como compreender o mal que se perpetua no mundo até hoje? Podemos agir no mundo? É possível cuidar do mundo? A política ainda tem sentido? O que é liberdade?
A obra do ator autor Aguinaldo Moreira de Souza tece um diálogo com essas e outras questões. O diálogo apresentado não foge ao quem Aguinaldo é: um ser humano que quer cuidar do mundo e quer que o mundo – como lugar que dignifica o ser humano – permaneça; uma pessoa que não separa reflexão e ação; um profissional bailarino, ator, performer, diretor de espetáculos e professor; um filho, irmão, amigo. O livro não é fechado, endurecido ou absoluto, mas provocador de reflexão. O constante diálogo marca o texto e auxilia revelar o quem de Aguinaldo Moreira de Souza: homem que reflete e atua no mundo; ator autor comprometido com o saber, com o ensino, com a ação, com o mundo.
A filósofa Hannah Arendt fornece a fundamentação teórica à pesquisa e seus conceitos, ideias e reflexões caminham juntos aos atos e às cenas que estruturam o livro. O leitor encontrará, no caminho construído por Aguinaldo, as ideias de Arendt sobre a atividade da ação e do discurso, a urgência da dignidade humana, o sentido da política, o significado de mundo, a premência da responsabilidade, a reflexão sobre a liberdade e a inquietante banalidade do mal. Sem hierarquia, sem prevalência de uma sobre outra, as ideias de Arendt adentram a compreensão de Aguinaldo e a narrativa do texto, estabelecendo a consistência que a compreensão exige. O texto é livre e profundo; a simbiose entre teoria e prática surpreende o leitor desavisado e o tom de ensaio liberta o autor das amarras de um modelo academicista infértil. O livro conecta-se com as ações do ator da arte da performance, que é livre para esculpir no seu corpo nu a dor da indignidade humana e a solidão da irreflexão.
A reflexão filosófica, a busca racional pelo saber, perpassa a obra
