O Planejamento Urbano e as Políticas de Austeridade: novos desafios, propostas envoltas à conjuntura europeia e o modelo Etíope
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O Planejamento Urbano e as Políticas de Austeridade - Pablo Henrique Cordeiro Lessa
1. INTRODUÇÃO
A Cidade Europeia
enfrentou diversas situações de tensão e disrupção social durante os últimos séculos. Após longos anos e de desenvolvimento e progresso social, os seus líderes recomeçaram a pensar estratégias a fim de manter a ordem e alcançar o Estado de Bem Estar Social. Nesse ponto, o equilíbrio entre os setores público e o privado foi alterado e as injustiças e diversidades sociais passaram a se tornar mais evidentes, sobretudo na perspectiva do cidadão, que passou a estar desassistido em alguns momentos. Atualmente, a cidade é gerenciada como uma empresa, fenômeno que provocou alteração no papel do Estado e abriu espaço para que o lucro determine as ações políticas, e não mais as demandas sociais. Entretanto, quando o contexto parecia refém da fórmula capitalista
, a recente crise europeia incentivou a população a reagir e a ser proativa para que o espaço urbano se transforme naquilo que desejam, ou seja, na cidade do futuro
.
Para melhor compreender o tema, faz-se necessário revisitar a pluralidade conceitual de Estado-Nação, o qual possui diferentes olhares e opiniões ligados aos níveis de poder. Oriundo de uma construção jurídica daquele que é responsável pela representação democrática da sociedade e considerado como resultado direto da organização social por Beviláqua (1930), ele foi dividido em diferentes níveis de Administração Pública para facilitar o controle sobre a sociedade. Até mesmo em Estados Unitários, onde o poder estatal é indivisível, existem administrações locais que estão em contato direto com as dificuldades e demandas da população.
Sob uma perspectiva microssocial, o Estado está organizado em representações locais que podem tomar decisões e iniciar políticas públicas mais bem direcionadas às áreas em que atuam. Nesse sentido, as políticas nacionais se capilarizam em uma menor escala e, assim, conseguem criar um sentimento de nação. Através deste processo, é possível mapear e compreender que diferentes pautas podem ser demandadas por pessoas que vivem nas mesmas cidades, apesar das similaridades que as conectam e que são defendidas pelos municípios.
A recente crise enfrentada por diversas cidades na Europa desregulou as conquistas sociais e o desenvolvimento do Estado de Bem Estar Social. Orçamentos limitados, altos débitos e discussões políticas pressionaram a Administração Pública a escolher diferentes mecanismos, de despender os recursos públicos e de fazer investimentos no setor privado, em vez de manter o aumento dos gastos no segmento social e na geração de emprego, o que é chamado como política de austeridade (aquela que promove corte de investimentos e de gastos públicos). Isso levou a uma considerável perda de "status anteriormente adquirido pela classe média, o que provoca uma forte mobilização social; mas quem, verdadeiramente, sofre mais com tal situação é a população de baixa renda, frequentemente ligada à expressão
ralé", de Jessé Souza (2015).
Mas as reais vítimas deste estilo de governança não estão assistindo às disputas políticas passivamente. Em vez de aceitar a piora social, um movimento que contesta o espaço público e que eleva ao patamar de ideologias políticas insurgentes está nascendo na cena pública. Ele tem como objetivo rearranjar a sociedade, o estilo de governança e o espaço público, recolocando a democracia em um patamar acima do mero sufrágio universal e incrementando a participação popular direta no processo de decisão daquilo que é desempenhado nas cidades.
Dessa forma, a proposta do trabalho visa à análise de possíveis interligações entre as políticas de austeridade e a consequente interferência do novo pensamento desenvolvimentista do início do século XXI e as políticas insurgentes de ocupação da cidade e de um diferente estilo de planejamento
