ABPI –Aprendizagem Baseada em Projetos Interdisciplinares: Formando Alunos Autônomos
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ABPI –Aprendizagem Baseada em Projetos Interdisciplinares - José Pinheiro de Queiroz Neto
COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO EDUCAÇÃO, TECNOLOGIAS E TRANSDISCIPLINARIDADE
A todos os profissionais da educação, professores, técnicos e administrativos, pelo heroísmo em levar educação a todos em momentos tão difíceis na pandemia SARS COV 2.
AGRADECIMENTOS
Aos alunos, professores e gestores do Ifam – campus Manaus Distrito Industrial, por aceitarem o desafio proposto e por toda a dedicação durante a aplicação da metodologia, em especial aos professores Fabrício, Fernando, Gilbert, José Edson, João Batista, Luiz Carlos, Michelle, Paola e Priscila.
Ao Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica – Profept/Ifam, no âmbito do qual foi desenvolvida a pesquisa e o desenvolvimento do método.
À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – Fapeam, pelo auxílio financeiro durante a execução da pesquisa mediante bolsa para a coautora no desenvolvimento de seu programa de mestrado.
E, por fim, àqueles que direta ou indiretamente contribuíram para a elaboração desta obra, nossos sinceros agradecimentos.
Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades
para a sua própria produção ou a sua construção.
(Paulo Freire)
PREFÁCIO
A escola unitária ou de formação humanística (entendido este termo, humanismo
, em sentido amplo e não apenas em sentido tradicional), ou de cultura geral, deveria assumir a tarefa de inserir os jovens na atividade social, depois de tê-los elevado a um certo grau de maturidade e capacidade para a criação intelectual e prática e a uma certa autonomia na orientação e na iniciativa
(GRAMSCI, 2001).
Um dos privilégios de prefaciar um livro é ter acesso ao seu conteúdo e propor a autores e leitores um diálogo prévio. O presente livro brinda-nos com a exposição valiosa sobre a contrariedade com o lugar comum, sobre a resistência ao comodismo e sobre a reação à simplificação do consenso. Penso que esse movimento também justifica o convite a um/a prefaciador/a: disposição de expor, propor e discutir ideias com fundamentos teóricos e consequências práticas.
Essa relação teoria-prática é a espinha dorsal da obra, pois seus autores trabalham com algumas das dimensões necessárias à configuração de um problema, à elaboração de questões de estudo e à construção de possibilidades de enfrentá-lo. O problema empírico é a qualidade e a efetividade dos processos de ensino-aprendizagem no Brasil e o confronto com experiências de outros países, especialmente a Finlândia. A interpretação comum das causas do problema – que não acomoda os autores nem os captura pela suposta simplicidade – relaciona-o a deficiências e defasagens da formação de professores e consequentes resistências ao seu enfrentamento. Isso poderia englobar tanto o desconhecimento de tais experiências quanto o pouco envolvimento com debates e teorias educacionais, necessárias, inclusive, face ao crescente uso de tecnologias da informação e da comunicação, que nos colocam novos desafios e oportunidades.
No plano teórico, a propósito, os autores recorrem a alguns clássicos, especialmente vinculados à Pedagogia Nova, como é o caso de John Dewey, entre outros, e seu sucessor, William Kilpatrick. Dialogam com estudiosos do campo do currículo e da didática, brasileiros e de outras nacionalidades, e buscam convergir com elaborações contemporâneas sobre a formação integrada na educação básica e na educação profissional.
No âmbito regulatório, as preocupações dos autores encontram respaldo nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio de 2012, em cujo texto se pode encontrar ideias de intelectuais brasileiros da formação integrada, o que explica sua convergência com tal concepção e o apontamento de diretrizes
para se lograr tal formação. Por essa razão, a interdisciplinaridade
ganha destaque nessas orientações, sendo compreendida como mediação do currículo integrado
, o qual, por sua vez, persegue, na relação entre educação e prática social, a formação integrada.
A recuperação desses aspectos – que os autores nos trazem de imediato no prólogo da obra – é fundamental para dar consistência ao eixo central da exposição, que é a proposta de Aprendizagem Baseada em Projetos
. Trata-se de uma abordagem teórico-metodológica baseada no pensamento dos educadores escolanovistas
, alçada mais contemporaneamente à destacada referência internacional para a resolução dos problemas de ensino-aprendizagem. Uma importante contribuição dos autores a essa abordagem é a explicitação da perspectiva interdisciplinar, tal como encontramos no título.
A contribuição também se amplia ao se proporem a vincular os estudos e a experiência didática com essa abordagem para a formação humana integrada dos estudantes. Sobre isso, buscaremos aqui sinalizar a pertinência de se aprofundar um pouco mais o diálogo.
Em outra ocasião, dedicamo-nos a problematizar o que identificávamos como posturas relativamente apologéticas ao que correntemente tem sido evocado como metodologias ativas
(RAMOS, 2017). Digamos que esse seja o nome conferido à dimensão mais propriamente prática da Aprendizagem Baseada em Projetos
. Naquele momento já identificávamos que a defesa frequente das metodologias ativas
visava a enfrentar o que se (d)enuncia como práticas pedagógicas tradicionais ou mesmo conteudistas
, como assinalam nossos autores, bem como sua afiliação ao pensamento de John Dewey.
Este significou um corte histórico no pensamento educacional moderno, pela crítica desse filósofo à chamada Pedagogia Tradicional de Johann Friedrich Herbart. Assim, o pragmatismo clássico fundou a Pedagogia ou Escola Nova, expressa no Brasil pelo Movimento dos Pioneiros da Educação. Poder-se-ia antever um sentido progressista
dessa concepção em comparação à educação tradicional. Não obstante, sua raiz liberal impede-a de receber esse adjetivo, de tal maneira que Saviani (1985) designou-a como uma das pedagogias não críticas, ao lado da tradicional e do tecnicismo.
Nós, posteriormente, acrescentamos a esse grupo a Pedagogia das Competências (RAMOS, 2010), reconhecendo que esse conjunto engloba as teorias que consideram a realidade como um dado natural e estável, em relação à qual o ser humano elabora uma representação que o ajuda a se adaptar a ela.
Em contraposição, na busca de uma teoria crítica da educação
, Saviani (1985) conduziu-nos à Pedagogia Histórico-Crítica, pelo caminho do Materialismo Histórico. Com seu respaldo, abrigamos essa pedagogia no conjunto das teorias críticas, juntamente à pedagogia libertadora, como o fez Cipriano Luckesi (1994), que acrescentou, ainda, a pedagogia libertária. Reproduzimos aqui o que afirmamos em nosso livro de 2010: recebem essa designação
[...] as correntes que veem a educação como uma mediação ético-política da formação humana que possibilita a compreensão da realidade e potencializa a ação dos sujeitos para superar a exploração e a alienação dos trabalhadores, transformando-a em benefício da emancipação humana.(RAMOS, 2010, p. 71).
Mesmo bem acompanhada, a Pedagogia Histórico-Crítica distingue-se de suas correlatas por ser, antes,
