Música E Liberdade
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Música E Liberdade - Anelisa De Souza Melo Oliveira
Apresentação
Esta obra aborda foi produzida com a finalidade de apresentar os aspectos musicais relevantes que influenciaram nas mudanças socioculturais e políticas ocorridas nas últimas décadas e também como a sociedade brasileira conquistou a liberdade de expressão.
Seu conteúdo tem como objetivo demonstrar como a música influenciou de forma direta – através de canções-protesto – e, de forma indireta – através de movimentos juvenis – no comportamento da sociedade brasileira.
Dentre os movimentos culturais que surgiram, obteve destaque a Tropicália, mostrando-se fundamental para a mudança do pensamento político, cultural, econômico e jurídico dos brasileiros.
A Constituição Federal de 1988 trouxe uma nova visão democrática e liberal, ajudando o país a sair da fase opressora com cara nova, dando margem à liberdade de expressão.
A conquista de poder manifestar e expressar o pensamento ficou caracterizada pelas lutas do passado e obteve reconhecimento através de uma nova Carta Política.
Sumário
Introdução 7
Década de 60 9
Os Festivais 15
A Jovem Guarda 16
O Tropicalismo 21
Ato Institucional nº 5 27
Tropicália: A história de uma revolução musical 30
Década de 70 51
Rock n’ Roll 60
A discothèque 66
Década de 80 69
A música na década de 80 71
O rock nacional 74
A música punk 77
A Constituição de 1988 79
A Liberdade de Expressão 85
Evolução e Conquistas 91
Visão Constitucional 95
Considerações Finais 103
Referências Bibliográficas 107
Introdução
A década de 60 não foi feliz com seus governantes. Em busca de poder, estes começaram a proibir e reprimir todos que eram contra os seus ideais. A forma de conquista para que o Brasil ficasse na palma de suas mãos
não foi aceita por muita gente que começou a demonstrar sua insatisfação através de gestos e atos nada gentis. Iniciou-se então uma guerra interna que colocou a maioria dos jovens universitários e intelectuais de diversas áreas contra o Estado.
O AI-5 foi a carta principal utilizada pelos ditadores militares para impedir que as manifestações, inclusive as musicais, prosseguissem. Os artistas sofreram todo o tipo de agressão física e psicológica para voltar atrás e renunciar seus ideais. Alguns foram exilados, outros foram presos e torturados e por fim, alguns que se sentiram totalmente pressionados cometeram o suicídio.
A ditadura militar prorrogou até meados da década de 80 e as duas vitórias que marcaram o fim desse regime foram as eleições diretas e a Constituição Federal de 1988.
Após estas conquistas, o Brasil começou a dar passos abraçados com a democracia. A liberdade de expressar-se foi normativamente confirmada e acabava-se de vez com o abuso de poder.
A década de 90 não foi caracterizada por protestos ou por mudanças radicais no sistema político ou cultural, mas sim por uma espera intensa por acontecimentos decorrentes do novo século que estava para chegar.
In fine, atualmente, temos a chamada liberdade de expressão – direito de manifestação do pensamento – conquistado e afirmado na Constituição Federal de 1988.
Década de 60
A década de 60 no Brasil foi marcada por uma série de movimentos políticos e culturais e foi justamente nesta época que o país viveu os terríveis dias. E para entender como era o regime político deste período, precisamos saber como era a Constituição da época. A Constituição de 1946 foi teoricamente democrática, pois advinha de promulgação e não de outorga. Em seus artigos é notória a pitada de abuso de autoridade usada pelo Poder Executivo e pelo Exército que eram dotados de poderes e utilizavam deste para coagir quem atravessasse seus caminhos.
Alguns artigos até nos fazem lembrar de nossa Constituição atual, mas a beleza democrática e pacifista ficava só no papel. Com a influência da Igreja Católica e a situação vivida pelo país na época, podemos dizer que, livres eram as artes enquanto no pensamento, pois, quando estas eram liberadas, eram também repudiadas pelo Governo autoritário.
Na música, vivemos momentos de intensa mudança. Foi introduzida à Bossa Nova, a explosão da Jovem Guarda e, por fim, o fantástico movimento chamado Tropicalismo. Foi nesta década também que o Brasil, musicalmente, passou a não mais depender dos discos americanos e trocou o iê, iê, iê dos Beatles pelo splish splash da Jovem Guarda brasileira.
Em agosto de 1961, o povo
