O O BRASIL, UM PAÍS ANORMAL: - uma abordagem psicossocial do cotidiano brasileiro
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O O BRASIL, UM PAÍS ANORMAL - Marcos Goursand
¹, artigos científicos apresentados em congressos e relatos publicados em revistas e jornais.
Desde 1972 desempenhou regularmente atividades docentes no ensino superior, dentre outras particulares, nas seguintes instituições públicas:
Universidade Estadual Paulista – UNESP, Assis/SP; Faculdade de Medicina de Itajubá, Itajubá/MG; Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC; Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória/ES; Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte/MG.
Esteve lecionando, dentre outras, as disciplinas de Psicologia Social, Grupoterapia, Dinâmica de Grupo, Psicologia da Comunicação, Psicologia Política, Psicologia das Relações Humanas.
Foi um dos fundadores do Conselho Federal de Psicologia, em 1972, tendo sido co-redator da lei de sua criação; foi também sócio fundador do Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo, da Associação Brasileira de Psicoterapia e da Associação Brasileira de Psicologia Social.
Exerceu também atividades técnicas e de assessoramento em diversas organizações. Ministrou cursos de extensão, palestras, conferências e participou, com apresentação de trabalhos, em congressos científicos no Brasil e no exterior, tendo organizado e coordenado mesas-redondas e simpósios.
Em 1980, concluiu a primeira pesquisa psico-social sobre o carnaval brasileiro
². Em 1986, iniciou levantamentos e estudos sobre o comportamento político brasileiro, buscando conhecer os fatores determinantes das escolhas de voto no período das eleições, tendo publicado e apresentado alguns desses trabalhos em congressos científicos
³.
É professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente trabalha como consultor autônomo, ministrando palestras, cursos e seminários. Realiza trabalhos com grupos terapêuticos e de apoio psicológico para pessoas que estejam passando por dificuldades pessoais ou familiares, problemas emocionais. E trabalha também com grupos de terapia intensiva de curta duração que permitem uma rápida solução ou superação dos problemas vivenciados.
Como psicólogo atende principalmente pessoas com ansiedade, depressão, repressão sexual, stress, sentimento de abandono e outras dificuldades emocionais e afetivas. Também procura ajudar pessoas que queiram superar situações de prostituição, vicio em álcool ou drogas, tendências suicidas, ou sofreram abusos sexuais, violência e outros problemas na sua infância ou adolescência.
Atualmente preside a Sociedade Brasileira de Biosofia, organização não-governamental e sem fins lucrativos, dedicada a estudos e pesquisas bio-psico-sociais e ações em prol da cidadania e da melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Devido às restrições da pandemia, está fazendo, como voluntário e gratuitamente, atendimento online, pelo whatsapp e quando necessário e possível também atende pessoalmente a quem o procura.
E-mail: goursand@gmail.com
SUMÁRIO PÁGINA
APRESENTAÇÃO 9
A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS 11
BRASIL, UM PAÍS ANORMAL 13
MENTIRAS DA HISTÓRIA DO BRASIL 16
POLÍTICA, A MAIOR FONTE DE MENTIRAS E IRREALIDADES 18
POR QUEM SOMOS GOVERNADOS? 21
Um Poder Executivo criminoso 22
O Poder Legislativo mais caro do mundo 25
Um Poder Judiciário sem justiça 26
O QUE SÃO NOSSAS ELEIÇÕES 28
O que foram as eleições de 2022 28
Manifestações golpistas 30
Bolsonarismo nazista 32
Bolsonarismo evangélico 32
BRASIL, CAMPEÃO DE CORRUPÇÃO E IMPOSTOS 35
BRASIL, O PAÍS DA CRIMINALIDADE E DA VIOLÊNCIA 37
Crimes cruéis e hediondos 38
Impunidade e justiça às avessas 39
O CORONAVIRUS: UMA PANDEMIA POLÍTICA, ECONÔMICA E SOCIAL 41
CAOS NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE 43
Educação: uma das áreas mais abandonadas 43
Política de saúde ou indústria da doença? 46
INDÚSTRIA DO CÂNCER E DE OUTRAS DOENÇAS 48
Médicos defendem tratamentos naturais 50
Quimioterapia remédio ou veneno? 51
A cura proibida e terapias alternativas 53
Avelós para o tratamento de câncer 55
A MÍDIA, O PODER MANIPULADOR (O QUARTO PODER) 58
DESIGUALDADE SOCIAL 60
FUTILIDADES E SUPERFICIALIDADES 64
O MEIO AMBIENTE E SUA DEGRADAÇÃO 67
ALIMENTAÇÃO: FONTE DE SAÚDE E DISTÚRBIOS 70
VESTUÁRIO - UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIAL 75
EM BUSCA DE MELHOR QUALIDADE DE VIDA 78
COOPERATIVISMO: UM NOVO MODELO DE VIDA 83
FELICIDADE: UMA POSSIBILIDADE OU APENAS UM MITO? 86
As pessoas preferem doces ilusões a cruas verdades 86
As pessoas têm medo da mudança mesmo que seja para melhor 87
As pessoas têm medo de serem felizes 88
As pessoas preferem quem as dirija e decida por elas 88
Buscando o bem-estar e a felicidade 89
O QUE AINDA PODEMOS ESPERAR PARA O FUTURO? 91
APRESENTAÇÃO
Este texto é o resultado de observações e experiências coletadas e acumuladas durante os últimos 30 anos. Resolvi atualizá-las e publicá-las para que tenha utilidade para um maior número de pessoas interessadas. Obviamente, dadas a extensão e complexidade do tema e a diversidade das abordagens existentes, tal atualização não poderia ser completa. Mantive muitas referências de datas anteriores por considerá-las valiosas e atuais. Creio que o essencial está aqui exposto.
Recorri a várias fontes de informação em livros, revistas, jornais e internet para coletar dados a respeito dos diversos assuntos abordados. No entanto, por problemas que tive com o arquivamento no computador, acabei perdendo algumas fontes de referências e citações mais antigas de outros autores que não aparecem aqui. Ou seja, nem tudo o que está escrito aqui é de minha exclusiva autoria.
Para contar com informações e dados fidedignos sobre vários assuntos, como alimentação, câncer, meio ambiente e vestuário, recorri principalmente à Wikipédia. A Wikipédia é um dos sites mais populares do mundo, porque a informação de qualidade está disponível para qualquer pessoa que acessá-la.
Também no UOL encontrei muitos artigos e textos sérios e interessantes que serviram de informações para este trabalho.
Em entrevista ao site Tilt
⁴, em 2021, Jimmy Wales, o fundador da Wikipédia, mostrou que a enciclopédia livre
contava com mais de 55 milhões de artigos em mais de 300 idiomas. "Temos que defender apaixonadamente os direitos dos jornalistas de falar a verdade. Isso é de praxe, mas estamos em um momento em que precisamos estar mais vigilantes do que nunca. Ela se transformou, de motivo de críticas em uma fonte confiável de informação, ao longo dessas duas décadas."
De início, meu objetivo ao escrever este trabalho foi o de fazer uma análise do cotidiano brasileiro atual, com os principais problemas vivenciados diariamente pela nossa população, abordando algumas questões dentro de uma perspectiva psicossocial.
Muitas vezes fatos e situações desse cotidiano estão distorcidos ou impregnados de erros, falácias, enganos, irrealidades e o nosso objetivo foi o de esclarecer e levar informações que possam ser úteis aos nossos leitores e ajudar a quem tenha interesse em revisar e mudar sua visão de nossa realidade.
Mas ao estar redigindo os textos fui tomando consciência de que a grande maioria das pessoas não quer saber de verdades e realidades, mas continuar ligadas às suas crenças, mitos, fantasias, superstições e ilusões. Então estes textos são também uma espécie de desabafo pessoal diante da realidade em que vivemos e eventualmente poderão ser úteis a alguns que queiram refletir sobre ela.
O psicólogo tem por obrigação profissional confrontar as pessoas com a realidade, por mais dolorosa que ela seja, pois só assim elas poderão enfrentá-la melhor. Como tal, não tenho dúvida de que a Psicologia pode trazer sua contribuição para compreendermos o aparentemente incompreensível quadro do momento. É uma melhor percepção de nossa história recente e de alguns de seus personagens, o que estamos tentando fazer.
Este texto foi escrito para pessoas comuns – anônimas, desprovidas de status, fama, riquezas, poder – como o autor, mas também como este, inconformadas diante dos horrores que diariamente permeiam o nosso cotidiano. Resta-nos pelo menos o direito de não nos acomodarmos e se não pudermos fazer mais nada, que pelo menos não percamos a capacidade de nos indignar.
Entender o país em que estamos vivendo não é fácil. Além de toda a violência, desigualdade, sofrimento, opressão e outras mazelas do nosso dia-a-dia, ainda vivemos num oceano de notícias, informações, dados e mentiras apregoadas e divulgadas como se fossem realidades e verdades.
Uma breve olhada nos jornais e nos canais de televisão nos mostra um mundo sofredor e infeliz. Catástrofes, violência, conflitos raciais e religiosos, opressão, guerras, terrorismo (de grupos e de estados), desigualdades econômicas, crimes de toda ordem, são algumas das misérias humanas de nosso cotidiano. Os índices de alcoolismo, adição a drogas, suicídio, crime, marginalidade, delinquência, neurose e psicose nunca estiveram tão altos como nesta época da pandemia do coronavirus.
Sei que nada mudarei dessa realidade opressiva, vergonhosa, injusta e desumana em que vivemos. Mas dar-me-ei por satisfeito se, de alguma maneira, algumas das idéias, situações e experiências aqui relatadas encontrarem eco em você, meu caro leitor, que está tendo a paciência e a gentileza de continuar essa leitura. Talvez algum dia possamos enxergar a luz no fim do túnel.
Psicólogos, psiquiatras, educadores, cientistas sociais, todos temos um dever para com a ciência: ajudar a sarar esta sociedade doente ainda que ela nos rejeite como um paciente muito doente rejeita o terapeuta que quer ajudá-lo.
Que este texto a/o ajude a compreender isto e tornar o seu caminho mais suave.
A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS
O fato de que milhões de pessoas compartilhem os mesmos vícios, não faz destes vícios virtudes; o fato de que elas dividam tantos erros não faz com que os erros sejam verdades e o fato de que milhões de pessoas repartam as mesmas formas de patologia mental não faz estas pessoas sadias (Erich Fromm, em Psicanálise da Sociedade Contemporânea).
Segundo a ONU, atualmente 55% da população mundial vive em áreas urbanas e a expectativa é de que esta proporção aumente para 70% até 2050. São cerca de 4,4 bilhões de pessoas vivendo nas cidades e boa parte delas nas grandes metrópoles.
Se as cidades oferecem as condições para o desenvolvimento da civilização, por outro lado elas também cobram um alto preço por isso: violência, poluição, insuficiência dos recursos básicos, tensão, conflitos sociais, redução do espaço vital, etc. Não quer dizer que tais problemas não existam no campo e nos pequenos vilarejos, mas suas proporções e gravidade são inequivocamente muito menores nesses locais. Apesar das dificuldades, as pessoas que vivem nas grandes metrópoles não podem ou não querem deixar de viver nelas e as cidades continuam cada vez mais populosas.
Nossas cidades especialmente as grandes metrópoles estão ficando inviáveis com problemas cada vez maiores de violência, trânsito, poluição, falta de espaço mínimo e insuficiente abastecimento de água, energia e alimentos. Mas por outro lado, as populações estão crescendo vertiginosamente agravando os problemas. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de agosto de 2021, temos uma população de 213,3 milhões de habitantes no país.
São problemas crônicos da vida nas nossas cidades:
Estilo de vida: A vida nas grandes cidades tornou-se estressante, pouco saudável, insegura; as pessoas dispõem de pouco tempo para si mesmas e para seus filhos.
Insegurança: A violência e a criminalidade geram um clima de medo e preocupação.
Alimentação: As bases da alimentação são refrigerantes, cerveja, café, carne, hambúrguer, pizza, doces, sorvetes, que não são saudáveis, nutritivos ou de boa qualidade e podem provocar doenças como câncer, diabetes, obesidade.
Educação: O número e as condições físicas e educacionais das escolas são insuficientes, quando não precários, para proporcionar uma boa educação para crianças e adolescentes.
Respeito e polidez: São características quase ausentes no cotidiano das grandes cidades: jovens que não respeitam os lugares e filas para idosos, gestantes e deficientes; vizinhos de prédio que não se conhecem e não se cumprimentam; atendentes incapazes de sorrir ou dar um bom dia aos clientes.
Saúde: O estilo de vida acelerado e alto nível de estresse acabam por causar uma série de enfermidades, tais como: neuroses, transtornos psíquicos e doenças psicossomáticas, depressão, vícios (álcool, cigarro e drogas), doenças cardio-vasculares.
Fazemos parte de uma sociedade individualista, competitiva. Estresse, distúrbios do sono, transtornos alimentares, alcoolismo, uso de drogas, ansiedade, doenças psicossomáticas, são algumas das consequências mais comuns na busca de adaptação a essa sociedade. Não há como fugir às condições sociais nas quais estamos inseridos, mas há formas de mudar nossa maneira de reagir a essas condições.
A superficialidade, a passividade e a irresponsabilidade passaram a fazer parte do contexto social em que vivemos. O superficialismo passou a ser uma forma de comportamento proposto e admitido: a futilidade, o modismo passageiro, a aparência externa, a ética superficial, são vistos como valores sociais.
O Brasil, apesar de sua grande população de miseráveis e excluídos (cerca de 40%) é o país das vaidades e o maior consumidor de cosméticos e de cirurgias plásticas embelezadoras do mundo, que são acessíveis apenas às camadas de melhor renda, dado o seu alto custo. São cirurgias caríssimas apenas com o objetivo de seguir padrões de beleza em moda. Em cada época, uma parte do corpo é eleita preferencial das vaidosas e dos cirurgiões: a correção do nariz, o "lifting" do rosto, as injeções de
