O pensamento negro em educação no Brasil: expressões do movimento negro
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O pensamento negro em educação no Brasil - Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva
O Pensamento Negro em Educação no Brasil
Logotipo da Universidade Federal de São CarlosEdUFSCar – Editora da Universidade Federal de São Carlos
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
Editora da Universidade Federal de São Carlos
Via Washington Luís, km 235
13565-905 - São Carlos, SP, Brasil
Telefax (16) 3351-8137
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Twitter: @EdUFSCar
Facebook: /editora.edufscar
Instagram: @edufscar
O Pensamento Negro em Educação no Brasil
Expressões do Movimento Negro
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva
Lucia Maria de Assunção Barbosa
(organizadoras)
2a edição
Coleção
Logotipo comemorativo de 30 anos da editora da Universidade Federal de São Carlos© 1997, dos autores
Imagem da capa
Pensador Tehokwe – Angola; fotografia de Pedro Pereira
Capa
Alyson Tonioli Massoli
Projeto gráfico
Vitor Massola Gonzales Lopes
Preparação e revisão de texto
Marcelo Dias Saes Peres
Andresa Ferreira
Karen Naomi Aisawa
Isabela Freitas
Michelle Veloso
Editoração eletrônica
Alyson Tonioli Massoli
Marcela Rauter de Oliveira
Editoração eletrônica (eBook)
Alyson Tonioli Massoli
Coordenadoria de administração, finanças e contratos
Fernanda do Nascimento
Ficha catalográfica elaborada pelo DePT da Biblioteca Comunitária da UFSCar
P418n O pensamento negro em educação no Brasil: expressões do Movimento Negro / organizadoras: Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Lucia Maria de Assunção Barbosa. -- Documento eletrônico. -- 2. ed. -- São Carlos: EdUFSCar, 2023.
ePub: 765 KB.
ISBN: 978-85-7600-597-1
1. Educação. 2. Negros. 3. Relações intergrupais. 4. Racismo. 5. Discriminação racial. 6. Movimentos sociais. I. Título.
CDD – 370.19342 (20a)
CDU – 37.014.53
Bibliotecário responsável: Ronildo Santos Prado – CRB/8 7325
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônicos ou mecânicos, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema de banco de dados sem permissão escrita do titular do direito autoral.
Dedicamos este trabalho aos educadores brasileiros que combatem, com convicção, o racismo e todas as discriminações. O fazemos nas pessoas das estudantes do curso de Pedagogia da UFSCar, cuja atuação eficaz garantiu o êxito do Seminário O Pensamento Negro em Educação, no Brasil
, em todas as suas fases:
Ana Cristina Vinícola
Ana Paula Albuquerque
Elayne Cristina Pereira
Luciane Rodrigues Lucas
Regina Conceição
Thaís de Araújo
Sumário
Prefácio à segunda edição
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Lucia Maria de Assunção Barbosa
Prefácio à primeira edição – Pensamento negro em educação no Brasil?
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Lucia Maria de Assunção Barbosa
A contribuição dos negros para o pensamento educacional brasileiro
Nilma Lino Gomes
Movimento Negro e ensino nas escolas: experiências da Bahia
Ana Célia da Silva
O pensamento do MNU – Movimento Negro Unificado
Ilma Fátima de Jesus
O pensamento dos Agentes de Pastoral Negros no movimento social
Marcos Rodrigues da Silva
Caminhada dos Agentes de Pastoral Negros em educação
Vera Regina Santos Triumpho
Ações educacionais em Santa Catarina
Ivan Costa Lima
Associando-se para educar e preservar a vida
Miriam Expedita Caetano
Posfácio – As três décadas da EdUFSCar e de O pensamento negro em educação no Brasil
Wilson Alves-Bezerra
Prefácio à segunda edição
É interessante notar como, muitas vezes, os atos ou as obras pequenas que realizamos tomam um rumo inesperado, integram uma dinâmica inusitada e assumem uma importância que não estava prevista ou considerada.
Esse é o caso do livro O pensamento negro em educação no Brasil: expressões do Movimento Negro, organizado por Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Lucia Maria de Assunção Barbosa, publicado em 1997 e com reimpressões. Cabe lembrar que, nos primeiros seis meses, esgotava-se a primeira impressão.
Organizado como um projeto de valorização da contribuição de pesquisadores(as) negros(as), no desenrolar da história brasileira no pós-abolição oficial da escravatura em nosso país, o livro é formado por sete textos de autores(as) ligados(as) ao pensamento educacional na contemporaneidade acadêmica brasileira que tratam de questões ligadas duplamente ao papel da educação do ponto de vista do movimento negro no Brasil. Os(as) autores(as) abordam, de maneira simples e direta, aspectos que enaltecem a influência desta atividade social que, em doses homeopáticas, no início e com grande movimentação com o passar das décadas, abriu as portas para que dois fenômenos sociais ocorressem. Em primeiro lugar, serviu para colaborar com a ampliação e o fortalecimento da autoestima dos negros brasileiros ao colocar a cor preta como algo de bom, que existia na sociedade brasileira e que despontava como possibilidade de valorização até então inexistente. Em segundo lugar, o movimento negro brasileiro, a partir de iniciativas coletivas do povo que – para além dos quatro séculos de escravatura – continuava a sofrer a opressão e a desconsideração da sociedade branca e tradicionalmente dominante no conjunto das realidades sociais do Brasil.
Os(as) autores(as) deste livro demonstram como as ações educativas ganham força e contribuem para a edificação do movimento coletivo, da intelectualidade e, sobretudo, da sabedoria ancestral africana e de seus desdobramentos para uma educação para as relações étnico-raciais em diferentes espaços do país, e talvez, também, em outros espaços e culturas da Diáspora Africana.
As organizadoras
Prefácio à primeira edição
Pensamento negro em educação no Brasil?
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva
Lucia Maria de Assunção Barbosa
O título desta despretensiosa obra com certeza provocará questionamento – Pensamento negro em educação, no Brasil? – e poderá ser causa de futuras polêmicas, de objeções, de críticas condenatórias, severas, apressadas, e também de apreciações cuidadosas. Antes de qualquer reação, vejamos os argumentos e notas introdutórias deste livro, cuja intenção é incitar interesses por importante campo de estudos.
A necessidade de que as relações interétnicas, no Brasil, definitiva e rapidamente se transformem tem acentuado as práticas do Movimento Negro no sentido de influir nos conteúdos e processos pedagógicos escolares. Projetos alternativos vêm sendo implantados por diferentes grupos em todo o país. Propostas estão sendo apresentadas aos sistemas de ensino e a escolas, que começam a acolhê-las com entusiasmo, assumindo abertamente uma posição de combate ao racismo e a todo tipo de discriminação.
Quanto maior o número de descendentes africanos que, com crescente nitidez, se veem parte integrante da sociedade brasileira que ajudam, há quatro séculos, a construir material e ideologicamente, mais contundente se torna sua luta para transformar esta sociedade. Já não se trata apenas de denunciar as opressões desde sempre sofridas, tampouco de proclamarem-se humanos diante dos que os desumanizam, mas sim de expressar conhecimento crítico da realidade vivida e a partir dele organizar suas ações.
No processo histórico em que africanos e seus descendentes recriam-se como afro-brasileiros, no contato e no confronto com outros grupos étnicos, as manifestações de resistência, dos quilombos e rebeliões ao Movimento Negro, assumem a forma de atuação política. Atuação esta que provém de compreensões de como se configura a realidade, as quais geram metas e projetos que visam transformar esta mesma realidade, que desta forma vai sendo sempre mais bem conhecida e trabalhada. De um lado, novas táticas e práticas são postas em execução e buscam-se explicações, justificativas, fundamentos que as tornem eficazes, isto é, que possibilitem a realização das soluções esperadas. De outro lado, intenções são reestruturadas, programas elaborados para enfrentar a problemática da opressão, do menosprezo, da necessidade de afirmação, de reconhecimento, e estão a exigir atuação na e sobre a realidade.
Desta forma, configurando intelectualmente suas ações, os negros
