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O Caderno Vermelho - Ian Alforrez
O CADERNO VERMELHO
POR IAN ALFORREZ
Copyright ©
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida sob quaisquer meios existentes sem a autorização por escrito do detentor do direito autoral.
Este livro é uma obra de ficção. Os personagens e os diálogos foram criados a partir da imaginação do autor não sendo baseados em fatos reais.
Qualquer semelhança com acontecimentos ou pessoas, vivas ou não é mera coincidência.
Revisão
Virginia Moreira dos Santos
Projeto gráfico e diagramação
Arthur Mendes da Costa
Capa
Anderson Casagrande Neto
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação
Santos, Luiz Antonio dos
O Caderno Vermelho / Luiz Antonio Dos Santos.
Ed. do Autor, 2023.
Esoterismo brasileiro I. Título.
Índices para catálogo sistemático:
1. Esoterismo
Prólogo
Caminhar pela vida com o coração aberto nem sempre é fácil quando tudo ao redor parece insano e alheio. O que acontece quando a loucura não está em nós, e sim no mundo ao nosso redor?
Neste livro acompanhamos a jornada de um homem que tenta manter-se lúcido em meio ao que percebe ser uma sociedade completamente delirante. Seus concidadãos, presos em falsas ilusões de normalidade, não conseguem enxergar toda a irracionalidade em suas rotinas e crenças. No entanto, para o protagonista, essa irracionalidade é tão óbvia que o leva a questionar sua própria sanidade.
Será ele o insano ou a sociedade que o cerca? Quando nossas verdades são tão distintas das pessoas ao redor, como discernir onde reside a distorção? Impelido a desvendar essas questões, nosso personagem parte em uma jornada fantástica de autoconhecimento.
Ao longo do caminho, encontros peculiares com seres improváveis farão com que ele alargue seus horizontes sobre o que é real ou ilusório. Amizades inusitadas desafiarão suas noções do possível e impossível. Eventos extraordinários transformarão seu olhar sobre o cotidiano.
Mas será através do confronto com seus próprios demônios que a resposta verdadeiramente importante será encontrada: a de sua humanidade compartilhada com todos, apesar das diferenças. Pois quando transcendermos nossas individualidades, reconhecemos que nossa jornada nunca foi solitária. Fomos e seremos sempre uma caravana.
Embarque conosco nesta viagem ao lado do extraordinário no ordinário. Prepare-se para ter sua percepção da realidade ampliada e seu coração aquecido. Acompanhe um homem comum em sua busca por sanidade, conexão e sentido neste mundo tão belo, quanto absurdo.
Humanidade, amor, compaixão. Por vezes, são as lentes mais preciosas para enxergar a verdade essencial em meio à confusão aparente. Unamo-nos a este novo amigo em mais uma aventura compartilhada. Pois, no fim, só existimos uns pelos outros.
Espero que este prévio faça justiça ao seu trabalho e ajude a apresentar a perspectiva única do protagonista ao leitor de forma inspiradora. Fique à vontade para fazer qualquer ajuste que achar necessário. Seria uma honra contribuir para divulgar sua obra.
Capítulo 1
A Lógica da Loucura
Naquele dia acordei com o barulho ensurdecedor do trânsito na rua. Carros buzinando sem parar, como se isso fizesse alguma diferença no congestionamento matinal. Seres apressados caminhavam feito zumbis para o trabalho, hipnotizados pela rotina. E eu, o único são nesse manicômio a céu aberto.
Tomei o café olhando pela janela do décimo quinto andar. Lá embaixo, a massa de pessoas se movimentava no ritmo frenético costumeiro. Para mim, no entanto, era o retrato da insanidade, automóveis buzinando, sirenes ao longe, o cheiro de comida dos restaurantes.
Desci olhando os números dos andares que apareciam no mostrador do elevador, depois, mergulhei nesse rio de corpos e mentes alienadas. Andei até o ponto para pegar o ônibus, já lotado de pessoas catatônicas que se espremiam sem trocar uma palavra que fosse. Absortos em seus telefones, nem notavam minha presença.
No trajeto, vi várias pessoas falando sozinhas pela rua, algumas sorriam, outras gesticulavam veementemente. Provavelmente haviam perdido a capacidade de filtrar pensamentos, expondo sua loucura interior ao mundo ao redor.
Chegando ao trabalho, cumprimentei colegas que usavam roupas e acessórios estapafúrdios. Meu chefe passou ao lado e o imaginei vestido num paletó cor-de-rosa berrante, sapatos verde-limão, sorri para mim mesmo
Na reunião de gestores, sugeri abolir o uso de gravatas, um hábito idiota. Fui ignorado. Foram debatidos assuntos triviais com jargões incompreensíveis, em uma masturbação intelectual vazia, uma verdadeira perda de tempo.
Na hora do almoço, fui ao parque observar o ritual dos malucos de terno, dançando freneticamente para as pombas que assistiam aquele balé desengonçado sem entender nada. Uns seguravam o paletó como par, outros giravam até cair tontos na grama, rindo. Insanidade pública.
Na lanchonete, vi pessoas fazendo pedidos extravagantes. Um homem gordo de terno ordenou um milkshake triplo de morango com barras de chocolate, chantilly e bolo de milho. Outra senhora exigiu um hambúrguer sem pão, só o disco de carne, disse que estava de regime.
No trabalho à tarde, assinei tantos papéis que minha mão formigou. Parece que quanto mais papel geram, mais produtivos se sentem, mal sabem que 98% desses documentos vão para o lixo sem serem nunca lidos.
Um colega me convidou para uma happy hour
após o expediente, recusei o convite para beber e tagarelar banalidades, preferi ir à biblioteca alimentar a mente com boa literatura. Fiquei chocado com o tamanho da seção de autoajuda, aquela que mais atrapalha do que ajuda, parece que todo mundo sabe a solução perfeita para o problema dos outros.
No trem de volta para casa, uma mulher usava óculos escuros e tagarelava sem parar no celular sobre seu recente rompimento, expondo sua vida íntima a estranhos histericamente. Tive vontade de gritar para que se calasse, mas me contive.
O vagão estava cheio de pessoas com fones de ouvido, isoladas em bolhas sonoras, cada um no seu mundinho pessoal, ignorando todos ao redor, é uma solidão coletiva intrigante, seriam essas caixas de som uma nova religião?
Na estação, anúncios coloridos bombardeavam a todos com imagens tentadoras, incitando desejos desnecessários. Consumismo sem propósito, fruto de mentes fragilizadas. Lamentável perceber o poder que propagandas exercem sobre essas ovelhas.
Andando para casa, uma mulher quase me atropelou com a bicicleta. Pedi que fosse mais cuidadosa, e ela gesticulou obscenidades. Mentes transtornadas encontrarão qualquer motivo para liberar sua agressividade, resolvi ser resiliente e não revidar.
Na esquina, uma criança chorava inconsolável, enquanto a mãe gritava no telefone alheia ao seu pranto. Pobre menino, condenado a uma infância sem amor nesse mundo cruel. Ofereci-lhe o pirulito que carregava no bolso, havia pegado como troco mais cedo numa padaria já que o proprietário afirmava que não tinha moedas, é claro que isso foi apenas um subterfúgio para vender mais um produto, no caso o pirulito. Mas a manobra do dono da padaria terminou por ser benéfica, eu dei o pirulito ao menino e ele me pagou com um sorriso, coisa que moeda não compra. A mãe, ao telefone, nem percebeu.
No restaurante, após escolher um canto acolhedor e isolado, vi um casal que sentar-se na mesa ao lado, logo começaram a discutir acaloradamente. Gritavam impropérios um com o outro, alheios às pessoas em volta. Como adultos não conseguem resolver conflitos sem essa histeria?
Saí do restaurante, resolvi sair caminhando. Na rua havia um mendigo pedindo moedas, pessoas passavam fingindo não notá-lo. Decidi dar-lhe o dinheiro que levava para o cinema, e o brilho de gratidão em seus olhos aliviou meu coração pesaroso.
Ao chegar em casa, meu cão latiu freneticamente e pulou em mim, quase me derrubando. Que alegria genuína, sem filtros! O amor incondicional de um animal é mais puro do que a loucura humana.
Tomei banho e me deitei, mas antes de dormir, escutei meus vizinhos brigando e atirando objetos. Gritos, choros, vidros quebrando, não sei como conseguem viver assim, perguntei-me enquanto prendia o travesseiro nos ouvidos.
Deitado na cama rezei agradecendo por mais um dia. Apesar da loucura ao redor, há sinais de sanidade, bons corações por trás das aparências. Sonhei com um mundo em que diferenças não eram motivo de discórdia, onde compartilhamos o pão com o necessitado.
Na manhã seguinte, um novo dia se iniciava, trazendo esperança. Tomei o café da manhã ouvindo os pássaros na janela, em harmonia com a natureza. Lembrei-me de cuidar das minhas plantas, seres quietos e resilientes. Reguei-as com carinho enquanto assobiava uma melodia suave.
Na rua, buzinas e sirenes ecoavam. Mas reparei nas flores nos parapeitos, gatos tomando sol nas janelas. A beleza persevera entre a cacofonia citadina. Sorri para um senhor varrendo a calçada e desejei-lhe bom dia.
No ônibus lotado, cedi meu assento para uma senhora. Ela agradeceu gentilmente e começou a conversar comigo. Falou da neta que iria visitar, mostrou fotos no celular. Pequenos atos de conexão verdadeira entre estranhos.
Na hora do almoço, comprei um sanduíche e o dividir com um morador de rua. Sentamos no banco da praça para comer e conversar. Ele falou dos altos e baixos que a vida lhe impôs, sem autopiedade. Agradeceu a refeição com os olhos marejados.
No trabalho à tarde, uma colega me contou sobre o filho autista. Descreveu as dificuldades e preconceitos que enfrentam, mas também as pequenas vitórias. Não julgamos livros pela capa, e gente pela aparência. Em cada um existe um universo inexplorado.
Outro colega reclamou da falta de verbas para a educação pública. Outra criticou projetos que desmatam a Amazônia. Vi que não era o único inconformado com os rumos do mundo. A indignação pode mover montanhas quando construtiva.
Saindo do trabalho, comprei uma rosa de uma florista. Ela envolveu a flor em papel delicadamente, como que embalando um presente precioso. Ofereci a rosa a uma senhora sentada no ponto de ônibus, e seu sorriso iluminou a noite que caía.
Fui ao mercado, o caixa conversava com todos os clientes enquanto passava as compras. Brincou com uma criança, aconselhou uma senhora sobre marcas de arroz, contou piada para o rapaz atrás de mim. Irradiava humanidade atrás da farda cinzenta.
Cheguei em casa, reguei novamente as plantas, como em um ritual zen. Depois, assisti a um filme edificante sobre respeito às diferenças. Uma história moralmente complexa explorando a humanidade em cada um de nós
, era a descrição. Sonhei que todos os templos e nações se tornavam escolas e bibliotecas.
Na manhã seguinte, acordei ao som de pássaros cantando, um coro matinal de pardais urbanos. Fui à janela e inspirei o ar trazido pela brisa noturna. O céu se tingia de dourado e lilás, prometendo um dia radiante. Água para o café e pão caseiro. Gratidão.
Andando para o ponto de ônibus, ponderava minhas reflexões noturnas. Será que em minha cruzada solitária contra a insanidade, também perco a razão por vezes? Talvez haja candura na loucura alheia, e loucura na minha suposta candura.
No ponto de ônibus, uma menina me ofereceu uma flor silvestre. Aceitei sorrindo e ela saiu saltitando, sua risada cristalina ecoando. Coloquei a flor na lapela e senti que o dia fluiria bem.
No ônibus um músico tocava violino, encantando a todos. Notas doces e melodiosas transformavam o veículo monótono numa cápsula de beleza e sensibilidade. Arte fluida, semeando encanto no cotidiano severo. Almas se conectavam por meio da música.
Antes de ir ao trabalho fui à biblioteca, escolhi um livro de contos sutis. Histórias simples, mas profundas, que nutrem a alma faminta. Somos todos peregrinos buscando sentido nesta existência efêmera. Será que minha busca por sanidade é vã?
Na rua, um grupo de crianças brincava saltando corda e cantando. Observei seus rostos risonhos e esqueci minhas preocupações por instantes. A infância, espantalho da melancolia. Como manter viva essa faceta lúdica, curiosa, leve?
Comprei uma garrafa d'água de um vendedor ambulante. O dia estava quente, e a gentileza, refrescante. Ele contou piadas enquanto eu ria. Cada encontro pode saciar nossa sede por conexão, desde que estejamos abertos a isso.
Caminhei até o parque, sentindo a brisa brincando com meus cabelos. O sol penetrava entre as folhas, banhando tudo de ouro líquido. A beleza intocada da natureza repousou meu coração agitado. Lembrei que dentro de nós também moram jardins secretos à espera de luz.
No trabalho, sugeri uma dinâmica de integração entre os colegas. Para minha surpresa, a proposta foi aceita. Por um instante, derrubamos nossas máscaras e conversamos humano para humano. Depois da chuva, a alegria de ver o arco-íris.
